segunda-feira, 11 de maio de 2026

Planejamento Energético: as decisões de hoje definem a competitividade das próximas décadas

 


No setor energético, uma decisão precipitada hoje pode comprometer os próximos dez anos da sua operação.

Sustentabilidade exige visão de futuro. Não estamos pensando apenas o próximo trimestre, mas as próximas décadas.

O planejamento estratégico não pode ser um documento na gaveta. Ele deve ser o eixo que une a operação técnica às metas financeiras.

Ao planejar um projeto de renováveis, meu foco é integrar:
• Cenários Regulatórios: acompanhar as mudanças de regras em tempo real.
• Projeções de Mercado: entender o ROI além do custo de implantação.
• Impacto Social: sustentabilidade real gera valor para a comunidade e para o negócio.

Planejar bem transforma o posicionamento institucional em estratégia competitiva.

Qual é o horizonte de tempo que você utiliza hoje para o planejamento energético da sua empresa?


quinta-feira, 7 de maio de 2026

Energia Renovável: o verdadeiro desafio está na gestão




O Brasil não é apenas o "país do futuro" energético. A transformação está acontecendo agora. Quem acompanha o setor sabe que não estamos falando apenas de novas usinas, mas de uma mudança total na forma como as empresas pensam investimento e estratégia. Temos sol e vento em abundância? Sim. Mas potencial natural sozinho não é suficiente. O que separa o sucesso da instabilidade é a disciplina administrativa. Oportunidade sem organização é apenas risco disfarçado de tendência. Para navegar nesse cenário, alguns pontos precisam ser considerados: • Estrutura Financeira: o porte do projeto deve caber no fôlego do caixa. • Gestão de Riscos: o cenário regulatório brasileiro não é para amadores. • Governança: responsabilidades claras salvam projetos de longo prazo. Energia renovável exige competência técnica, mas sobrevive de rigor administrativo. Você que é do setor energético, está focando na solidez da sua estrutura de gestão?

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Eficiência é estratégia. Sustentabilidade é consequência




 

Eficiência não é simplesmente cortar despesas. É parar de desperdiçar recursos, tempo e energia em processos mal desenhados.


Muitas empresas tratam a sustentabilidade como um departamento isolado. Mas a verdadeira sustentabilidade acontece quando a operação é enxuta.


Processos desorganizados geram retrabalho e custo. Quando otimizamos a gestão, o impacto ambiental positivo é uma consequência natural da inteligência operacional.


O que busco implementar na prática:

Redução de desperdícios: cada recurso economizado é margem que volta para o negócio.

Integração técnico-administrativa: o engenheiro e o administrador precisam falar a mesma língua.

Monitoramento constante: indicadores de performance como bússola da sustentabilidade.


Eficiência é o combustível que permite que uma empresa equilibre o lucro em relação ao propósito.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Além da transição energética e da descarbonização




A transição energética não é apenas uma mudança tecnológica. É, antes de tudo, uma reestruturação profunda nos modelos de gestão corporativa.

Vejo muitos projetos de engenharia impecáveis "morrerem na praia" ou perderem tração. O motivo? Falta de uma base administrativa que suporte a complexidade do nosso setor.

Inovação sem estrutura gera instabilidade. Estrutura sem inovação leva à estagnação. O equilíbrio entre esses dois polos é o que define quem lidera o mercado hoje.

Para transformar intenção em resultado real no setor elétrico, é necessário foco em três pilares que aprendi no campo:

- Governança como ativo: em um setor hiper-regulado, a transparência e a conformidade não são burocracia, são garantias para o investidor.

- Eficiência operacional: sustentabilidade não é apenas sobre o "verde"; é sobre reduzir desperdício e otimizar cada kWh e cada centavo investido.

- Planejamento de longo prazo: decisões precipitadas em infraestrutura custam décadas de prejuízo. A disciplina operacional é o que traz previsibilidade.

Nenhum projeto sustentável prospera apenas com boas intenções. Ele precisa de processos que suportem a pressão do crescimento e das mudanças regulatórias.

Afinal, a credibilidade institucional no nosso setor é tão vital quanto a nossa capacidade técnica.

Na sua visão, qual é o maior gargalo hoje para a viabilidade econômica de projetos renováveis: a tecnologia ou a gestão administrativa?

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Energia solar cresce na pandemia e gera 37 mil empregos

Entre janeiro e maio deste ano, a energia solar ganhou uma capacidade adicional de 1.236 MW, o suficiente para abastecer cerca de 4.800 residências. O resultado representa um crescimento de 27% na capacidade instalada, em relação ao consolidado do ano passado. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A fonte fotovoltaica acumula 5,7 GW de potência operacional. Essa capacidade se divide entre os sistemas centralizados, que são as grandes usinas, e os pequenos projetos residenciais e comerciais, modalidade conhecida como geração distribuída. A geração centralizada é ligeiramente maior do que a distribuída, porém, no ano passado, o segmento residencial foi o que mais cresceu.

Esse setor é um grande gerador de empregos. Desde 2012, foram criados 165 mil empregos na cadeia de geração solar. Nos primeiros cinco meses deste ano, mais de 37 mil trabalhadores foram empregados na indústria. Mesmo com a pandemia, a abertura de vagas continuou. Somente em maio, o setor adicionou 7,2 mil empregos, afirma a absolar.

Para o presidente do conselho da entidade, Ronaldo Koloszuk, a energia solar se apresenta como uma “alavanca poderosa” para reaquecer a economia. “No Brasil, durante a crise dos anos de 2015 e 2016, o PIB caiu mais de 3% ao ano. Enquanto isso, o setor fotovoltaico cresceu mais de 100%”, diz Koloszuk.

Em termos de investimentos, este ano, o setor atraiu 6 bilhões de reais em investimentos privados. Desde 2012, são mais de 30 bilhões de reais aportados em projetos de geração fotovoltaica.

Globalmente, a energia solar liderou o crescimento da capacidade instalada de energias renováveis, em 2019. Foram adicionados 115 GW de potência, o que representa um acréscimo de 22,5%. Ao todo, a capacidade instalada das energias renováveis, incluindo solar, eólica e biomassa, aumentou em 200 GW. A China é o país que mais gera energia limpa, com 789 GW, seguida dos Estados Unidos, com 282. O Brasil, que gerou, no ano passado, 144 GW, é o quarto no ranking.

Leia mais em: https://opetroleo.com.br/energia-solar-cresce-na-pandemia-e-gera-37-mil-empregos/

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Pandemia não atrasa cronograma da desestatização, diz presidente da CEEE

Em uma teleconferência nessa quinta-feira, 25 de junho, o presidente do Grupo CEEE, Marcos Soligo, afirmou que os efeitos decorrentes da crise provocada pelo coronavírus não estão atrasando ou impactando de alguma forma no cronograma da privatização das subsidiárias da companhia, pelos trabalhos envolverem muito mais a leitura e análise de dados do que ações práticas, o que pode ser feito remotamente pelas equipes da companhia e do consórcio formado pelo BNDES e pelo estado para tocar o processo.

“A desestatização é um trabalho intelectual, de elaboração de relatórios. Ninguém parou por causa da pandemia”, conta o executivo, que disse estar indo à empresa todos os dias para trabalhar em todas ações e planejamento institucional para tornar os ativos um canteiro de obras para novos leilões à frente. “É claro que o mercado diminuiu de tamanho e isso tem um impacto no valor de venda, mas que ainda não temos como mensurar”, avalia.

Perguntado sobre a possibilidade de caducidade das concessões, por conta das cláusulas de desempenho operacional e econômico, Soligo disse que houve a interposição da Aneel e que a companhia irá apresentar um plano de transferência de controle da estatal, não havendo assim extinção da concessão quando a privatização for efetivada, o que está garantido no contrato.

Já sobre as perdas, o resultado financeiro do grupo no primeiro trimestre indica aumento nos índices DEC e FEC, o que o executivo atribui a muitas ocorrências e roubos que vem acontecendo na rede elétrica, principalmente na região Norte do estado, além de vandalismo em linhas de transmissão, com impacto bastante significativo nas finanças e operação. “Nossos investimentos em automação vão contribuir para abaixar esses resultados”, argumenta.

Quanto aos projetos de geração e transmissão em andamento, o executivo destacou a renovação da concessão da hidrelétrica Itaúba (500 MW), saindo do mercado regulado para a venda de energia no mercado livre, baseado no decreto do presidente Jair Bolsonaro no ano passado que permite a instituições em processo de cisão, como no caso da CEEE-GT, ter o contrato renovado por mais de 30 anos com a venda no ACL. “Estamos no processo das garantias físicas dessa usina e investindo ainda nos sistemas de transmissão TESB e FOTE, com 387 quilômetros em construção”, complementa.

Balanço – A distribuidora do grupo encerrou o primeiro trimestre desse ano com prejuízo de R$ 497,6 milhões, valor 109% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado. A dívida financeira chegou a R$ 969,8 milhões, quase 25% a mais. Já o prejuízo em 2019 ficou em R$ 1 bilhão, aumento de R$ 93,167 milhões em relação a 2018.

Já o braço de geração e transmissão ficou no azul em 2019, com um lucro líquido de R$ 391,2 milhões, crescimento de 125,6% no resultado. No entanto, o resultado desse primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado foi uma reversão do lucro, indo de R$ 94,7 milhões para um prejuízo de R$ 97 milhões esse ano.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53138572/pandemia-nao-atrasa-cronograma-da-desestatizacao-diz-presidente-da-ceee

quinta-feira, 25 de junho de 2020

BNDES deve divulgar condições do socorro ao setor elétrico na semana que vem

 O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou na noite desta quarta-feira que pretende divulgar no dia 1º de julho as taxas e condições de financiamento que serão concedidas a bancos privados para socorrer o setor elétrico, duramente impactado pelas medidas restritivas impostas para contenção do coronavírus.

Montezano destacou que já foi procurado por vários bancos que desejam participar da operação, que agora poderá ser feita pela criação da Conta Covid, no valor de R$ 16 bilhões.
 

O financiamento visa ajudar o setor, principalmente as distribuidoras, que enfrentam forte queda em suas receitas por conta da redução do consumo de energia e do aumento da inadimplência.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, na última terça-feira, a regulamentação da Conta Covid. Pelas regras aprovadas, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) vai realizar os empréstimos bancários no limite de R$ 16,1 bilhões, e o BNDES fará a coordenação financeira.

Durante videoconferência realizada nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o presidente do BNDES afirmou que a instituição fará a estruturação, modelagem e coordenação com o setor financeiro.


Condições e taxas sairão na quarta-feira
O socorro ao setor elétrico representa, segundo Montezano, a metade do valor desembolsado pelo banco no ano passado para grandes empresas, que foi de R$ 32 bilhões.

— Já temos hoje um indicativo dos bancos que querem participar da operação, e estamos vendo uma boa demanda a despeito do mercado turbulento que o setor financeiro vive hoje — afirmou Montezano. — E já temos propostas acima do valor da operação. Possivelmente, a demanda pelos bancos para essa operação vai superar em alguns bilhões esse montante.

O BNDES vai enviar cartas oficiais a todos os bancos interessados ainda nesta semana, para receber, já na próxima segunda-feira, as propostas finais. Com esses dados em mãos, será feito o cálculo das condições e taxas do financiamento, que serão divulgadas na quarta-feira.

Aneel: consumidor também vai se beneficiar
No mesmo evento, o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, disse que o financiamento via Conta Covid vai ajudar o setor elétrico, que enfrenta forte redução nas receitas por conta da queda da demanda de energia e do aumento da inadimplência em meio à crise.

Pepitone ressaltou que os consumidores finais também serão beneficiados, pois não haverá aumento nas tarifas a curto prazo, e sim distribuído ao longo dos próximos cinco anos.

Segundo o diretor-geral da Aneel, o nível de inadimplência do setor saltou de 1,7% para 8,1% da receita. Até 5 de junho, a perda da receita chega a R$ 3,4 bilhões, e a projeção para o ano é de R$ 7,95 bilhões. Já a queda no consumo deve ser de 4,2% no ano, um impacto de R$ 6 bilhões.

Leia mais em: https://oglobo.globo.com/economia/bndes-deve-divulgar-condicoes-do-socorro-ao-setor-eletrico-na-semana-que-vem-24497275