Seguindo o que tem sido registrado desde o começo de agosto, todos reservatórios do país apresentaram queda em suas capacidades de armazenamento em relação ao dia anterior. A região Sul registrou redução de 0,7% e opera a 62,5%, segundo as informações relativas a operação da última segunda-feira, 19 de agosto, aferido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A energia armazenável no mês segue em 28% da MLT, enquanto a armazenada marca 12.871 MW. As UHEs G.B Munhoz e Passo Fundo funcionam, respectivamente, com capacidades de 58,43% e 59,70%.
No Sudeste/Centro-Oeste do país a diminuição foi de 0,3%, fazendo o volume útil cair para 41,9%. A energia armazenada mostra 85.131 MW mês e a afluente permanece em 84% da MLT. A UHE Furnas trabalha com 44,95% e a usina de Nova Ponte com 42,87% de sua vazão. Os reservatórios do Nordeste contaram com redução de 0,2% nos níveis, que admitem 50,3%. A energia afluente foi para 49% e a armazenada indica 26.093 MW mês. A hidrelétrica de Sobradinho opera a 42,06%.
Por sua vez o subsistema Norte apresentou decréscimo de 0,3% e trabalha com 69,2% de sua vazão. A energia armazenada aparece com 10.406 MW mês e a energia afluente se encontra com 80% da MLT. A usina hidrelétrica de Tucuruí opera a 94,84%.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53109053/capacidade-de-armazenamento-cai-07-no-sul-e-subsistema-opera-a-625
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
terça-feira, 20 de agosto de 2019
Normas sobre outorgas de geração serão consolidadas em duas resoluções
A Aneel decidiu consolidar em duas resoluções uma série de normas relacionadas à outorga de empreendimentos de geração, que seriam reunidas inicialmente em uma única resolução. A primeira vai reunir todas as regras relacionadas a usinas hidráulicas e a segunda aos empreendimentos de fontes eólica, fotovoltaica, térmica e outras fontes alternativas.
A agência reguladora esclareceu que não serão feitas alterações de conteúdo dessas normas, mas apenas adequações de redação e simplificações. Desde a última quinta-feira, 15 de agosto, foi aberta uma nova fase da audiência pública 80, de 2017, para contemplar a decisão de não mais publicar uma só resolução sobre o tema. O motivo da decisão é que norma ficaria muito extensa e complexa. Com isso reabre novo prazo para contribuições, que vai até 29 de setembro.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53108896/normas-sobre-outorgas-de-geracao-serao-consolidadas-em-duas-resolucoes
A agência reguladora esclareceu que não serão feitas alterações de conteúdo dessas normas, mas apenas adequações de redação e simplificações. Desde a última quinta-feira, 15 de agosto, foi aberta uma nova fase da audiência pública 80, de 2017, para contemplar a decisão de não mais publicar uma só resolução sobre o tema. O motivo da decisão é que norma ficaria muito extensa e complexa. Com isso reabre novo prazo para contribuições, que vai até 29 de setembro.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53108896/normas-sobre-outorgas-de-geracao-serao-consolidadas-em-duas-resolucoes
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Itaipu ultrapassa produção de 50 milhões MWh
Após bater os recordes de produtividade e eficiência mensal em julho, a usina de Itaipu ultrapassou no sábado, 17 de agosto, a marca dos 50 milhões MWh acumulados no ano, volume que nenhuma outra geradora de energia no Brasil conseguirá atingir neste ano. O valor é bastante significativo dentro dos 35 anos de operação da hidrelétrica, na medida em que o cenário hídrico nacional tem passado por um momento nada favorável em relação a produção de energia.
O inverno costuma ser um período seco nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e as chuvas ocasionais, que sempre ocorrem junto com as frentes frias, têm sido fracas. Com isso, o armazenamento de água para geração de energia também está abaixo da média, o que levou a Aneel a acionar a bandeira vermelha em agosto. No entanto não há risco de faltar energia elétrica no país, porque a produção das termoelétricas e das eólicas, na região Nordeste, tem compensado essa redução da geração das UHEs. Não fosse a boa produção de Itaipu, a situação poderia estar pior. Quanto mais a hidrelétrica produz, mais contribui para baixar a conta de luz do consumidor.
Além dos contratos
Por obrigação contratual, a usina precisa entregar 75 milhões de MWh por ano para a Eletrobras e para a Ande, estatal paraguaia. Desde a década de 1990, a binacional tem entregado muito mais que isso. Em 2016, produziu 103,1 milhões de MWh – maior produção anual registrada no mundo por uma usina.
O diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, afirmou que a usina só tem conseguido obter bons números na operação em um ano atípico especialmente pela excelência dos equipamentos e o compromisso e capacidade técnica dos empregados brasileiros e paraguaios, que não medem esforços para melhorar os índices da usina, considerando todos os aspectos da geração. “É um time jogando junto e afiado pelo melhor resultado”, comentou.
O diretor técnico executivo da binacional, o engenheiro Celso Torino, vai na mesma linha. “Esse resultado é fruto de diversas variáveis, entre elas, o desempenho da usina e a dedicação dos profissionais brasileiros e paraguaios.” No acumulado de todos os anos em funcionamento, a hidrelétrica já produziu 2,6 bilhões de MWh, o suficiente para suprir o planeta inteiro por 41 dias.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53108932/itaipu-ultrapassa-producao-de-50-milhoes-mwh
O inverno costuma ser um período seco nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e as chuvas ocasionais, que sempre ocorrem junto com as frentes frias, têm sido fracas. Com isso, o armazenamento de água para geração de energia também está abaixo da média, o que levou a Aneel a acionar a bandeira vermelha em agosto. No entanto não há risco de faltar energia elétrica no país, porque a produção das termoelétricas e das eólicas, na região Nordeste, tem compensado essa redução da geração das UHEs. Não fosse a boa produção de Itaipu, a situação poderia estar pior. Quanto mais a hidrelétrica produz, mais contribui para baixar a conta de luz do consumidor.
Além dos contratos
Por obrigação contratual, a usina precisa entregar 75 milhões de MWh por ano para a Eletrobras e para a Ande, estatal paraguaia. Desde a década de 1990, a binacional tem entregado muito mais que isso. Em 2016, produziu 103,1 milhões de MWh – maior produção anual registrada no mundo por uma usina.
O diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna, afirmou que a usina só tem conseguido obter bons números na operação em um ano atípico especialmente pela excelência dos equipamentos e o compromisso e capacidade técnica dos empregados brasileiros e paraguaios, que não medem esforços para melhorar os índices da usina, considerando todos os aspectos da geração. “É um time jogando junto e afiado pelo melhor resultado”, comentou.
O diretor técnico executivo da binacional, o engenheiro Celso Torino, vai na mesma linha. “Esse resultado é fruto de diversas variáveis, entre elas, o desempenho da usina e a dedicação dos profissionais brasileiros e paraguaios.” No acumulado de todos os anos em funcionamento, a hidrelétrica já produziu 2,6 bilhões de MWh, o suficiente para suprir o planeta inteiro por 41 dias.
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sexta-feira, 16 de agosto de 2019
GM quer que até 2050 a energia que consome seja 100% renovável
A montadora General Motors reafirmou em seu relatório de sustentabilidade global divulgado recentemente (www.gmsustainability.com) o compromisso de utilizar somente fontes de energia renováveis em seu processo produtivo até 2050. Segundo o trabalho, a empresa está no caminho certo ao atingir 20% em 2018.
“Um importante passo anterior à adoção de fontes renováveis de energia são as medidas com vistas à eficiência energética e consequente redução do consumo. Esse é um trabalho contínuo dos nossos times e, se olharmos os últimos 15 anos, nossa redução de consumo de energia por veículo produzido atingiu 57%”, comenta Glaucia Roveri, gerente de Energia e Utilidades da GM América do Sul.
O compromisso da empresa de reduzir o consumo de energia desde 2010 eliminou 1,5 milhão de toneladas de emissões de carbono, o equivalente ao uso elétrico de 260 mil residências por um ano.
LEIA TAMBÉM: Carros elétricos e híbridos devem ficar mais acessíveis aos brasileiros
Para chegar a percentuais expressivos de redução, muitas ações são realizadas. Um exemplo é a própria iluminação das áreas no Brasil. Ao modernizar o parque de iluminação das unidades de São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e Gravataí com o uso do LED, a empresa gerou uma economia de 60% no consumo de energia destinada à iluminação.
Energia solar
Entre as fontes renováveis utilizadas pela GM no Brasil está a solar. A fábrica de São Caetano do Sul (SP) conta com um sistema solar de aquecimento. São 560 metros quadrados instalados no telhado do complexo para fornecer água quente aos chuveiros do vestiário da fábrica, o equivalente a abastecer o consumo diário de 900 casas.
O sistema conta com 280 placas solares e sistemas de bomba de calor, com capacidade para abastecer 300 chuveiros, eliminando a necessidade de uso de vapor e evitando o consumo de gás natural.
Já a fábrica de Joinville (SC), inaugurada em 2013, foi a primeira da indústria automotiva a contar com sistema de geração de energia solar fotovoltaica. A energia gerada por esse sistema abastece a área produtiva e escritórios, evitando emissões de 10,5 toneladas de CO2 – o equivalente a energia consumida por 220 casas no Brasil anualmente.
A energia solar também é utilizada para aquecer 15 mil litros de água por dia, reduzindo os custos de gás natural e evitando 17,6 toneladas de emissões de CO2 por ano.
Eficiência energética no produto
Parte muito importante da estratégia da GM para atingir zero emissão no futuro é a eletrificação da frota. Ela já é uma realidade com o Bolt EV, carro 100% elétrico mais premiado do mundo e que começa a ser vendido no Brasil ainda em 2019.
O Bolt EV é capaz de rodar, em média, 383 quilômetros com uma única carga das baterias – número superior a qualquer outro veículo de sua categoria. O modelo ainda conta com sistema regenerativo que aproveita a energia dissipada em frenagens e desacelerações para ampliar sua autonomia e garantir tranquilidade ao usuário em viagens mais longas.
A recarga das baterias é feita em tomadas e há opções que combinam com diferentes necessidades de deslocamento do usuário. Além de mais limpa, a energia elétrica gera economia para o motorista do Bolt EV. Hoje, o custo médio estimado para recarregar 100% da bateria do elétrico da Chevrolet é R$ 39, o que torna o quilômetro rodado cerca de quatro vezes inferior ao de um modelo do mesmo porte movido a gasolina ou álcool.
Além disso, a Chevrolet investe de forma contínua em eficiência energética. A redução do consumo de combustível dos carros da marca chegou a 22% nos últimos cinco anos, ante a média ponderada de até 15,9% registrada pelo mercado.
Para o Brasil, isso significa que se evitou a emissão de 1 milhão de toneladas de gás carbônico no ambiente e uma economia de R$ 7 bilhões em combustível por ano, de acordo com cálculos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Leia mais em: https://www.revistaplaneta.com.br/gm-quer-que-ate-2050-a-energia-que-consome-seja-100-renovavel/
“Um importante passo anterior à adoção de fontes renováveis de energia são as medidas com vistas à eficiência energética e consequente redução do consumo. Esse é um trabalho contínuo dos nossos times e, se olharmos os últimos 15 anos, nossa redução de consumo de energia por veículo produzido atingiu 57%”, comenta Glaucia Roveri, gerente de Energia e Utilidades da GM América do Sul.
O compromisso da empresa de reduzir o consumo de energia desde 2010 eliminou 1,5 milhão de toneladas de emissões de carbono, o equivalente ao uso elétrico de 260 mil residências por um ano.
LEIA TAMBÉM: Carros elétricos e híbridos devem ficar mais acessíveis aos brasileiros
Para chegar a percentuais expressivos de redução, muitas ações são realizadas. Um exemplo é a própria iluminação das áreas no Brasil. Ao modernizar o parque de iluminação das unidades de São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e Gravataí com o uso do LED, a empresa gerou uma economia de 60% no consumo de energia destinada à iluminação.
Energia solar
Entre as fontes renováveis utilizadas pela GM no Brasil está a solar. A fábrica de São Caetano do Sul (SP) conta com um sistema solar de aquecimento. São 560 metros quadrados instalados no telhado do complexo para fornecer água quente aos chuveiros do vestiário da fábrica, o equivalente a abastecer o consumo diário de 900 casas.
O sistema conta com 280 placas solares e sistemas de bomba de calor, com capacidade para abastecer 300 chuveiros, eliminando a necessidade de uso de vapor e evitando o consumo de gás natural.
Já a fábrica de Joinville (SC), inaugurada em 2013, foi a primeira da indústria automotiva a contar com sistema de geração de energia solar fotovoltaica. A energia gerada por esse sistema abastece a área produtiva e escritórios, evitando emissões de 10,5 toneladas de CO2 – o equivalente a energia consumida por 220 casas no Brasil anualmente.
A energia solar também é utilizada para aquecer 15 mil litros de água por dia, reduzindo os custos de gás natural e evitando 17,6 toneladas de emissões de CO2 por ano.
Eficiência energética no produto
Parte muito importante da estratégia da GM para atingir zero emissão no futuro é a eletrificação da frota. Ela já é uma realidade com o Bolt EV, carro 100% elétrico mais premiado do mundo e que começa a ser vendido no Brasil ainda em 2019.
O Bolt EV é capaz de rodar, em média, 383 quilômetros com uma única carga das baterias – número superior a qualquer outro veículo de sua categoria. O modelo ainda conta com sistema regenerativo que aproveita a energia dissipada em frenagens e desacelerações para ampliar sua autonomia e garantir tranquilidade ao usuário em viagens mais longas.
A recarga das baterias é feita em tomadas e há opções que combinam com diferentes necessidades de deslocamento do usuário. Além de mais limpa, a energia elétrica gera economia para o motorista do Bolt EV. Hoje, o custo médio estimado para recarregar 100% da bateria do elétrico da Chevrolet é R$ 39, o que torna o quilômetro rodado cerca de quatro vezes inferior ao de um modelo do mesmo porte movido a gasolina ou álcool.
Além disso, a Chevrolet investe de forma contínua em eficiência energética. A redução do consumo de combustível dos carros da marca chegou a 22% nos últimos cinco anos, ante a média ponderada de até 15,9% registrada pelo mercado.
Para o Brasil, isso significa que se evitou a emissão de 1 milhão de toneladas de gás carbônico no ambiente e uma economia de R$ 7 bilhões em combustível por ano, de acordo com cálculos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
Leia mais em: https://www.revistaplaneta.com.br/gm-quer-que-ate-2050-a-energia-que-consome-seja-100-renovavel/
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Leilões de energia e transmissão são qualificados ao PPI
O governo federal publicou o Decreto no. 9.973 na edição desta quinta-feira, 15 de agosto, do Diário Oficial da União, que qualifica para o Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República cinco empreendimentos federais do setor de energia. Dentre estes figuram os Leilões de Geração de Energia Nova A-4 e A-6, de 2019 e o Leilão de transmissão nº 02/2019.
Ainda fazem parte do decreto o Leilão dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa – ToR+, a Sexta Rodada de Licitações sob o regime de partilha de produção no setor de petróleo e gás natural e a Décima Sexta Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural sob o regime de concessão.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53108633/leiloes-de-energia-e-transmissao-sao-qualificados-ao-ppi
Ainda fazem parte do decreto o Leilão dos Volumes Excedentes da Cessão Onerosa – ToR+, a Sexta Rodada de Licitações sob o regime de partilha de produção no setor de petróleo e gás natural e a Décima Sexta Rodada de Licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural sob o regime de concessão.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Mercado livre chega à maioridade no Brasil projetando ganhos com abertura
Responsável por uma economia de R$ 185 bilhões nas contas de luz nos últimos 21 anos, o mercado livre de energia, implantado por lei no Brasil em 1998, chega à maioridade com números expressivos de participação no setor elétrico. Contando atualmente com aproximadamente 6,5 mil consumidores em todo o país, o mercado desregulado para comercialização de eletricidade, no qual os clientes têm a possibilidade de escolher o fornecedor a preços mais atrativos, pode acolher integralmente as 82 milhões de unidades consumidoras a partir de 2024, segundo proposta em discussão no governo. Os planos para a abertura completa a todos os tipos e faixas de consumo já estão quantificados.
Em carta pública divulgada nesta terça-feira (13), a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia destaca as principais marcas obtidas pelo setor desde a implantação do Ambiente de Livre Contratação, que hoje reúne 80% da classe industrial brasileira e responde por mais de 30% de toda a energia elétrica consumida no país. Ao longo de 21 pontos, o documento sublinha que a trajetória de crescimento da operações fora do ambiente regulado vem impactando positivamente na expansão do parque de geração, na medida em que 34% das usinas hoje em construção no país são para atendimento do mercado livre.
Nas contas da Abraceel, a economia final nas tarifas de energia com a liberação completa do mercado de energia pode chegar a R$ 12 bilhões por ano, com a geração de mais de 420 mil novos postos de trabalho. Entre os consumidores que já migraram do mercado regulado das distribuidoras – na maioria grandes e médias empresas –, a economia média com o custo pelo uso da eletricidade chega a 29%. São vantagens que, de acordo com a entidade, reforçam a necessidade de acelerar o atual cronograma de entrada dos pequenos clientes, hoje impossibilitados pela legislação.
Consulta pública aberta na semana passada pelo Ministério de Minas e Energia propõe quatro novas fases de abertura. Em janeiro de 2021, entrariam no mercado livre consumidores com carga igual ou superior a 1.500 kW. Em julho de 2021, o direito seria estendido aos consumidores com carga igual ou superior a 1.000 kW. Em janeiro de 2022, clientes com carga igual ou superior a 500 kW seriam os beneficiados. A partir daí, o setor teria dois anos para preparar uma abertura completa do mercado em janeiro de 2024, quando entrariam os consumidores com carga abaixo de 500 kW.
Papel na expansão da geração
“Não temos dúvidas de que a abertura do mercado de energia elétrica a todos os consumidores a partir de 2024 não irá provocar qualquer tipo de alteração na contratação das concessionárias de distribuição, que teriam os seus contratos já firmados de compra de energia totalmente respeitados”, avalia o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros. Pesquisa nacional do Ibope Inteligência divulgada ontem pela associação, ouvindo dois mil entrevistados, mostra que atualmente quase 80% dos consumidores residenciais do país gostariam de poder escolher o seu fornecedor de eletricidade.
Medeiros, da Abraceel, enaltece essa contribuição direta no aumento do parque nacional de geração. “Uma das críticas que mais se fez ao mercado livre nessas duas décadas era a de que não havia participação desses consumidores na expansão da oferta de energia elétrica do país. Está mais do que claro que isso já não é mais verdade”, ressalta o presidente da associação, destacando ainda que a grande maioria desses empreendimentos de geração em fase de construção são de fontes renováveis e limpas, entre as quais pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa e parques eólicos e solar.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53108396/mercado-livre-chega-a-maioridade-no-brasil-projetando-ganhos-com-abertura
Em carta pública divulgada nesta terça-feira (13), a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia destaca as principais marcas obtidas pelo setor desde a implantação do Ambiente de Livre Contratação, que hoje reúne 80% da classe industrial brasileira e responde por mais de 30% de toda a energia elétrica consumida no país. Ao longo de 21 pontos, o documento sublinha que a trajetória de crescimento da operações fora do ambiente regulado vem impactando positivamente na expansão do parque de geração, na medida em que 34% das usinas hoje em construção no país são para atendimento do mercado livre.
Nas contas da Abraceel, a economia final nas tarifas de energia com a liberação completa do mercado de energia pode chegar a R$ 12 bilhões por ano, com a geração de mais de 420 mil novos postos de trabalho. Entre os consumidores que já migraram do mercado regulado das distribuidoras – na maioria grandes e médias empresas –, a economia média com o custo pelo uso da eletricidade chega a 29%. São vantagens que, de acordo com a entidade, reforçam a necessidade de acelerar o atual cronograma de entrada dos pequenos clientes, hoje impossibilitados pela legislação.
Consulta pública aberta na semana passada pelo Ministério de Minas e Energia propõe quatro novas fases de abertura. Em janeiro de 2021, entrariam no mercado livre consumidores com carga igual ou superior a 1.500 kW. Em julho de 2021, o direito seria estendido aos consumidores com carga igual ou superior a 1.000 kW. Em janeiro de 2022, clientes com carga igual ou superior a 500 kW seriam os beneficiados. A partir daí, o setor teria dois anos para preparar uma abertura completa do mercado em janeiro de 2024, quando entrariam os consumidores com carga abaixo de 500 kW.
Papel na expansão da geração
“Não temos dúvidas de que a abertura do mercado de energia elétrica a todos os consumidores a partir de 2024 não irá provocar qualquer tipo de alteração na contratação das concessionárias de distribuição, que teriam os seus contratos já firmados de compra de energia totalmente respeitados”, avalia o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros. Pesquisa nacional do Ibope Inteligência divulgada ontem pela associação, ouvindo dois mil entrevistados, mostra que atualmente quase 80% dos consumidores residenciais do país gostariam de poder escolher o seu fornecedor de eletricidade.
Medeiros, da Abraceel, enaltece essa contribuição direta no aumento do parque nacional de geração. “Uma das críticas que mais se fez ao mercado livre nessas duas décadas era a de que não havia participação desses consumidores na expansão da oferta de energia elétrica do país. Está mais do que claro que isso já não é mais verdade”, ressalta o presidente da associação, destacando ainda que a grande maioria desses empreendimentos de geração em fase de construção são de fontes renováveis e limpas, entre as quais pequenas centrais hidrelétricas, usinas a biomassa e parques eólicos e solar.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53108396/mercado-livre-chega-a-maioridade-no-brasil-projetando-ganhos-com-abertura
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Cresce o interesse da população em escolher fornecedor de energia elétrica
Quatro em cada cinco consumidores residenciais do país querem ter o direito de escolher a empresa fornecedora de energia elétrica, segundo aponta a sexta edição da “Pesquisa de Opinião Pública: Energia Elétrica” promovida pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia em parceria com o Ibope Inteligência. Divulgada nesta segunda-feira (12), o levantamento de 2019 mostra que o interesse na portabilidade do provedor do serviço alcança 79% entre as pessoas entrevistadas – dez pontos percentuais acima do verificado na pesquisa lançada no ano passado.
A pesquisa detalha que, dentro do universo de clientes interessados no direito à portabilidade, 68% deles fariam a troca de fornecedor para obter preços mais baixos nas suas contas de luz. O dado reflete um ponto de preocupação explicitado na nova edição da pesquisa Abraceel/Ibope: o alto custo com energia elétrica para grande parte da população brasileira. A faixa de entrevistados que considera o preço final da eletricidade “caro ou muito caro”, de acordo com a pesquisa, chega a 87%, ou quatro pontos percentuais a mais se comparada à percepção do ano anterior.
Dentre os entrevistados que acham o custo final com energia elétrica excessivamente caro nos seus orçamentos domésticos, 65% do total disseram que o principal vilão do alto preço da eletricidade no país está no excesso de impostos e de taxas nas faturas mensais, percentual bem acima do segundo principal motivo apontado – a falta de concorrência no mercado a partir da obrigação de estar vinculado a um único fornecedor, com 12%. O custo elevado no final do mês foi apontado por 64% dos entrevistados como o principal motivador para economia no uso de luz elétrica nas residências.
“Cresceu a percepção de que, com a abertura do mercado, o preço da energia tende a diminuir”, afirma a diretora de Contas do Ibope Inteligência, Patricia Pavanelli. Outro ponto destacado na pesquisa deste ano está no interesse cada vez maior da população na autogerarão renovável. O índice dos que gostariam de produzir energia nas suas próprias casas chegou a 93% em 2019, contra 89% nos dois anos anteriores. Esse universo é composto por pessoas com ensino superior (98%), com renda mensal acima de cinco salários mínimos (97%) e com faixa etária de 25 a 34 anos (97%).
Foco no consumidor
Na avaliação do presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros, os dados são relevantes na medida em que expõe uma visão sobre além do universo das concessionárias. “Geralmente o setor elétrico tem um olhar muito voltado a si mesmo. Uma pesquisa ampla como essa com foco no consumidor, que no final é quem paga a conta, mostra o que pode e deve ser aprimorado na nossa indústria”, avalia o executivo, que apresentou o estudo na sede da Fiesp, em São Paulo, ao lado do diretor-geral da Aneel, André Pepitone, e do secretário de Energia Elétrica do MME, Ricardo Cyrino.
O levantamento foi realizado pelo instituto Ibope Inteligência entre os dias 23 e 27 de maio deste ano, tendo como base os dados mais recentes colhidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e pelo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram ouvidas 2.002 pessoas em todas as regiões do país. Segundo o Ibope Inteligência, os dados podem ser projetados para o total da população com 16 anos ou mais. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, enquanto o intervalo de confiança alcança os 95%.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53108264/cresce-o-interesse-da-populacao-em-escolher-fornecedor-de-energia-eletrica
A pesquisa detalha que, dentro do universo de clientes interessados no direito à portabilidade, 68% deles fariam a troca de fornecedor para obter preços mais baixos nas suas contas de luz. O dado reflete um ponto de preocupação explicitado na nova edição da pesquisa Abraceel/Ibope: o alto custo com energia elétrica para grande parte da população brasileira. A faixa de entrevistados que considera o preço final da eletricidade “caro ou muito caro”, de acordo com a pesquisa, chega a 87%, ou quatro pontos percentuais a mais se comparada à percepção do ano anterior.
Dentre os entrevistados que acham o custo final com energia elétrica excessivamente caro nos seus orçamentos domésticos, 65% do total disseram que o principal vilão do alto preço da eletricidade no país está no excesso de impostos e de taxas nas faturas mensais, percentual bem acima do segundo principal motivo apontado – a falta de concorrência no mercado a partir da obrigação de estar vinculado a um único fornecedor, com 12%. O custo elevado no final do mês foi apontado por 64% dos entrevistados como o principal motivador para economia no uso de luz elétrica nas residências.
“Cresceu a percepção de que, com a abertura do mercado, o preço da energia tende a diminuir”, afirma a diretora de Contas do Ibope Inteligência, Patricia Pavanelli. Outro ponto destacado na pesquisa deste ano está no interesse cada vez maior da população na autogerarão renovável. O índice dos que gostariam de produzir energia nas suas próprias casas chegou a 93% em 2019, contra 89% nos dois anos anteriores. Esse universo é composto por pessoas com ensino superior (98%), com renda mensal acima de cinco salários mínimos (97%) e com faixa etária de 25 a 34 anos (97%).
Foco no consumidor
Na avaliação do presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros, os dados são relevantes na medida em que expõe uma visão sobre além do universo das concessionárias. “Geralmente o setor elétrico tem um olhar muito voltado a si mesmo. Uma pesquisa ampla como essa com foco no consumidor, que no final é quem paga a conta, mostra o que pode e deve ser aprimorado na nossa indústria”, avalia o executivo, que apresentou o estudo na sede da Fiesp, em São Paulo, ao lado do diretor-geral da Aneel, André Pepitone, e do secretário de Energia Elétrica do MME, Ricardo Cyrino.
O levantamento foi realizado pelo instituto Ibope Inteligência entre os dias 23 e 27 de maio deste ano, tendo como base os dados mais recentes colhidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e pelo Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram ouvidas 2.002 pessoas em todas as regiões do país. Segundo o Ibope Inteligência, os dados podem ser projetados para o total da população com 16 anos ou mais. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, enquanto o intervalo de confiança alcança os 95%.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53108264/cresce-o-interesse-da-populacao-em-escolher-fornecedor-de-energia-eletrica
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