terça-feira, 13 de novembro de 2018

AIE prevê que demanda global por energia vai crescer mais de 25% até 2040

A demanda global por energia vai crescer mais de 25% até 2040 e exigir investimentos anuais superiores a US$ 2 trilhões, segundo relatório divulgado hoje pela Agência Internacional de Energia (AIE).

"Nossa análise mostra que mais de 70% dos investimentos globais em energia serão conduzidos por governos e, sendo assim, a mensagem é clara - o destino energético do mundo depende de decisões governamentais", comentou no documento o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.

Segundo Birol, elaborar políticas corretas e incentivos adequados será fundamental para atender "as metas em comum de garantir a oferta de energia, reduzir emissões de carbono, melhorar a qualidade do ar em centro urbanos e expandir o acesso básico à energia na África e em outras partes".

Leia mais em: https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2018/11/13/internas_economia,1005302/aie-preve-que-demanda-global-por-energia-vai-crescer-mais-de-25-ate-2.shtml

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

ONS: chuvas melhoram e novembro pode terminar com volume na região de 20% no SE

A hidrologia neste fim de ano está com resultados melhores que o previsto. De acordo com o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Luiz Eduardo Barata, as previsões de setembro sinalizavam que os níveis no Sudeste terminariam novembro entre 14% a 15% e eles devem chegar a 19% ou 20%. “Continuou chovendo de forma abundante na região Sul e o fluxo de energia do Sudeste para o Sul a partir de outubro foi do Sul para a região Sudeste. Esse foi o grande diferencial”, explicou.

Ainda segundo ele, as condições climáticas até setembro eram muito ruins no Sudeste, Nordeste e Sul, mas a partir de outubro elas melhoraram. As chuvas foram intensas na cabeceira do rio Grande. O diretor do ONS se mostrou mais otimista pela melhora nas condições climáticas. O período chuvoso também já está caracterizado, o que era outra preocupação do operador. “O começo está bastante promissor”, avisa. Para novembro, as previsões são de chuva boa no rio Paranaíba e no rio Tocantins. Os rios Madeira e Xingu, no Norte, também deverão ter bons níveis.

Sem poder precisar se o período úmido vai ficar acima ou abaixo da média, Barata lembrou que este início é promissor e no ano que vem haverá mais máquinas da UHE Belo Monte (PA – 11.233 MW) no sistema, além de não ter mais a restrição do rio Madeira causada pelo eletrodo de terra da interligação, que será resolvida até o fim do ano. “As condições deverão ser bem melhores do que as que nós tivemos no verão do ano passado”, observa.

A previsão do período para a região Nordeste deverá ser de 25%, sem alterações. Não houve sinal de melhora no subsistema. Já no Sul, a previsão é de 80%.

Leilão de potência – Ressaltando que o Operador é favorável a todos os tipos de fontes, Barata disse que o leilão de térmicas para a região Nordeste deve ser melhor estudado. Ele alertou para o fato que o que motiva o certame é de potência e os critérios e metodologias para quantificação de potência ainda são insuficientes. Segundo ele, hidrelétricas também podem fornecer potência e todas as grandes UHEs no Sudeste podem instalar turbinas e geradores para isso, faltando quantificar.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53080541/ons-chuvas-melhoram-no-sudeste-e-novembro-pode-terminar-com-volume-na-regiao-de-20

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Consumo de energia subiu 1,1% em outubro, afirma CCEE

O consumo de energia elétrica no país durante outubro atingiu 62.915 MW médios no Sistema Interligado Nacional – SIN, crescimento de 1,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações constam na última atualização do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

De acordo com o levantamento, o Ambiente de Contratação Regulado – ACR, ficou praticamente estável ao apresentar queda de 0,1% no consumo, índice que leva em conta a migração de consumidores para o mercado livre (ACL) na análise. Caso esse movimento dos agentes fosse desconsiderado, o consumo registraria aumento de 1%.

No Ambiente de Contratação Livre – ACL, há registro de elevação no consumo em ambos os cenários. No que inclui as cargas oriundas do ACR na análise, o aumento seria de 4%, enquanto a análise sem a migração aponta índice 1,3% superior na comparação com 2017.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, o setor de extração de minerais metálicos, alimentício e de minerais não-metálicos foram os segmentos com maior aumento no consumo, quando a migração é desconsiderada, com respectivos 6,6%, 4,1% e 3,9%. Em contrapartida, os ramos de comércio metalurgia e têxtil apresentaram os maiores índices de retração no consumo dentro do mesmo cenário sem migração, registrando 2,4%, 2% e 1,9%, respectivamente

Quanto a estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, em outubro, o InfoMercado Semanal Dinâmico apontou o equivalente a 67,46% de suas garantias físicas, ou 43.125 MWmédios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 78,5%.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53080376/consumo-de-energia-subiu-11-em-outubro-afirma-ccee

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Leilões A-1 e A-2 terão preços iniciais de R$ 170 e de R$ 162/MWh

O Ministério de Minas e Energia estabeleceu preço inicial para  de R$ 170/MWh para a energia contratada no leilão A-1 e de R$ 162/MWh para os contratos do leilão A-2 de 2018. O edital com as regras e os preços dos certames foi aprovado pela Agência Nacional de  Energia nesta terça-feira, 6 de outubro. Os leilões estão marcados para o dia 7 de dezembro.

Os A-1 e o A-2 são destinados à contratação de energia de empreendimentos existentes na modalidade disponibilidade para usinas termelétricas a biomassa e agás natural; e por quantidade para empreendimentos de fonte hídrica e usinas eólicas. Pelas regras dos certames, os custos decorrentes do risco hidrológico serão integralmente assumidos pelos vendedores.

O período de suprimento do A-1 será de janeiro de 2019 a dezembro de 2020, e o do A-2 de janeiro de 2020 a dezembro de 2021. Poderão participar empreendimentos que estiverem em operação até a data de publicação do edital.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53080186/leiloes-a-1-e-a-2-terao-precos-iniciais-de-r-170-e-de-r-162mwh

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Após "safra dos ventos", energia eólica já responde por 14% da geração elétrica no país

Com 568 parques eólicos instalados de Norte a Sul, o Brasil acaba de bater a marca de 14,34 GW de capacidade instalada de energia gerada a partir dos ventos. É o mesmo tamanho de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do Brasil. Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará são os estados com a maior quantidade de usinas em funcionamento.

Em 2011, a capacidade instalada da energia eólica no país era de 1 GW. Hoje, diz a ABEEólica, a associação do setor, energia gerada pelo vento equivale ao consumo residencial médio de cerca de  80 milhões de pessoas. Com isso, a energia eólica já está atendendo a quase 14% do Sistema Interligado Nacional, de acordo com o Boletim Mensal de Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), referente ao mês de setembro.

- O setor eólico teve investimento no Brasil  de US$ 3,57 bilhões (R$ 11,4 bilhões) no passado, representando 58% dos investimentos realizados em renováveis no país (eólica, solar, biomassa, biocombustíveis e resíduos, PCH e outros). Considerando o período de 2010 a 2017, o investimento já passa dos US$ 30 bilhões. Estes são alguns dos dados que mostram a importância do setor eólico - explica Elbia Gannoum, Presidente Executiva da ABEEólica.

No  Nordeste, a energia eólica já responde por mais de 70% da geração de energia. Segundo o ONS, no último dia 13 de setembro, 74,12% da demanda foi atendida pela energia a partir dos ventos.

Leia mais em: https://oglobo.globo.com/economia/apos-safra-dos-ventos-energia-eolica-ja-responde-por-14-da-geracao-eletrica-no-pais-23211940

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Desembolsos do BNDES para energia chegam a R$ 7,2 bilhões até setembro

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social desembolsou R$ 7,2 bilhões para projetos de energia elétrica de janeiro a setembro deste ano. O resultado mostra um recuo de 22% na comparação com o ano passado. No período, o banco somou R$ 43,5 bilhões em desembolsos para as áreas de Agropecuária, Indústria, Infraestrutura e Comércio e Serviços. Nos últimos 12 meses, o desembolso para energia ficou em R$ 11,7 bilhões, número 6% menor que a marca anterior. Energia foi o setor que liderou nos desembolsos na área de infraestrutura, sendo seguida por transporte rodoviário, com R$ 5 bilhões.

Já as aprovações foram 31% menores até setembro, chegando a R$ 8,45 bilhões. O valor de aprovações é 16,9% do total consentido pelo banco. Em 12 meses, o recuo registrado foi de 36%, com R$ 11,2 bilhões aprovados para projetos do setor, que são 15,1% do total destinado pelo BNDES.

Na parte de consultas, foram R$ 15,8 bilhões de janeiro a setembro, com recuo de 7% em relação ao ano anterior. Em 12 meses, foram R$ 17,3 bilhões em consultas. O que mostra uma redução de 15% no valor das consultas do período de 2017. Assim como nos desembolsos, energia também liderou nas consultas e também foi seguida transporte rodoviário.

Foram R$ 15,6 bilhões em enquadramentos para a área de energia. Houve queda de 6% nos números. De janeiro a setembro, os enquadramentos chegaram a R$ 17,2 bilhões, também caindo 6%. A parte de energia foi responsável por 21% do total dos enquadramentos.


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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

BNDES capta US$ 156 milhões com banco dos Brics para eólicas e solares

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social captou US$ 156 milhões junto ao New Development Bank – o banco dos Brics – para apoiar investimentos em geração de energia renovável no Brasil. A captação conclui o repasse de US$ 300 milhões previsto no acordo firmado entre as duas instituições em abril de 2017 com essa finalidade. As outras duas parcelas foram liberadas em abril e junho deste ano, nos valores de, respectivamente, US$ 67,3 milhões e US$ 75,8 milhões.  Esta última tranche, maior liberação já realizada pelo banco dos Brics, destina-se a dois projetos apoiados também com recursos do BNDES: o complexo eólico de Campo Largo I e o complexo solar de Pirapora I.

Para Campo Largo I, o BNDES e o NBD liberaram US$ 95 milhões cada, somando US$ 190 milhões. Com relação ao complexo solar de Pirapora I, o BNDES liberou US$ 102 milhões enquanto o NDB apoiou com US$ 61 milhões, totalizando US$ 163 milhões. Os 11 parques eólicos do complexo de Campo Largo I abrangidos por este financiamento localizam-se nos municípios de Sento Sé e Umburanas (BA). Já os investimentos do complexo solar de Pirapora que serão beneficiados pelo apoio do BNDES e do NDB estão localizados em Minas Gerais. O projeto do complexo eólico de Campo Largo I compreende a implementação de 11 parques eólicos, com capacidade total instalada de 326,7 MW e da respectiva linha de transmissão. As estimativas preveem a redução da emissão de 102.300 toneladas de CO2 por ano e a criação 2.400 empregos diretos e indiretos.

Já o desembolso de US$ 61 milhões feito pelo NDB para o Complexo de Pirapora I é destinado à instalação de quatro plantas solares, no município de mesmo nome em Minas Gerais. Os recursos também se destinam ao financiamento da respectiva linha de transmissão.  As quatro plantas são compostas por 475.800 painéis solares, com o total de 120 MW. A estimativa é que as plantas reduzam a emissão de CO2 em 21.172 toneladas por ano e criem 1.105 empregos diretos e indiretos. O Complexo é controlado pela Pirapora Holding S.A, cujos acionistas são EDF Renewables, com 80% do capital e a Canadian Solar, com 20% do capital. No Brasil, a EDF Renewables possui os complexos eólicos Ventos da Bahia Fase 1 e Fase 2, o Complexo Solar de Pirapora entre outros projetos considerados de baixa emissão de carbono. A outra sócia, Canadian Solar Inc é uma das três maiores companhias de energia solar do mundo, com experiência em desenvolvimento, projeto e construção. Em 2016, a empresa inaugurou a primeira fábrica de módulos fotovoltaicos do Brasil, em Sorocaba (SP), voltada para o fornecimento dos painéis do Complexo Solar de Pirapora.

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