terça-feira, 31 de julho de 2018

Previsão de carga é reduzida para 1,6% em 2018

A atual projeção do desempenho da carga nacional de energia elétrica aponta para um crescimento de 1,6% em 2018 e 2,7% em 2019. Essas foram as únicas mudanças trazidas na 2ª Revisão de Carga em relação ao documento anterior, elaborado em parceria entre o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Segundo o documento disponibilizado nesta segunda-feira, 30 de julho, impactaram negativamente no desempenho da carga de 2018: redução das projeções de crescimento do PIB; greve dos caminhoneiros; situação fiscal do país; e disputa eleitoral.
A taxa média anual de crescimento da carga entre 2018 e 2022 está prevista em 3,4% a.a. e a redução em relação à 1ª Revisão Quadrimestral, utilizada a partir do PMO de maio de 2018, foi da ordem de 1.100 MW médio.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53069898/previsao-de-carga-e-reduzida-para-16-em-2018

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Bandeira será vermelha patamar 2 em agosto, pelo terceiro mês consecutivo

A bandeira tarifária de agosto será vermelha patamar 2, movimento que se mantém pelo terceiro mês consecutivo desde o inicio do período seco em maio desse ano. Ela vai representar custo adicional na conta de energia do consumidor de R$ 5 a cada 100 kWh consumidos.
A explicação da Agência Nacional da Energia Elétrica para a manutenção da bandeira no nível de custo mais elevado é que as condições hidrológicas continuam desfavoráveis e houve redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional. Nesse cenário de custos elevados pelo aumento do risco hidrológico, o Preço de Liquidação das Diferenças, que é usado nas operações do mercado de curto prazo atingiu seu valor máximo de R$ 505,18/MWh. Ambos os fatores influenciam a cor da bandeira.
O mecanismo adotado pela Aneel desde janeiro de 2015 sinaliza para o consumidor o aumento no custo de geração de energia, especialmente nos meses em que o Operador Nacional do Sistema Elétrico é obrigado a despachar um maior numero de usinas termelétricas.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53069720/bandeira-sera-vermelha-patamar-2-em-agosto-pelo-terceiro-mes-consecutivo

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Geração distribuída é ‘solução 3D’ para o setor de energia, diz Adriano Pires

A geração descentralizada, também conhecida como geração distribuída, já é uma realidade mundial. Barreiras sociais e ambientais, juntamente com altos custos de transmissão, e altas perdas de energia, tornaram os arranjos de energia centralizada mais desafiadores, abrindo uma oportunidade à inserção da produção de energia por novas abordagens.

Como resultado, a expansão da geração de energia ao redor do mundo tem se concentrado sobre arranjos descentralizados.

O movimento a favor da disseminação da geração descentralizada de energia elétrica ganhou, ainda, mais momentum após o Acordo de Paris de 2015. Com ele, muitos governos modificaram suas políticas para acelerar o desenvolvimento e a utilização de tecnologias energéticas descentralizadas.

Normalmente, essas políticas começam com um mecanismo financeiro para os interessados ​​em investir em tais tecnologias. À medida que os gargalos são aliviados, o governo reduz gradualmente os incentivos.

A expansão da geração descentralizada vem ocorrendo, sobretudo, por meio do uso de energia renovável, entre elas a solar. Porém, a intermitência deste tipo de energia adiciona um novo fator de risco à segurança do sistema elétrico.

Sem baterias de elevadíssima capacidade de armazenamento de energia, a otimização dos sistemas de transmissão e distribuição passa, inexoravelmente, pela digitalização das redes.

É a digitalização que calibrará os diferenciais entre oferta e demanda de eletricidade, contornando com rapidez possíveis descompassos oriundos da falta de flexibilidade do sistema.

Pode-se dizer que a geração distribuída por energia solar é uma solução “3D”: consonante com a necessidade de descarbonização, descentralização e digitalização do sistema elétrico.

No Brasil, as características da geração distribuída por energia solar se revelam ainda mais disruptoras, por termos um sistema calcado na geração centralizada e sujeito a uma regulação intervencionista, onde o contribuinte sempre acaba pagando a conta.

Sob a realidade da geração descentralizada por fonte solar, os esforços de expansão da rede obedecem às características de livre mercado e precisam de arcabouço regulatório ágil e flexível.

A disseminação do uso da energia solar passa pela a quebra de paradigmas como dos papéis do produtor e do consumidor. A figura do prosumer – a união entre producer e consumer – deve ser mais difundida.

No caso da energia solar, o prosumer é representado pela geração elétrica por painéis fotovoltaicos dos segmentos residencial, comercial e de pequenas e médias propriedades rurais.

Esses segmentos vêm comandando a expansão do uso da energia solar, impulsionados por resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que estabeleceu o sistema Net Energy Metering como referência de medição do país e definiu as características dos sistemas mini e microgeração distribuída.

Ainda que o arcabouço regulatório atual e o barateamento da tecnologia de painéis fotovoltaicos sirvam de incentivo à geração solar, os equipamentos ainda são muito caros para a realidade nacional, acendendo uma luz vermelha sobre as formas de financiamento existentes.

Linhas de financiamento atrativas, somadas aos níveis atuais das tarifas de energia elétrica do mercado cativo, tornam os investimentos em mini e microgeração por painéis fotovoltaicos mais convidativos, pois o payback dos projetos será mais curto.

O incentivo feito por linhas de financiamento mais atraentes para a compra de painéis fotovoltaicos, não seria inédito. A Caixa Econômica Federal tem parcerias com distribuidoras de gás locais para a compra do kit de GNV, e esse modelo poderia ser aplicado à geração solar.

Além dos atrativos de uma linha de financiamento popular, a capilaridade das operações da Caixa e sua interação com a população seria a solução adequada para financiar a expansão da geração de energia elétrica por fonte solar.

Leia mais em: https://www.poder360.com.br/opiniao/economia/geracao-distribuida-e-solucao-3d-para-o-setor-de-energia-diz-adriano-pires/

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Equatorial faz lance único e compra a Companhia de Energia do Piauí

A Equatorial Energia comprou nesta quinta-feira (26) a Companhia de Energia do Piauí (Cepisa), no 1º leilão de privatização de distribuidoras controladas pela Eletrobras, realizado na sede da B3 (antiga BM&F Bovespa), em São Paulo. A empresa foi a única a dar lance no leilão.

O leilão da Cepisa foi tratado pelo governo como primordial para dar uma sinalização positiva para o mercado e acionistas da Eletrobras.

Sobre o fato de uma única empresa se interessar pela Cepisa, o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse que "o objetivo do governo era começar" (o processo de venda das distribuidoras). Ele acrescentou ainda que a Equatorial é um grande grupo e bem preparado para atender o Piauí "com energia barata e de boa qualidade", uma vez que já está presente no Nordeste

A Equatorial Energia é uma holding que controla a Cemar, no Maranhão, e a Celpa, no Pará, e tem importante participação no capital da Termoelétrica Geranorte. De capital pulverizado, a companhia tem entre seus acionistas a Blackrock, Opportunity e Squadra Investimentos, além de 69,7% de participação de administradoras e minoritários.

Cepisa é primeira distribuidora da Eletrobras a ser concedida à iniciativa privada (Foto: Karina Almeida/Arte G1) Cepisa é primeira distribuidora da Eletrobras a ser concedida à iniciativa privada (Foto: Karina Almeida/Arte G1)
Cepisa é primeira distribuidora da Eletrobras a ser concedida à iniciativa privada (Foto: Karina Almeida/Arte G1)
Em fevereiro, a assembleia da Eletrobras aprovou a venda das distribuidoras. Decidiu, ainda, assumir R$ 11,2 bilhões em dívidas das empresas. Se as distribuidoras não forem vendidas, a Eletrobras fará a liquidação das empresas, ou seja, encerrará a operação, medida que poderia custar pelo menos R$ 16,6 bilhões à estatal.


Redução da tarifa para consumidores
Ao oferecer um lance com índice de deságio de 119 pontos, a Equatorial abriu mão de toda a flexibilização tarifária e ainda pagará uma outorga ao governo para assumir o controle da Cepisa. A nova dona da distribuidora também se compromete a fazer um aporte de mais de R$ 700 milhões em investimentos.

Com a privatização, a redução de tarifas para o consumidor será da ordem de 8,5%, segundo a Aneel. O diretor-geral da agência, Romeu Rufino, explicou que a tarifa da Cepisa foi flexibilizada há cerca de 2 anos em 8,52% para corrigir problemas de custos na concessão. Ao arrematá-la, a Equatorial abriu mão desse "reajuste", o que tornará a energia mais barata para os consumidores.

Pelas regras do leilão, seria declarada vencedora a empresa que ofertasse o maior desconto da tarifa de energia (deságio). Por decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o deságio mínimo foi fixado em 61,31% do reajuste extraordinário de 8,52% concedido à Cepisa há cerca de 2 ano pela Aneel, o que garantia uma redução de, pelo menos, 5,22% na tarifa de energia para os consumidores do estado.

Segundo o ministro da Secretaria-geral da Presidência da República, Ronaldo Fonseca, a proposta da Equatorial garantirá ainda ao governo uma arrecadação de mais de R$ 95 milhões.
Presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, e diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino (Foto: Luísa Melo/G1) Presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, e diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino (Foto: Luísa Melo/G1)
Presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, e diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino (Foto: Luísa Melo/G1)

Diante das dívidas de R$ 2,4 bilhões da empresa, foi fixado para a licitação um valor simbólico de R$ 50 mil. Como o oferta da Equatorial superou o deságio de 100%, será calculado também um valor de uma outorga a ser paga à União.

O ministro avaliou o leilão como um sucesso e que o fato de haver apenas uma proponente não importa. "O que importa é o que fica para o consumidor", afirmou Ronaldo Fonseca.

"Esse ativo é muito a nossa cara", disse o presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, acrescentando que a empresa também tem interesse nas demais distribuidoras que serão leiloadas. Segundo ele, o fato de a companhia já estar presente no leste do Maranhão permitirá ganhos de sinergia.

Sobre a possível demissão de atuais funcionários da Cepisa, o presidente da Equatorial disse que haverá diálogo e que a preferência da empresa é sempre pela “prata da casa”.

Plano de privatização
O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, afirmou nesta quinta que a privatização busca dar "racionalidade" ao sistema, melhorando o sistema, e não capitalizar a Eletrobras.

Ao todo, serão privatizadas seis distribuidoras de energia controladas pela Eletrobras. Além da Cepisa, ainda serão vendidas:

Amazonas Distribuidora de Energia;
Boa Vista Energia;
Centrais Elétricas de Rondônia;
Companhia de Eletricidade do Acre;
Companhia Energética de Alagoas.
As distribuidoras de energia da Eletrobras enfrentam prejuízos recorrentes, além de problemas em atender metas de qualidade dos serviços e de equilíbrio financeiro definidas pela Aneel. Das seis distribuidoras a serem leiloadas, cinco descumpriram nos últimos dois anos os parâmetros de qualidade.

Em 2016, a Eletrobras decidiu não renovar a concessão das distribuidoras e, desde então, tem operado as concessionárias de forma provisória. A decisão da estatal foi vender as distribuidoras e, caso a venda não ocorra, liquidá-las.

Ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, na abertura do leilão da Cepisa (Foto: Luísa Melo/G1) Ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, na abertura do leilão da Cepisa (Foto: Luísa Melo/G1)
Ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, na abertura do leilão da Cepisa (Foto: Luísa Melo/G1)

Problemas financeiros
Segundo a Advocacia Geral da União (AGU), juntas, as distribuidoras acumularam prejuízo de R$ 4,5 bilhões no ano passado.

Apesar de parte da dívida ter sido assumida pela Eletrobras, algumas empresas enfrentam problemas financeiros que ainda precisam ser resolvidos por um projeto de lei aprovado em junho na Câmara dos Deputados, mas que aguarda aprovação do Senado.

Para aguardar a aprovação do projeto, o governo decidiu adiar para 30 de agosto o leilão de quatro distribuidoras: Amazonas Distribuidora de Energia; Boa Vista Energia; Centrais Elétricas de Rondônia; e Companhia de Eletricidade do Acre.

O leilão da Companhia Energética de Alagoas (Ceal) está suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A venda das distribuidoras é considerada como uma primeira etapa para a privatização da da própria Eletrobras, cujo leilão de venda é considerado cada vez mais improvável para esse ano. No final de maio, o governo retirou do Orçamento a previsão de arrecadação extra de R$ 12,2 bilhões no ano com a privatização da Eletrobras, devido à demora na tramitação do projeto que libera essa operação.

O argumento do governo e da companhia é que a Eletrobras ficará mais atrativa para investidores assim que se livrar das distribuidoras, que são fortemente deficitárias.


Leia mais em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/07/26/equatorial-compra-a-companhia-de-energia-do-piaui.ghtml

quarta-feira, 25 de julho de 2018

BNDES desembolsa R$ 4,04 bilhões para energia no primeiro semestre

Dos R$ 27,7 bilhões desembolsados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social de janeiro a junho deste ano, R$ 4,08 bilhões foram para a área de energia elétrica, representando um recuo de 37%. Os desembolsos para o setor representaram 14,7% do valor total dispendido pelo banco. Nos últimos doze meses, os desembolsos para a energia chegaram a R$ 11,4 bilhões, número 1% menor que o do primeiro semestre do ano passado. A área de infraestrutura, onde energia está inserida foi a que mais teve desembolsos no semestre, com R$ 11,02 bilhões. Em doze meses, foram R$ 25,7 bilhões.

Na parte de aprovações, o setor elétrico conseguiu este ano R$ 6,24 bilhões, novamente liderando na área de infraestrutura, que teve R$ 10,7 bilhões aprovados. Houve queda de 25%. O total de aprovações chegou a R$ 30,2 bilhões, um recuo de 10% na comparação com 2017. Nos últimos dozes meses, as aprovações para energia chegaram a R$ 12,9 bilhões. Em 12 meses, as aprovações para os projetos de infraestrutura chegaram a R$ 27,2 bilhões.

Os enquadramentos do BNDES para projetos de energia no semestre chegaram a R$ 8,3 bilhões, 25% a menos que no mesmo período do ano passado. Eles representam 17,6% de um total de R$ 47,4 bilhões enquadrados pelo banco. A área de infraestrutura teve R$ 18,6 bilhões em projetos enquadrados, ficando com 39,2% do total e energia foi a área com melhor desempenho. Em 12 meses, os enquadramentos para energia somaram R$ 15,4 bilhões, uma queda de 5%, enquanto o total ficou em R$ 93,5 bilhões

Nas consultas, que somaram R$ 49,7 bilhões no semestre, R$ 8,5 bilhões vieram da área de energia, diminuindo 25% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. As consultas para infraestrutura ficaram em R$ 19,3 bilhões e energia representou 17,2% do total consultado. Em doze meses, o BNDES registrou R$ 15,7 bilhões em consultas para projetos de energia, o que significa um recuo de 8%. O total de consultas chegou a R$ 100,9 bilhões.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53069329/bndes-desembolsa-r-404-bilhoes-para-energia-no-primeiro-semestre

terça-feira, 24 de julho de 2018

Petrobrás vai gerar energia eólica no mar

Inédita no Brasil, a geração de energia eólica no mar começa a dar seus primeiros passos no País pelas mãos da Petrobrás. O negócio promete ser tão bem sucedido quanto a geração eólica em terra, disse o diretor de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da estatal, Nelson Silva. A licitação para a instalação de uma planta-piloto da empresa no Rio Grande do Norte será feita ainda este ano, revelou o executivo, que aguarda o licenciamento do projeto no Ibama para iniciar o processo.

A ideia é instalar torres de geração eólica, ou aerogeradores no jargão do setor, ao lado de plataformas em campos rasos do Nordeste, região brasileira com maior potencial para gerar energia a partir do vento. “A vantagem no offshore (no mar) é que se espera um fator de capacidade maior do que em terra”, explicou Silva. A previsão é que a planta-piloto comece a funcionar em 2022.

O fator de capacidade do Brasil, índice que mede o grau de aproveitamento dos aerogeradores para produzir energia eólica, é um dos maiores do mundo. Em janeiro, complexo eólico no Ceará, de propriedade da Echoenergia teve média do fator de capacidade superior a 60% ante 25% da média mundial. A vantagem da geração no mar, dizem especialistas, é que os aerogeradores, ou turbinas eólicas, podem ter capacidade maior do que os instalados em terra.

O Brasil começou a gerar energia eólica em 2005 – pouco menos do que 30 megawatts (MW). Em 2009, quando ocorreu o primeiro leilão do governo incluindo a oferta de empreendimentos eólicos, o Brasil gerava 600 MW. Hoje, essa geração ultrapassa os 13 mil MW e, somente com os leilões já realizados, deve atingir 17,8 mil MW em 2023. Atualmente, a geração eólica abastece 10% da população brasileira, ou 22 milhões de pessoas, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

“A média da capacidade dos aerogeradores do Brasil em terra gira em torno de 2 megawatts, mas no mar já tem máquina operando com 8 megawatts”, informa o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, um dos primeiros defensores da inclusão da energia eólica como fonte de geração de energia no Brasil. Esta semana, ele promove no Rio Grande do Norte o 10.º Fórum Nacional Eólico, onde o tema será discutido, precedendo a maior feira do setor, a Brazil Windpower, que terá pela primeira vez um painel dedicado apenas à geração eólica offshore, com participação da Petrobrás.

Segundo o Ibama, a Petrobrás entrou com o pedido de licença ambiental para a planta-piloto de geração eólica offshore em maio e o órgão já emitiu o Termo de Referência para que a empresa elabore o Relatório Ambiental Simplificado (RAS) para obter autorização. Pelo fato de já ter um equipamento no campo (plataforma), o Ibama já possui estudo ambiental do local, informou o órgão.

Se o projeto se mostrar economicamente viável, a expectativa do diretor da Petrobrás é de que seja a primeira de uma série de unidades que irão comercializar energia elétrica no mercado brasileiro a partir da geração eólica no mar. Para acelerar os investimentos, a estatal busca a parceria de empresas com experiência no segmento, como a francesa Total e a norueguesa Equinor (ex-Statoil).

“Vamos utilizar a experiência dessas empresas e os próprios dados que temos das medições das plataformas no Nordeste e da geologia do local, da medição de ventos e das marés”, explicou Silva. Segundo ele, a Petrobrás já está mais forte financeiramente e pode começar a olhar projetos de mais longo prazo e a investir em energia renovável.

Leia mais em:https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,petrobras-vai-gerar-energia-eolica-no-mar,70002412545

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Governo deixa de economizar milhões por ano sem uso de energia solar

Com potencial de gerar 170 vezes mais eletricidade do que a atual matriz brasileira, a energia solar ainda é subaproveitada no país, contribuindo com menos de 1%. Iniciativas pontuais, no entanto, revelam que investir em geração fotovoltaica é cada vez mais necessário e providencial para o Brasil, que, além de ser um país tropical, com muita irradiação solar, precisa conter os gastos. Se o governo federal replicar em todos os prédios públicos a instalação que cobre apenas o Ministério de Minas e Energia (MME) e, bem recentemente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), poderia economizar, pelo menos, R$ 200 milhões por ano em energia.

O gasto com eletricidade da administração federal em 2017 foi de R$ 2,083 bilhões. Em 2016, foi de R$ 2,156 bilhões. O recuo de 3,5% de um ano para outro já foi reflexo de algumas medidas de eficiência energética adotadas pelo Executivo, entre elas a instalação de um miniusina fotovoltaica na cobertura do MME. O sistema foi realizado no modelo de acordo de cooperação técnica entre a pasta e Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), sem ônus para o poder público, mas com custos de cerca R$ 500 mil. A potência de geração da miniusina é de 69 quilowatts (kW) ou 60 quilowatts pico (kWp), que equivale ao consumo de 23 residências de uma família média brasileira, com três a quatro pessoas consumindo 300 kWh por mês.

O presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, explica que, na ocasião da implantação, se calculava que a usina seria capaz de gerar cerca de 7% do consumo do prédio do MME. “Um ano depois, um balanço apontou que contribuiu com 10%, porque os painéis fazem sombra, o que amenizou o calor nos andares mais altos e reduziu o consumo de ar-condicionado”, explica. “A geração solar pode garantir, pelo menos, 10% da energia nos demais prédios públicos, mas em alguns edifícios pode chegar a 90%, se for mais horizontal.”

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No caso da Aneel, que inaugurou a primeira etapa de uma usina fotovoltaica na sede em Brasília na última semana de junho, a geração solar vai garantir redução de 20% nos gastos com energia. Com investimento de R$ 1,8 milhão, a usina de microgeração distribuída, com 1.760 painéis de 1,65m² e potência de 510,40 kWp, vai gerar uma média de 710 megawatts hora (MWh) por ano. A agência também instalou um autoposto para abastecer carros elétricos. “A Absolar, recentemente, entregou ao Rodrigo Maia (deputado do DEM-RJ e presidente da Câmara dos Deputados) uma proposta de projeto técnico e econômico para instalação de energia solar nos anexos do Legislativo”, conta. Dependendo do tamanho do sistema, Sauaia estima investimento de R$ 2 milhões para economia líquida pode mais de 18 anos, uma vez que a vida útil dos equipamentos é de mais de 25 anos.

DESEMPENHO
O superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da Aneel, Ailson de Souza Barbosa, explica que o projeto foi possível graças à elaboração de um contrato de desempenho, pioneiro no setor público e com potencial de expansão para outros órgãos. A obra foi incluída no Projeto de Eficiência Energética (PEE) da Companhia Energética de Brasília (CEB), que aportou os recursos para instalação do sistema. À medida que a usina gera, a fatura de energia da autarquia diminui. A agência continuará pagando o restante da fatura até amortizar o investimento e, quando o dinheiro voltar para a CEB, será aplicado em outros projetos de eficiência energética.

“O contrato é de ganha-ganha porque há o retorno do recurso, sem nenhuma gratuidade. Por enquanto, fizemos só o bloco H. Daqui a um mês devemos concluir mais dois blocos. A partir daí teremos economia de 20% em cima do consumo atual, que deve ser reduzido com outras medidas, como a otimização dos sistemas de ar-condicionado e de iluminação”, diz. Para Barbosa, a Aneel está dando o exemplo para o setor público com a instalação da usina. “O contrato de desempenho deve atrair o interesse de outros órgãos”, aposta.

Leia mais em: https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/07/22/internas_economia,974934/governo-deixa-de-economizar-milhoes-por-ano-sem-uso-de-energia-solar.shtml