Uma limitação no montante de energia que pode ser transportado pela maior linha de transmissão de eletricidade do Brasil, que leva até o Sudeste a produção de duas enormes hidrelétricas em Rondônia, Jirau e Santo Antônio, deverá pressionar as contas de luz em novembro, disseram especialistas à Reuters. Embora a restrição esteja presente desde o início da operação do linhão, ela ainda não era considerada nos modelos computacionais que calculam o preço da energia --em alta pelas fracas chuvas em áreas de hidrelétricas-- e guiam o acionamento das termelétricas.
Mas a partir do próximo mês a questão será considerada, após a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) avaliar que o problema é de “caráter estrutural”, limitando um alívio para os bolsos dos consumidores que poderia ocorrer com a chegada da temporada de chuvas nas hidrelétricas. Os consumidores do país têm pago um adicional nas tarifas desde julho, devido a chuvas abaixo da média na região das hidrelétricas, principal fonte de geração do Brasil. Em outubro, a cobrança extra foi elevada para seu maior nível, a chamada bandeira tarifária segundo patamar, com custo de 3,50 reais a cada 100 kilowatts-hora.
Em novembro, quando geralmente começam chuvas na região das hidrelétricas, a expectativa era de que a cobrança extra caísse para 3 reais, primeiro patamar da bandeira vermelha, ou 2 reais, com bandeira amarela, mas a limitação de transmissão pode manter a tarifa sob pressão, disse à Reuters o presidente da comercializadora FDR Energia, Erik Azevedo. “O que vai acontecer é que, com a capacidade reduzida da transmissão, vai reduzir a energia disponível no Sudeste... se não fosse essa restrição do linhão, a gente com certeza poderia ter bandeira vermelha nível 1. Com isso, já passa para bandeira vermelha nível 2”, disse.
Criadas para incentivar uma redução no consumo quando a oferta de energia no sistema é menor, as bandeiras tarifárias geram custos maiores quando saem da cor verde para a vermelha ou amarela. A mudança de nível das bandeiras é guiada pelo custo das usinas termelétricas acionadas para atender à demanda, em complemento às usinas hídricas. A bandeira vermelha nível 1 é acionada quando há uso de termelétricas com custo acima de 422 reais. O nível 2 da bandeira é acionado com o uso de térmicas acima de 610 reais. Atualmente, as térmicas mais caras em funcionamento estão na casa dos 860 reais por megawatt-hora.
A comercializadora de energia Comerc previa que a usina térmica mais cara a ser acionada em novembro teria custo na casa dos 524 reais, mas com as restrições esse custo deve subir para quase 700 reais no Sudeste, o que caracterizaria a bandeira vermelha no segundo nível. “Tem um aumento muito grande de preço, porque você não consegue escoar a energia pro Sudeste. Isso afeta, sim, o cenário de oferta”, disse a gerente de estudos setoriais da Comerc, Juliana Chade.
LINHÃO BUSCA SAÍDA
A restrição, que pode durar até o final de 2019 se o problema não for resolvido, tem origem em limitações em um equipamento chamado “eletrodo de terra” em um dos dois bipolos do linhão de transmissão que liga Rondônia ao Sudeste, operado pela IE Madeira, parceria entre Cteep e Eletrobras. O eletrodo, que é utilizado apenas em casos de interrupção no funcionamento de um dos bipolos, precisará ser instalado em local diferente do inicialmente planejado para funcionar adequadamente. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avaliou que, com as limitações no equipamento, falhas que obrigassem o desligamento forçado de qualquer um dos dois bipolos do linhão poderiam resultar em um blecaute de grande porte no Sul e Sudeste.
Para evitar esse risco, o ONS estabeleceu que os dois bipolos do linhão de 2,4 mil quilômetros de extensão deverão operar em capacidade máxima de 4,7 mil megawatts, ante uma capacidade total de 6,3 mil megawatts das estruturas. Antes, previa-se que o linhão alcançaria uma capacidade de 5,6 mil megawatts ainda em 2016 e chegaria ao total de 6,3 mil megawatts em 2017. As hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, entre as maiores do Brasil, somam cerca de 7,5 mil megawatts em capacidade de geração. O diretor técnico da IE Madeira, Jairo Kalife, disse à Reuters que a empresa está em processo de conclusão de estudos e conversas com o órgão ambiental Ibama e com o Iphan afim de ter autorização para uma obra que solucionará o problema, com uma mudança no posicionamento do eletrodo de terra.
A intervenção deverá custar cerca de 50 milhões de reais. O investimento total da IE Madeira na construção de seu bipolo e subestações no linhão foi de mais de 3 bilhões de reais. “Com uma complementação de entre quatro a seis meses a gente faz isso... a grande incógnita é quanto tempo vão demorar as liberações ambientais”, disse Kalife. A IE Madeira tem sofrido um desconto de 10 por cento em sua receita desde a entrega do linhão, em 2014, devido à limitação do eletrodo de terra. Atualmente, a empresa tenta convencer a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a cancelar a punição, alegando que enfrentou dificuldades na fase de testes do empreendimento devido a atos de vandalismo que derrubaram torres de energia necessárias aos ensaios.
Leia mais em: http://www.abradee.com.br/imprensa/noticias/3659-energia-deve-seguir-mais-cara-em-novembro-por-restricao-em-linhao-do-norte-ao-sudeste-reuters
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Modelo de privatização de distribuidoras sairá nos próximos dias, diz Eletrobras
O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, disse hoje, em evento em São Paulo, que o modelo para a concessão das seis distribuidoras de energia da companhia será apresentado nos próximos dias. Segundo ele, o processo elaborador pelos bancos passa agora pela aprovação do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) para a privatização entre fevereiro e março do próximo ano. — Essa venda irá acontecer. O data room também será aberto para os investidores nos próximos dias. Precisamos diminuir a nossa alavancagem para tornar a empresa mais eficiente—, disse Ferreira durante evento da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing (ADVB).
O executivo disse que o plano da companhia é chegar ao patamar de dívida de 3 vezes o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). No ano passado, essa relação era de 8,8 vezes e no primeiro semestre já estava em 4,7 vezes. — Tínhamos uma meta de reduzir o endividamento para até 4 vezes este ano, somente com a privatização das distribuidoras. Agora, com a decisão de vender 77 das 178 SPE (Sociedade de Propósito Específico) vamos conseguir chegar a esse patamar de dívida —, explicou Ferreira Jr. Segundo ele, com a venda das distribuidoras, a Eletrobrás poderá aumentar em R$ 1,1 bilhão a sua geração de caixa, medida pelo Ebitda.
Em relação à privatização da Eletrobras, Oo executivo ressaltou que para se definir a modelagem é necessário a aprovação de uma Medida Provisória (MP) para a instituição de uma consulta pública. — Quanto à modelagem para a democratização da Eletrobras, a ideia é que o resultado seja apresentado no próximo mês. O Ministério de Minas e Energia (MME) tem trabalhado junto com a Fazenda e com o PPI para o desenvolvimento dessa modelagem. Concluindo o trabalho, vamos compartilhar as oportunidades com os interessados. Certamente o debate da privatização no passado era condenado. Hoje a sociedade, ciente da importância do equilíbrio fiscal, da importância de que o governo tenha recursos para investir em áreas mais criticas, está mais flexível à venda de empresas públicas —, afirmou Ferreira Jr.
Leia mais em: http://www.abradee.com.br/imprensa/noticias/3656-modelo-de-privatizacao-de-distribuidoras-saira-nos-proximos-dias-diz-eletrobras-o-globo
O executivo disse que o plano da companhia é chegar ao patamar de dívida de 3 vezes o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda). No ano passado, essa relação era de 8,8 vezes e no primeiro semestre já estava em 4,7 vezes. — Tínhamos uma meta de reduzir o endividamento para até 4 vezes este ano, somente com a privatização das distribuidoras. Agora, com a decisão de vender 77 das 178 SPE (Sociedade de Propósito Específico) vamos conseguir chegar a esse patamar de dívida —, explicou Ferreira Jr. Segundo ele, com a venda das distribuidoras, a Eletrobrás poderá aumentar em R$ 1,1 bilhão a sua geração de caixa, medida pelo Ebitda.
Em relação à privatização da Eletrobras, Oo executivo ressaltou que para se definir a modelagem é necessário a aprovação de uma Medida Provisória (MP) para a instituição de uma consulta pública. — Quanto à modelagem para a democratização da Eletrobras, a ideia é que o resultado seja apresentado no próximo mês. O Ministério de Minas e Energia (MME) tem trabalhado junto com a Fazenda e com o PPI para o desenvolvimento dessa modelagem. Concluindo o trabalho, vamos compartilhar as oportunidades com os interessados. Certamente o debate da privatização no passado era condenado. Hoje a sociedade, ciente da importância do equilíbrio fiscal, da importância de que o governo tenha recursos para investir em áreas mais criticas, está mais flexível à venda de empresas públicas —, afirmou Ferreira Jr.
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Distribuidoras farão campanha para incentivar que consumidor economize energia
Diante do cenário de insuficiência de chuvas e baixa nos reservatórios das usinas hidrelétricas, as distribuidoras de energia elétrica de todo o país farão uma campanha publicitária para incentivar o consumo consciente de energia. A previsão é que as peças em rádio, televisão e internet sejam divulgadas ao longo de novembro. A campanha atende a uma recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e tem por objetivo, além de conscientizar sobre a necessidade de evitar desperdício, passar informações sobre as bandeiras tarifárias, sistema que permite a cobrança mensal de um adicional pelo uso de energia de termelétricas.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a campanha será coordenada pela Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), que ficará responsável por produzir as peças que serão divulgadas em todo o país. A campanha não acarretará custos adicionais para o consumidor. Os recursos virão do Programa de Eficiência Energética (PEE), que existe para financiar esse tipo de iniciativa. O PEE funciona com uma taxa embutida nas contas de luz, correspondente a 0,5% da receita operacional líquida das companhias de energia.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), a previsão é de que o armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas fique abaixo do verificado em 2014, ano mais crítico do histórico recente. O Nordeste apresenta o quadro mais preocupante, com os reservatórios operando com apenas 7,59% da capacidade. No Sudeste e Centro-Oeste, o nível das barragens é de 20,45% e no Norte, 25,38%.
Bandeira vermelha
A previsão de escassez de chuvas fez com que o governo anunciasse, no final de setembro, que a bandeira tarifária passaria para a cor vermelha patamar 2, em outubro. Esta é a tarifa mais cara prevista e implica a cobrança de taxa extra nas contas de luz de R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos. Em setembro, vigorou a bandeira amarela, que aplica uma taxa extra de R$ 2 para cada 100 kWh de energia consumidos.
Para atenuar a situação, o CMSE decidiu, no início do mês, também retomar a operação de usinas termelétricas que estão paradas por falta de combustível. O comitê optou por não acionar as usinas termelétricas mais caras, o chamado "despacho fora da ordem de mérito", mas aprovou, se necessário, o aumento da importação de energia elétrica da Argentina e do Uruguai. Ontem (16) a Age ncia Nacional de Energia Ele trica (Aneel) autorizou a Companhia Paranaense de Energia (Copel) a retomar temporariamente a operac a o comercial das tre s turbinas da usina termele trica Arauca ria, localizada no munici pio de mesmo nome.
Além da termelétrica de Araucária, o CMSE também decidiu pela retomada da operação das usinas Cuiabá, Termonorte II e Termo Fortaleza que, por serem movidas a gás, são capazes de produzir energia a preços mais competitivos se comparados com os de outras usinas térmicas, segundo o comitê.
Leia mais em: http://www.abradee.com.br/imprensa/noticias/3652-distribuidoras-farao-campanha-para-incentivar-que-consumidor-economize-energia-agencia-brasil
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Furnas investe R$ 5 milhões em Túnel de Vento
Furnas está investindo R$ 5 milhões na construção do primeiro Túnel de Vento do país voltado exclusivamente para avaliar os efeitos do movimento do ar nos sistemas de geração de energia eólica. O túnel do vento será instalado no Centro Tecnológico da empresa em Aparecida de Goiânia (GO) e vai contribuir para a evolução de empreendimentos eólicos e para as pesquisas de integração deste tipo de fonte de energia com a geração hidráulica nas hidrelétricas da estatal.
Com previsão de funcionamento em 2018, a expectativa é que os estudos desenvolvidos com o Túnel do Vento aumentem a produção de energia, gerando um ganho financeiro de mais 30%. Além disso, permitirá uma economia significativa a partir do avanço tecnológico nas estruturas, fundações e pontos de reforço das torres das linhas de transmissão. O equipamento também poderá reduzir eventuais gastos para corrigir interrupções no fornecimento de energia elétrica no país.
A iniciativa faz parte do programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação de Furnas, que já investiu cerca de R$ 251 milhões entre 2008 a julho de 2017. Atualmente, a empresa conta com 29 projetos, a maioria destinada a novas formas de geração de energia limpa e renovável.
Leia mais em:
https://www.canalenergia.com. br/noticias/53038079/furnas-
https://www.canalenergia.com.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
General Motors investe em fábricas com energia renovável
A General Motors acaba de dar um importante passo rumo a sustentabilidade das suas unidades industriais. A partir do final de 2018, as várias fábricas dos estados do Ohio e de Indiana, nos EUA, onde são fabricados os modelos Chevrolet Cruze e Silverado, assim como as pick-up GMC Sierra serão alimentadas exclusivamente por aerogeradores que conseguirão recolher do vento cerca de 200 megawatts de energia.
A missão da GE é a de atingir a totalidade da alimentação energética a partir de fontes renováveis. A estratégia que começa a ganhar contornos consideráveis tem paralelo nos modelos de automóveis que a General Motors tem apresentado, possuindo alguns deles, como o Chevrolet Bolt, emissões nulas de gases de escape.
Os contratos estabelecidos para fornecimento de energia elétrica renovável foram feitos com a Altenex, empresa independente de consultoria energética.
Até aqui a utilização de energias renováveis pela GM representava uma poupança anual na ordem dos 5 milhões de dólares. Em 2014 a empresa investiu na aquisição de energia eólica gerada no Texas para alimentar a operação industrial no México.
A General Motors planeja gerar ou ser fonte a energia elétrica 100% vinda de energias renováveis – como a eólica, solar e de gás de aterro – até 2050 para suas 350 operações em 59 países.
A nova meta de energia renovável, juntamente com o desenvolvimento de veículos elétricos e uma manufatura mais eficiente, faz parte da estratégia global da empresa para fortalecer seus negócios, melhorar as comunidades e atender questões das mudanças climáticas.
Hoje, GM economiza US$ 5 milhões por ano apenas por já utilizar energias renováveis, um número que vai aumentar à medida que mais projetos começam e o fornecimento de energias renováveis aumenta. Além disso, a empresa prevê que os investimentos na instalação e produção de energias limpas irá diminuir, trazendo ainda mais retorno financeiro para a companhia.
Leia mais em: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/10/general-motors-quer-fabricas-mais-sustentaveis-com-energia-renovavel/32774
A missão da GE é a de atingir a totalidade da alimentação energética a partir de fontes renováveis. A estratégia que começa a ganhar contornos consideráveis tem paralelo nos modelos de automóveis que a General Motors tem apresentado, possuindo alguns deles, como o Chevrolet Bolt, emissões nulas de gases de escape.
Os contratos estabelecidos para fornecimento de energia elétrica renovável foram feitos com a Altenex, empresa independente de consultoria energética.
Até aqui a utilização de energias renováveis pela GM representava uma poupança anual na ordem dos 5 milhões de dólares. Em 2014 a empresa investiu na aquisição de energia eólica gerada no Texas para alimentar a operação industrial no México.
A General Motors planeja gerar ou ser fonte a energia elétrica 100% vinda de energias renováveis – como a eólica, solar e de gás de aterro – até 2050 para suas 350 operações em 59 países.
A nova meta de energia renovável, juntamente com o desenvolvimento de veículos elétricos e uma manufatura mais eficiente, faz parte da estratégia global da empresa para fortalecer seus negócios, melhorar as comunidades e atender questões das mudanças climáticas.
Hoje, GM economiza US$ 5 milhões por ano apenas por já utilizar energias renováveis, um número que vai aumentar à medida que mais projetos começam e o fornecimento de energias renováveis aumenta. Além disso, a empresa prevê que os investimentos na instalação e produção de energias limpas irá diminuir, trazendo ainda mais retorno financeiro para a companhia.
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quarta-feira, 11 de outubro de 2017
Governo Trump anuncia que vai derrubar Plano de Energia Limpa de Obama
O titular da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês), Scott Pruitt, anunciou nesta segunda-feira (9) que a entidade vai derrubar o Plano de Energia Limpa, implementado pelo ex-presidente Barack Obama para controlar as emissões de gases de efeito estufa. A informação é da agência EFE.
Ao lado do líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, Pruitt anunciou no estado do Kentucky que assinará amanhã a proposta de revogação do plano. "Quando se pensa no que essa regra significava, tratava-se de escolher os ganhadores e os perdedores. O poder regulador não deveria ser utilizado por nenhum órgão regulador para escolher os ganhadores e perdedores", disse.
"A administração passada estava usando cada pedaço de poder e autoridade para usar a EPA e escolher ganhadores e perdedores e como geramos eletricidade neste país", afirmou Pruitt.
Segundo o documento de revogação, divulgado pela imprensa americana, a EPA acata as ordens executivas do presidente Donald Trump pedindo a revisão do plano e questiona a legalidade da regra original.
"Sob a interpretação proposta nesta notificação, o Plano de Energia Limpa excede a autoridade estatutária da EPA e será derrubado", diz o texto. A proposta também diz que a EPA ainda tem que determinar se criará uma regra adicional sobre o regulamento dos gases de efeito estufa.
O plano promovido por Obama requer que os estados cumpram com os padrões específicos de redução de emissões de dióxido de carbono com base no seu consumo individual de energia e também inclui um programa de incentivos para que os estados consigam um avanço no cumprimento das normas sobre a utilização de energias renováveis e a eficiência energética.
No governo Obama, a EPA calculou que o Plano de Energia Limpa poderia prevenir de 2.700 a 6.600 mortes prematuras e de 140.000 a 150.000 ataques de asma em crianças.
Leia mais em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-10/governo-trump-anuncia-que-vai-derrubar-plano-de-energia-limpa-de-obama
terça-feira, 10 de outubro de 2017
A força dos ventos: energia eólica supera a de outras usinas no Nordeste
Com reservatórios de água em níveis críticos, o Nordeste brasileiro está vivendo de vento. Desde abril, a energia eólica, produzida pela capacidade dos ventos em girar gigantes aerogeradores, é a principal fonte de geração naquele subsistema, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Além de bater recordes consecutivos este ano, a produção eólica, em outubro, superou a soma dos megawatts (MW) médios gerados por todos os demais tipos de usina, considerando, inclusive, a importação de eletricidade. Na última sexta-feira, assegurou 52,6% da geração total do Nordeste.
O salto da capacidade instalada das usinas eólicas no país é gigantesco. Pulou de 935,4 MW, em 2010, para 12.966 MW em 2017 e alcançará 17.452 MW em 2020, considerando o que foi contratado em leilões: 1.772% de aumento em uma década. Como grande parte das usinas está concentrada no Nordeste, região que mais sofre com reservatórios de água em níveis críticos, de apenas 8,72% da capacidade total, os ventos garantiram a carga (consumo mais as perdas do sistema) diária na região.
Em plena “safra”, ou seja, o período do ano em que os ventos produzem os melhores resultados, as usinas eólicas chegaram a abastecer 64% da alta demanda de um dia útil. Feito considerado extraordinário pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Nos fins de semana, quando o consumo total é menor, a energia dos ventos atende, normalmente, a 71% da demanda. Em 10 de setembro, entretanto, supriu 84% do consumo, no momento de pico, às 9h13.
“Esses dados mostram a força de um setor que está em franco crescimento. A geração de eólica vem ganhando uma importância cada vez maior e tem inclusive sido a salvação do Nordeste devido ao baixo nível dos reservatórios da região”, afirma Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica. Ela explica que os ventos para a geração de energia devem ser rápidos e constantes, porém sem rajadas, mantendo-se unidirecionais. Isso porque, toda vez que o vento muda de direção, as pás são ajustadas. Portanto, quanto mais constante o vento, menos ajustes serão feitos e o equipamento terá um rendimento maior.
A Abeeólica contabiliza R$ 90 bilhões investidos desde 1998 e projeta mais R$ 30 bilhões até 2020. “Em termos de postos de trabalho, o total instalado eólico propiciou ao país mais de 180 mil vagas diretas e indiretas ao longo da cadeia produtiva”, revela a entidade. A associação registra 12,33GW de capacidade instalada dividida em 491 parques, representando mais de 8% da matriz. Para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a geração de energia eólica, em 2016, cresceu 55% em relação a 2015. Ao todo, foram gerados 33,15 terawatts/hora (TWh) ao longo do ano passado. Os dados do primeiro semestre de 2017 foram divulgados pela CCEE recentemente e mostram que a produção de energia eólica em operação no Sistema Interligado Nacional (SIN), entre janeiro e julho de 2017, foi 25,3% superior à geração no mesmo período do ano passado.
As usinas da fonte produziram um total de 3.794 MW médios frente aos 3.029 MW médios gerados no mesmo período de 2016, segundo a câmara. No fim de julho deste ano, a CCEE contabilizou 446 usinas eólicas em operação comercial no país, que somavam 11,3 gigawatts (GW) de capacidade instalada, incremento de 19,7% frente à das 371 unidades geradoras existentes em julho de 2016. O Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do país, com 1.227 MW médios em 2017, aumento de 25,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Pelo ranking da CCEE, em seguida, aparece a Bahia, com 819 MW médios produzidos (+30%), o Rio Grande do Sul, que alcançou 565,6 MW médios ( 16,3%), e o Ceará, com 494 MW médios ( 1,3%).
Companhia internacional produtora de energia a partir de fontes renováveis, a Voltalia anuncia a inauguração de mais um parque eólico no Nordeste, em São Miguel do Gostoso (RN), em 19 de outubro, com capacidade instalada de 108 MW. Presente em 16 países, a empresa opera no Brasil desde 2006 e, atualmente, possui cinco complexos eólicos — todos no Nordeste — e um projeto híbrido, que totalizam 429,30 MW de capacidade instalada.
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“Esses dados mostram a força de um setor que está em franco crescimento. A geração de eólica vem ganhando uma importância cada vez maior e tem inclusive sido a salvação do Nordeste devido ao baixo nível dos reservatórios da região”
Elbia Gannoum, presidente da Abeeólica
Leia mais em: http://www.abradee.com.br/imprensa/noticias/3646-a-forca-dos-ventos-energia-eolica-supera-a-de-outras-usinas-no-nordeste-correio-braziliense
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