sexta-feira, 13 de julho de 2018

Centro de Londres vai funcionar com 100% de energia renovável

O centro histórico de Londres vai passar a funcionar com energias renováveis.

A zona histórica de Londres no centro da capital britânica, oficialmente conhecida como Cidade de Londres ou simplesmente “A Cidade”, vai passar a funcionar exclusivamente com energias renováveis.



O Governo da cidade junto com a City Corporation, o corpo administrativo da área, anunciou que os 2,9 quilômetros quadrados do centro da cidade vão passar a trabalhar apenas com energia solar e eólica a partir de outubro deste ano.

A City Corporation vai instalar painéis solares nos seus edifícios e investir em centrais de painéis solares e turbinas eólicas, produzindo parte eletricidade no centro da cidade.

A empresa também fará contratos para investir em centrais de painéis solares e turbinas eólicas, na prática acabando por produzir parte da sua própria eletricidade no centro da cidade, e eliminando toda a pegada de carbono dos seus edifícios.

A energia gerada vai ser aproveitada por habitações camarárias em seis bairros de Londres, dez equipamentos escolares, três mercados municipais e os parques naturais de Hampstead Heath e Epping Forest.

Entre os negócios que serão beneficiados com energia renovável, estão a Bolsa de Londres, o Banco da Inglaterra, as seguradoras Lloyd’s e Aviva, a empresa de telecomunicações BT Group e a Unilever.

Londres

A energia também chegará à Torre de Londres (já fora dos limites do centro histórico), o Tribunal Criminal, a Catedral de St. Paul e o Hospital de S. Bartolomeu.

Dentro da área metropolitana de Londres, os esforços vão integrar medidas para a redução das emissões poluentes. Entre elas já se pode contar com a adoção de táxis e carros elétricos para as frotas de transportes públicos.

O Parque Nacional da Cidade também vai crescer o número de árvores ao redor da capital britânica.

“Estamos sempre olhando para o impacto ambiental do nosso trabalho e esperamos ser um farol para outras organizações seguirem o exemplo”, afirmou Catherine McGuinness, presidente do Comitê de Política e Recursos da City of London Corporation.


Fonte: Ambiente Energia

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Gasolina, energia, planos de saúde e educação respondem por metade da inflação deste ano

Metade da inflação do primeiro semestre de 2018 pode ser explicada por apenas quatro itens: gasolina, energia elétrica, planos de saúde e educação. A inflação foi de 2,60% no período entre janeiro e junho deste ano: e esses gastos responderam 1,30 ponto percentual dessa taxa.

Só a gasolina teve um impacto de 0,51 ponto percentual na inflação do primeiro semestre. O peso da energia elétrica foi de 0,29 ponto percentual, enquanto o dos planos de saúde chegou a 0,26 ponto percentual e o de educação foi de 0,24 ponto percentual.


A taxa de 2,60% da inflação no primeiro semestre deste ano acelerou frente a 2017, quando tinha ficado em 1,18%. O movimento foi influenciado por altas expressivas de gasolina e energia em todo o período.


O preço da gasolina acumulou alta de 12,17% nos primeiros seis meses do ano, enquanto o da energia elétrica avançou 8%. No caso dos planos de saúde, o aumento foi de 6,55%, enquanto em cursos regulares chegou a 5,45%.

A inflação mensal estava abaixo de 1% desde 2016, mas em junho acelerou para 1,26%, puxada pela alta nas contas de luz e pelos efeitos da greve dos caminhoneiros.

Outros itens também tiveram impacto importante na inflação do primeiro semestre, como o leite longa vida, que teve alta de 28,15% no preço.

Fonte: Globo

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Consumo de energia cai quase 20% durante o jogo da seleção brasileira

Se durante o jogo de ontem entre a seleção brasileira e a da Bélgica o coração de muitos brasileiros disparou, já consumo de energia elétrica no país oscilou bastante. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão o que coordena a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), teve de lidar com oscilações bruscas, com reduções na carga em poucos minutos, assim como um aumento brusco de 7.188 megawatts (MW) no consumo, em apenas 30 minutos.

A carga de energia gerada pouco antes do início do jogo que estava na faixa de 66 mil MW, chegou a cair para até cerca de 55 mil MW ao fim do segundo tempo, uma queda de 17,3%, subindo depois para cerca de 65 mil MW.

De acordo com dados do ONS, antes do início do jogo a partir das 12h45m, ocorreu uma redução na carga gerada de cerca de 8.613 MW em duas horas e 15 minutos, em comparação com a carga ocorrida na sexta-feira anterior, dia 29 de junho, quando não ocorreu nenhum evento de relevância nacional.No início do jogo, às 15h, o sistema verificou uma nova redução no consumo de energia, desta vez de 2.303 MW em apenas 20 minutos.

Segundo dados do ONS, durante o primeiro tempo do jogo, permaneceu 11.443 MW abaixo do consumo de uma sexta-feira normal.Já durante o intervalo do jogo, quando o Brasil já estava perdendo por dois a zero da Bélgica, em apenas oito minutos o sistema registrou um aumento na carga de 2.398 MW.

No início do segundo tempo, quando todos ainda tinham esperança de uma virada no placar, o consumo caiu 1.565 MW em 15 minutos. De acordo com o ONS, durante o segundo tempo do jogo a carga se manteve na faixa de 13.340 MW abaixo da média de uma carga de uma sexta normal. Logo após o jogo com a decepção da seleção fora da Copa do Mundo, a carga voltou a crescer 7.188 MW em 30 minutos apenas.

A ONS explicou que foram adotadas uma série de medidas operacionais pelos agentes do setor sob sua coordenação para conseguir atender, de modo seguro, à demanda nos mesmos padrões de qualidade e segurança com as fortes oscilações de aumento e redução do consumo em períodos curtos.

leia mais em:https://oglobo.globo.com/economia/consumo-de-energia-cai-quase-20-durante-jogo-da-selecao-brasileira-22863156

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Empresas indianas voltam suas atenções para o Brasil

Escolher um país do outro lado do mundo e com uma cultura diferente para dar início ao processo de internacionalização de uma empresa é uma aposta arriscada, mas foi justamente essa a estratégia da indiana Sterlite ao decidir desembarcar no Brasil. Desde abril do ano passado, quando começou a participar dos leilões de linhas de transmissão de energia, já se comprometeu a investir R$ 7 bilhões aqui.

Ela é uma das companhias do país asiático que, nos últimos anos, resolveram voltar suas atenções para a economia brasileira. O Brasil, por sua vez, tenta elevar as vendas de seus produtos para um dos mercados que mais avançam no mundo, com uma população de cerca de 1,3 bilhão de pessoas.

Pratik Agarwal, presidente global da Sterlite, explica que o Brasil apresenta não só oportunidades de investimento, como uma estrutura regulatória, na área de energia, que atrai o investidor estrangeiro. Como exemplos, cita os prazos longos dos contratos de concessão, geralmente de 30 anos, e a correção das receitas pela inflação, o que mitiga o risco de variação cambial.

— Nós escolhemos o Brasil devido ao tamanho das oportunidades no país, à necessidade de capital privado e às sinergias que encontramos. É um mercado que oferece uma configuração ideal aos participantes e um potencial de US$ 30 bilhões em projetos só em transmissão. É um mercado que nos deixa realmente animados — disse.

INCREMENTO DO COMÉRCIO

A empresa ficou com seis dos 20 lotes ofertados no último leilão feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), comprometendo-se a investir, só nesta fatia, R$ 3,65 bilhões. Além disso, já tinha saído vencedora em outros dois leilões no ano passado, com investimentos de R$ 3,36 bilhões. Essa parcela deverá subir, uma vez que é no Brasil que a Sterlite quer colocar boa parte dos US$ 4 bilhões (cerca de R$ 15,5 bilhões) que vai investir na América Latina. Nem mesmo a incerteza em relação a quem ganhará as eleições presidenciais parece incomodar o executivo.

— Os resultados políticos são sempre um risco, em qualquer país, mas acreditamos que o Brasil tem estruturas contratuais sólidas, que incentivam as empresas estrangeiras. Apesar dos desafios políticos, estamos à vontade para fazer fortes apostas no Brasil — afirmou.

A Sterlite não está sozinha. Nas próximas semanas, a ACG Worldwide deve inaugurar uma fábrica em Pouso Alegre (MG), que custou mais de R$ 350 milhões e será a maior da América Latina em produção de cápsulas para medicamentos. A Ranbaxy, que fabrica genéricos, também está no Brasil.

Elas se juntam a empresas que chegaram um pouco antes e já conseguiram consolidar sua participação no mercado brasileiro. É o caso da Novelis, controlada pelo grupo indiano Aditya Birla, que é líder em laminados e tem o maior centro de reciclagem de latas de alumínio da América do Sul. Só no ano passado, a empresa alcançou uma receita de mais de US$ 6 bilhões (R$ 23,2 bilhões) no país.

Na área de tecnologia da informação, os indianos têm, no Brasil, a Infosys e a Tata Consultancy — do Grupo Tata, que, em 2008, comprou a Jaguar Land Rover e, em 2016, inaugurou uma fábrica da marca em Itatiaia (RJ). Ao todo, são US$ 50 bilhões em investimentos diretos da Índia no Brasil, bem acima dos US$ 2 bilhões que brasileiros investiram por lá.

Leonardo Ananda, presidente da Câmara de Comércio Índia Brasil e cônsul-geral do país asiático, acrescenta que a relação pode ser ainda mais positiva para o Brasil. A corrente de comércio, superavitária para o Brasil, foi de US$ 7,6 bilhões em 2017 e deve crescer este ano. Ele acredita que, até 2025, a Índia será o terceiro principal parceiro comercial do Brasil — hoje é o décimo.

— As trocas comerciais estão muito voltadas para combustíveis e produtos agrícolas. Nosso objetivo é diversificar essa pauta. Há mais produtos, como leguminosas, que podem ser exportados para a Índia, assim como alimentos processados — disse.

O Brasil exporta muito açúcar, petróleo e pedras preciosas (esmeraldas, principalmente) para a Índia. Na outra mão, a Índia vende principalmente insumos farmacêuticos, diesel e especiarias.

Na visão de Ananda, produtos típicos brasileiros — como açaí, guaraná, pão de queijo e cachaça — têm apelo junto ao público indiano. Para isso, uma missão comercial brasileira será levada a Mumbai, em ação organizada pela Agência de Promoção de Exportações (Apex), para participar da maior feira de alimentos do país. Além disso, os dois governos trabalham em acordos para permitir essa maior integração — recentemente, o Brasil teve aval para exportar ovos e gado para produção de leite para a Índia.

— A Índia era um país que até 15, 20 anos atrás não possuía grandes varejistas, o que dificultava a importação de alimentos, já que não havia uma estrutura logística para distribuição. A formação dessas redes abriu espaço para produtos de outros países — explicou Ananda.

Weber Barral, sócio da consultoria Barral M. Jorge, também vê potencial para esse mercado, mas lembra que o Brasil, em alguns casos aliado ao Mercosul, terá de trabalhar para derrubar barreiras tarifárias e fitossanitárias.

— O comércio entre os dois países é pequeno comparado ao potencial. São dois grandes mercados consumidores. A parte de alimentos é onde o Brasil mais pode ganhar, mas há a questão das barreiras — disse, lembrando que o acordo em vigor, feito no âmbito do Mercosul, tem cerca de 800 produtos e há uma negociação para ampliar para mais de dois mil itens.

O interesse no mercado indiano é válido pelo potencial de consumo, afinal, a população é de cerca de 1,3 bilhão de pessoas. Além disso, é um dos países que mais crescem no mundo e deve manter esse ritmo nos próximos anos. Em 2017, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 6,7%. Para este ano, é esperado um crescimento de 7,4% e, em 2019, de 7,8%, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na avaliação de Diego Coelho, coordenador do Observatório de Multinacionais da ESPM-SP, Brasil e Índia, embora façam parte do Brics (com Rússia, China e África do Sul) e tenham uma relação comercial que completa 70 anos em 2018, ainda são poucos alinhados.

— As exportações até cresceram, mas ainda é um volume baixo para o potencial. O investimento é pouco e não é cruzado. Os dois países deviam buscar complementariedade nas cadeias de produção global — explicou o professor.

Como exemplo, citou o setor automotivo. Os dois países virariam competidores se um tentasse exportar seus automóveis para o outro. No entanto, podem trabalhar no fornecimento de produtos para essa cadeia, com cada uma das nações trabalhando nos itens automotivos e de autopeças em que têm maior eficiência.
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https://oglobo.globo.com/economia/empresas-indianas-voltam-suas-atencoes-para-brasil-22865712

quinta-feira, 5 de julho de 2018

5 tendências em energia renovável para você ficar de olho

A queda nos custos de baterias para armazenamento de energia e seu uso proliferado devem pavimentar o caminho para um futuro de geração mais limpa, segundo relatório anual da Bloomberg New Energy Finance divulgado nesta semana, o New Energy Outlook (NEO).

Para atender às mudanças na demanda e no suprimento, o estudo prevê que o investimento global no aumento da capacidade de baterias chegará a US$ 548 bilhões até 2050.

O relatório mostra ainda que as fontes eólica e solar devem representar 50% da geração mundial até meados do século. Ao mesmo tempo, o poluente carvão deve encolher para apenas 11% da geração global de eletricidade no mesmo período.

Confira a seguir as tendências que prometem sacudir o tabuleiro energético mundial nos próximos anos, segundo o estudo da BNEF.


Baterias
A BNEF prevê que os preços da bateria de íon-lítio, que já caíram cerca de 80% por megawatt-hora desde 2010, continuarão a cair à medida que a produção de veículos elétricos aumente ao longo dos anos 2020.

O estudo estima que US$ 548 bilhões sejam investidos em baterias até 2050, dois terços disso conectados à rede e um terço instalado em residências e empresas.

Geração de baixo carbono
O mix de eólica e solar deverá representar quase 50% da geração de energia mundial até 2050 devido à redução drástica de custos dessas tecnologias e ao advento de baterias mais baratas, o que permitirá que a eletricidade seja armazenada e descarregada conforme a demanda.

Energia Eolica Aerogerador

Nas próximas três décadas, US$ 11,5 trilhões deverão ser investidos em nova capacidade de geração de energia, com US$ 8,4 trilhões deste total em eólica e solar, e outros US$ 1,5 trilhão em outras tecnologias de carbono zero, como hidrelétrica e nuclear.

Esse investimento produzirá um aumento de 17 vezes na capacidade solar fotovoltaica em todo o mundo e um aumento de seis vezes na capacidade de energia eólica.

Indústria do carvão
As perspectivas para a indústria do carvão não são nada animadoras. O estudo estima que a queima de carvão nas usinas cairá 56% entre 2017 e 2050.

Para os analistas da BNEF, essa queda oferece uma projeção mais otimista para as emissões de carbono do que o relatório do ano passado. O estudo prevê um aumento das emissões globais do setor elétrico de 2% em 2017 para um pico em 2027 e depois uma diminuição de 38% em 2050.

  Energia renovável terá o primeiro Arranjo Produtivo Local do Brasil
No entanto, isso ainda significaria que o setor energético global não cumpriria sua parte do esforço de manter os níveis globais de CO₂ abaixo de 450 partes por milhão, considerado suficiente para limitar o aumento da temperatura média global a dois graus centígrados e evitar as piores previsões das mudanças climáticas.

Gás
Já para o gás, o futuro é mais reconfortante. O papel do gás no mix de geração evoluirá, com aumento na construção e utilização de usinas elétricas para proporcionar suporte para as energias renováveis, em vez de produzir a chamada eletricidade de carga base ou contínua.

A BNEF estima que a geração a gás terá um aumento de 15%, entre 2017 e 2050, embora sua participação na eletricidade global caia de 21% para 15%.

Transporte eletrificado
O crescimento do setor de transportes elétricos também influenciará o tabuleiro energético mundial, representando 9% da demanda total até 2050.

Com base em outro estudo da BNEF, o Electric Vehicle Outlook, os veículos elétricos representariam 28% das vendas globais de carros novos até 2030 e 55% até 2040. Os ônibus elétricos devem dominar seu nicho, alcançando 84% de participação global até 2030.

Leia mais em: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2018/07/5-tendencias-em-energia-renovavel-para-voce-ficar-de-olho/34181

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Geração de energia limpa bate recorde na Alemanha

A geração de energia elétrica através da utilização de recursos renováveis atingiu um novo recorde na Alemanha. No primeiro semestre de 2018, 104 bilhões de quilowatts-hora (kWh) foram gerados no país, através de usinas eólicas, hidrelétricas, de energia solar e biomassa, divulgou a empresa alemã de energia E.on nesta segunda-feira (02).

Com o aumento de cerca de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, o país conseguiu, pela primeira vez, produzir mais de 100 bilhões de kWh em um período de seis meses exclusivamente através das energias limpas.

"Isso significa um aumento de 33% em três anos e mostra que as energias renováveis se tornam cada vez mais importantes para a nossa cadeia energética", avaliou a presidente da E.on, Victoria Ossadnik.

Os números divulgados nesta segunda-feira não incluem sistemas fotovoltaicos privados, cuja energia gerada é usada diretamente por residências, sem ser absorvida pela rede pública de energia.

A maior parte da geração de energia limpa é proveniente das usinas eólicas em terra e no mar que, segundo a E.on, geraram 55 bilhões de kWh no primeiro semestre.

A segunda maior fonte energética foram as usinas solares, com 21 bilhões de kWh, e as de biomassa, com 20 bilhões de kWh. As hidrelétricas geraram cerca de 8 bilhões de kWh.

Em 2018, o pico da geração de energia limpa, segundo a Agência Federal de Energia da Alemanha, ocorreu no dia 3 de janeiro, quando uma forte tempestade atingiu o país. O 1,1 milhão de kWh gerado no dia cobriu 71,6% do consumo de eletricidade. No dia 28 de janeiro, um domingo, as energias limpas chegaram a cobrir 81% da demanda.

Segundo a E.on, a geração de energia limpa entre janeiro e o final de junho de 2018 seria suficiente para abastecer por um ano todas as residências alemãs, com um consumo médio de 2,5 mil kWh/ano, segundo cálculos da E.on.

Em 2017, as energias renováveis contribuíram com 36% do total da geração de energia elétrica no país, aumentando de 32% no ano anterior, segundo dados da Associação Federal das Indústrias de Energia e Recursos Hídricos da Alemanha (BDEW).

Leia mais em: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/geracao-de-energia-limpa-bate-recorde-na-alemanha.ghtml

terça-feira, 3 de julho de 2018

Consumo cresce 2,9% em maio, relata EPE

O consumo de energia na rede totalizou 39.143 GWh em maio, volume 2,9% superior ao do mesmo mês de 2017. De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética, publicados na Resenha Mensal, puxaram este resultado as regiões Sudeste com crescimento de 3,8% e a Sul que apresentou aumento de 8,8% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado do ano o crescimento atingiu em maio 1,5%, enquanto que em 12 meses, a expansão foi de 1,4%.

O mercado cativo das distribuidoras apresentou aumento de 1,2% em maio e queda de 3,2% em 12 meses, o consumo livre aumentou 6,5% no mês e 12,5% em 12 meses. O número de unidades consumidoras de eletricidade cresceu 1,8% em maio, em relação a esse mês de 2017.

Na classe industrial, o avanço foi de 3,3%, quinta taxa positiva no ano. Todos os 10 setores que mais demandaram energia elétrica em maio tiveram desempenho positivo, sendo os maiores nos ramos automobilístico (13,4%) e químico (5,4%). Por região geográfica do país, tiveram alta: Sudeste (7,5%), Nordeste (5,4%) e Sul (3,0%); e queda: Norte (19,1%) e Centro-Oeste (1,6%).

O consumo da classe residencial somou 11.229 GWh, crescimento de 2,9%, com destaque para a região Sul com 14,2%, que participou com cerca de 70% no acréscimo de 317 GWh sobre o consumo nacional do mesmo mês no ano passado. A ocorrência de dias com temperaturas altas, pouco comuns nesse período na região, levou ao aumento na demanda de eletricidade para climatização. No Nordeste, o consumo residencial de eletricidade recuou 2,2%, queda de 1% no Norte, de 5,4% no Centro Oeste e de 2,3 no Sudeste.

O volume de eletricidade consumido pelo segmento comercial foi de 7.473 GWh, nível 3,9% superior ao registrado nesse mês em 2017. As condições climáticas impactaram o resultado principalmente na região Sul do país, que liderou a expansão no consumo de eletricidade no mês com alta de 13,7%, considerando-se o ajuste ao calendário de faturamento necessário em apenas um dos estados da região. Na região Sudeste a alta de 2,6%, houve crescimento de 2,4% no Centro-Oeste, leve aumento de 0,1% no Nordeste e queda de 2,5% no Norte.
Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53066756/consumo-cresce-29-em-maio-relata-epe