sexta-feira, 28 de setembro de 2018

BNDES lança Finame Renovável com dotação de R$ 2 bilhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social lançou nesta quinta-feira, 27 de setembro, o Finame Energia Renovável. A linha de crédito irá apoiar investimentos em renováveis vai ter dotação inicial de R$ 2 bilhões e vai permitir que pessoas físicas, condomínios, empresas, cooperativas e produtores rurais consigam financiar até 100% do montante aplicado nos equipamentos. O prazo para pagamento é de até 120 meses e a carência é de até 2 anos. O lançamento desse novo Finame já havia sido adiantado pela Agência CanalEnergia em agosto.  Na cerimônia de lançamento, o presidente do banco, Dyogo Oliveira, ressaltou o olhar do crédito para a pessoa física. “Essa linha tem a atenção voltada para as pessoas, um relacionamento do BNDES para o cidadão”, afirma.
Presente à cerimônia de lançamento, o presidente Michel Temer também ressaltou a vertente social do banco, lembrando que o social foi incorporado ao nome do BNDES depois da sua fundação. Temer também frisou o aspecto ambiental, em que pessoas físicas e microempreendedores poderão contribuir com a redução de emissões. Para as MPMEs, a taxa final pode ficar em 1,3% ao ano. A aprovação é feita através da plataforma BNDES Online.
A expectativa é que a linha movimente o mercado e sejam instalados até 18 mil painéis fotovoltaicos, com foco nas propriedades rurais. Já em funcionamento, o alvo são sistemas de energia solar de até 375 kW e de energia eólica de até 100 kW, além de aquecedores de água por meio de placas coletoras.
O BNDES também lançou outra linha de R$ 228 milhões para a expansão de renováveis para que pessoas físicas e microempresas tenham financiamento para instalações de energias renováveis. Os recursos da linha são originados do Fundo Clima. Nessa linha, o diferencial é a redução da taxa de juros e a abertura para pessoas físicas microempresas. Quem tem renda de até R$ 90 mil anual terá juros de 4%. Para os que possuem renda acima desse valor, a taxa será de 4,5%. O prazo para amortização também é de até 12 anos e a carência vai de 3 meses até dois anos.
O ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, comemorou o crédito e revelou que está em estudos a liberação de uma outra linha de crédito, desta vez de R$ 170 milhões. Uma outra linha com recursos do Fundo Clima de R$ 220 milhões já havia sido liberada antes. “Vamos fomentar uma nova economia, novos negócios de baixo carbono e aquecer o mercado”, prometeu.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53076468/bndes-lanca-finame-renovavel-com-dotacao-de-r-2-bilhoes

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

China intensifica campanha para ter 35% de energia renovável até 2030

A China está intensificando a campanha em prol da energia renovável com propostas de metas mais elevadas para o consumo de energia verde e penalidades para quem não cumprir as metas para ajudar a financiar os subsídios do governo aos produtores.
O país que é o maior consumidor de energia do mundo pretende que as energias renováveis respondam por pelo menos 35 por cento do consumo de eletricidade em 2030, segundo um plano preliminar revisado da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (CNDR) vista pela Bloomberg. Anteriormente, o governo definia apenas a meta para que os "combustíveis não fósseis" representassem 20 por cento do consumo energético em 2030.
A comissão e a Administração Nacional de Energia da China (ANE) não responderam imediatamente aos pedidos de comentário enviados por fax e os telefonemas para suas assessorias de imprensa não foram atendidos. O novo plano, conhecido como Padrão de Portfólio Renovável, é uma atualização de uma versão inicial publicada em março.

O padrão -- que estabelece níveis mínimos de consumo de eletricidade produzida por fontes renováveis -- é um dos esforços para reduzir a dependência do país em relação ao carvão e para combater a poluição que assola o país mais populoso do mundo. A política busca ao mesmo tempo ajudar a ampliar o consumo de energia renovável e aliviar a carga de subsídios do governo ao aumentar as receitas por meio de multas por descumprimento.

Mais favorável

"Consideramos que o novo documento de consulta do Padrão de Portfólio Renovável tem mais detalhes sobre a implementação e é mais favorável às operadoras", escreveram analistas da BOCI Research, incluindo Tony Fei, em relatório, na terça-feira. O plano se concentra "na melhora do consumo de energia renovável, que é o principal objetivo de longo prazo do mecanismo do padrão".
A CNDR também aumentou as metas de consumo de energia não hidrelétrica de 2018 e 2020 em algumas províncias, exigindo inclusive que a Mongólia Interior aumente o uso para 18 por cento neste ano, contra uma meta anterior de 13 por cento. As metas para regiões como Yunnan e Xinjiang também foram elevadas.
O documento mais recente também prevê que as empresas que não cumprirem as metas paguem taxas indenizatórias às administradoras da rede, que serão usadas para cobrir os subsídios do governo aos projetos renováveis. Nos últimos anos, a China foi o país que mais injetou recursos no setor de energia renovável, deixando o governo com uma despesa pesada com subsídios.
"Isso também nos deixa otimistas de que a ANE possa estar estudando outras formas de resolver a questão do déficit dos subsídios", informou a BOCI, acrescentando que o novo plano pode ajudar a diminuir a preocupação com o pagamento de subsídios integrais aos projetos existentes. "Esperamos que a versão final seja anunciada até o fim de 2018, como orientado anteriormente pela ANE."

Leia mais em: https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2018/09/26/china-intensifica-campanha-para-ter-35-de-energia-renovavel-ate-2030.htm

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Energia elétrica. Geração própria avança 88% no Ceará

Mais de 1,4 mil unidades consumidoras, entre empresas e residências, já são abastecidas por geração própria de energia elétrica no Ceará. já produzem a sua própria energia elétrica no Ceará. O número, referente ao acumulado de janeiro até agora, é 88% maior que o total de 782 observado em dezembro de 2017, conforme levantamento feito pelo O POVO com base nos dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com 29,7 mil quilowatts (kW) de potência instalada, o Estado é líder no Nordeste em geração distribuída e responde por 34,6% da capacidade na Região. No País, é o quinto maior.

Atualmente, são 1.220 projetos cearenses conectados à rede, bem mais do que os 682 contabilizados até dezembro do ano passado pela reguladora. Porém, ainda estão distantes dos mais de 7,6 mil empreendimentos do tipo que existem em Minas Gerais, estado que lidera o ranking no País, gerando mais de 119,7 mil kW de energia própria.

No Brasil, a quantidade de unidades consumidoras que passou a produzir sua própria energia aumentou de 21,2 mil, em dezembro de 2017, para 55,3 mil, neste mês. Alta de 161% no período.

Para o consultor de energia da Federação das Indústrias do Estado Ceará (Fiec) e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis, Jurandir Picanço, o impacto que os gastos com energia têm no orçamento das famílias e empresas mostra que a produção própria é uma alternativa muito favorável ao consumidor.

Além disso, quanto maior o custo da energia fornecida pela concessionária, mais vantajosa a substituição. Neste ano, o reajuste da conta de luz no Ceará foi de 3,8% para consumidores residenciais e de 7,96% para comércio e indústria.

"O consumidor vai ter acesso a uma energia muito mais barata que a fornecida pela concessionária. A diferença inicial é de, pelo menos, 40%". Ele reforça que o Ceará tem a seu favor o alto índice de radiação solar que chega, em média, a 5,5 kWh/m² por dia. "É 90% superior a radiação solar da Alemanha, que é o país que mais investe em produção fotovoltaica", compara.

Apesar da expansão da geração distribuída, o potencial a ser alcançado com investimentos em energia renovável é muito maior, afirma o cientista industrial e presidente da Gram-Eollic, Fernando Ximenes. "Ainda significa pouco se comparado com o número de usuários de energia no Brasil. A geração distribuída, somada às grandes usinas de energias renováveis, representa em torno de 0,7% do potencial de energia instalado no Sistema Interligado Nacional (SIN)", diz.

Ele afirma que, enquanto alguns países europeus já falam em migração completa para fontes de energias renováveis até 2020, o Brasil ainda prioriza as térmicas na matriz elétrica. "Só neste ano, o Governo investiu em dois grandes projetos de termelétricas, em São Paulo, com contrato de 30 anos, mais do que os 48 projetos de energias renováveis do Nordeste inteiro. O que é um erro. O carro elétrico já está reduzindo o aquecimento global. É uma necessidade", destaca.


Leia mais em: https://www.opovo.com.br/jornal/economia/2018/09/energia-eletrica-geracao-propria-avanca-88-no-ceara.html

terça-feira, 25 de setembro de 2018

GE anuncia plataforma inovadora para armazenamento de energia

As energias renováveis vêm ganhando um papel de destaque cada vez mais na matriz energética do Brasil – principalmente quando falamos da energia que vem dos ventos.

A energia eólica foi introduzida no Brasil em 2009 e em menos de dez anos o país tornou-se o 8º maior gerador do mundo, segundo o ranking do Global World Energy Council (GWEC) de fevereiro de 2018.
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E as perspectivas para essa fonte de energia são cada vez melhores – projetada para atingir 14% da capacidade instalada até 2026. Diante desse cenário e contribuindo para uso das energias renováveis, a GE anunciou uma nova plataforma de armazenamento de energia, o GE Reservoir.

Com a possibilidade de se integrar a toda rede elétrica, a solução permite a complementariedade da energia renovável com a tradicional, podendo melhorar o desempenho da rede e permitir uma geração mais distribuída, além de potencialmente reduzir custos.

A inovação está no sistema de gestão das baterias (BMS), que é de propriedade da GE e chamado de Blade Protection Unit (BPU), bem como na utilização de contêineres pré-fabricados que são montados com as baterias em fábrica, sendo enviados já prontos para a instalação à planta do cliente.

“A plataforma permite distribuição, armazenamento e utilização de energia mais limpa onde e quando for mais necessária. Ela se adapta em praticamente todos os locais, desde sistemas de rede centralizados até comunidades mais remotas”, explica Rodrigo Salim, líder de Baterias e Soluções de Armazenamento de Energia da GE Power.

“A modularidade da solução permite que diferentes valores de potência e energia, MW e MWh, respectivamente, possam ser fornecidos aos clientes, mantendo o processo de montagem e instalação do sistema extremamente simples. A montagem do sistema em fábrica também garante potencialmente ao sistema da GE uma das maiores densidades de MWh/m2 do mercado”.

GE Armazenamento de Energia

Com o Reservoir, também é possível “conectar o sistema de baterias diretamente no barramento de corrente contínua, DC, das plantas solares”, comenta Rodrigo.

“Com isso, a eficiência total do processo de armazenamento de energia, incluindo carga e descarga, pode crescer de maneira significativa, permitindo também que as perdas por sombreamento ao longo do dia, no início da manhã e no início da noite, sejam potencialmente reduzidas, pois o conversor DC-DC do sistema de baterias pode trabalhar com tensões mais baixas, carregando as baterias mesmo em momentos de pouca irradiação, quando não se pode injetar energia na rede”.

A solução também é equipada com sensores que coletam informações sobre o estado de carga, temperatura, tensão, corrente e outros fatores.

Os dados podem ser enviados para um centro remoto de operações, onde modelos de degradação são utilizados, também proprietários e desenvolvidos no Centro de Pesquisas Global da GE, em Niskayuna (Estados Unidos), para determinar a vida útil do sistema de baterias.

Com isto, poderia ser possível antecipar potenciais falhas, e potencialmente garantindo uma disponibilidade maior do sistema, podendo também determinar se a degradação do sistema está conforme o planejado, ou com taxas distintas ao projetado.

Com isso, o Reservoir se torna uma plataforma de armazenamento de energia completa para ajudar a atender às necessidades em constante mudança do setor de energia. Além de oferecer aos clientes alto nível de flexibilidade, potencial eficiência operacional em geração híbrida, operação de rede e gerenciamento de energia.

A novidade vem aliada com a perspectiva de crescimento das energias renováveis na América Latina. “O setor energético está passando por uma mudança inédita com o crescimento das energias renováveis, descentralização da energia e com a digitalização criando desafios e oportunidades na geração, transmissão e distribuição de energia”, comenta Emanuel Bertolini, Gerente Geral de Grid Solutions Américas, divisão da GE Power.

“O Reservoir oferece um novo tipo de sistema de energia que os clientes estão procurando para ajudar no gerenciamento do próximo capítulo da eletricidade”.
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O Reservoir expande a atuação de 10 anos da GE na área de armazenamento de energia e se baseia casos de sucesso recentes. No ano passado, a GE lançou a primeira turbina a gás híbrida do mundo e foi a primeira a entrar no mercado com aplicações avançadas para turbinas a gás e eólicas híbridas, com capacidade “Black Start”.

No mês passado, a GE anunciou ainda um novo projeto de 41MW/41MWh com o Grupo Arenko para construir um dos maiores sistemas de armazenamento de energia do mundo no Reino Unido. No total, a GE conta com uma capacidade de armazenamento de energia de mais de 200MWh em sistemas em operação, em construção, ou com início de construção já planejado.

Leia mais em: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2018/09/ge-anuncia-plataforma-inovadora-de-armazenamento-de-energia/34169#.W6otdvZv_IU

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Estudo propõe agenda para setor mais competitivo em 2022

O núcleo temático Energia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), divulgou um estudo sobre como o setor energético pode chegar em 2022 de acordo com uma agenda prioritária que o governo poderia seguir. No documento da entidade, que é a Think Tank número 2 do Brasil e a 3a na América Latina segundo o Think Tanks and Civil Society Program da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos), o país pode alcançar um mix energético equilibrado entre fontes fósseis e limpas, com maior participação de gás natural, mas também de biomassa, eólica e solar e maior competividade, a partir de uma participação mais efetiva de investidores privados nos diversos setores e elos da cadeia, tendo o setor público focado sua atuação na regulação e no planejamento de longo prazo.
Outros pontos indicados é que o Brasil pode ter um arcabouço legal regulatório mais ágil e menos judicializado. Bem como, inovações na geração elétrica, com geração distribuída a partir de fontes limpas, e no papel ativo do consumidor.
De acordo com o documento, “a visão estratégica proposta para o setor energético brasileiro é: desenvolver o vasto potencial nacional de modo a transformar o Brasil em potência energética, em um ambiente de negócios aberto, diversificado e competitivo, aderente à transição global para uma economia de baixo carbono. Pertencer ao futuro da energia”. E que, “para garantir o desenvolvimento sustentável do setor energético, faz-se necessário o estabelecimento de políticas públicas de longo prazo, com objetivos claros, e que garantam previsibilidade decisória e de atuação. Por sua vez, a atração de investidores privados configura-se como de fundamental importância para as pretensões do setor, dada a escassez de recursos públicos. Neste contexto, deve-se estabelecer desde já as bases de um ambiente de negócios que promova eficiência e competitividade”.
Na agenda proposta constam temas como estímulo à competitividade, que passam pela redução da participação do Estado no setor elétrico com destaque para a privatização da Eletrobras, desenvolvimento de mecanismos para o crescimento do mercado livre combatendo a volatilidade na formação de preços. O segundo ponto é a governança e prestação de contas. A segurança jurídica e regulatória é o terceiro ponto dessa agenda recomendada com ações que combatam a inadimplência e judicialização que afeta o setor elétrico atualmente. E ainda, a criação de um ambiente propício à inovação, e sem deixar de lado o compromisso ambiental, buscando a redução das emissões de carbono.
Essa agenda, explicou a entidade toma como contexto a perspectiva de que a demanda global por energia tende a crescer nos próximos anos, embora a taxas decrescentes, influenciada pela demanda das economias emergentes, asiáticas em particular. E a pressão imposta por mudanças climáticas, novos padrões de consumo e inovações tecnológicas muda a forma de se produzir e consumir energia no médio prazo.
Especificamente para o setor elétrico, o Cebri destaca que as tendências de digitalização, descarbonização, recursos energéticos distribuídos e eletrificação moldam o crescente acesso à energia e modificam o papel do consumidor. “Estima-se que a eletricidade aumente em 40% sua participação no consumo final de energia até 2040. Entre os setores que já impulsionam a eletrificação está o transporte, que pode vir a frear o crescimento da demanda global por petróleo a partir do mesmo ano. Tal revolução na mobilidade, impulsionada também por compartilhamento e tecnologia autônoma, decorre de uma forte sinalização de mercado, onde estimativas indicam que mais de 55% das vendas e 33% da frota global seja composta por veículos elétricos em 2040”.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53075783/estudo-propoe-agenda-para-setor-mais-competitivo-em-2022

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Energia limpa deve superar carvão na Europa ainda este ano

A geração de energia renovável na Europa deve superar a geração por carvão neste ano, graças aos esforços do continente para diminuir a dependência do combustível poluente, de acordo com relatório encomendado pelo UBS.
As energias renováveis agora cobrem aproximadamente um quinto da geração bruta na Europa. A taxa de crescimento anual da capacidade de geração eólica e solar quase dobrou durante os últimos cinco anos para 7 por cento, segundo a Aurora Energy Research, autora do estudo. A capacidade de geração convencional já começou a encolher por lá.
Do Reino Unido à Itália, os governos elaboraram planos para se livrar do carvão até meados da próxima década. A discussão sobre a desmobilização do carvão acontece até na Alemanha, que ainda depende muito de carvão e linhito para produzir eletricidade barata.
A objetivo da União Europeia é ampliar a parcela das modalidades renováveis para 32 por cento da geração total até 2030, mas esta meta pode ser ultrapassada e a participação chegar a 65 por cento, de acordo com o UBS. Teoricamente, é possível gerar 100 por cento de energia limpa, mas os custos podem subir até 60 por cento, pelos cálculos do banco.
Desde 1990, quase 300 GW em capacidade renovável foram disponibilizados na Europa, sendo 90 por cento na forma de energia eólica e solar. Mais 200 GW em capacidade eólica e solar podem ser acrescentados até 2030, reduzindo a intensidade do carvão na matriz em cerca de 50 por cento, de acordo com a pesquisa da Aurora. Tal cenário aumentaria a necessidade de postos de combustíveis e baterias para equilíbrio e contingência.
A energia eólica e os painéis fotovoltaicos devem se tornar viáveis sem subsídios a partir de 2020, mostrou o relatório da Aurora.

Leia mais em: https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2018/09/20/energia-limpa-deve-superar-carvao-na-europa-ainda-este-ano.htm

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Estrangeiros mais competitivos podem favorecer venda de SPEs, diz Ferreira Jr

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, afirmou que o capital estrangeiro está mais competitivo no Brasil, em razão do câmbio, e isso pode influenciar favoravelmente a venda das participações da estatal em 71 sociedades de propósito específico. O leilão das SPEs está marcado para o dia 27 de setembro na bolsa B3, em São Paulo, quando serão ofertados 18 lotes de participações em empreendimentos eólicos e de transmissão, com preços mínimos que somam R$ 3,1 bilhões.
Ferreira Jr acredita ser possível vender todos os lotes incluídos no certame. “Nós fizemos um trabalho para estabelecer preços mínimos com base em duas avaliações. São preços bons, porque são maiores que o valor contábil das companhias”, disse nesta quarta-feira, 19 de setembro, após reunião no Ministério de Minas e Energia.
Entres os interessados estão fundos de investimento, sócios da Eletrobras que detêm o controle societário em parte dos empreendimentos e investidores estratégicos, como grandes companhias que atuam no setor. Por causa disso, ele acredita no sucesso do leilão.
Segundo o executivo, alguns dos sócios minoritários da Eletrobras devem vender sua participação no certame pelo mesmo valor ofertado à estatal. A opção pela venda será divulgada no dia da qualificação para o leilão. Da mesma forma, os que são majoritários na parceria com a empresa poderão exercer o direito de preferência para cobrir a oferta colocada.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53075523/estrangeiros-mais-competitivos-podem-favorecer-venda-de-spes-diz-ferreira-jr