O Ministério de Minas e Energia (MME) adiou, por tempo indeterminado, a realização de todos os leilões de geração e transmissão de energia programados para 2020. A decisão consta na Portaria nº 134, publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na tarde desta segunda-feira, 30 de março. As crises mundiais de saúde e econômica causadas pela pandemia de coronavírus (Covid-19) foram determinantes na decisão do governo.
Foram cancelados dois leilões de energia existente (A-4 e A-5), dois leilões de energia nova (A-4 e A-6), o leilão de sistema de transmissão de energia e o leilão para o atendimento ao sistema isolado.
“Os atos que determinarem a continuidade dos certames de que trata o caput definirão novos prazos para as etapas em curso na data de publicação desta Portaria, bem como definirão outras medidas necessárias para dar tratamento aos impactos da postergação, incluindo-se nova realização de etapas já concluídas”, diz a portaria.
Os leilões de energia existe seriam realizados em 30 de abril. O leilão A-4 estava marcado para 28 de abril e o A-6, para 24 de setembro. O leilão de transmissão ocorreria em 10 de julho de 2020.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130845/mme-suspende-todos-os-leiloes-por-tempo-indeterminado
terça-feira, 31 de março de 2020
segunda-feira, 30 de março de 2020
ONS: queda de consumo e pandemia zeram custo de operação
A operação do mês de abril começa com o custo marginal de operação zerado em todo o país. Esse é o resultado da atual conjuntura do país com as afluências elevadas na maior parte do Brasil e, principalmente, a queda de 8,1% na carga conforme projeta o Operador Nacional do Sistema Elétrico, para os próximos 30 dias, além da retração de 6% em maio.
Os valores foram revelados há pouco durante o segundo dia da reunião mensal do ONS para a Programação Mensal de Operação referente a abril, realizada de forma remota em função da pandemia do coronavírus.
Durante o primeiro dia da reunião, o Operador revelou que a projeção de queda da carga deve-se à retração da demanda por conta da crise que tem levado ao fechamento de diversos segmentos da economia. A maior queda ante o mesmo período do ano passado está no submercado Sudeste/ Centro-Oeste com 10% ante uma estimativa anterior de crescimento de 2%. Ao total a estimativa é de que a carga em abril de 2020 fique em 63.135 MW médios. São esperadas quedas de 7,1% para o Sul, de 5,5% no Nordeste e de 1,8% no Norte.
A previsão é de que a energia natural afluente continue baixa apenas no Sul do país, como tem sido nos últimos meses, sendo 25% da média de longo termo para o final de abril. No SE/CO a estimativa é de fechar o mês em 88% da MLT, praticamente a mesma previsão do Nordeste, onde são esperados 89%. Já no Norte está a maior afluência projetada, 117% da média histórica.
Já em termos de armazenamento nos reservatórios do SIN, a curva segue a tendência das vazões. Apenas no Sul é projetada redução ante o volume inicial, passando de 18,3% para 16,9%. No restante continua o replecionamento com projeção de encerrar abril com volumes de 57,5% no SE/CO, de 78,3% no Norte e de 88,2% no NE.
A estimativa de despacho térmico para a semana operativa que se inicia neste sábado, 28 de março, é de 6.880 MW médios, sendo que 1.784 MW médios por ordem de mérito, outros 4.836 MW médios por inflexibilidade e outros 260 MW médios por restrição elétrica.
Já a meteorologia para abril e maio aponta que no SE/CO há expectativa de temperaturas próximas à média e chuvas de normal a abaixo da MLT. No Sul existe a mesma avaliação quando a chuvas, mas com temperaturas podendo fica acima da média. No NE e Norte é esperada a normalidade para os dois indicadores.
De acordo com a previsão da Climatempo, na semana que vem a expectativa é de que as chuvas deverão cair em bom volume no Sul e parte do Sudeste, sendo nas bacias do Alto Uruguai, Iguaçu, Itaipu, Paraná e Paranapanema.
Segundo a meteorologista Patrícia Madeira, serão duas ondas de chuvas que podem somar 100 mm nas bacias do Uruguai, Baixo Iguaçu e Itaipu. Nas outras áreas a previsão é de não registrar nem metade desse volume. Já entre os dias 4 e 10 de abril, volta o padrão atual, mais concentrado no Norte e NE. Na semana seguinte, de 11 a 17, ela apontou que é esperada mais chuva no Sudeste, sem ser volumosa, mas que representa vazões adicionais e inesperadas já que neste período não costuma ocorrer essa precipitação.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130615/ons-queda-de-consumo-e-pandemia-zeram-custo-de-operacao
Os valores foram revelados há pouco durante o segundo dia da reunião mensal do ONS para a Programação Mensal de Operação referente a abril, realizada de forma remota em função da pandemia do coronavírus.
Durante o primeiro dia da reunião, o Operador revelou que a projeção de queda da carga deve-se à retração da demanda por conta da crise que tem levado ao fechamento de diversos segmentos da economia. A maior queda ante o mesmo período do ano passado está no submercado Sudeste/ Centro-Oeste com 10% ante uma estimativa anterior de crescimento de 2%. Ao total a estimativa é de que a carga em abril de 2020 fique em 63.135 MW médios. São esperadas quedas de 7,1% para o Sul, de 5,5% no Nordeste e de 1,8% no Norte.
A previsão é de que a energia natural afluente continue baixa apenas no Sul do país, como tem sido nos últimos meses, sendo 25% da média de longo termo para o final de abril. No SE/CO a estimativa é de fechar o mês em 88% da MLT, praticamente a mesma previsão do Nordeste, onde são esperados 89%. Já no Norte está a maior afluência projetada, 117% da média histórica.
Já em termos de armazenamento nos reservatórios do SIN, a curva segue a tendência das vazões. Apenas no Sul é projetada redução ante o volume inicial, passando de 18,3% para 16,9%. No restante continua o replecionamento com projeção de encerrar abril com volumes de 57,5% no SE/CO, de 78,3% no Norte e de 88,2% no NE.
A estimativa de despacho térmico para a semana operativa que se inicia neste sábado, 28 de março, é de 6.880 MW médios, sendo que 1.784 MW médios por ordem de mérito, outros 4.836 MW médios por inflexibilidade e outros 260 MW médios por restrição elétrica.
Já a meteorologia para abril e maio aponta que no SE/CO há expectativa de temperaturas próximas à média e chuvas de normal a abaixo da MLT. No Sul existe a mesma avaliação quando a chuvas, mas com temperaturas podendo fica acima da média. No NE e Norte é esperada a normalidade para os dois indicadores.
De acordo com a previsão da Climatempo, na semana que vem a expectativa é de que as chuvas deverão cair em bom volume no Sul e parte do Sudeste, sendo nas bacias do Alto Uruguai, Iguaçu, Itaipu, Paraná e Paranapanema.
Segundo a meteorologista Patrícia Madeira, serão duas ondas de chuvas que podem somar 100 mm nas bacias do Uruguai, Baixo Iguaçu e Itaipu. Nas outras áreas a previsão é de não registrar nem metade desse volume. Já entre os dias 4 e 10 de abril, volta o padrão atual, mais concentrado no Norte e NE. Na semana seguinte, de 11 a 17, ela apontou que é esperada mais chuva no Sudeste, sem ser volumosa, mas que representa vazões adicionais e inesperadas já que neste período não costuma ocorrer essa precipitação.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130615/ons-queda-de-consumo-e-pandemia-zeram-custo-de-operacao
sexta-feira, 27 de março de 2020
Capacidade eólica pode crescer 112% na década
A consultoria Wood Mackenzie indica que a despeito da pandemia do novo coronavírus espera que as adições globais de capacidade de energia eólica fiquem a uma média anual de 77 GW entre 2020 e 2029. Se essa previsão se confirmar, ao final desta década o consolidado representará um crescimento de 112% na capacidade instalada global quando comparada ao final de 2019.
Segundo relatório ‘Atualização da Perspectiva de Mercado Eólico Global: 1T 2020’ (na tradução livre do inglês), 62 GW de capacidade eólica foram adicionados nos 12 meses de 2019, o que representa um aumento de 23% em relação a 2018 e o segundo maior total anual após 2015, quando alcançou 63 GW.
A consultoria aponta que a aceleração na implementação deve-se ao ritmo induzido por políticas na China e nos Estados Unidos, que provocou um aumento de 11,5 GW nas adições de capacidade líquida global de 2019 em comparação com 2018. E, acrescentou, embora a história para 2019 seja positiva, 2020 não seguirá esse caminho por conta do impacto da pandemia.
As adições anuais na América Latina terão uma média superior a 4 GW. O desenvolvimento do mercado livre no Brasil, a execução dos prêmios inaugurais de leilão na Colômbia, a oportunidade apresentada pelas aposentadorias de carvão no Chile e a crescente demanda do segmento de no México apresentam potencial de contribuirão para um crescimento médio anual de 9% na região de 2020 a 2029.
Já o cumprimento das metas de energia e clima da UE para 2030 impulsionará a adição de 225 GW na Europa durante o período de previsão, de acordo com Wood Mackenzie. Por lá, as restrições de terra em países maduros impulsionarão um quarto do crescimento da Europa no exterior, onde o setor compreenderá 32% das adições na Europa Ocidental e 43% das adições no Norte da Europa entre 2020 e 2029.
Por sua vez, as restrições da cadeia de suprimentos e os atrasos causados pelo coronavírus reduzirão o potencial de crescimento de curto prazo na China, mas os desenvolvedores ainda conseguirão conectar 26 GW de energia eólica à rede em 2020 por lá.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130542/capacidade-eolica-pode-crescer-112-na-decada
Segundo relatório ‘Atualização da Perspectiva de Mercado Eólico Global: 1T 2020’ (na tradução livre do inglês), 62 GW de capacidade eólica foram adicionados nos 12 meses de 2019, o que representa um aumento de 23% em relação a 2018 e o segundo maior total anual após 2015, quando alcançou 63 GW.
A consultoria aponta que a aceleração na implementação deve-se ao ritmo induzido por políticas na China e nos Estados Unidos, que provocou um aumento de 11,5 GW nas adições de capacidade líquida global de 2019 em comparação com 2018. E, acrescentou, embora a história para 2019 seja positiva, 2020 não seguirá esse caminho por conta do impacto da pandemia.
As adições anuais na América Latina terão uma média superior a 4 GW. O desenvolvimento do mercado livre no Brasil, a execução dos prêmios inaugurais de leilão na Colômbia, a oportunidade apresentada pelas aposentadorias de carvão no Chile e a crescente demanda do segmento de no México apresentam potencial de contribuirão para um crescimento médio anual de 9% na região de 2020 a 2029.
Já o cumprimento das metas de energia e clima da UE para 2030 impulsionará a adição de 225 GW na Europa durante o período de previsão, de acordo com Wood Mackenzie. Por lá, as restrições de terra em países maduros impulsionarão um quarto do crescimento da Europa no exterior, onde o setor compreenderá 32% das adições na Europa Ocidental e 43% das adições no Norte da Europa entre 2020 e 2029.
Por sua vez, as restrições da cadeia de suprimentos e os atrasos causados pelo coronavírus reduzirão o potencial de crescimento de curto prazo na China, mas os desenvolvedores ainda conseguirão conectar 26 GW de energia eólica à rede em 2020 por lá.
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quinta-feira, 26 de março de 2020
Distribuidoras esperam medidas para compensar concessões da Aneel
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica afirmou em nota nesta quarta-feira (25) que confia na adoção de medidas complementares destinadas a manter o equilíbrio econômico financeiro do setor elétrico e “mitigar os efeitos das concessões estabelecidas pela Aneel.” A declaração aconteceu um dia depois da aprovação pela agência reguladora de um pacote de medidas que inclui a proibição do corte no fornecimento de energia elétrica de consumidores inadimplentes pelos próximos 90 dias.
A Abradee também repetiu apelo feito por diretores da Aneel na reunião de ontem para que consumidores em melhores condições mantenham seus pagamentos em dia durante esse período, “pois não se tratam de isenções.” “Esses recursos financeiros são fundamentais para que as empresas do setor elétrico possam manter seu principal objetivo: o fornecimento de energia elétrica à sociedade com qualidade e presteza”, reforçou a associação.
A ideia por trás da decisão da agência é atender consumidores residenciais em situação de maior vulnerabilidade, que poderão perder sua fonte de renda durante o período de quarentena imposto pela pandemia do coronavírus. Além de residências, não poderá haver interrupção no fornecimento por falta de pagamento de atividades essenciais em áreas como saúde, segurança pública, tratamento e fornecimento de água e transporte.
A entidade disse que continua empenhada em um esforço conjunto com a Aneel e os ministérios de Minas e Energia e da Economia em busca de alternativas mitigatórias para as medidas. Nas últimas semanas, informou a nota, as distribuidoras participaram de diversas reuniões para discutir medidas adequadas de atendimento às demandas resultantes da evolução do coronavírus, que resultaram nas iniciativas aprovadas pela Aneel visando à manutenção da confiabilidade do sistema e da preservação da saúde de consumidores e trabalhadores do setor.
“O entendimento da situação excepcional à qual todos os setores da economia estão inseridos também foram refletidos nessa Resolução, a qual a Abradee espera que traga melhores condições para a população.”
Leia mais em; https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130486/distribuidoras-esperam-medidas-para-compensar-concessoes-da-aneel
A Abradee também repetiu apelo feito por diretores da Aneel na reunião de ontem para que consumidores em melhores condições mantenham seus pagamentos em dia durante esse período, “pois não se tratam de isenções.” “Esses recursos financeiros são fundamentais para que as empresas do setor elétrico possam manter seu principal objetivo: o fornecimento de energia elétrica à sociedade com qualidade e presteza”, reforçou a associação.
A ideia por trás da decisão da agência é atender consumidores residenciais em situação de maior vulnerabilidade, que poderão perder sua fonte de renda durante o período de quarentena imposto pela pandemia do coronavírus. Além de residências, não poderá haver interrupção no fornecimento por falta de pagamento de atividades essenciais em áreas como saúde, segurança pública, tratamento e fornecimento de água e transporte.
A entidade disse que continua empenhada em um esforço conjunto com a Aneel e os ministérios de Minas e Energia e da Economia em busca de alternativas mitigatórias para as medidas. Nas últimas semanas, informou a nota, as distribuidoras participaram de diversas reuniões para discutir medidas adequadas de atendimento às demandas resultantes da evolução do coronavírus, que resultaram nas iniciativas aprovadas pela Aneel visando à manutenção da confiabilidade do sistema e da preservação da saúde de consumidores e trabalhadores do setor.
“O entendimento da situação excepcional à qual todos os setores da economia estão inseridos também foram refletidos nessa Resolução, a qual a Abradee espera que traga melhores condições para a população.”
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quarta-feira, 25 de março de 2020
Projeção de consultoria para eólica no mundo é reduzida em 5 GW
A evolução e alcance cada vez maiores da pandemia do novo coronavírus e outras mudanças no mercado desde a atualização do quarto trimestre de 2019 levou a consultoria Wood Mackenzie a alterar a sua previsão de expansão da fonte eólica no mundo para 73 GW em 2020. Essa estimativa é 4,9 GW menor do que projetava a empresa ao final de 2019.
Segundo avaliação da chefe de Pesquisa Global de Energia Eólica da Wood Mackenzie, Dan Shreve, as partes interessadas do setor estão adaptando continuamente as operações comerciais para equilibrar a segurança dos trabalhadores com as necessidades de seus clientes, cumprindo, ao mesmo tempo, medidas dinâmicas de contenção governamental.
De acordo com consultoria, o potencial impacto nas instalações globais continua sendo mais significativo nos dois maiores mercados, ou seja, China e Estados Unidos. Aliás, neste último a OMS estima que caminha para ser o novo centro da epidemia em termos globais.
Em mercados europeus classificados como de nível I, entre eles Espanha, França e Itália, a projeção é de que podem ser atingidos ainda mais em termos percentuais devido às medidas de bloqueio mais agressivas que inibem a mobilidade dos trabalhadores com o fechamento de fábricas nesta semana devido a infecções.
Contudo, o efeito dominó para outros mercados pode ser limitado, especialmente considerando a rápida recuperação prevista para a cadeia de fornecimento de energia eólica da China e o impacto limitado da pandemia na Índia e na América Latina até o momento.
“A cadeia de suprimentos de energia eólica é verdadeiramente global por natureza, com um nível de diversificação mais alto que o solar, e, portanto, o impacto do desligamento do coronavírus da China nos mercados ocidentais foi gerenciado através do aproveitamento de linhas de suprimentos estabelecidas da Índia, Brasil, México e outras grandes produções hubs”, aponta a consultoria. “Além disso, tanto a produção quanto a construção no mercado chinês estão se recuperando rapidamente com os governos locais, agora incentivando as instalações a voltar ao trabalho, pois acredita-se que o surto esteja sob controle. Este último ponto é crítico. Embora surjam interrupções no fornecimento na Europa Ocidental, o suprimento de componentes críticos da China, como pás de turbinas eólicas para os EUA, supera o da Espanha em dois a um”, acrescentou a consultoria em sua análise.
Mas alerta que os riscos permanecem, especialmente na Europa, onde o fechamento de fábricas provavelmente resultará em atrasos na instalação de turbinas, tanto no mercado interno quanto possivelmente nos EUA.
Aponta ainda que as plantas de pás de turbinas eólicas da LM Wind Power e Siemens Gamesa estão encerrando a produção. Embora o tempo de inatividade declarado seja medido em semanas, pode levar meses se a taxa de infecções na Espanha continuar aumentando. Enquanto nos Estados Unidos, as empresas de EPC relataram que suas cadeias de suprimentos permanecem intactas para itens de construção civil e elétrica, embora o fornecimento de equipamentos de alta tensão ainda a serem entregues esteja sendo monitorado de perto devido a opções limitadas de fornecimento. Em mercados com infraestrutura EPC bem estabelecida, a consultoria avalia que o impacto não é tão grave.
A maior preocupação com a demanda eólica está no potencial atraso ou cancelamento de novos leilões e licitações, de acordo com Wood Mackenzie. E cita países como a África do Sul que deveria lançar sua próxima rodada de leilões no segundo trimestre de 2020, cronograma classificado como improvável, assim como os certames planejados na Polônia e na Ucrânia na primeira metade do ano.
As cadeias de valor de diferentes tecnologias têm níveis variados de exposição a restrições do lado da oferta e escala potencial retração da demanda. A disseminação de paradas na Espanha, Itália, Malásia e partes dos EUA impactará os inversores solares e a produção de módulos. Nos EUA, estima que é provável que os portos permaneçam abertos e a construção do local possa continuar, mas atrasos na implementação poderão ser verificados.
Em termos da cadeia de suprimentos de baterias é visualizado uma volta na atividade na China e na Coréia do Sul, enquanto as instalações de fabricação automotiva na Europa e na América do Norte estão fechando ou mudando para produzir equipamentos médicos. Ainda é cedo para avaliar o impacto, pois as vendas de veículos elétricos permaneceram fortes até fevereiro e as implicações de execução e demanda de curto prazo do projeto para aplicações na rede serão direcionadas para estratégias locais de mitigação.
Em geral, aponta que o principal risco para os mercados regionais de energia é uma recessão prolongada. Os geradores de gás devem enfrentar impactos desiguais do colapso simultâneo do preço do petróleo.
Por aqui, continua a Wood Mackenzie, começamos a ver medidas de quarentena no mercado interno, desafiando ainda mais uma geografia fortemente dependente da demanda global de matérias-primas. Segundo a avaliação, isso diminuirá a demanda nos principais mercados do país, bem como no Chile, México e Argentina e provavelmente levará a leilões reduzidos ou atrasados e desafiará o financiamento de projetos.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130299/projecao-de-consultoria-para-eolica-no-mundo-e-reduzida-em-5-gw
Segundo avaliação da chefe de Pesquisa Global de Energia Eólica da Wood Mackenzie, Dan Shreve, as partes interessadas do setor estão adaptando continuamente as operações comerciais para equilibrar a segurança dos trabalhadores com as necessidades de seus clientes, cumprindo, ao mesmo tempo, medidas dinâmicas de contenção governamental.
De acordo com consultoria, o potencial impacto nas instalações globais continua sendo mais significativo nos dois maiores mercados, ou seja, China e Estados Unidos. Aliás, neste último a OMS estima que caminha para ser o novo centro da epidemia em termos globais.
Em mercados europeus classificados como de nível I, entre eles Espanha, França e Itália, a projeção é de que podem ser atingidos ainda mais em termos percentuais devido às medidas de bloqueio mais agressivas que inibem a mobilidade dos trabalhadores com o fechamento de fábricas nesta semana devido a infecções.
Contudo, o efeito dominó para outros mercados pode ser limitado, especialmente considerando a rápida recuperação prevista para a cadeia de fornecimento de energia eólica da China e o impacto limitado da pandemia na Índia e na América Latina até o momento.
“A cadeia de suprimentos de energia eólica é verdadeiramente global por natureza, com um nível de diversificação mais alto que o solar, e, portanto, o impacto do desligamento do coronavírus da China nos mercados ocidentais foi gerenciado através do aproveitamento de linhas de suprimentos estabelecidas da Índia, Brasil, México e outras grandes produções hubs”, aponta a consultoria. “Além disso, tanto a produção quanto a construção no mercado chinês estão se recuperando rapidamente com os governos locais, agora incentivando as instalações a voltar ao trabalho, pois acredita-se que o surto esteja sob controle. Este último ponto é crítico. Embora surjam interrupções no fornecimento na Europa Ocidental, o suprimento de componentes críticos da China, como pás de turbinas eólicas para os EUA, supera o da Espanha em dois a um”, acrescentou a consultoria em sua análise.
Mas alerta que os riscos permanecem, especialmente na Europa, onde o fechamento de fábricas provavelmente resultará em atrasos na instalação de turbinas, tanto no mercado interno quanto possivelmente nos EUA.
Aponta ainda que as plantas de pás de turbinas eólicas da LM Wind Power e Siemens Gamesa estão encerrando a produção. Embora o tempo de inatividade declarado seja medido em semanas, pode levar meses se a taxa de infecções na Espanha continuar aumentando. Enquanto nos Estados Unidos, as empresas de EPC relataram que suas cadeias de suprimentos permanecem intactas para itens de construção civil e elétrica, embora o fornecimento de equipamentos de alta tensão ainda a serem entregues esteja sendo monitorado de perto devido a opções limitadas de fornecimento. Em mercados com infraestrutura EPC bem estabelecida, a consultoria avalia que o impacto não é tão grave.
A maior preocupação com a demanda eólica está no potencial atraso ou cancelamento de novos leilões e licitações, de acordo com Wood Mackenzie. E cita países como a África do Sul que deveria lançar sua próxima rodada de leilões no segundo trimestre de 2020, cronograma classificado como improvável, assim como os certames planejados na Polônia e na Ucrânia na primeira metade do ano.
As cadeias de valor de diferentes tecnologias têm níveis variados de exposição a restrições do lado da oferta e escala potencial retração da demanda. A disseminação de paradas na Espanha, Itália, Malásia e partes dos EUA impactará os inversores solares e a produção de módulos. Nos EUA, estima que é provável que os portos permaneçam abertos e a construção do local possa continuar, mas atrasos na implementação poderão ser verificados.
Em termos da cadeia de suprimentos de baterias é visualizado uma volta na atividade na China e na Coréia do Sul, enquanto as instalações de fabricação automotiva na Europa e na América do Norte estão fechando ou mudando para produzir equipamentos médicos. Ainda é cedo para avaliar o impacto, pois as vendas de veículos elétricos permaneceram fortes até fevereiro e as implicações de execução e demanda de curto prazo do projeto para aplicações na rede serão direcionadas para estratégias locais de mitigação.
Em geral, aponta que o principal risco para os mercados regionais de energia é uma recessão prolongada. Os geradores de gás devem enfrentar impactos desiguais do colapso simultâneo do preço do petróleo.
Por aqui, continua a Wood Mackenzie, começamos a ver medidas de quarentena no mercado interno, desafiando ainda mais uma geografia fortemente dependente da demanda global de matérias-primas. Segundo a avaliação, isso diminuirá a demanda nos principais mercados do país, bem como no Chile, México e Argentina e provavelmente levará a leilões reduzidos ou atrasados e desafiará o financiamento de projetos.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130299/projecao-de-consultoria-para-eolica-no-mundo-e-reduzida-em-5-gw
terça-feira, 24 de março de 2020
Proposta prevê isenção da conta de luz para consumidores de baixa renda
O presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Marcos Rogerio (DEM-RO), enviou na última sexta-feira (20) ao Ministério de Minas e Energia proposta de medida provisória que prevê até 100% de isenção da conta de luz para consumidores beneficiados com a tarifa social de baixa renda. A medida seria aplicada por até três meses, no ápice da crise do coronavírus, e atingiria 8,3 milhões de famílias, a um custo total estimado pelo parlamentar em R$ 1 bilhão.
O custeio tem como objetivo “mitigar os efeitos econômicos adversos nas famílias de baixa renda associados à pandemia da covid-19.” Ele seria feito com parte do orçamento dos programas de Pesquisa e Desenvolvimento e de Eficiência Energética que ainda não tenha sido utilizada pelas empresas do setor elétrico.
Os recursos represados de P&D e EE totalizam aproximadamente R$ 5 bilhões, de acordo com o senador. “Todas as empresas do setor elétrico são obrigadas a realizar investimentos em P&D. Portanto, o dinheiro do fundo poderia ser utilizado para custear as tarifas de quem consome até 220 kWh”, justificou em nota divulgada por sua assessoria.
Segundo o senador, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o assunto será discutido dentro do governo e não existe ainda uma definição sobre a MP. Albuquerque teria, porém, afirmado que a proposta é “interessante para aliviar o impacto dessa pandemia nas classes de baixa renda e vai no sentido das medidas que já estão sendo pensadas pelo governo para o setor.”
A minuta de MP estabelece que a isenção alcançará as despesas das unidades consumidoras que não são cobertas pela Conta de Desenvolvimento Energético e poderá atingir a totalidade do valor a ser pago pela unidade consumidora beneficiária da política pública, desde que haja recursos disponíveis.
A gestão dos valores a serem repassados será feita pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que já administra os repasses da CDE. A CCEE deverá criar uma conta específica para movimentar os recursos.
A proposta de MP também determina às empresas de geração, transmissão e distribuição terão 15 dias para depositar os recursos, a partir da publicação da medida. Os valores não utilizados serão devolvidos.
A Câmara de Comercialização vai repassar recursos da nova conta às concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica, para a cobertura das faturas mensais dos consumidores. O repasse será fiscalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e as distribuidoras que fornecerem “informações inverídicas” sobre os valores a serem cobertos serão obrigadas a devolver o que foi solicitado em dobro. Os recursos movimentados estarão isentos da incidência do PIS/Pasep e da Cofins.
Na quinta-feira passada, 19 de março, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica divulgou comunicado em que manifestava preocupação com os impactos para o setor da adoção de medidas de desoneração na conta de luz, durante a pandemia do coronavírus. A Abradee alertou que ações tomadas sem um discussão prévia poderiam levar ao desequilíbrio de empresas de todos os segmentos, já que a arrecadação dos recursos não apenas de distribuidoras, mas também de geradoras e transmissoras, é feita na conta de energia.
Entenda a tarifa de baixa renda
Os subsídios da tarifa social de energia elétrica foram criados em 2002 pela Lei 10.438. Eles vem na forma de descontos para famílias de baixa renda, com consumo mensal de até 220 kWh e inscritas no Cadastro Único de programas sociais do governo federal.
Os descontos são escalonados de acordo com a faixa de consumo, e variam de 10% (entre 101 e 220 kWh)a 65%(de 0 a 30 kWh) para a maioria dos beneficiários. Para famílias indígenas e quilombolas que atendam às exigências da política pública, o desconto é de 100% na faixa de consumo até 50 kWh/mês; de 40% entre 51 e 100 kWh e de 10% entre 101 e 2020 kWh.
Os beneficiários da tarifa social também estão isentos do do custeio da CDE e do Programa de Incentivos às Fontes Alternativas de Energia Elétrica- Proinfa.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130171/proposta-preve-isencao-da-conta-de-luz-para-consumidores-de-baixa-renda
O custeio tem como objetivo “mitigar os efeitos econômicos adversos nas famílias de baixa renda associados à pandemia da covid-19.” Ele seria feito com parte do orçamento dos programas de Pesquisa e Desenvolvimento e de Eficiência Energética que ainda não tenha sido utilizada pelas empresas do setor elétrico.
Os recursos represados de P&D e EE totalizam aproximadamente R$ 5 bilhões, de acordo com o senador. “Todas as empresas do setor elétrico são obrigadas a realizar investimentos em P&D. Portanto, o dinheiro do fundo poderia ser utilizado para custear as tarifas de quem consome até 220 kWh”, justificou em nota divulgada por sua assessoria.
Segundo o senador, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que o assunto será discutido dentro do governo e não existe ainda uma definição sobre a MP. Albuquerque teria, porém, afirmado que a proposta é “interessante para aliviar o impacto dessa pandemia nas classes de baixa renda e vai no sentido das medidas que já estão sendo pensadas pelo governo para o setor.”
A minuta de MP estabelece que a isenção alcançará as despesas das unidades consumidoras que não são cobertas pela Conta de Desenvolvimento Energético e poderá atingir a totalidade do valor a ser pago pela unidade consumidora beneficiária da política pública, desde que haja recursos disponíveis.
A gestão dos valores a serem repassados será feita pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que já administra os repasses da CDE. A CCEE deverá criar uma conta específica para movimentar os recursos.
A proposta de MP também determina às empresas de geração, transmissão e distribuição terão 15 dias para depositar os recursos, a partir da publicação da medida. Os valores não utilizados serão devolvidos.
A Câmara de Comercialização vai repassar recursos da nova conta às concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica, para a cobertura das faturas mensais dos consumidores. O repasse será fiscalizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e as distribuidoras que fornecerem “informações inverídicas” sobre os valores a serem cobertos serão obrigadas a devolver o que foi solicitado em dobro. Os recursos movimentados estarão isentos da incidência do PIS/Pasep e da Cofins.
Na quinta-feira passada, 19 de março, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica divulgou comunicado em que manifestava preocupação com os impactos para o setor da adoção de medidas de desoneração na conta de luz, durante a pandemia do coronavírus. A Abradee alertou que ações tomadas sem um discussão prévia poderiam levar ao desequilíbrio de empresas de todos os segmentos, já que a arrecadação dos recursos não apenas de distribuidoras, mas também de geradoras e transmissoras, é feita na conta de energia.
Entenda a tarifa de baixa renda
Os subsídios da tarifa social de energia elétrica foram criados em 2002 pela Lei 10.438. Eles vem na forma de descontos para famílias de baixa renda, com consumo mensal de até 220 kWh e inscritas no Cadastro Único de programas sociais do governo federal.
Os descontos são escalonados de acordo com a faixa de consumo, e variam de 10% (entre 101 e 220 kWh)a 65%(de 0 a 30 kWh) para a maioria dos beneficiários. Para famílias indígenas e quilombolas que atendam às exigências da política pública, o desconto é de 100% na faixa de consumo até 50 kWh/mês; de 40% entre 51 e 100 kWh e de 10% entre 101 e 2020 kWh.
Os beneficiários da tarifa social também estão isentos do do custeio da CDE e do Programa de Incentivos às Fontes Alternativas de Energia Elétrica- Proinfa.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130171/proposta-preve-isencao-da-conta-de-luz-para-consumidores-de-baixa-renda
segunda-feira, 23 de março de 2020
Itaipu e elétricas adotam planos de contingência em meio a pandemia
A usina de Itaipu, assim como diversas empresas do setor energético brasileiro e mundial, adotou uma série de medidas internas e externas para evitar a disseminação do novo Coronavírus, sem prejudicar à produção de energia elétrica para a população. Entre elas está a liberação de um fundo emergencial de US$ 3 milhões para ajudar Foz do Iguaçu e as demais cidades da 9ª Regional de Saúde do Paraná a combater a pandemia. Visando garantir o funcionamento normal da hidrelétrica, a companhia colocou em prática um plano de contingência, com período de execução a partir desta sexta-feira, 20 de março, valendo por duas semanas.
Apenas os empregados que não podem exercer suas funções em casa e trabalham em atividades consideradas essenciais terão suas rotinas mantidas. Um escalonamento será feito, caso haja necessidade. Já os demais adotarão o sistema home office, a exemplo do que vem sendo feito por outras empresas do setor público e privado. A decisão foi tomada logo depois de uma reunião extraordinária do diretor-geral brasileiro, Joaquim Silva e Luna, com o Grupo de Gestão Estratégica, criado na última terça-feira (17) para discutir ações relacionadas ao Covid-19, e que emite boletins diários com instruções para os empregados.
“É um momento que requer atenção redobrada. Vamos acompanhar atentamente a situação nacional e internacional, tomando todos os cuidados necessários, preservando o nosso bem maior, que é a nossa gente, e a atividade fim da empresa, a geração de energia elétrica”, disse o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna.
Agências fecham e WhatsApp vira alternativa
Visando preservar a saúde dos clientes e colaboradores, diversas companhias elétricas suspenderam o atendimento presencial e liberaram a maioria dos funcionários para trabalharem remotamente. Em nota, a Enel Distribuição São Paulo informou que paralisou temporariamente todas suas lojas físicas. O atendimento continuará por meio dos canais digitais, que funcionam 24 horas por dia. Sobre os serviços que até então eram realizados apenas nas agências, como solicitação de nova ligação, a empresa afirmou estar trabalhando para oferecer um novo canal exclusivo e não presencial aos clientes, via whatsapp. A previsão é que esteja disponível a partir do próximo dia 23 de março.
Outra que fechou as agências foi a Cemig, orientando os consumidores para os canais virtuais. O gerente de Relacionamento com os Clientes da Cemig, Luciano José de Oliveira, reforçou que a empresa está empenhada prioritariamente em manter a continuidade do fornecimento de energia em toda sua área de concessão, atuando de forma a garantir a segurança e conforto dos clientes durante o período de maior incidência do vírus.
Já a Neoenergia lançou números de whatsapp para o atendimento. A utilização da ferramenta é simples: por meio do WhatsApp ou QR Codes, há o direcionamento a mais de 50 serviços que podem ser resolvidos. Além disso, há a possibilidade de comunicar interrupções de energia via mensagem no aplicativo, enviando o número da conta contrato, agilizando a realização do serviço. Também como forma de prevenção, foi restringido o atendimento presencial apenas aos serviços de Ligação Nova, Alteração de Titularidade, Religação, Negociação de Débitos e Entrega de Projetos.
Em comunicado, a Taesa falou em “proteger seu maior ativo – as pessoas”, e reduzir a velocidade de disseminação do Covid-19 no país, anunciando medidas como home office para o grupo considerado de risco e os funcionários no Rio de Janeiro, devido à grande concentração de profissionais em ambiente fechado. Foi criado também um plano de contingência para os Centros de Operação e Controle da Companhia (COC-Taesa e COC-Backup), com o objetivo de reduzir a possibilidade de contaminação de todos os colaboradores e, em especial, os integrantes dos turnos de revezamento que atuam na sala de controle em tempo real.
Na nota, a companhia ressaltou que, dada as características do negócio de transmissão, suas 39 concessões possuem contratos de longo prazo com receitas fixas, reajustadas pela inflação e baseadas no desempenho e disponibilidade das linhas e subestações, e que vem monitorando de perto suas operações e o avanço na construção de todos os seus empreendimentos, afirmando que até o momento todos os fornecedores vem trabalhando normalmente com a manutenção do cronograma de entrega das obras.
Por sua vez, a ISA Cteep instalou um comitê permanente de crise, reforçando a higienização em todos ambientes de trabalho e transporte funcional, além de suspensão de viagens, e outras ações. Segundo a transmissora, os negócios tem receita regulada e previsível, sem risco de demanda, o que não afetará a posição de liquidez. “Trabalhamos incansavelmente e ininterruptamente para proteger os interesses de nossos stakeholders, além de garantir a continuidade da operação. Devemos enfrentar essa situação com calma, mas sem subestimar os riscos”, afirma a nota.
Nos mesmos moldes, a Alupar instituiu um Comitê de Crise Emergencial, responsável pelo Planejamento de Contingência para lidar com a situação, afetando os Centros de Operações, Subestações e Canteiros de Obras. A companhia salientou que o desafio do momento, além de passar por essa crise, é garantir a regularidade das operações e a continuidade dos projetos em implantação. “Ressaltamos que todos os projetos em implantação no Brasil já fizeram suas respectivas captações de longo prazo, não sendo necessárias novas captações no curto prazo”, sustenta o final do texto.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130046/itaipu-e-eletricas-adotam-planos-de-contingencia-em-meio-a-pandemia
Apenas os empregados que não podem exercer suas funções em casa e trabalham em atividades consideradas essenciais terão suas rotinas mantidas. Um escalonamento será feito, caso haja necessidade. Já os demais adotarão o sistema home office, a exemplo do que vem sendo feito por outras empresas do setor público e privado. A decisão foi tomada logo depois de uma reunião extraordinária do diretor-geral brasileiro, Joaquim Silva e Luna, com o Grupo de Gestão Estratégica, criado na última terça-feira (17) para discutir ações relacionadas ao Covid-19, e que emite boletins diários com instruções para os empregados.
“É um momento que requer atenção redobrada. Vamos acompanhar atentamente a situação nacional e internacional, tomando todos os cuidados necessários, preservando o nosso bem maior, que é a nossa gente, e a atividade fim da empresa, a geração de energia elétrica”, disse o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna.
Agências fecham e WhatsApp vira alternativa
Visando preservar a saúde dos clientes e colaboradores, diversas companhias elétricas suspenderam o atendimento presencial e liberaram a maioria dos funcionários para trabalharem remotamente. Em nota, a Enel Distribuição São Paulo informou que paralisou temporariamente todas suas lojas físicas. O atendimento continuará por meio dos canais digitais, que funcionam 24 horas por dia. Sobre os serviços que até então eram realizados apenas nas agências, como solicitação de nova ligação, a empresa afirmou estar trabalhando para oferecer um novo canal exclusivo e não presencial aos clientes, via whatsapp. A previsão é que esteja disponível a partir do próximo dia 23 de março.
Outra que fechou as agências foi a Cemig, orientando os consumidores para os canais virtuais. O gerente de Relacionamento com os Clientes da Cemig, Luciano José de Oliveira, reforçou que a empresa está empenhada prioritariamente em manter a continuidade do fornecimento de energia em toda sua área de concessão, atuando de forma a garantir a segurança e conforto dos clientes durante o período de maior incidência do vírus.
Já a Neoenergia lançou números de whatsapp para o atendimento. A utilização da ferramenta é simples: por meio do WhatsApp ou QR Codes, há o direcionamento a mais de 50 serviços que podem ser resolvidos. Além disso, há a possibilidade de comunicar interrupções de energia via mensagem no aplicativo, enviando o número da conta contrato, agilizando a realização do serviço. Também como forma de prevenção, foi restringido o atendimento presencial apenas aos serviços de Ligação Nova, Alteração de Titularidade, Religação, Negociação de Débitos e Entrega de Projetos.
Em comunicado, a Taesa falou em “proteger seu maior ativo – as pessoas”, e reduzir a velocidade de disseminação do Covid-19 no país, anunciando medidas como home office para o grupo considerado de risco e os funcionários no Rio de Janeiro, devido à grande concentração de profissionais em ambiente fechado. Foi criado também um plano de contingência para os Centros de Operação e Controle da Companhia (COC-Taesa e COC-Backup), com o objetivo de reduzir a possibilidade de contaminação de todos os colaboradores e, em especial, os integrantes dos turnos de revezamento que atuam na sala de controle em tempo real.
Na nota, a companhia ressaltou que, dada as características do negócio de transmissão, suas 39 concessões possuem contratos de longo prazo com receitas fixas, reajustadas pela inflação e baseadas no desempenho e disponibilidade das linhas e subestações, e que vem monitorando de perto suas operações e o avanço na construção de todos os seus empreendimentos, afirmando que até o momento todos os fornecedores vem trabalhando normalmente com a manutenção do cronograma de entrega das obras.
Por sua vez, a ISA Cteep instalou um comitê permanente de crise, reforçando a higienização em todos ambientes de trabalho e transporte funcional, além de suspensão de viagens, e outras ações. Segundo a transmissora, os negócios tem receita regulada e previsível, sem risco de demanda, o que não afetará a posição de liquidez. “Trabalhamos incansavelmente e ininterruptamente para proteger os interesses de nossos stakeholders, além de garantir a continuidade da operação. Devemos enfrentar essa situação com calma, mas sem subestimar os riscos”, afirma a nota.
Nos mesmos moldes, a Alupar instituiu um Comitê de Crise Emergencial, responsável pelo Planejamento de Contingência para lidar com a situação, afetando os Centros de Operações, Subestações e Canteiros de Obras. A companhia salientou que o desafio do momento, além de passar por essa crise, é garantir a regularidade das operações e a continuidade dos projetos em implantação. “Ressaltamos que todos os projetos em implantação no Brasil já fizeram suas respectivas captações de longo prazo, não sendo necessárias novas captações no curto prazo”, sustenta o final do texto.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53130046/itaipu-e-eletricas-adotam-planos-de-contingencia-em-meio-a-pandemia
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