segunda-feira, 31 de julho de 2017

ONS indica a necessidade de 318 obras e investimentos de R$ 16 bi

O Operador Nacional do Sistema Elétrico divulgou esta semana o Plano de Ampliações e Reforços 2017-2019 (PAR). De acordo com o órgão, há a necessidade de realização de 318 obras em todas as regiões do Sistema Interligado Nacional. Estão divididas em 144 ampliações e 174 reforços. Ao total, a estimativa de necessidade de investimentos é de R$ 16 bilhões, uma redução de R$ 10 bilhões em comparação com o plano anterior. Em linhas de transmissão estão indicados a necessidade de 10.836 quilômetros em ativos, sendo quase 60% de tensão na faixa de 500/525 kV. Outros 4,6 mil quilômetros são de 230 kV. A maior parte dos projetos com 40% do total está no Sul do país, 37% no Norte e Nordeste, enquanto 23% no Sudeste e Centro-Oeste.

 Já em termos de capacidade de transformação, o ONS indica que serão necessários 50.106 MVA por meio de 166 unidades, seguindo a mesma proporção das linhas em relação ao total apontado. A divisão nesse segmento está em 38% no Sul, 32% no Sudeste e Centro Oeste, e os 30% no Norte e Nordeste. Apesar dos valores apontados é considerada uma redução da casa de 4% na carga no plano atual ante o PAR anterior que englobava o período de 2016 a 2018. A maior diferença está na comparação da projeção em 2019. No anterior estava projetada carga de pouco mais de 105 mil MW na média dos dias úteis do verão, agora esse volume está 4,7% menor e não chega a 100 mil MW. Apenas em 2019 que se espera uma carga nos meses de janeiro a março acima desse patamar na média.

O plano é elaborado pelo operador a partir dos estudos da Empresa de Pesquisa Energética, responsável pela expansão do SIN no horizonte de longo prazo, e das indicações de reforços encaminhadas pelos agentes. No PAR ainda são consideradas eventuais restrições identificadas no horizonte de curto prazo e tempo real. Neste contexto, o PAR indica, dentre os projetos planejados pela EPE, quais os empreendimentos prioritários a serem leiloados ou outorgados nos próximos três anos, de forma a conciliar a expansão com as necessidades da operação do sistema. Também são apontados reforços para atendimento à carga contratada e para eliminar restrições identificadas no âmbito da operação do SIN.

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