O consumo de energia elétrica no país atingiu 39.080 gigawatts-hora em setembro, uma alta de 0,3% ante os 38.982 GWh de setembro do ano passado. Os dados constam da Resenha Mensal, divulgada nesta terça-feira (30) pela Empresa e Pesquisa Energética (EPE).
No acumulado do ano, o consumo de energia atingiu 352.412 GWh, alta de 1,1% em relação aos nove primeiros meses do ano passado, enquanto no acumulado em 12 meses o consumo foi de 471.101 GWh, avanço de 1,5% ante os 12 meses imediatamente anteriores.
Na indústria, o consumo de energia foi de 14.419 GWh em setembro, 1,2% a mais que em setembro do ano anterior. No acumulado do ano, o consumo de eletricidade pelo setor industrial é de 124.731 GWh, 1,6% a mais que nos nove primeiros meses do ano passado. Nos 12 meses encerrados em setembro, o consumo de energia pela indústria foi de 169.407 GWh, 2% a mais que nos 12 meses imediatamente anteriores.
No comércio, o consumo de energia em setembro foi de 7.030 GWh, 1,2% a menos que em setembro de 2017. Nos nove meses encerrados em setembro, o consumo subiu 0,4% na comparação com os nove primeiros meses de 2017, para 66.123 GWh. Nos 12 meses encerrados em setembro, o consumo de energia no comércio subiu 0,9%, para 88.544 GWh.
Já o consumo residencial recuou 0,8% em setembro, para 11.007 GWh, enquanto no acumulado do ano até setembro subiu 1,2%, para 101.451 GWh. Nos 12 meses encerrados em setembro, houve alta de 1,4% na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores, para 135.530 GWh.
leia mais em: https://www.valor.com.br/brasil/5960085/consumo-de-energia-em-setembro-sobe-diz-epe
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
terça-feira, 30 de outubro de 2018
EMPREENDEDORES CRIAM STARTUP QUE PRODUZ ENERGIA SOLAR E CONQUISTAM ‘CALIFÓRNIA BRASILEIRA’
Só mesmo a energia que vem do sol para explicar a persistência de Guilherme Susteras e Alexandre Bueno em montar um negócio num setor tão incipiente no Brasil. Energia renovável faz manchetes frequentes no noticiário internacional e no nacional e, junto com inteligência artificial, transformação digital e outros termos futuristas, é um dos temas que mais estão na moda. Isso não significa, no entanto, que quem decide investir nisso dará de cara com uma imediata fonte espetacular de dinheiro. Apesar de crescente, a adoção aqui é lenta, em comparação a regiões como a Califórnia (Estados Unidos), referência mundial na área.
O número de empresas aptas a fazer instalações de painéis fotovoltaicos, por outro lado, é alto, o que também é um ponto de atenção para quem pensa em entrar no setor. "Há mais de 6 mil empresas no Brasil que podem instalar painel na sua casa, do eletricista até grandes companhias multinacionais", diz Susteras. Ou seja: a barreira de entrada para o empreendedor que quer atuar nesse mercado é baixa. “A gente tinha que criar algo diferente para não concorrer nesse oceano vermelho”, diz Susteras.
A dupla resolveu, então, explorar o que impede a maior parte das pessoas de colocar painéis solares em seus telhados: o preço alto, o largo espaço necessário para instalar as placas e, em muitos casos, a posição desprivilegiada do edifício ou da casa, aonde luz do sol não chega. Susteras e Bueno montaram um negócio que permite que você, mesmo não tendo como instalar um painel na sua casa, se transforme em um consumidor de energia solar. Eles criaram uma planta de painéis fotovoltaicos em Araçoiaba da Serra, região metropolitana de Sorocaba, apta a gerar energia para 26 municípios do interior e do litoral do Estado de São Paulo. A entrega é feita por meio da rede da CPFL Piratininga.
O serviço da Sun Mobi, como foi batizada a empresa, funciona nos moldes de uma startup: o consumidor baixa o aplicativo da companhia, calcula a quantidade de energia que vai contratar de acordo com o histórico de consumo, assina o contrato e recebe os funcionários da empresa em casa para a instalação de pequenos sensores que informam o gasto de energia em tempo real. O contrato pode ser entendido como uma compra de créditos junto à distribuidora. Eles são abatidos na conta de luz. Se o cliente gastar 200 kilowatts por hora (kWh) e tiver contratado 250 kWh, ele fica com 50 kWh como crédito, que pode ser usado em até cinco anos. Se consumir mais do que o contratado, a distribuidora fornece a diferença.
Não é necessário que nenhum painel seja instalado na casa do consumidor. A geração de energia fica toda por conta da usina, que a repassa à CPFL. Para o consumidor, trata-se realmente de um esquema de compensação na conta. Quem mora no litoral certamente não recebe a corrente elétrica gerada pelos painéis de Araçoiaba da Serra (caso alguém esteja imaginando que a energia produzida pelas placas da startup caminhe livremente pelas linhas de transmissão da distribuidora até chegar à casa do cliente). Isso não ocorre. O cliente que compra um pacote da Sun Mobi recebe créditos referente à energia solar produzida pela startup.
Apesar de não ser o dono do painel, o consumidor vira um incentivador da energia solar e obtém benefícios com isso, como a dispensa da bandeira tarifária, aquele acréscimo que surge na conta quando as termelétricas entram em ação no país. Hoje, a empresa tem 50 lares como usuários, e a expectativa é fechar o ano de 2018 com um faturamento de R$ 240 mil.
Usina Sun Mobi (Foto: Divulgação)Planta com painéis fotovoltaicos da Sun Mobi, em Araçoiaba da Serra (Foto: Divulgação)
Pesquisa intensa
Antes de conquistar a confiança dessas 50 famílias, no entanto, Susteras e Bueno tiveram um longo trabalho de pesquisa e validação da ideia. A escolha do interior de São Paulo para instalação da planta não foi um chute. Além do alto potencial econômico e de uma irradiação solar favorável (o que não é bem o caso da capital paulista), a região apresenta um público consumidor considerado interessante por eles. "Fizemos entrevistas com potenciais consumidores e encontramos quatro grupos atraentes”, conta Bueno. São eles: 1) os entusiastas de novas tecnologias; 2) engenheiros ou pessoas sintonizadas com soluções de engenharia; 3) os ambientalmente responsáveis, que se preocupam com o impacto de suas ações no meio ambiente; e 4) os veganos, que têm um hábito sustentável global, da alimentação ao meio ambiente.
“É por isso que a gente meio que considera o interior de São Paulo como a Califórnia brasileira”, diz Bueno. E há ainda outro fator regional que favorece a startup: a energia no interior costuma ser mais cara do que na capital. Economizar é um interesse comum por lá. A média de economia entre os cliente da Sun Mobi é de 6%.
Para o grupo dos amantes da tecnologia, a startup desenvolveu um aplicativo que permite ao usuário monitorar o consumo de energia. É possível detectar, assim, quem são os maiores “gastadores” de energia dentro de casa. Houve caso de um cliente de Itupeva, dono de casa com piscina e ar condicionado, que conseguiu reduzir a conta em 25% depois de analisar os dados coletados. Uma das providências que ele tomou: deixar o motor que aciona o filtro da piscina ligado por menos tempo (de 4 horas para 2 horas).
Paixão antiga
Susteras, de 37 anos, e Bueno, de 44, compartilham a paixão por energia há muito tempo. Eles se conheceram quando trabalharam na Duke Energy, há quase 20 anos. Susteras era analista de assuntos regulatórios e Bueno, analista de informação. Quase uma década mais tarde, depois de um período no exterior e uma experiência como superintendente de planejamento estratégico na Renova Energia, ele convidou Bueno para montar a startup com ele.
A dupla começou a desenvolver o projeto em 2016 e conseguiu o primeiro investimento em 2017. Um grupo de investidores composto por pessoas físicas desembolsou R$ 500 mil e apostou nos empreendedores. Com esse dinheiro, eles construíram a primeira fase da usina, com capacidade instalada de 8 mil kWh, e conseguiram 12 clientes (de outubro de 2017, quando ficou pronta a usina, até o fim daquele ano). Foi uma validação importante.
"Durante nosso trabalho de busca por potenciais investidores, percebemos que a única forma de comprovarmos que nosso modelo de negócio funcionaria era por meio de um projeto piloto, um MVP (minimum viable product)", dizem. Foi aí que vieram mais três investimentos: um de R$ 294,9 mil em março de 2018, feito pela Desenvolve SP; um de R$ 600 mil em abril, feito por investidores anjo; e outro de R$ 952 mil em agosto, feito pela Desenvolve SP.
Este último aporte permitiu a ampliação da capacidade instalada da planta para 42 mil kWh. A ideia da Sun Mobi é que essa capacidade cresça cinco vezes em um ano.
No momento, os empreendedores se preparam para construir uma nova planta num terreno de 20 mil metros quadrados, também no interior de São Paulo. Considerada uma enertech, termo que define a startup que usa tecnologia para melhorar serviços em energia, a Sun Mobi pretende ter mil clientes até 2020 e alcançar uma receita bruta anual de R$ 2 milhões até 2025.
leia mais em: https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2018/10/empreendedores-criam-startup-que-produz-energia-solar-e-conquistam-california-brasileira.html
O número de empresas aptas a fazer instalações de painéis fotovoltaicos, por outro lado, é alto, o que também é um ponto de atenção para quem pensa em entrar no setor. "Há mais de 6 mil empresas no Brasil que podem instalar painel na sua casa, do eletricista até grandes companhias multinacionais", diz Susteras. Ou seja: a barreira de entrada para o empreendedor que quer atuar nesse mercado é baixa. “A gente tinha que criar algo diferente para não concorrer nesse oceano vermelho”, diz Susteras.
A dupla resolveu, então, explorar o que impede a maior parte das pessoas de colocar painéis solares em seus telhados: o preço alto, o largo espaço necessário para instalar as placas e, em muitos casos, a posição desprivilegiada do edifício ou da casa, aonde luz do sol não chega. Susteras e Bueno montaram um negócio que permite que você, mesmo não tendo como instalar um painel na sua casa, se transforme em um consumidor de energia solar. Eles criaram uma planta de painéis fotovoltaicos em Araçoiaba da Serra, região metropolitana de Sorocaba, apta a gerar energia para 26 municípios do interior e do litoral do Estado de São Paulo. A entrega é feita por meio da rede da CPFL Piratininga.
O serviço da Sun Mobi, como foi batizada a empresa, funciona nos moldes de uma startup: o consumidor baixa o aplicativo da companhia, calcula a quantidade de energia que vai contratar de acordo com o histórico de consumo, assina o contrato e recebe os funcionários da empresa em casa para a instalação de pequenos sensores que informam o gasto de energia em tempo real. O contrato pode ser entendido como uma compra de créditos junto à distribuidora. Eles são abatidos na conta de luz. Se o cliente gastar 200 kilowatts por hora (kWh) e tiver contratado 250 kWh, ele fica com 50 kWh como crédito, que pode ser usado em até cinco anos. Se consumir mais do que o contratado, a distribuidora fornece a diferença.
Não é necessário que nenhum painel seja instalado na casa do consumidor. A geração de energia fica toda por conta da usina, que a repassa à CPFL. Para o consumidor, trata-se realmente de um esquema de compensação na conta. Quem mora no litoral certamente não recebe a corrente elétrica gerada pelos painéis de Araçoiaba da Serra (caso alguém esteja imaginando que a energia produzida pelas placas da startup caminhe livremente pelas linhas de transmissão da distribuidora até chegar à casa do cliente). Isso não ocorre. O cliente que compra um pacote da Sun Mobi recebe créditos referente à energia solar produzida pela startup.
Apesar de não ser o dono do painel, o consumidor vira um incentivador da energia solar e obtém benefícios com isso, como a dispensa da bandeira tarifária, aquele acréscimo que surge na conta quando as termelétricas entram em ação no país. Hoje, a empresa tem 50 lares como usuários, e a expectativa é fechar o ano de 2018 com um faturamento de R$ 240 mil.
Usina Sun Mobi (Foto: Divulgação)Planta com painéis fotovoltaicos da Sun Mobi, em Araçoiaba da Serra (Foto: Divulgação)
Pesquisa intensa
Antes de conquistar a confiança dessas 50 famílias, no entanto, Susteras e Bueno tiveram um longo trabalho de pesquisa e validação da ideia. A escolha do interior de São Paulo para instalação da planta não foi um chute. Além do alto potencial econômico e de uma irradiação solar favorável (o que não é bem o caso da capital paulista), a região apresenta um público consumidor considerado interessante por eles. "Fizemos entrevistas com potenciais consumidores e encontramos quatro grupos atraentes”, conta Bueno. São eles: 1) os entusiastas de novas tecnologias; 2) engenheiros ou pessoas sintonizadas com soluções de engenharia; 3) os ambientalmente responsáveis, que se preocupam com o impacto de suas ações no meio ambiente; e 4) os veganos, que têm um hábito sustentável global, da alimentação ao meio ambiente.
“É por isso que a gente meio que considera o interior de São Paulo como a Califórnia brasileira”, diz Bueno. E há ainda outro fator regional que favorece a startup: a energia no interior costuma ser mais cara do que na capital. Economizar é um interesse comum por lá. A média de economia entre os cliente da Sun Mobi é de 6%.
Para o grupo dos amantes da tecnologia, a startup desenvolveu um aplicativo que permite ao usuário monitorar o consumo de energia. É possível detectar, assim, quem são os maiores “gastadores” de energia dentro de casa. Houve caso de um cliente de Itupeva, dono de casa com piscina e ar condicionado, que conseguiu reduzir a conta em 25% depois de analisar os dados coletados. Uma das providências que ele tomou: deixar o motor que aciona o filtro da piscina ligado por menos tempo (de 4 horas para 2 horas).
Paixão antiga
Susteras, de 37 anos, e Bueno, de 44, compartilham a paixão por energia há muito tempo. Eles se conheceram quando trabalharam na Duke Energy, há quase 20 anos. Susteras era analista de assuntos regulatórios e Bueno, analista de informação. Quase uma década mais tarde, depois de um período no exterior e uma experiência como superintendente de planejamento estratégico na Renova Energia, ele convidou Bueno para montar a startup com ele.
A dupla começou a desenvolver o projeto em 2016 e conseguiu o primeiro investimento em 2017. Um grupo de investidores composto por pessoas físicas desembolsou R$ 500 mil e apostou nos empreendedores. Com esse dinheiro, eles construíram a primeira fase da usina, com capacidade instalada de 8 mil kWh, e conseguiram 12 clientes (de outubro de 2017, quando ficou pronta a usina, até o fim daquele ano). Foi uma validação importante.
"Durante nosso trabalho de busca por potenciais investidores, percebemos que a única forma de comprovarmos que nosso modelo de negócio funcionaria era por meio de um projeto piloto, um MVP (minimum viable product)", dizem. Foi aí que vieram mais três investimentos: um de R$ 294,9 mil em março de 2018, feito pela Desenvolve SP; um de R$ 600 mil em abril, feito por investidores anjo; e outro de R$ 952 mil em agosto, feito pela Desenvolve SP.
Este último aporte permitiu a ampliação da capacidade instalada da planta para 42 mil kWh. A ideia da Sun Mobi é que essa capacidade cresça cinco vezes em um ano.
No momento, os empreendedores se preparam para construir uma nova planta num terreno de 20 mil metros quadrados, também no interior de São Paulo. Considerada uma enertech, termo que define a startup que usa tecnologia para melhorar serviços em energia, a Sun Mobi pretende ter mil clientes até 2020 e alcançar uma receita bruta anual de R$ 2 milhões até 2025.
leia mais em: https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2018/10/empreendedores-criam-startup-que-produz-energia-solar-e-conquistam-california-brasileira.html
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Com a chegada das chuvas, PLD despenca 38% em todo país
O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para o período entre 27 de outubro e 2 de novembro caiu 38% ao passar de R$ 229,71/MWh para R$ 142,40/MWh nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
A melhora expressiva nas afluências previstas para o Sistema Interligado Nacional em outubro e em novembro é o principal fator para a queda do preço em todos os submercados. As Energias Naturais Afluentes (ENAs) esperadas para outubro devem fechar em 101% da média histórica, acima da Média de Longo Termo (MLT) no Sudeste (107%) e no Sul (113%), cenário também previsto para o próximo mês.
Para a próxima semana, a expectativa é que a carga fique em torno de 25 MW médios mais baixa no SIN, com redução esperada apenas no Sudeste (-90 MW médios). A expectativa no Norte é praticamente a mesma da última semana, apresentando elevações no Sul (+55 MW médios) e no Nordeste (+10 MW médios).
Já os níveis dos reservatórios do Sistema ficaram cerca de 1.150 MW médios mais altos frente à previsão anterior, com elevação em todos os submercados, exceto no Nordeste, cujos níveis permanecem os mesmos. Os níveis ficam mais elevados no Sudeste (+815 MW médios), no Sul (+300 MW médios) e no Norte (+30 MW médios).
O fator de ajuste do MRE esperado para outubro é de 67,6% e a previsão para novembro é de 77,9%. Os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) esperados para outubro estão em R$ 102 milhões, sendo R$ 87 milhões referentes à restrição operativa e os demais R$ 15 milhões à segurança energética. Para novembro, a previsão de ESS é apenas por restrição operativa, na ordem de R$ 56 milhões.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53079223/com-a-chegada-das-chuvas-pld-despenca-38-em-todo-pais
A melhora expressiva nas afluências previstas para o Sistema Interligado Nacional em outubro e em novembro é o principal fator para a queda do preço em todos os submercados. As Energias Naturais Afluentes (ENAs) esperadas para outubro devem fechar em 101% da média histórica, acima da Média de Longo Termo (MLT) no Sudeste (107%) e no Sul (113%), cenário também previsto para o próximo mês.
Para a próxima semana, a expectativa é que a carga fique em torno de 25 MW médios mais baixa no SIN, com redução esperada apenas no Sudeste (-90 MW médios). A expectativa no Norte é praticamente a mesma da última semana, apresentando elevações no Sul (+55 MW médios) e no Nordeste (+10 MW médios).
Já os níveis dos reservatórios do Sistema ficaram cerca de 1.150 MW médios mais altos frente à previsão anterior, com elevação em todos os submercados, exceto no Nordeste, cujos níveis permanecem os mesmos. Os níveis ficam mais elevados no Sudeste (+815 MW médios), no Sul (+300 MW médios) e no Norte (+30 MW médios).
O fator de ajuste do MRE esperado para outubro é de 67,6% e a previsão para novembro é de 77,9%. Os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) esperados para outubro estão em R$ 102 milhões, sendo R$ 87 milhões referentes à restrição operativa e os demais R$ 15 milhões à segurança energética. Para novembro, a previsão de ESS é apenas por restrição operativa, na ordem de R$ 56 milhões.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53079223/com-a-chegada-das-chuvas-pld-despenca-38-em-todo-pais
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
MME divulga minuta do Plano Decenal de Expansão de Energia 2027
O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu para consulta pública a minuta do Plano Decenal de Expansão de Energia 2027 (PDE 2027). O documento poderá ser obtido no site do ministério e as contribuições podem ser enviadas no prazo de 30 dias, a partir desta sexta-feira, dia 26.
De acordo com aviso publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta, também fazem parte da consulta, entre outras, uma nota técnica sobre o modelo de decisão de investimentos para expansão do SIN e uma outra nota técnica sobre o custo marginal de expansão do setor elétrico brasileiro, com metodologia e cálculo.
Leia mais em: https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/10/26/internas_economia,1000164/mme-divulga-minuta-do-plano-decenal-de-expansao-de-energia-2027.shtml
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Energisa: consumo até setembro cresce 2,8%
A Energisa informou em seu boletim de Relações com Investidores referente ao fechamento do terceiro trimestre de 2018 que o consumo de energia no mercado cativo e livre nas áreas de concessão do grupo manteve o mesmo crescimento do trimestre anterior, atingindo 7.455,5 GWh, o que representa aumento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Considerando o fornecimento não faturado, o volume é de 7.512,8 GWh, o que significa avanço de 3,2% na mesma base de comparação. A empresa explica que o desempenho no trimestre deve-se, principalmente, ao aumento do consumo de energia das classes rural, que avançou 7,6% e a industrial com 5,1%. Nessa última, continuou, nas áreas de concessão da ETO houve aumento de 17,3%, favorecida pelo segmento de minerais não metálicos, na EBO ficou em 11,1%, beneficiada pelo segmento de couro, na EMS crescimento de 10,5%, impulsionado pelo setor de madeira e na ESS a expansão registrada alcançou 6,5%, puxada pelo setor alimentício.
No acumulado do ano o consumo total nos primeiros nove meses de 2018 somou 22.580,3 GWh aumento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a holding, que detém 11 distribuidoras (contando as duas que arrematou no leilão da Eletrobras e que ainda não estão consideradas nesse relatório), com o fornecimento não faturado, o volume foi de 22.485,5 GWh, o que significa um aumento de 2,8%. O mercado livre (TUSD) apresentou crescimento de 11,2% no consumo. Já o consumo no mercado cativo foi de 18.626,6 GWh, avanço de 1,2% de janeiro a setembro. O destaque foi dado para os aumentos de consumo na distribuidora do estado de Tocantins, 4,2%, na Sul Sudeste, 4%, no Mato Grosso do Sul, 3,9%, e em Sergipe com 2,3%.
Somente no mês de setembro o volume consumido de energia no mercado consolidado cativo e livre foi de 2.511,8 GWh, retração de 1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Essa variação decorreu, segundo a Energisa, principalmente, da elevada base comparativa do consumo residencial e comercial em setembro do ano passado, impulsionada pelas altas temperaturas, que ficaram, em média, 24 dias acima da máxima histórica nas regiões de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, bem como a um calendário de faturamento maior.
“Em Mato Grosso, embora o consumo residencial em setembro tenha sido o terceiro melhor do ano, essa classe consumiu 12,6% menos energia elétrica em relação ao mesmo mês do ano passado. Em Mato Grosso do Sul, estima-se que a sentida redução de 15,4% do consumo residencial também decorre da alta base de comparação influenciada pelas temperaturas mais elevadas em 2017. Por outro lado, o consumo consolidado da classe industrial avançou 2,8% no mês, devido, principalmente, ao aumento nas atividades industriais”, apontou a empresa em seu comunicado.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53078912/energisa-consumo-ate-setembro-cresce-28
quarta-feira, 24 de outubro de 2018
Consulta pública discute nova regra para leilões de energia de reserva
O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública para estabelecer novas regras para leilões de energia de reserva. O certame está previsto para o primeiro semestre de 2019 e deve envolver contratação de usinas termelétricas a gás natural, em ciclo aberto.
As usinas são totalmente flexíveis e devem atender o despacho centralizado do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A consulta diz que o leilão deve atender as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O prazo para contribuições da consulta vai até 7 de novembro.
A proposta em discussão visa contratar projetos de energia a gás natural com prazo de suprimento de 15 anos, com início a partir de janeiro de 2023 para o submercado Sudeste/Centro-Oeste e janeiro de 2024 para Sul e Nordeste, de acordo com as necessidades indicadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Pela portaria, a energia de reserva deve passar a ser chamada por um novo conceito, de "potência associada à energia de reserva". De acordo com uma nota elaborada pelas áreas técnicas do MME, um estudo da EPE prevê necessidade de contratação de potência, mas o arcabouço infralegal vigente não prevê essa modalidade.
"Dessa forma, faz-se necessário o estabelecimento de diretrizes adequadas para que seja possível o atendimento ao requisito de potência, por meio da contratação de energia proveniente de fontes despacháveis e flexíveis, conforme indicado pela EPE."
Leia mais em:
https://www.valor.com.br/empresas/5943929/consulta-
publica-discute-nova-regra- para-leiloes-de-energia-de- reserva
As usinas são totalmente flexíveis e devem atender o despacho centralizado do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A consulta diz que o leilão deve atender as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O prazo para contribuições da consulta vai até 7 de novembro.
A proposta em discussão visa contratar projetos de energia a gás natural com prazo de suprimento de 15 anos, com início a partir de janeiro de 2023 para o submercado Sudeste/Centro-Oeste e janeiro de 2024 para Sul e Nordeste, de acordo com as necessidades indicadas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Pela portaria, a energia de reserva deve passar a ser chamada por um novo conceito, de "potência associada à energia de reserva". De acordo com uma nota elaborada pelas áreas técnicas do MME, um estudo da EPE prevê necessidade de contratação de potência, mas o arcabouço infralegal vigente não prevê essa modalidade.
"Dessa forma, faz-se necessário o estabelecimento de diretrizes adequadas para que seja possível o atendimento ao requisito de potência, por meio da contratação de energia proveniente de fontes despacháveis e flexíveis, conforme indicado pela EPE."
Leia mais em:
https://www.valor.com.br/empresas/5943929/consulta-
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Geração eólica cresceu 19% até agosto de 2018
Com uma produção de 4.795 MW médios, a geração de energia eólica em operação comercial no país cresceu 19% entre janeiro a agosto de 2018, na comparação ao mesmo período do ano passado. A informação consta na última atualização do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.
Durante agosto, ao alcançar 7.017 MW médios, as usinas eólicas registraram a maior produção de energia da história. A produção elevou a representatividade da fonte, em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema, para 11,5% neste ano. A fonte hidráulica, incluindo as PCHs, foi responsável por 62,2% do total, as usinas térmicas responderam por 25,8% e a fonte Solar com 0,6%.
A CCEE contabilizou ao todo 519 usinas eólicas em operação no país ao final de agosto, somando 13.212 MW de capacidade instalada, e representando incremento de 10,6% frente aos 11.951 MW de capacidade das 470 unidades geradoras existentes em agosto de 2017.
Na análise da geração por estado, o Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor eólico no país, com 1.351,2 MW médios de energia entregues nos primeiros oito meses do ano. Na sequência, aparecem a Bahia com 1.162,7 MW médios produzidos, Piauí, com 619,1 MW médios, Ceará, com 617,3 MW médios e o Rio Grande do Sul, com 590,5 MW médios.
Os dados consolidados da câmara confirmaram ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.592 MW, Em seguida aparece a Bahia com 2.967 MW, Ceará com 2.162 MW, o Rio Grande do Sul com 1.778 MW e o Piauí com 1.443 MW de capacidade.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53078739/geracao-eolica-cresceu-19-ate-agosto-de-2018
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