quinta-feira, 9 de março de 2017

Interesse dos investidores em transmissão deverá aumentar com novas medidas

As melhorias nas regras para o próximo leilão de linhas de transmissão, anunciadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última terça-feira, 7 de março, no bojo do pacote de privatização de infraestrutura do Governo Federal, deverá acarretar em um aumento no interesse por parte dos investidores. A avaliação é de dirigentes de entidades do setor elétricos ouvidos pela Agência CanalEnergia, que apostam no sucesso do certame do dia 24 de abril para licitar 35 lotes com investimentos totais de aproximadamente R$ 13 bilhões.
A mitigação dos riscos regulatórios para os empreendedores a partir do levantamento mais preciso dos custos envolvidos nos projetos, incluindo negociações fundiárias e questões ambientais, estão entre os pontos que, na visão do mercado, devem trazer de volta a presença mais forte dos empresários. O diretor presidente da Associação Brasileira das Companhias de Energia Elétrica, Alexei Vivan, mostra otimismo com o futuro do segmento com as novas regras.
"A transmissão vai voltar a ser a vedete do investimento na área de energia. Um dos fatores fundamentais para isso é a melhoria da remuneração, já que a perda do investment grade impactou diretamente no aumento do custo de capital para o investidor. Os leilões anteriores não captaram esse cenário adverso", explica o executivo, que destaca ainda o reconhecimento do pagamento das indenizações às transmissoras a partir de 2017, após a contas ter sido retirada da base de ativos das empresas em 2012.
Na avaliação do Instituto Acende Brasil, as melhorias apresentadas agora pela Aneel, como a apresentação do plano de negócios das empresas apenas na assinatura do contrato de concessão e não mais fase de habilitação, se junta a outras medidas aplicadas no último certame, realizado em outubro do ano passado. Entre elas o ajuste no percentual da Receita Anual Permitida (RAP), para 10,2%, além do aumento do prazo de construção para até 60 meses a partir da assinatura do contrato de concessão.
O presidente do centro de estudos, Claudio Sales, observa que as medidas recentes dão ao negócio de transmissão uma nova mentalidade, mais voltada ao mercado e menos intervencionista. "A transmissão se tornou um gargalo recente para o setor justamente pelo uso de mecanismos artificiais para alavancar investimentos, o que posteriormente ficou claro ser insustentável", diz ele, reforçando que o cenário seria ainda mais dramático caso o país não estivesse sob um cenário recessivo e de retração na economia.
Uma característica interessante do próximo leilão é que 18 lotes já foram incluídos em licitações anteriores, mas não tiveram propostas. Além disso, há outros empreendimentos que estavam nas mãos de investidores como a MGF, Braxenergy e Isolux que não conseguiram executar as obras e tiveram as concessões revogadas pela Aneel. Para economista Thais Prandini, diretora Thymos Energia, esse fator não compromete o sucesso do certame, uma vez que esses projetos tiveram suas receitas ajustadas. "O segredo dos leilões de transmissão é colocar uma RAP adequada", afirma.
Prandini, porém, acredita que pela característica dos lotes, haverá uma participação tímida de investidores de maior musculatura financeira, como os chineses. Ela explica que esse tipo de investidor é atraído por grandes investimentos e que a fragmentação em 35 lotes menores pode afastar esse tipo de player. "Será um leilão de muitos lotes. Isso tem um lado bom e outro ruim. A parte boa é que são lotes pequenos que traz investidores diversos de menor porte e a parte não tão boa é que dificilmente vai conseguir pegar um chinês."
Ela esperada que o leilão tenha forte presença de fundos de investimentos. Há também expectativa de investidores europeus que estão sondando o Brasil. Ela também acredita que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) manterá as mesmas condições de financiamento oferecidas em 2016. "Em linhas gerais, acredito que mantendo as mesmas condições no último leilão vamos conseguir atrair novos players."


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quarta-feira, 8 de março de 2017

Eficiência energética: a oportunidade em meio ao aumento na conta de luz -

É tempo de bandeira amarela! O símbolo, que mais uma vez aparece na conta de energia, avisa que o consumidor final brasileiro deverá lidar novamente com tarifas mais altas de energia, agora com valor reajustado. Junto ao alerta, porém, este domingo (5) relembra que é possível deixar o caminho menos custoso. Hoje é Dia Mundial da Eficiência Energética. A data, ainda pouco conhecida no Brasil, foi criada há 19 anos na Áustria, durante a primeira conferência internacional sobre o tema, buscando ampliar o conhecimento geral sobre o uso consciente de energia e contribuir para a solução da crescente crise energética, que –longe de ser uma exclusividade tupiniquim– assola a todo o planeta.
Ineficiência energética ocorre no desperdício de recursos ou uso de equipamentos que gastam mais do que deveriam. Para cumprir o prometido no Acordo de Paris e dar sua parcela justa nas emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa), países de todo o mundo têm investido em formas de energia que não emitam ou emitam menos desses gases. Buscar mais fontes e menos perdas é essencial para permitir o crescimento econômico sem comprometer a segurança climática e ainda dar acesso a mais de 1,5 bilhão de pessoas que não possui eletricidade no mundo. 
No Brasil, de acordo com a Abesco (Associação Brasileira de Empresas de Serviço de Conservação de Energia), cerca de 50 mil gigawatts/hora por ano são gastos por falta de eficiência. Isso equivale à capacidade plena de usina de Itaipu e uma economia de R$ 12 bilhões (a preços de 2014). Ações individuais de uso consciente dos recursos são essenciais e o movimento A Hora do Planeta, que acontece no próximo dia 25, é um bom momento para lembrar de bons hábitos, como um menor tempo no banho, desligar luzes de cômodos que não estão sendo usados ou diminuir o uso de veículos individuais motorizados.
Porém, para que o resultado seja expressivo, é crucial o envolvimento do governo. Em relatório do International Energy Efficiency Scorecard com as principais economias consumidoras de energia, o Brasil aparece em penúltimo em políticas para eficiência energética, à frente apenas da Arábia Saudita. Boas iniciativas existem, como é o caso do Selo Procel (criado em 1993) ou da Política Nacional de Eficiência Energética. Nela, o Brasil prevê reduzir 10% no consumo até 2030, o equivalente a uma economia de 106 TWh e redução de 30 milhões de toneladas de CO2 naquele ano.
Falta implementar e pensar a energia desde o início, como em sistemas de transporte mais eficientes ou construção de edifícios que aproveitem luminosidade e ventilação naturais sem depender de ar condicionado, o grande vilão do aquecimento global nas residências. Países como Austrália, Estados Unidos e Reino Unido tiveram bons resultados na criação de políticas e modelos de eficiência energética para a construção civil. O investimento em sistemas de mini e microgeração de energia elétrica também é interessante, pois diminui a demanda de energia de grandes centrais hidrelétricas e termelétricas, com benefícios para o planeta, empregos para o país e redução de tarifa para o consumidor.
O WWF-Brasil, por meio do seu programa Mudanças Climáticas e Energia, desenvolve estudos, ações e campanhas buscando que o ser humano tenha qualidade de vida, vivendo em harmonia com a natureza. Acreditamos que há boas oportunidades em cada crise e esperamos que esta bandeira amarela possa também acenar novas e mais sustentáveis alternativas para o setor elétrico.
ANDRÉ NAHUR, biólogo e coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil

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terça-feira, 7 de março de 2017

Absolar acredita que Fórum Iberoamericano Fotovoltaico contribuirá para o avanço da fonte solar no Brasil

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, a criação do Fórum Iberoamericano Fotovoltaico, anunciado recentemente pela União Espanhola Fotovoltaica (UNEF), é um passo importante em prol do desenvolvimento da energia solar fotovoltaica na América Latina e na Península Ibérica.
Segundo o executivo, o fórum contribuirá para a construção de cooperações, parcerias e sinergias entre as associações fotovoltaicas da região, permitindo o compartilhamento de conhecimentos e melhores práticas. "Os principais analistas de mercado apontam a América Latina como uma das regiões de maior potencial de crescimento para o setor nos próximos anos, com destaque para o Brasil", comenta Sauaia.
"Como representante do setor solar fotovoltaico brasileiro, a Absolar trabalhará em sintonia com as demais associações participantes, trazendo as experiências brasileiras e aprendendo com as dos países envolvidos, de modo a acelerar a adoção da tecnologia solar fotovoltaica nestas regiões”, acrescenta.
O Fórum Iberoamericano Fotovoltaico congrega sete associações do setor solar fotovoltaico da América Latina e Península Ibérica, representando os seguintes mercados: Argentina, Brasil, Chile, Cuba, Espanha, México, Portugal. O fórum possui o objetivo de promover o desenvolvimento da energia solar nestas regiões, a partir da troca de experiências e consolidação de melhores práticas nacionais e internacionais.
“O Fórum representa uma importante ferramenta para a estruturação de redes e sinergias institucionais, capazes de contribuir com solidez para a ampliação e o fortalecimento do setor solar fotovoltaico, a nível regional e internacional. Trata-se de uma iniciativa colaborativa que busca, em última análise, apoiar o esforço mundial na transição para uma economia de baixo carbono, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e combatendo as mudanças climáticas, usando como ferramenta a energia solar fotovoltaica, uma tecnologia renovável, limpa e de baixo impacto ambiental”, comenta o presidente da Absolar.

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segunda-feira, 6 de março de 2017

Plano energético dos EUA é equivocado, diz pesquisador

A política de energia do governo de Donald Trump nos EUA promete fazer do futuro uma realidade, mas poderá levar o país ao passado. Essa é a avaliação de John Mathews, professor de inovação e estratégia na Macquarie University, em Sydney. Em entrevista à Folha, ele afirma que o plano de Trump de se concentrar em fontes de energia como petróleo, gás e carvão, minimizando os riscos geopolíticos da dependência externa, pode acabar entregando a liderança global a seu inimigo declarado: a China. O pesquisador australiano é autor do livro “Global Green Shift: When Ceres Meets Gaia” (Transição Verde Global: Quando Ceres Encontra Gaia, editora Anthem Press), ainda não lançado no Brasil. 

Folha - Trump prometeu salvar a indústria de carvão, aumentar a produção de recursos fósseis e acabar com regulamentações ambientais. O que há de errado nesse plano?
John Mathews - Não existe qualquer chance de Trump tornar a América grande novamente se ignorar a transição verde que já está acontecendo em outros países. A mudança para um paradigma de energia limpa é o segredo para a liderança industrial no futuro. O país que menosprezar a fabricação de energia renovável dá as costas para uma nova fase do capitalismo industrial.

O que ganha um Estado ao estimular a transição verde?
Em primeiro lugar, recursos fósseis limitam o crescimento. Não por serem fontes esgotáveis, mas pelas questões geopolíticas e ambientais. Veja o caso de países superpopulosos como China e Índia. Se quiserem continuar crescendo sob um paradigma de energia tradicional, terão que arcar com os custos de poluição e de segurança militar. Em segundo lugar, a transição verde significa que o país fabrica sua própria energia. E aumenta a competitividade industrial.

Quais países avançaram na transição energética?
Há o caso da Alemanha e especialmente dos países emergentes, incluindo o Brasil. Atualmente, a China lidera essa corrida. O país tem as taxas mais elevadas em termos de investimentos, capacidade instalada e produção de equipamentos de energia renovável. É um caso bem-sucedido de parceria público-privada, com direção estatal e bancos estatais de desenvolvimento. Além de desenvolver o setor, a China avançou no que  eu chamo de mineração urbana, reutilizando o descarte de outras indústrias e setores.

Petróleo e segurança internacional se confundem com a hegemonia americana. Mesmo que ignorar a transição verde seja ceder a vez na inovação industrial, pode-se entender a opção pela importância da geopolítica para o status quo dos EUA?
Você pode ver a questão por esse lado, mas ainda assim é miopia estratégica. A China estava na vanguarda da inovação tecnológica e das expedições marítimas até que a dinastia Ming optou pelo isolacionismo no século 14. Este erro abriu o mundo à Europa e impôs à China séculos de humilhação e atraso. Os EUA podem estar cometendo o mesmo erro e, se Trump adotar uma doutrina isolacionista, pode entregar a liderança global à China, especialmente no que diz respeito à energia.

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sexta-feira, 3 de março de 2017

Governo abre licitação para estudar migração para o mercado livre

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão publicou na última sexta-feira, 24 de fevereiro, o edital doPregão Eletrônico nº 2/2017 para a contratação de serviços técnicos de consultoria, assessoria e gestão de energia elétrica, para migração de 34 unidades consumidoras do Poder Público Federal localizadas no Distrito Federal, para o Ambiente de Contratação Livre (ACL), conforme noticiou aAgência CanalEnergia na semana passada.  

A avaliação inicial do Planejamento aponta para potencial de redução nos gastos com energia em torno de 20%. Dados do Planejamento mostram que os gastos com energia elétrica da administração Federal aumentaram 23% entre 2011 e 2016, passando de R$ 1,78 bilhão para R$ 2,19 bilhões.

"Como se trata de iniciativa inovadora no âmbito da administração pública federal, a contratação de consultoria especializada possibilitará que os ganhos sejam obtidos de maneira segura e transparente, uma vez que contempla a avaliação do perfil de consumo de cada unidade, análise financeira das despesas com energia e comparação de custos e ganhos estimados nos dois mercados", diz a nota divulgada nesta quinta-feira, 2 de março.

Para participar da licitação, as empresas interessadas deverão ser cadastradas no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e inserir as propostas no sistema até o próximo dia 16 de março, às 9h30, quando será aberta a sessão do pregão. A contratação prevê ainda o apoio na gestão da energia e o aprimoramento do conhecimento de servidores públicos na gestão de energia.

Conforme a Agência CanalEnergia adiantou, a previsão é que o estudo fique pronto até julho deste ano. A chamada pública para contratação de energia deve ser apresentada até outubro. A migração deverá ser escalonada, começando pelo edifício do Ministério do Planejamento. A ideia é fazer de três a quatro ondas de migrações, começando no primeiro trimestre de 2018. 
"A previsão é que no final do ano que vem a gente já tenha uma quantidade razoável migrada e uma lição aprendida. Em 2019, se tudo estiver certinho, podemos iniciar o processo de migração de todas as unidades da administração pública", estimou Eduardo Azevedo, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME).
 
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quinta-feira, 2 de março de 2017

CCEE: Consumo de energia em fevereiro registra aumento de 1,5%

Entre os dias 1º e 21 de fevereiro, houve um aumento de 1,5% no consumo e 2% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o período de 3 a 23 de fevereiro de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.
A análise da CCEE indica o consumo de 64.572 MW médios em fevereiro, apontando aumento de 1,5% na comparação com o ano passado. Houve queda de 4% no consumo do Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, montante diretamente impactado pela migração de consumidores para o mercado livre. Os números seriam de aumento (+1,3%) no consumo em razão do aumento das temperaturas na última semana, caso o efeito dessas migrações e do feriado de Carnaval de 2016 fosse desconsiderado.
No Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, os números são inversos, ou seja, com aumento de 19,8% no consumo, análise com as cargas novas vindas do mercado cativo. Ao desconsiderar o impacto da migração de novas cargas e do feriado do ano passado, apresenta retração de 1,8%.
Já o volume de energia produzido em todo o Sistema, em fevereiro, foi de 67.580 MW médios com destaque para o incremento de 8,8% na geração das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. A representatividade da fonte chegou a 83,6% sobre toda energia produzida no país, índice 5,2 pontos percentuais superior ao registrado em fevereiro de 2016. O InfoMercado Dinâmico aponta queda na produção das usinas térmicas (-32,2%) e aumento na geração eólica (+18%) no período.
O boletim semanal também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em fevereiro, o equivalente a 113,6% de suas garantias físicas, ou 52.755 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 99%

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Custo da energia para indústria do RJ é 24,8% maior que a média nacional

O custo médio da energia para as indústrias fluminenses é 24,8% superior à média nacional, de acordo com a publicação "Quanto custa a energia elétrica para a pequena e média indústria no Brasil?", da Federação das Industrias do Estado do Rio de Janeiro. O estudo atualizado periodicamente pela entidade, com base em informações oficiais, mostra que a tarifa média da indústria do estado com tributos é a mais elevada entre as 27 unidades da federação: R$ 628,83/MWh. Os dados são do mercado regulado.

A media nacional é de R$ 504/MWh e refere-se aos processos tarifários das distribuidoras em 2016. Após um aumento médio de 48,2% entre 2013 e 2015, o custo médio da energia para indústria teve redução, em termos reais, de 10,7% no ano passado. 

O documento da Firjan afirma que a indústria do estado tem “a pior situação de competitividade no que diz respeito ao custo de eletricidade”. Comparado aos demais estados da região Sudeste, esse custo é 11,9% superior ao do Espírito Santo, 25,7% ao de Minas Gerais e 29,5% maior que o de São Paulo. Em relação ao Amapá, estado com menor tarifa média, a diferença é de 132%.

O estudo conclui que é necessária a redução das perdas das distribuidoras resultantes do furto de energia, e “intensificadas políticas públicas que permitam o acesso seguro das equipes das concessionárias aos locais de risco.” Defende também que a tributação do ICMS seja equiparada à dos demais estados, para que as tarifas estejam em niveis mais condizentes com o resto do país. 

A federação sugere mudanças para restabelecer a competitividade da indústria local, como a alteração dos critérios de contratação de energia em leilões para diversificação da matriz e contratação de térmicas a custos menores. Cita também a redução dos atrasos das obras de usinas e de linhas de transmissão; ampliação do acesso dos consumidores industriais ao mercado livre; o desenvolvimento de um mercado de energia elétrica com preço diferenciado para a indústria; o aumento do combate às perdas e redução da tributação, entre outras medidas.

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