terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Aneel confirma resultado do A-6 para 16 usinas

A diretoria da Agência Nacional de Energia homologou o resultado do Leilão A-6 de 2019 para 11 empresas responsáveis por 16 empreendimentos com contratos negociados no certame. Com a decisão, faltam outros 14 vendedores do certame que ainda estão em processo de habilitação, entre eles a termelétrica Novo Tempo Barcarena, responsável por praticamente metade da energia vendida no A-6 .

Em janeiro, a Aneel já havia habilitado 58 dos 91 empreendimentos contratados no certame. O leilão destinado à contratação de energia elétrica de projetos de geração de fontes hidrelétrica, eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa, a gás natural e a carvão mineral nacional contratou energia a um preço médio de venda de R$ 176,09 / MWh e deságio médio de 33,7% em relação aos preços-teto de cada fonte. Os contratos tem início de suprimento em 1º de janeiro de 2025.

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Chuvas se aproximam da média histórica no Sudeste, indica ONS

A primeira revisão semanal do Programa Mensal de Operação para fevereiro aponta uma forte recuperação das vazões no maior submercado do país, o Sudeste/Centro-Oeste. A previsão de energia natural afluente para o período, que é o mais úmido do ano, apresenta elevação e agora deverá fechar em 96% da média de longo termo. O indicador mensal ganhou reforço das perspectivas de vazão semanal que é de 99% da média, ou 70.366 MW médios. Outro destaque está no Nordeste, com 97% da MLT para o submercado, aumento de 12 pontos porcentuais ante a previsão de sete dias atrás. No Norte, a expectativa permaneceu próximo, com 73% da média e no Sul a queda mais importante com queda de 55% para 32% da média histórica.
Agora a previsão é de que ao final de fevereiro no SE/CO fique em 37,5% elevação de 3,5 pontos ante o que se esperava na revisão anterior. O NE deverá ficar em 63,3%, o mais elevado do país, no Norte 35,6% e no Sul o volume mais baixo com 22,5%.
Houve uma variação negativa de 0,4 ponto porcentual na expectativa de consumo de energia para o final do mês. Agora a estimativa é de que haja um crescimento de 1,6%, resultado da expansão de 1,4% no SE/CO, de 3% no Sul, 0,7% no NE e de 1,4% no Norte. Segundo o ONS, as temperaturas no Sudeste são o destaque que ajudam a deixar a carga abaixo do projetado, essa situação ajudará a compensar o crescimento da carga que deverá ser verificada na semana operativa que se inicia neste sábado, 8 de fevereiro.
Como consequência, o CMO médio para a semana operativa recuou. No SE/CO e NE está equacionado em R$ 145,56/MWh, no Norte em R$ 145,30/MWh, a diferença está na carga pesada, nos dois primeiros está em R$ 148,75/MWh e no Norte em R$ 147,66/MWh enquanto na média está em R$ 146,46 e na leve R$ 143,50/MWh. No Sul o valor médio é de R$ 155,54/MWh resultado da carga leve ao mesmo valor dos demais, mas com a pesada em R$ 168,37/MWh e a média a R$ 165,86/MWh.
O montante de despacho térmico estabelecido para a semana está em cerca de 500 MW médios abaixo dos últimos sete dias. O volume é de 8.389 MW médios, resultado de 3.574 MW médios por ordem de mérito, 4.243 MW médios por inflexibilidade e há outros 573 MW médios por restrição elétrica.

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Eletrobras conclui emissão de US$1,25 bi em títulos de dívida no mercado internacional

A Eletrobras informou em comunicado ao mercado que concluiu ontem (5), com sucesso, emissão em títulos da dívida no mercado internacional. Foram US$ 500 milhões em papéis Notes 2025 e outros US$ 750 milhões em Notes 2030. De acordo com a empresa, os recursos provenientes da emissão das Notes foram principalmente utilizados para oferta de aquisição de ‘Notes 2021’, emitidas pela estatal no mercado externo. A Oferta de Aquisição teve aceitação pelos investidores representando aproximadamente 64,25% das Notes 2021 em circulação, perfazendo o total de aquisição de US$ 1.124.298.000.

Ainda de acordo com a Eletrobras, a emissão das Notes e a Oferta de Aquisição das Notes 2021 foram realizadas exclusivamente para investidores no mercado exterior e não foram registradas junto à Comissão de Valores Mobiliários ou realizadas no Brasil. Segundo a agência de classificação de risco Moody’s, a parcela dos vencimentos da dívida da Eletrobras devida nos próximos 24 meses cairá de 44% para 33% de seu saldo devedor, vencendo nos próximos 24 meses, aumentando a flexibilidade financeira da empresa.

Ainda segundo ela, a oferta de compra segue uma oferta patrimonial de US$ 1,8 bilhão que a Eletrobras concluiu em dezembro passado com a emissão de novas ações. O Governo do Brasil subscreveu R$ 4,1 bilhões através da capitalização de créditos sobre adiantamentos que forneceu à empresa em 2016, resultando em cerca de R$ 3,6 bilhões em recursos líquidos em caixa para aumentar a posição de liquidez da empresa.

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Relatório da Wood Mackenzie aponta desafios para expansão da fonte eólica onshore

Relatório da Wood Mackenzie aponta que a fonte solar tem aparecido como grande ameaça ao domínio da fonte eólica onshore nos esforços em prol da descarbonização. De acordo com a consultoria, as ferramentas disponíveis no setor eólico para combater esse desafio estão diminuindo. Segundo o relatório, a maratona evolutiva que ocorreu na última década vai continuar em 2020 e nos próximos anos, embora existam restrições à inovação tecnológica no horizonte das turbinas onshore.

O relatório diz que embora outras reduções de custo ainda sejam possíveis, a parte mais fácil já foi obtida. Reduções adicionais serão marginais e dependem da cadeia de valor estendida à medida que as turbinas atinjam a maturidade. Para Dan Shreve, Chefe da Pesquisa Eólica Global da Wood Mackenzie, há três temáticas principais nessa área: uma rodada final de consolidação; o investimento em transmissão como chave para mudar a trajetória de crescimento do mercado e a repotenciação de problemas de reciclagem de equipamentos. Para Shreve, de certa forma, o mercado de energia eólica está começando a se assemelhar ao mercado de turbinas de ciclo combinado a gás natural.

Segundo ele, a última onda de consolidação já acontece com os fabricantes de equipamentos originais de turbinas eólicas. Ele lembra que a Senvion desistiu, a Suzlon está sendo criticada por investidores na Índia e a Enercon está cambaleando após o colapso do mercado onshore alemão. Shreve cita ainda que a Siemens adquiriu a Gamesa em 2017, enquanto a Vestas ingressou na Mitsubishi Heavy em 2013. O grupo Nordex provavelmente voltará a funcionar assim que o mercado dos EUA voltar em 2023, o que adicionará uma pressão adicional aos fabricantes de turbinas ocidentais que estão fora de um mercado chinês em expansão.

Caso os grandes players regionais sejam comprados por corporações globais, é possível que 98% do mercado eólico ocidental caia sob o controle de três empresas. Para ele, esse movimento também pode ocorrer no mercado chinês. Shreve acrescenta que a derrocada dos pioneiros da indústria é ‘agridoce’, embora provavelmente seja uma necessidade para gerar a próxima rodada de reduções de custos para a energia eólica global.

As inovações tecnológicas geralmente se enquadram no setor eólico offshore, em oposição ao setor onshore. Alterações no projeto das torres das turbinas, nos materiais das lâminas e nos controles causarão quedas adicionais no custo da energia, porém não poderão ser consideradas mudanças no jogo. Nos EUA, a falta de investimentos na transmissão é um entrave para a expansão eólica onshore, já que os recursos eólicos de primeira linha tendem a ser mais localizados que os recursos solares e situados em locais mais remotos. Segundo a WoodMackenzie, a implementação de projetos de super redes nacionais e regionais pode acelerar drasticamente a implantação de ativos de transmissão que são críticos para atingir as metas de descarbonização.

O recente sucesso do programa de repotenciação dos EUA 80/20 facilitou o repotenciamento de mais de 10 GW de turbinas. Como resultado, existem milhares de lâminas de fibra de vidro de mais de 35 m atualmente enviadas para aterros, o que gera preocupação, pelo fato de os materiais não serem biodegradáveis e ocuparem uma quantidade enorme de espaço. Para Shreve, o aumento do uso de fibra de carbono nas porções estruturais dessas lâminas poderá trazer mais rugas aos esforços de reciclagem no futuro.

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Fonte eólica cresce 12% em instalação nas Américas em 2019

A fonte eólica instalou em 2019 13.427 MW em capacidade nas Américas, valor 12% acima do registrado em 2018, de acordo com dados do Global Wind Report 2019. O relatório é a principal publicação do Global Wind Energy Council e a mais importante do setor. Ainda de acordo com esse relatório, a capacidade total instalada de energia eólica nas Américas do Norte, Central e do Sul está agora acima de 148 GW, triplicando a capacidade de energia eólica na região nos últimos 10 anos.

Os principais países da região em instalação no ano passado foram os Estados Unidos, com 9.143 MW, o México, com 1.284 MW, a Argentina, com 931 MW e o Brasil, 745 MW. A expectativa do GWEC, é que a fonte entre 2020 e 2024 tenha mais 220 GW de nova capacidade.

O relatório cita ainda que o mercado de eólicas offshore nos Estados Unidos está crescendo, com as primeiras instalações em grande escala previstas para os anos de 2022 e 2023 e mais de 10 GW sendo construídos. O Brasil tem potencial para implantar máximo 700 GW de energia eólica offshore, de acordo com um roteiro para energia eólica offshore divulgado pelo Escritório de Pesquisa Energética do país em janeiro de 2020.

Segundo o relatório do GWEC, a instabilidade regulatória e política nos principais mercados eólicos da América Latina vão ser os grandes desafios na aceleração da fonte eólica na região.

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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

CCEE: PLD deve chegar a R$ 40/MWh em maio

A projeção do PLD feita pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica aponta que o preço da energia no mercado à vista poderá chegar a R$ 40/MWh em todo o país no mês de maio. Até lá os valores seguirão equacionados em quase todo o país, è exceção do norte que já alcançará esse patamar no mês que vem. Os dados foram publicados nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, no evento mensal InfoPLD. Segundo as projeções da entidade a partir de junho o valor volta a subir, passando a R$ 161/MWh, alcançando pico de R$ 197/MWh em outubro.
Em relação à energia natural afluente, a previsão é de que os volumes fiquem abaixo da MLT em todo o horizonte de 14 meses para os quais a entidade realiza o cálculo. Este mês deverá ficar em 72% da média, aumenta para 80% em março, e chega a 90% nos meses de abril e maio, aliás esse é o índice mais elevado previsto até março do ano que vem. Assim, o armazenamento segue a curva ascendente e apesar das vazões abaixo da MLT os picos de armazenamento devem ser os mais elevados dos últimos quatro anos sendo 58% nos meses de maio e junho e em 59% em março de 2021. O menor índice é projetado para novembro, com 31%.
Em 2020, a CCEE projeta que o país deverá registrar a geração de energia secundária a partir desse mês até maio. Com isso, a média deste ano deverá ser a melhor dos últimos anos com 83,6% ante 81% de 2019, 81,4% em 2018 e de 79,4% em 2017. Em janeiro a estimativa do fator de ajuste do MRE é de 85,1% e a partir deste mês é projetado índice de 105,3% que avança até 127,8% em março, o mais elevado esperado no ano.
Já para fins de repactuação de risco hidrológico o índice para este ano é projetado em 83,6% e a de 2019 ficou em 81%.
A CCEE calcula que o impacto do GSF no ano deverá ficar em cerca de R$ 15 bilhões, sendo R$ 10 bilhões no ACR e os R$ 5 bilhões restantes no ACL. Esse valor leva em consideração o valor médio esperado par ao PLD no SE/CO de R$ 179/MWh e o fator de GSF de 84%.

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Brasil melhorou em 14% a eficiência energética entre 2005 e 2018

A Empresa de Pesquisa Energética publicou o Atlas de Eficiência Energética Brasil 2019. De acordo com a organização, o documento tem por objetivos principais o desenvolvimento e o preenchimento de um banco de indicadores de eficiência energética, para fins de monitoramento do desempenho de eficiência energética no país. O relatório, indica a EPE, consolida o terceiro ciclo de trabalho da empresa na elaboração do banco de dados de indicadores nesse campo.  Segundo análise, o Brasil apresentou melhoria na eficiência no período de 2005 a 2018 em 14% com destaque para o segmento residencial.
Na publicação, disponível para download, a EPE lembra de diversos programas de eficiência que foram implantados no país. Dentre eles estão as ações do Procel, que resultaram em uma economia de 23 TWh, equivalente a 4,87% do consumo total de energia no Brasil. Bem como o Conpet, no segmento de petróleo e gás, entre outros relacionados ao Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).
A empresa destaca que há barreiras que ainda dificultam a difusão da eficiência energética. Dentre estes relata a baixa priorização dos projetos de eficiência pelas empresas e consumidores, falta de conhecimento sobre o potencial e medidas de eficiência, carência de informações e dados, falta de confiança sobre os reais custos e benefícios das ações de eficiência, modelos de negócio para realização de investimentos em eficiência e resistência às mudanças. Por isso, defende a aplicação de ações estruturadas para a disseminação do tema.
Entre os dados apresentados está o fato de que o ODEX –  índice de conservação de energia que considera a variação de indicadores de consumo e pondera em relação ao peso no consumo – apurado em 2018 mostra que país ficou 14% mais eficiente energeticamente entre 2005 e 2018. A partir da base 100 estabelecida no ano 2005 para efeitos de comparação, o segmento residencial apresentou a maior evolução, chegando em 2018 ao índice 79 – quanto menor mais eficiente. Os transportes vêm logo atrás com índice 82, ambos melhores que a média do país. A indústria ficou com o índice 93 nesse horizonte de tempo.
Em sua análise, os resultados obtidos indicam que “o país não poderá prescindir de ações que visam o melhor uso da energia como parte da estratégia de atendimento à demanda de energia e combate às mudanças do clima. Além desse papel, a eficiência energética contribui para a segurança energética, modicidade tarifária, postergação de investimentos em geração elétrica, maior competitividade e produtividade, geração de empregos, mais bem-estar para a população, menores gastos com saúde pública e redução de impactos ambientais”, aponta no documento.
Essa edição apresentou um capítulo específico desenvolvido em parceria com a Agência Internacional de Energia com dados globais. Em 2018, a eficiência energética gerou US$ 1,6 trilhão a mais em valor para a mesma quantidade de energia em comparação a 2017. No entanto, esse benefício teria sido cerca de US$ 2,6 trilhões a mais se a intensidade de energia tivesse melhorado a uma taxa anual de 3% desde 2015.

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