A instalação dos painéis solares é apenas o primeiro passo de uma maratona.
Um erro comum que vejo no setor de energia é tratar o projeto solar como algo pontual.
É claro que a redução de custos está entre os principais motivos para o crescimento da energia solar no Brasil, mas o retorno sobre o investimento (ROI) não está na instalação, e sim no que vem depois:
• Manutenção
• Performance ao longo do tempo
• Gestão de contratos
• Análise constante de retorno
Quem olha para o projeto solar apenas como um "produto" ignora que ele é, na verdade, uma unidade de geração de valor que exige gestão ativa.
Para que a economia não vire um custo oculto, sua estratégia precisa estar integrada ao seu planejamento.
É o alinhamento que torna a economia da sua empresa uma vantagem competitiva real.
Raul Motta Junior
terça-feira, 19 de maio de 2026
Energia Solar: o verdadeiro retorno está na gestão, não apenas na instalação
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Governança Corporativa: o alicerce da credibilidade no setor de energia
Em um setor tão sensível e regulado como o de energia, a credibilidade institucional vale tanto quanto a capacidade técnica.
A governança corporativa não é uma mera formalidade. É o elemento que garante a estabilidade.
Investidores não buscam apenas projetos promissores, eles buscam estruturas confiáveis.
A transparência e a conformidade regulatória contínua são os escudos contra riscos jurídicos e reputacionais.
Uma governança robusta exige:
• Papéis definidos: quem decide o quê e sob qual critério;
• Accountability: prestação de contas estruturada e ética;
• Gestão de riscos: estar à frente das mudanças políticas e econômicas.
Empresas que negligenciam a governança hoje, raramente sobrevivem ao mercado de amanhã.
Como você avalia a maturidade da governança em projetos de infraestrutura energética hoje?
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Planejamento Energético: as decisões de hoje definem a competitividade das próximas décadas
Sustentabilidade exige visão de futuro. Não estamos pensando apenas o próximo trimestre, mas as próximas décadas.
O planejamento estratégico não pode ser um documento na gaveta. Ele deve ser o eixo que une a operação técnica às metas financeiras.
Ao planejar um projeto de renováveis, meu foco é integrar:
• Cenários Regulatórios: acompanhar as mudanças de regras em tempo real.
• Projeções de Mercado: entender o ROI além do custo de implantação.
• Impacto Social: sustentabilidade real gera valor para a comunidade e para o negócio.
Planejar bem transforma o posicionamento institucional em estratégia competitiva.
Qual é o horizonte de tempo que você utiliza hoje para o planejamento energético da sua empresa?
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Energia Renovável: o verdadeiro desafio está na gestão
O Brasil não é apenas o "país do futuro" energético. A transformação está acontecendo agora. Quem acompanha o setor sabe que não estamos falando apenas de novas usinas, mas de uma mudança total na forma como as empresas pensam investimento e estratégia. Temos sol e vento em abundância? Sim. Mas potencial natural sozinho não é suficiente. O que separa o sucesso da instabilidade é a disciplina administrativa. Oportunidade sem organização é apenas risco disfarçado de tendência. Para navegar nesse cenário, alguns pontos precisam ser considerados: • Estrutura Financeira: o porte do projeto deve caber no fôlego do caixa. • Gestão de Riscos: o cenário regulatório brasileiro não é para amadores. • Governança: responsabilidades claras salvam projetos de longo prazo. Energia renovável exige competência técnica, mas sobrevive de rigor administrativo. Você que é do setor energético, está focando na solidez da sua estrutura de gestão?
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Eficiência é estratégia. Sustentabilidade é consequência
Eficiência não é simplesmente cortar despesas. É parar de desperdiçar recursos, tempo e energia em processos mal desenhados.
Muitas empresas tratam a sustentabilidade como um departamento isolado. Mas a verdadeira sustentabilidade acontece quando a operação é enxuta.
Processos desorganizados geram retrabalho e custo. Quando otimizamos a gestão, o impacto ambiental positivo é uma consequência natural da inteligência operacional.
O que busco implementar na prática:
• Redução de desperdícios: cada recurso economizado é margem que volta para o negócio.
• Integração técnico-administrativa: o engenheiro e o administrador precisam falar a mesma língua.
• Monitoramento constante: indicadores de performance como bússola da sustentabilidade.
Eficiência é o combustível que permite que uma empresa equilibre o lucro em relação ao propósito.
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Além da transição energética e da descarbonização
A transição energética não é apenas uma mudança tecnológica. É, antes de tudo, uma reestruturação profunda nos modelos de gestão corporativa.
Vejo muitos projetos de engenharia impecáveis "morrerem na praia" ou perderem tração. O motivo? Falta de uma base administrativa que suporte a complexidade do nosso setor.
Inovação sem estrutura gera instabilidade. Estrutura sem inovação leva à estagnação. O equilíbrio entre esses dois polos é o que define quem lidera o mercado hoje.
Para transformar intenção em resultado real no setor elétrico, é necessário foco em três pilares que aprendi no campo:
- Governança como ativo: em um setor hiper-regulado, a transparência e a conformidade não são burocracia, são garantias para o investidor.
- Eficiência operacional: sustentabilidade não é apenas sobre o "verde"; é sobre reduzir desperdício e otimizar cada kWh e cada centavo investido.
- Planejamento de longo prazo: decisões precipitadas em infraestrutura custam décadas de prejuízo. A disciplina operacional é o que traz previsibilidade.
Nenhum projeto sustentável prospera apenas com boas intenções. Ele precisa de processos que suportem a pressão do crescimento e das mudanças regulatórias.
Afinal, a credibilidade institucional no nosso setor é tão vital quanto a nossa capacidade técnica.
Na sua visão, qual é o maior gargalo hoje para a viabilidade econômica de projetos renováveis: a tecnologia ou a gestão administrativa?
segunda-feira, 29 de junho de 2020
Energia solar cresce na pandemia e gera 37 mil empregos
A fonte fotovoltaica acumula 5,7 GW de potência operacional. Essa capacidade se divide entre os sistemas centralizados, que são as grandes usinas, e os pequenos projetos residenciais e comerciais, modalidade conhecida como geração distribuída. A geração centralizada é ligeiramente maior do que a distribuída, porém, no ano passado, o segmento residencial foi o que mais cresceu.
Esse setor é um grande gerador de empregos. Desde 2012, foram criados 165 mil empregos na cadeia de geração solar. Nos primeiros cinco meses deste ano, mais de 37 mil trabalhadores foram empregados na indústria. Mesmo com a pandemia, a abertura de vagas continuou. Somente em maio, o setor adicionou 7,2 mil empregos, afirma a absolar.
Para o presidente do conselho da entidade, Ronaldo Koloszuk, a energia solar se apresenta como uma “alavanca poderosa” para reaquecer a economia. “No Brasil, durante a crise dos anos de 2015 e 2016, o PIB caiu mais de 3% ao ano. Enquanto isso, o setor fotovoltaico cresceu mais de 100%”, diz Koloszuk.
Em termos de investimentos, este ano, o setor atraiu 6 bilhões de reais em investimentos privados. Desde 2012, são mais de 30 bilhões de reais aportados em projetos de geração fotovoltaica.
Globalmente, a energia solar liderou o crescimento da capacidade instalada de energias renováveis, em 2019. Foram adicionados 115 GW de potência, o que representa um acréscimo de 22,5%. Ao todo, a capacidade instalada das energias renováveis, incluindo solar, eólica e biomassa, aumentou em 200 GW. A China é o país que mais gera energia limpa, com 789 GW, seguida dos Estados Unidos, com 282. O Brasil, que gerou, no ano passado, 144 GW, é o quarto no ranking.
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