terça-feira, 12 de maio de 2020

Carga pode ficar até 5 GW médios menor até 2024

A carga no Sistema Interligado Nacional pode recuar em mais cerca de 1,4 GW médios ao ano no período até 2024 em comparação com a primeira revisão quadrimestral, divulgada no final de março. Essa é a previsão com a análise de sensibilidade realizada pelo ONS, CCEE e EPE, que será utilizada para balizar o pedido de revisão extraordinária da carga, medida revelada na última quinta-feira, 7 de maio. Comparado ao cenário utilizado no Planejamento Anual, ainda em 2019, o volume deverá ficar em 5 GW médios a menos.
De acordo com apresentação do ONS durante a reunião do CMSE realizada na semana passada, que considera a retração do PIB em 5% neste ano, a carga de energia do SIN decresce 1.969 MW médios em 2020 em relação a 2019, um volume 2 pontos porcentuais a menos do que a revisão de março. Entre 2021 e 2024, com a expectativa de retomada do crescimento econômico, a carga de energia cresce anualmente entre 2.618 e 2.766 MW médios entre 3,6% e 4,2%. Mesmo assim, um volume 1,4 GW médio a menos do que o estimado no final de março.
Na comparação entre a análise de sensibilidade e os dados que constam do planejamento anual de 2020 a 2024, realizado no ano passado, os valores estão na casa de 5 GW médios menores.
A proposta deverá levar em conta a queda de 5% no PIB e crescimento de 2,3% em 2021, 2,8% de expansão nos dois anos seguintes e 2,9% em 2024, que já faziam parte da revisão quadrimestral ordinária.

Na correspondência que foi enviada ao diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, André Pepitone, as entidades lembram que ainda havia poucos dados e informações disponíveis que demostrassem os reais impactos da pandemia COVID-19 que teriam reflexos sobre a economia brasileira quando da primeira revisão. E ainda, que a atividade econômica começou a ser gradativamente reduzida por conta das medidas de isolamento social.
“O cenário mundial mais degradado e o aprofundamento da crise no Brasil levaram a uma forte deterioração das expectativas dos agentes em relação ao crescimento do PIB neste ano entre meados de março e abril. Os impactos da pandemia COVID 19 já mostram a gravidade de uma crise econômica sem precedentes no Brasil e no mundo. Espera-se que o emprego e a renda sejam significativamente afetados, levando a uma queda do consumo em geral. Além disso, questões internas associadas ao cenário político também vêm trazendo piora da estabilidade e queda significativa dos níveis de confiança dos agentes”, apontam na correspondência.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53134467/carga-pode-ficar-ate-5-gw-medios-menor-ate-2024
 

segunda-feira, 11 de maio de 2020

ONS: projeção de queda da carga chega a 9,9%

A segunda revisão semanal do Programa Mensal de Operação para o mês de maio apresentou uma forte redução da expectativa de carga no Sistema Interligado Nacional ante a semana passada. Agora a previsão é de queda de 9,9%, ou 60.353 MW médios. Na edição anterior do documento divulgado pelo ONS a previsão era de retração de 9%, ou 60.925 MW médios.
Essa nova previsão deriva da desaceleração de consumo em todo o país. No maior submercado, o Sudeste/Centro-Oeste é esperada queda de 10,6%, no Sul de 7,8%, no Nordeste está em 10,3% e no Norte em 8,4%.
A previsão de energia natural afluente recuou em quase todos os submercados, no SE/CO passou de 83% para 78% da média de longo termo. No Norte está o maior volume com 128% da MLT. Já no NE houve um leve aumento na projeção, para 82% da média. Agora a situação do Sul continua a se deteriorar, passou de uma projeção mensal de 16% para apenas 13% da média histórica, esta semana operativa, especificamente, é estimada em 10% da MLT com 827 MW médios.
O volume esperado para os reservatórios ao final do mês reflete essa situação no Sul com a expectativa de chegar ao dia 31 de maio em 13,7%, a única queda entre os submercados do país quando comparado ao nível reportado nesta sexta-feira, 8 de maio. No SE/CO a estimativa é de chegar a 56,3%, no Norte em 83,8% e no Nordeste o mais elevado, 92% do total.
O custo marginal de operação médio continua equacionado e zerado no NE e Norte, enquanto no SE/CO e Sul está em R$ 42,39/MWh,resultado do patamar de carga pesado em R$ 77,26/MWh e o médio em R$ 75,43/MWh. O leve também está no zero.
A estimativa de despacho térmico é de 5.570 MW médios em função da inflexibilidade declarada de usinas que soma 5.064 MW médios. A rubrica restrição elétrica continua no nível de 364 MW médios e ordem de mérito com 143 MW médios.
No decorrer da última semana o ONS reportou a ocorrência de chuva fraca nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai e em pontos isolados do Iguaçu. Já para a próxima semana operativa que se inicia neste sábado, 9 de maio, deve ocorrer chuva fraca nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai e em pontos isolados do Iguaçu, além do trecho incremental da UHE Itaipu. As bacias hidrográficas da região Norte apresentam previsão de pancadas de chuva no início da semana.


Leia mais em:https://www.canalenergia.com.br/noticias/53134367/ons-projecao-de-queda-da-carga-chega-a-99

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Pandemia pode trazer perdas de R$ 17 bilhões para distribuição em 2020

Setor imediatamente afetado pela crise de Covid-19, a distribuição brasileira deve registrar impacto financeiro de cerca de R$ 17 bilhões este ano com a pandemia, somando a inadimplência e a redução de mercado. No webinar “Agenda Setorial 2020 – O impacto do Covid-19 no setor e as sugestões dos agentes para mitigação dos impactos”, realizado nesta quinta-feira, 7 de maio, pelo Grupo CanalEnergia/Informa Markets, o presidente da Associação Brasileiras das Distribuidoras de Energia Elétrica, Marcos Madureira, revelou que a inadimplência, que historicamente é de 3%, chegou a  casa dos 15%.

O governo e a agência reguladora trabalham na criação de um mecanismo que mitigue o impacto financeiros nas concessionárias, uma vez que elas são consideradas o caixa do setor, já que da tarifa sai o pagamento para a geração e a transmissão. Ainda segundo o presidente da Abradee, a intenção é que essa conta não seja igual a conta-ACR, onerando a tarifa do consumidor. Uma das alternativas é que o valor do CVA seja adiantado e a distribuidora conseguiria ter dinheiro. Caso esses recursos cheguem aos R$ 5 bilhões, deixaria o buraco em R$ 11 bilhões. Outra hipótese é o uso de fundos setoriais para auxiliar as distribuidoras. “Queremos passar por essa crise e ter condições de manter a integridade dos contratos”, avisa. Madureira espera que a solução da conta deve sair nos próximos dias, ainda na primeira quinzena de maio.

Para ele, ter recursos que possam permitir que os compromissos que existem no setor possam ser mantidos é fundamental. Ele lembra que as estratégias apresentadas devem ser colocadas em prática, de modo que todos os segmentos participem. Madureira citou ainda a proposta encaminhada para a Aneel com a Abrace sobre a diferença entre a demanda medida e a contratada dos consumidores. A  conta-covid é usada na proposta.

Filipe Soares, diretor da Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, ressaltou a incerteza que a crise traz. Segundo ele, no racionamento de 2001 a queda no consumo da indústria foi recuperada  no ano seguinte, assim como na crise de 2008. Dessa vez, o setor está registrando perdas desde 2014, o que dificulta a recuperação. “Ainda não saímos dessa crise de 2014. O vetor é de queda”, aponta. Para Soares, a proposta encaminhada à Aneel é prioritária para preservar os caixa das empresas. A agência pediu vista e ainda não decidiu. “Não é demanda de graça e sim um diferimento no pagamento para preservar o caixa das indústrias e permitir a retomada da capacidade de industrial”, conclui.


Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53134214/pandemia-pode-trazer-perdas-de-r-17-bilhoes-para-distribuicao-em-2020

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Governo sinaliza com leilão de energia existente ainda em 2020

O governo federal sinaliza que ainda espera realizar os leilões de energia existente postergados do final de abril ainda este ano. Na edição desta quarta-feira, 6 de maio, o decreto 10.338 da Presidência da República qualificou os certames A-4 e A-5 no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), ambos em 2020.
Os leilões, exclusivos para a fonte térmica que seriam decorrentes do encerramento de contratos de usinas dessa mesma natureza, cujos contratos vencem a partir de 2023, foram adiados por conta dos efeitos da pandemia de covid-19. Não havia sinalização de quando poderiam ser retomados uma vez que a deliberação era por postergar tanto estes quanto o leilão de energia nova A-5 e o de transmissão, indefinidamente.
Recentemente o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que ainda não havia sinalização de quando os certames poderiam ser realizados. E ainda, que a decisão não havia pego ninguém de surpresa, pois os agentes já esperavam essa medida em função das incertezas causadas pelo impacto do novo coronavírus. Essa avaliação já havia sido verificada pela Agência CanalEnergia em reportagem sobre esse adiamento, consolidado por meio da Portaria nº 134 do MME, publicada no final de março.
O presidente executivo da Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas, Xisto Vieira Filho, disse à época que a medida foi acertada e a decisão das autoridades, sensata. E revelou que a entidade enviou correspondência ao ministério informando que o segmento apontava como preferência de retomada desses certames no mês de dezembro até o primeiro trimestres do ano de 2021.


Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53134025/governo-sinaliza-com-leilao-de-energia-existente-ainda-em-2020

quarta-feira, 6 de maio de 2020

AIE projeta queda de 5% na demanda por eletricidade em 2020

A pandemia de covid-19 representa o maior choque para o sistema global de energia em mais de sete décadas. Essa é a principal conclusão de um relatório da Agência Internacional de Energia, publicado nesta segunda-feira, 4 de maio. A queda na demanda deste ano resultará em um declínio anual recorde nas emissões de carbono de quase 8%. Já a demanda por eletricidade deverá diminuir em 5% em 2020, a maior queda desde a Grande Depressão na década de 1930.

Com base em uma análise de mais de 100 dias de dados reais até agora este ano, a publicação, Global Energy Review (acessível neste link, em inglês) inclui estimativas de como as tendências de consumo de energia e emissões de dióxido de carbono (CO2) provavelmente evoluirão ao longo de 2020. Esses dados são baseadas em suposições de que os bloqueios implementados em todo o mundo em resposta à pandemia são progressivamente diminuídos na maioria dos países nos próximos meses, acompanhados por uma recuperação econômica gradual.

O relatório projeta que a demanda de energia como um todo cairá 6% em 2020 – sete vezes o declínio após a crise financeira global de 2008. Em termos absolutos, equivale a perder toda a demanda de energia da Índia, o terceiro maior consumidor de energia do mundo.
Nas economias avançadas devem ser registrados os maiores declínios, sendo 9% nos Estados Unidos e 11% na União Europeia. A entidade lembra que o impacto da crise na demanda de energia depende fortemente da duração e do rigor das medidas para conter a propagação do vírus. Nos cálculos da AIE constatou que cada mês de bloqueio mundial nos níveis vistos no início de abril reduz a demanda global anual de energia em cerca de 1,5%.
Apesar deste cenário, as energias renováveis ​​devem ser a única fonte de energia que crescerá em 2020, com sua participação na geração global de eletricidade projetada para aumentar, graças ao acesso prioritário às redes e aos baixos custos operacionais. Mesmo com as interrupções na cadeia de suprimentos que levaram à paralisação ou atrasaram a implantação em várias regiões, a solar fotovoltaica e a eólica estão no caminho para ajudar a elevar a geração de eletricidade renovável em 5% em 2020, auxiliada por uma maior produção de energia hidrelétrica.
De acordo com a AIE, as alterações no uso de eletricidade durante os bloqueios resultaram em declínios significativos na demanda geral de eletricidade, com níveis e padrões de consumo nos dias úteis parecidos com os de um domingo anterior à crise. Os bloqueios completos reduziram a demanda de eletricidade em 20% ou mais, com menores impactos de bloqueios parciais.

Depois de superar o carvão pela primeira vez em 2019, as fontes de baixo carbono devem estender sua liderança este ano para atingir 40% da geração global de eletricidade. Esse índice representa 6 pontos porcentuais à frente do carvão. Assim, essa tendência está afetando a demanda por eletricidade a partir de carvão e gás natural, que estão cada vez mais pressionados entre a baixa demanda geral de energia e o aumento da produção vinda das fontes renováveis.

Como resultado, a participação combinada de gás e carvão no mix global de energia deve cair 3 pontos porcentuais em 2020 para um nível registrado em 2001. Assim, o carvão é particularmente atingido, o maior declínio desde a Segunda Guerra Mundial. Após o pico de 2018, a geração de energia a carvão deverá cair mais de 10% este ano. Já a a demanda de gás natural está a caminho de cair 5% em 2020, a primeira interrupção após uma década de expansão.
Em sua análise o diretor executivo da AIE, Dr. Fatih Birol, aponta que ainda é muito cedo para determinar os impactos a longo prazo, mas o setor de energia que emerge dessa crise será significativamente diferente daquele que veio antes.

Contudo, a entidade destaca que apesar da resiliência das energias renováveis ​​na geração de eletricidade em 2020, seu crescimento deve ser menor do que nos anos anteriores. A energia nuclear, outra importante fonte de eletricidade com baixo teor de carbono, está a caminho de cair 3% este ano em relação à alta histórica de 2019.

A queda de 8% nas emissões são o resultado dessas tendências, impulsionadas principalmente pelas reduções no uso de carvão e petróleo. Se confirmado esse resultado terá atingindo seu nível mais baixo desde 2010 e a maior redução de emissões já registrada, quase seis vezes maior que a queda recorde anterior de 400 milhões de toneladas em 2009, resultante da crise financeira global.

Para Birol, os governos podem aprender com essa experiência colocando tecnologias de energia limpa –  além de geração – ações de eficiência energética, baterias, hidrogênio e captura de carbono, no centro de seus planos de recuperação econômica.Na opinião da entidade, investir nessas áreas pode criar empregos, tornar as economias mais competitivas e direcionar o mundo para um futuro de energia mais resiliente e mais limpo.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53133803/aie-projeta-queda-de-5-na-demanda-por-eletricidade-em-2020

terça-feira, 5 de maio de 2020

Investimentos em renováveis devem continuar no pós Covid-19, diz KPMG

Os investimentos em fontes renováveis devem se manter na retomada da economia após a pandemia de Covid-19. Em webcast setorial realizado pela KPMG na última quinta-feira, 30 de abril, o sócio Manuel Fernandes revelou que essa agenda deve continuar na lista de prioridades das empresas, assim como os movimentos de descarbonização.

De acordo com ele, naturalmente alguns setores mais afetados como transporte, turismo e construção vão sentir um impacto por conta da crise no curto prazo, mas no médio e longo prazo a temática das renováveis será revisitada, já que a sociedade é uma componente dela. Segundo ele, a melhora no meio ambiente trazida pelo confinamento social reforça o apelo pela opção pelas renováveis. “Isso tudo cria ainda mais uma expectativa e uma certeza que é necessário cumprir os compromissos assumidos de reduzir emissões de carbono”, explica.

Segundo ele, há um engajamento não só das grandes empresas, mas também dos fundos de pensão e investimentos e dos bancos de fomento. As escolhas têm  recaído sobre as empresas que já estão inseridas nesse contexto. “Certamente continuarmos vendo contratos de longo prazo de energia limpa sendo feitos e as empresas vão continuar investindo na transição energética”, avisa.

Para Paulo Guilherme, sócio e líder de renováveis da KPMG, a descarbonização também continua na agenda e ele vê o movimento como irreversível, sendo difícil algum retrocesso. As empresas com boa gestão de caixa vão se manter fortes no investimento no médio e longo prazo. Ele cita empresas como CPFL, Rio Energy, Omega, Isa Cteep e Enel Green Power, que já emitiram Green Bonds e lembra que ele já vem sendo estudado para a geração distribuída. Segundo ele, esses papéis, ao lado das debêntures incentivadas, vão ocupar o lugar que o BNDES tinha no financiamento dos projetos renováveis. “Esse papel vem forte e é uma tendência de longo prazo”, avisa.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53133664/investimentos-em-renovaveis-devem-continuar-no-pos-covid-19-diz-kpmg

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Sobrecontratação média no Brasil é de até 20%, aponta CCEE


A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica estima que a sobrecontratação das distribuidoras no país este ano poderá ficar em uma faixa de 16% a 20%. Esse deverá ser o indicador considerando o que se chama como ‘a distribuidora Brasil’, quando se soma todos os contratos no mercado regulado e o consumo de energia no país.
“De acordo com dados de hoje que temos esse é o cenário e o GSF estimado deverá ficar entre 81% e 82%”, disse o presidente do Conselho de Administração da entidade, Rui Altieri Silva, durante sua participação na edição especial do Agenda Setorial 2020, evento promovido pelo Grupo CanalEnergia – Informa Markets por meio da internet.
Ele apresentou dados que diferem do reportado pelo Ministério de Minas e Energia recentemente, de que a retração de consumo estaria na casa de 22%. A explicação é que as informações são dinâmicas e mudam constantemente. Ele informou que a queda de consumo está em 14% na média, sendo o maior volume no mercado livre, cuja retração é de 18% e de 13% no regulado.
Para o executivo da CCEE, esse deverá ser o patamar de queda de consumo no país. Ele classifica que a profundidade da retração já foi alcançado ou está bem próximo. Cita que as análises feitas apontam para uma estabilização da curva de consumo. Agora, destacou a questão é saber qual será a duração dessa crise provocado pelo novo coronavírus.
Em sua análise, o nível de GSF estimado não deverá ser um problema no país uma vez que o valor do preço de liquidações de diferença é estimado em pouco mais de R$ 100/MWh para o ano. Atualmente, está no piso regulatório de R$ 39,68/MWh desde a última semana de março em todo o país.
“Esse índice é baixo, mas é menos impactante com o PLD que está no piso se comparado ao valor de R$ 180/MWh, por exemplo. Além disso temos exposições menores dos geradores, que se adaptaram a um cenário de restrição hídrica”, comentou ele.
Silva se refere à mudança de prática de nível de contratação das geradoras. Anteriormente as empresas mantinham cerca de 95% de sua garantia física contratada, uma vez que 5% era considerado o risco de mercado. Com a crise do GSF as empresas mudaram e passaram a evitar a exposição ao máximo possível. Seja por meio de liberar energia de contratos ou buscando hedge no mercado.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53133657/sobrecontratacao-media-no-brasil-e-de-ate-20-aponta-ccee