segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Leilão inverso é importante para planejamento do setor, avalia ABEEólica

A Associação Brasileira de Energia Eólica acredita que o leilão de descontratação de energia, cuja ideia foi apresentada durante reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) na última quarta-feira, 11 de janeiro, é importante para o planejamento do setor elétrico. Apesar de ser a fonte que mais contratou energia nesse certame ao longo dos anos com 5,8 GW, acredita que dificilmente investidores deste segmento deverão aderir à medida. A maior parte, ou 3,9 GW, já está em operação e dentre os demais 1,9 GW, a maior parte apresenta alta viabilidade tanto operacional quanto financeira.
Segundo avaliação da presidente executiva da ABEEólica, Élbia Gannoum, o leilão inverso vai ajudar porque justamente vai promover uma limpeza no deck de projetos permitindo ver com maior clareza qual é a parcela da demanda que está realmente atendida. Além disso, relembrou, um estudo da própria entidade apontou que a sobra de energia efetiva que o Brasil tem é menor do que o que e chamado de elétrons de papel. Com o leilão inverso poderá se ter maior clareza desse volume.
“O setor eólico ficou bastante decepcionado com o cancelamento do último leilão de reserva de 2016. Essa ideia que foi apresentada de realizar a descontratação é muito positiva porque ajudará na defesa da cadeia produtiva com a liberação de demanda e ainda permite a redução da sobrecontratação das distribuidoras”, comentou em entrevista à Agência CanalEnergia. Com isso, continuou a executiva, o governo conseguirá, por exemplo, mais espaço para realizar o leilão de reserva que foi o ponto central do encontro do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, com governadores do Nordeste na semana passada.
Esse otimismo referente à retomada da contratação da fonte tem como base a competitividade da fonte, que só perde em preço para as grandes hidrelétricas. “A eólica vem salvando frequentemente o sistema Nordeste chegando a atender 50% da carga daquela região, proporcionada em grande parte pelos projetos negociados nos leilões de reserva, cuja meta é a de atribuir segurança para o sistema”, acrescentou.
Élbia reforçou que a maioria dos projetos em construção está com seus prazos em dia, mas admite que há alguns que eventualmente poderão aderir ao plano do MME. Apesar disso, afirmou que mesmo assim não é garantido que entrarão nesse leilão de devolução porque são projetos “muito viáveis”.
 
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Abradee considera positiva a realização de leilão inverso

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica considera a ideia que foi apresentada pelo Ministério de Minas e Energia de realizar um leilão inverso pra retirar os projetos de energia de reserva que não sairão do papel com otimismo. Segundo a avaliação da entidade, a redução dos contratos dessa categoria foi classificada como muito sensata e que realmente vai ajudar no planejamento do setor elétrico.
“Quando vemos uma ideia dessas tendo origem na secretaria executiva do MME sendo levada ao CMSE é possível ver que há a busca por transparência”, elogiou o presidente executivo da Abradee, Nelson Fonseca Leite. A associação não tem dados sobre o peso que a energia de reserva tem sobre as contas de energia do mercado regulado em reais. Mas, a estimativa é de que são 3.500 MW médios de energia de reserva que estão atreladas às suas associadas no momento cujo valor é recolhido pelos consumidores do mercado cativo.
O executivo destacou que uma medida como esta, se colocada em prática, terá impacto direto ao consumidor que não terá que pagar por uma energia de papel que foi contratada anos atrás e que não produziu os efeitos necessários de segurança que se pretendia. Ele cita que nessa gama de projetos há diversas fontes envolvidas, desde eólica, solar fotovoltaica e térmica. Sendo que a maior parte está concentrada nessa primeira.
Leite lembrou ainda que o impacto vai direto na redução do tamanho do Encargo de Energia de Reserva, pois ao se tirar esses projetos não é mais preciso pagar por estes. “Como temos sobras de energia, é altamente positiva a decisão de retirar esses projetos porque é um custo adicional que não precisará ser pago”, acrescentou ele à Agência CanalEnergia.
 
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Energia elétrica apresentou maior baixa na inflação de dezembro

A inflação do mês de dezembro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), alcançou a menor variação para o período desde 2008 com 0,3%. Com isso, no acumulado do ano o índice ficou em 6,29%, dentro do teto da meta inflacionária de 6,5%. De acordo com o balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 11 de janeiro, o item Habitação, onde se inclui a energia elétrica, apresentou a maior contribuição para a redução do indicador, pois recuou 0,59% após avanço de 0,30% no mês anterior. O impacto de habitação no IPCA foi de -0,09 ponto porcentual.
Segundo a avaliação do instituto o maior impacto que reduziu o índice veio justamente da energia com queda de 0,13 p.p no mês. Esse valor contabiliza a volta da bandeira verde em substituição à amarela. Além disso, fazem parte desse indicador a queda de 11,49% nas contas de energia em Porto Alegre e de 4,98% no Rio de Janeiro, refletindo a redução de 11,73% nas contas de uma das concessionárias do estado. Dentre as regiões com maior peso no país, São Paulo apresentou inflação de 0,35%, Rio de Janeiro de 0,25% e Belo Horizonte de 0,24%. No ano essas geografias têm um acumulado de 6,13%, 6,33% e 6,6%.
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Indústria poderá ser obrigada a consumir 20% de energia renovável

O setor industrial poderá ser obrigado a consumir pelo menos 20% de energia elétrica produzida por fontes renováveis, como eólica, solar e biomassa. A proposta consta no projeto de Lei 4420/16, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), aprovada pela Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados na segunda-feira, 9 de janeiro.

Pelo texto, a medida será válida a partir de 2018 e não se aplica aos contratos existentes. Antes, precisa ser analisada e aprovada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e Cidadania.

Para o relator da proposta, o deputado Cabo Sabino (PR-CE), é correto que as grandes empresas participem do esforço pela elevação da sustentabilidade energética. “Nada mais justo que os consumidores livres, que abrangem as grandes empresas, também participem do esforço pela elevação da sustentabilidade energética, a exemplo do que já fazem os consumidores residenciais”, disse.

O objetivo é valorizar as fontes renováveis, como a eólica, solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, e elevar a participação dessas fontes na matriz energética nacional, protegendo o meio ambiente e aumentando a segurança energética. 
O parlamentar lembrou que o mercado cativo de energia elétrica, atendido pelas concessionárias de distribuição, têm optado pelas fontes eólica, biomassa e solar, além das pequenas centrais hidrelétricas, por meio dos leilões de energia nova e de fontes alternativas realizados pelo governo federal.
 
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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

China é líder global nos investimentos em renováveis

A China vem se firmando como liderança global em investimentos em energia renovável no mundo. De acordo com relatório Expansão Global de Energias Renováveis da China, do Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia, foram US$ 32 bilhões em investimentos no exterior somente em 2016, crescendo 60% na comparação com o ano anterior. Em 2015, as empresas chinesas realizaram oito operações similares superiores a US$ 1 bilhão cada, totalizando US$ 20 bilhões O relatório tomou como base negócios acima de US$ 1 bilhão. Das onze operações enquadradas nessa categoria no ano passado, duas foram realizadas no Brasil: a compra da CPFL Energia pela State Grid, em junho; e a dos ativos da Duke Energy no país pela China Three Gorges em outubro.
De acordo com o relatório, a China vai instalar 36% de toda a capacidade global de geração no período 2015-2021. No mesmo período, ela vai instalar 40% da energia eólica mundial e 36% da energia solar. A queda dos custos dessas fontes vem sendo reduzida ano a ano, o que vem impulsionando os investimentos de vários países na Europa, Ásia e América Latina. Esse cenário de investimentos reforça a imagem da China como grande investidor, uma vez que ela é responsável por mais de um terço de todo o investimento nos três setores.
Na fonte solar, cinco dos seis maiores fabricantes de módulos solares estão na China. Segundo o relatório, enquanto a americana First Solar diz que vai reduzir em 25% a sua equipe global, a China National Building Materials está construindo uma instalação de módulos solares de filme fino de US$ 1,6 bilhão, buscando tomar a liderança. A saída da Dow Chemical da fonte solar também fortalece o movimento. Na fonte eólica, a Goldwind já ultrapassou a Vestas em 2015, tornando-se a maior fabricante de turbinas eólicas em nível mundial.
Ainda de acordo com o World Energy Outlook 2016 da Agência Internacional de Energia, a China detém 3,5 milhões, dos 8,1 milhões de empregos em energia renovável no mundo. Nos Estados Unidos, são 769 mil empregos relacionados com energias renováveis. A compra da CPFL Energia foi considerada um dos maiores negócios no setor de distribuição e renováveis. A chinesa estabeleceu uma meta em 2012 de US$ 50 bilhões de investimentos estrangeiros até 2020. Desde 2015, a SGCC já havia investido US$ 30 bilhões desse total no próprio Brasil e em países com o Paquistão. Já a CTG investiu outros US$ 1,2 bilhão no Brasil ao longo de 2016. 
Brasil, México, Argentina e Chile são considerados os países mais atraentes para investimentos em renováveis na América Latina e a empresas chinesas já estão marcando presença neste território. No ano passado, a Envision Energy, uma das 10 maiores fornecedoras globais de turbinas eólicas, com sede em Xangai, adquiriu uma participação majoritária em um portfólio de projetos de energia eólica desenvolvidos pela Vive Energia no México totalizando mais de 600 MW. A expansão da fonte eólica e o desenvolvimento da solar atraíram empresas como a Yngli, Huawei, BYD e Goldwind.
A vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos pode fazer com que a China tome mais ainda a dianteira nos investimentos em renováveis no mundo. Trump demonstra simpatia pelo carvão e tem se mostrado pouco afeito a temas ligados a fontes alternativas, como redução de emissões. 

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Governo projeta R$ 10 bi de bonificação em 2017 com relicitação de UHEs

O governo federal prevê arrecadar em 2017 um bônus de até R$ 10 bilhões com a concessão de 11 usinas que somam 3 GW de capacidade instalada e cuja maioria (2,6 GW) está no âmbito do Programa de Parceria e Investimento. São elas a UHE São Simão (GO/MG - 1.710 MW), UHE Volta Grande (MG/SP-380 MW), UHE Miranda (MG - 408 MW), além de PCHs Pery (SC - 30 MW) e Agro Trafo (TO - 14 MW). A estimativa foi divulgada na ultima reunião do Comitê Nacional de Política Energética, realizada em 14 de dezembro.
O processo de privatização das empresas federais no PPI vem avançando tanto que esta semana o BNDES divulgou o nome das consultorias vencedoras no processo licitatório que visa avaliar as distribuidoras da Eletrobras. A PwC e a Ceres Inteligência Financeira serão as responsáveis em prestar o apoio técnico de venda das distribuidoras.
Já em termos de transmissão, a expectativa do governo é de colocar em disputa 10.897 quilômetros em linhas novas, bem como, 30.775 MVA de capacidade de transformação nesses projetos. O primeiro será o leilão 05/2016 que tem previsão de ocorrer na segunda quinzena de março com 6.912 km de linhas, 13.760 MVA e investimentos estimados em R$ 11,5 bilhões. O valor é um pouco abaixo do que se projetava inicialmente ao final de 2016 quando a expectativa era de aportes de R$ 12,7 bilhões em 7.373 km e 13.172 MVA de capacidade de transformação.
Os demais lotes que devem entrar este ano ainda não possuem data, mas ficarão para o segundo semestre de 2016 e investimentos na ordem de R$ 7 bilhões.
Outro destaque dado durante o encontro do CNPE em dezembro foi a perspectiva de relicitação dos ativos da Abengoa ainda na primeira metade do ano. As indicações dadas são de que os investimentos necessários para esses ativos alcancem R$ 8 bilhões.
Após o leilão de privatização da Celg-D (GO), ocorrido em 2016, o diretor da Aneel, André Pepitone, comentou que a agência reguladora avaliaria a caducidade dos ativos ainda não construídos pela empresa espanhola que entrou em processo de recuperação judicial. A ideia era a de colocar esses projetos já no primeiro certame que será realizado este ano. Os planos da agência era a de declarar essa caducidade ainda em 2016,fato que não ocorreu.  No início de dezembro a Abengoa conseguiu a interrupção desse processo de caducidade iniciado pela Aneel.  Os projetos que tiveram a construção iniciada seriam transferidos a um novo investidor.
 
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Nova política operacional do BNDES pode beneficiar ônibus elétricos

Dando ênfase no mérito do projeto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social divulgou nesta quarta-feira, 5 de janeiro, as suas novas políticas operacionais e as condições de financiamento. As novas diretrizes colocam a área de infraestrutura como prioritária e aspectos como meio ambiente e inovação serão qualificadores dos projetos, que receberão melhores condições de financiamento. Dentro dessa nova política divulgada, veículos elétricos ou movidos a combustíveis limpos poderão se beneficiar. Esses projetos poderão receber até 80% de financiamento em TJLP. Em outubro do ano passado, o BNDES já havia anunciado as políticas de financiamento para o setor elétrico, devido à realização dos leilões de transmissão e de energia. Não houve mudanças.
A expectativa do banco é que as mudanças tragam aumento de produtividade e competitividade das empresas, gerando empregos. Anualmente as políticas sofrerão um processo de revisão. De acordo com a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, o foco será nos atributos dos projetos. "Queremos um banco com financiamentos que possam fazer diferença na vida do brasileiro", afirma.
A decisão de abraçar os projetos ambientalmente limpos já havia sido sinalizada pelo BNDES desde o ano passado, quando ele anunciou que não financiaria mais termelétricas a carvão. Enquanto ônibus elétricos poderão ter até 80% de financiamento, os veículos a diesel receberão somente até 50%. Os ônibus elétricos estão enquadrados no Finame, que teve seu prazo dobrado de cinco para dez anos. A condição de até 80% também foi destinada para bens com maior eficiência energética. No caso do diesel, segundo o diretor da área de administração, comércio exterior e operações indiretas, Ricardo Ramos, o banco vai reduzir de forma gradual a sua participação no financiamento de veículos movidos a diesel para grandes empresas, devendo chegar em 2019 financiando até 30% em TJLP. Na área de infraestrutura, o transporte de gás também teve o limite do seu financiamento ampliado de 70% para 80%.
Outra medida que está presente na política operacional é a participação em processos de desestatização. No momento, as seis distribuidoras administradas pela Eletrobras encabeçam a lista. Na última quarta-feira, 4 de janeiro, foi anunciado que a PwC e a Ceres se saíram vitoriosas na consultoria prestada. Segundo a presidente do banco, Maria Silvia Marques, o BNDES vai fazer a análise dos projetos e os levar até o certame. "O banco tem grande expertise em ser agente desses processos de concessões e desestatização", avisa.

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