quinta-feira, 14 de março de 2019

Chile, a nova meca das energias limpas

Cerro Dominador, a primeira usina de energia termossolar da América Latina, é o símbolo da ambiciosa transição energética empreendida pelo Chile, que aspira a ter 100% de geração limpa até 2040.

Em pleno deserto do Atacama, o local mais parecido com Marte na Terra, Cerro Dominador emerge como uma obra de engenharia futurista, que gerará luz para 250.000 casas a partir de 2020.

Dotada com tecnologia termossolar de concentração, CSP na sigla em inglês, os mais de 10.000 helióstatos dispostos em círculo, espelhos de 140 m2 que seguem a trajetória do sol, projetarão o calor solar como se fossem uma lupa sobre o receptor colocado no alto da torre antissísmica de 250 metros, situada no centro.

O receptor contém um fluxo de sais fundidos que aquecerão a 565ºC e servirão para aquecer a água, cujo vapor propulsará uma turbina encarregada de gerar energia quando o sol se pôr.

Diferentemente de uma usina fotovoltaica tradicional, que requer luz solar constantemente, a tecnologia CSP “gera eletricidade durante 17,5 horas” sem necessidade de que haja sol, diz Francisco Vizcaíno, diretor de Cerro Dominador.

A usina foi construída pelas espanholas Acciona e Abengoa, com um investimento de mais de 800 milhões de dólares fornecidos pelo fundo americano EIG Global Energy Partners.

Esta tecnologia chega pela primeira vez à América Latina, embora usinas deste tipo já funcionem na Espanha, Estados Unidos, Magrebe, Arábia Saudita e China.

“Todos estamos preocupados com o meio ambiente e em como nos liberarmos das emissões e buscar energias renováveis”, diz Vizcaíno à AFP.

Em dezembro o Chile receberá a COP25, a reunião anual para combater a mudança climática, que o presidente Jair Bolsonaro se negou a realizar no Brasil.

Em 1.000 hectares, o complexo de Cerro Dominador, onde também há uma usina fotovoltaica tradicional, gerará 210 MW, que reduzirão as emissões no equivalente a “360.000 carros”, diz seu diretor.

O governo de Sebastián Piñera aspira a que até 2040, 100% da matriz energética do país seja de origem limpa, um objetivo ambicioso tendo em conta que em julho do ano passado 53,2% da energia procedia de recursos fósseis.

“Chegar a 100% de geração limpa e renovável não só é tecnicamente possível, mas também tem bom custo-benefício”, afirma Carlos Finat, diretor executivo da Associação Chilena de Energias Renováveis e Armazenamento.

A chave e o desafio futuro é que as energias renováveis não convencionais sejam “administráveis”, ou seja, que se possa “produzir quando se necessita”, lembra Vizcaíno.

Com aridez e secura ambiental, o Atacama oferece condições únicas com a radiação solar mais alta do mundo: 310 watts/m2, que pode atingir 1.000 watts/m2 em algumas zonas do norte do país – “50% mais que no Saara e 60% mais que no Deserto da Arábia”, lembra Vizcaíno.

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quarta-feira, 13 de março de 2019

Fonte solar alcança 2 GW no Brasil

A fonte solar fotovoltaica atingiu no Brasil a marca de 2GW de potência operacional, segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica. A fonte, com 2.056 MW passa a ocupar a sétima posição na matriz brasileira, ultrapassando a térmica nuclear, que tem 1.990 MW. Hoje, as usinas fotovoltaicas estão instaladas nos nove estados da região Nordeste, Sudeste e Norte, com destaque para Bahia, Piauí, Ceará e Minas Gerais.

A fonte foi viabilizada em leilões pela primeira vez no leilão A-5 realizado em 2014, quando houve uma forte e disputa no certame. Na ocasião, seu preço médio ficou em R$ 215/ MWh. No último leilão que participou, o A-4 de 2018, o preço caiu para R$ 118,07/ MWh, mais competitiva que os preços das usinas hídricas e de biomassa, de R$ 198,12/ MWh e R$ 198,94/ MWh, respectivamente.

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terça-feira, 12 de março de 2019

Gigantes de energia solar abrem canais de vendas no Brasil

A sul-coreana QCells, uma das três maiores produtoras globais de células fotovoltaicas, com uma capacidade produtiva de 9,4 GW, e a SolarEdge, fabricante israelense de inversores solares que mais cresce no mundo, acabam de oficializar uma parceria estratégica com o Portal Solar, marketplace nacional de geração distribuída, para a criação de um canal de vendas online no país.

As duas empresas internacionais já possuem contratos de distribuição de equipamentos no Brasil para projetos a serem entregues ainda este ano. Desde o ano passado, as companhias têm promovido treinamentos técnicos constantes para instaladores e distribuidores locais em diferentes regiões brasileiras. Também estão previstos grandes investimentos em marketing, com a realização de eventos próprios no país, road-shows e lançamento de novos produtos.

A SolarEdge, com a estratégia comercial de vendas online, pretende tornar-se a marca número um de MLPE no Brasil em 2019. A MLPE é uma tecnologia de ponta que reduz o efeito do sombreamento nos painéis solares. Os produtos da gigante israelense já foram instalados em mais de 750 mil locais, em 133 países em todo o mundo.

Os equipamentos da QCells estão presentes em cerca de 40 países, com projetos que somam mais de 27 gigawatts, entre as grandes usinas e os sistemas de geração distribuída. A empresa aposta na tecnologia MONO-PERC para o Brasil, tecnologia esta que aumenta a eficiência dos painéis solares e assim reduz a área necessária para instalação.

O Portal Solar, que movimentou mais de R$ 100 milhões em 2018, agrega cerca de 8 mil empresas e mais de 5 mil itens disponíveis, entre equipamentos de instalação, inversores, sistemas de bombeamento e baterias de lítio, além de milhares de opções de geradores fotovoltaicos (painéis solares) pré-configurados vendidos como kits prontos para a instalação.

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segunda-feira, 11 de março de 2019

Preço da energia cai no Sudeste, Sul e Nordeste, diz CCEE

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para o período entre 9 e 15 de março caiu 1% ao passar de R$ 251,81/MWh para R$ 250,06/MWh nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul. No Nordeste, a redução foi de 3% com o PLD fixado em R$ 160,22/MWh, enquanto no Norte permanece no valor mínimo de R$ 42,35/MWh, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A redução do PLD é explicada pela verificação e estimativa de afluências mais otimistas (de 84% para 87% da média histórica) para março no Sistema Interligado Nacional -(SIN), principalmente nas regiões Sul (124%) e Norte (76%). A expectativa de ENAs indica índices em 94% no Sudeste e em 40% no Nordeste.

A carga esperada para a próxima semana deve ficar praticamente a mesma da última previsão, apenas com aumento de 100 MW médios no Sul.

Os níveis dos reservatórios do Sistema ficaram cerca de 2.420 MW médios mais altos frente ao esperado, com o registro de queda no Sul (-225 MW médios) e no Nordeste (-210 MW médios). No Sudeste (+1.220 MW médios) e no Norte (+1.630 MW médios), os níveis estão mais elevados.

O fator de ajuste do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) esperado para março foi revisto de 139% para 138,6%. O Encargo de Serviço do Sistema (ESS) esperado para o período é de R$ 36 milhões, sendo R$ 24 milhões referentes às restrições operativas e R$ 12 milhões à reserva operativa de potência. A CCEE ressalta que considerando a atual conjuntura, a previsão de encargos pode variar.


Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53092517/preco-da-energia-cai-no-sudeste-sul-e-nordeste-diz-ccee

sexta-feira, 8 de março de 2019

Matriz elétrica aumenta 444 MW até meados de fevereiro

Nos primeiros 45 dias do ano o país verificou o incremento de sua matriz elétrica em 444,93 MW. O maior volume veio da fonte solar com 179 MW, seguida pela eólica com 133,7 MW, UHEs com 116,73 MW e mais 15,5 MW em PCHs. De acordo com dados preliminares da Agência Nacional de Energia Elétrica, somente nos primeiros 15 dias de fevereiro foram 186,73 MW. Nesse período não houve o acréscimo da capacidade de geração de energia térmica por fontes fósseis ou por biomassa.
O relatório mensal de acompanhamento da expansão em fevereiro teve os dados de janeiro atualizados. O primeiro mês do ano fechou com 258,2 MW de capacidade nova instalada no país, leve aumento ante os 239,7 MW apontados anteriormente. A maior diferença está na expectativa da expansão ao final de 2019. O volume esperado passou de 4,6 GW para quase 5,4 GW de energia nova, um aumento na previsão de 15,2% ao final deste ano.
Apesar desse aumento em 2019, o volume de nova potência contratada a ser instalada no Brasil recuou ante o relatório anterior. Anteriormente estavam previstos 18,4 GW, até 2026 enquadrados na classificação verde (sem restrições para a entrada em operação) e amarela (com restrições). Agora o total é de 18,2 GW, sendo 10 GW na sinalização verde e mais 8,2 GW na amarela. O volume sem previsão de entrada em operação recuou de 4,2 GW para 4 GW. Com isso, a volume total recuou de 22,6 GW para 22,2 GW do relatório de janeiro para fevereiro.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53092373/matriz-eletrica-aumenta-444-mw-ate-meados-de-fevereiro

quinta-feira, 7 de março de 2019

Vazões no Sudeste aumentam e ficam próximas da média histórica

A primeira revisão semanal do PMO para o mês de março apresentou uma expressiva mudança na expectativa no nível de energia natural afluente para o submercado Sudeste/Centro-Oeste. A projeção aumentou de 80% para 95% da MLT quando comparadas as estimativas desta semana com a de sete dias atrás. Por outro lado, no Sul a ENA estimada caiu de 104% para 89% da MLT. No NE aumentou levemente para 46% e no Norte ficou estável em 76%.
Já a previsão de carga apresentou redução ante a projeção inicial para o período. Apesar de ainda ser de crescimento ante março de 2018, a elevação é de 0,1%, na semana passada esperava-se expansão de 0,3%. No SE/CO a queda é esperada em 1%, no Sul em quase isso, 0,9% e no Norte em 0,7%. O único crescimento está no NE com 5,8%.
O nível operativo dos reservatórios segue a tendência de ENA. Com isso a estimativa para o fechamento do mês no SE/CO passou para 40,7%, antes era projetado 37%. No Sul a expectativa é de chegar a 42,6%, no NE em 53% e no Norte em 64,4%.
O custo de operação do sistema caiu para a semana operativa que começa neste sábado 2 de março. O valor médio continua equalizado nos dois maiores submercados em R$ 258,44/MWh, reflexo da carga pesada em R$ 263,10/MWh, a média em R$ 262,26/MWh e a leve em R$ 255,22/MWh. No NE o CMO médio está em R$ 155,65/MWh co as cargas pesada e media em R$ 164,36/MWh e leve em R$ 148,95/MWh. No Norte está zerado em todos os patamares.
Com o desligamento das térmicas fora da ordem de mérito, medida determinada pelo CMSE ainda na semana passada e confirmada para este período, o volume estimado para despacho estimado é de 6.837 MW médios. A maior parte está classificada por inflexibilidade com 4.113 MW médios, 2.276 MW médios por ordem de mérito e mais 449 MW médios por restrição elétrica.
Em termos de meteorologia, é esperado para o início da semana a ocorrência de chuva fraca com períodos de moderada nas bacias hidrográficas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste. No final da semana deve ocorrer precipitação de intensidade fraca nas bacias dos rios Jacuí e Uruguai.


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sexta-feira, 1 de março de 2019

Consumo de energia no país cresce 3,8% em janeiro, aponta EPE

O consumo de energia do país em janeiro totalizou 41.142 gigawatts-hora (GWh), com crescimento de 3,8% em relação a igual mês do ano passado, informou nesta quinta-feira (28) a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). De acordo com relatório divulgado pela estatal, no acumulado dos últimos 12 meses terminados em janeiro o consumo aumentou 1,3% ante igual período anterior.
"À exceção do Norte (-8,9%), todas as demais regiões registraram expansão no consumo de energia elétrica no mês, com a maior taxa sendo obtida pelo Centro-Oeste (8%), seguida do Sul (6,2%), Sudeste (4,3%) e Nordeste (3,2%)", informou.
O desempenho do consumo de energia em janeiro foi impulsionado pelas classes residencial e comercial. No segmento residencial, o consumo de energia no primeiro mês deste ano somou 12.797 GWh, com crescimento de 8% ante janeiro de 2018.
Segundo a EPE, o crescimento do consumo de energia da classe residencial foi provocado principalmente pela ocorrência de temperaturas mais elevadas em janeiro deste ano, em relação a igual mês do ano passado, o que aumentou a demanda para climatização de ambientes.
"No que se refere aos condicionantes econômicos, embora a confiança das famílias venha melhorando, favorecida pelo orçamento doméstico mais ajustado (menores níveis de endividamento e inadimplência), a renda média estagnada e o avanço da ocupação principalmente por meio de vagas informais ainda são entraves à dinâmica do consumo das famílias", completou a EPE.
A elevação das temperaturas também foi o motivo para o crescimento de 5,9% do consumo de energia do segmento comercial em janeiro, na comparação com o primeiro mês de 2018, totalizando 8.096 GWh. "O aumento do consumo no período em análise foi especialmente favorecido pelas temperaturas mais elevadas em relação a 2018, com a persistência de muitos dias com os termômetros superando 28ºC em grande parte do país", explicou a estatal de estudos energéticos.
O destaque negativo do mês foi o setor industrial, cujo consumo em janeiro foi de 13.575 GWh, com queda de 0,4% em relação a igual período de 2018.
"O ano de 2019 se inicia em um quadro que envolve um mercado interno ainda enfraquecido, mas em gradual recuperação, e um cenário internacional em desaceleração, em função, entre outros, do aumento das tensões comerciais entre países, das instabilidades geopolíticas e da situação recessiva de algumas economias, como é o caso da Argentina, importante parceiro comercial do Brasil", informou a EPE.

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