quarta-feira, 13 de setembro de 2017

CPFL Brasil prevê expansão do mercado livre de energia

O mercado livre de energia (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem vão comprar a eletricidade) é visto como uma área promissora pela CPFL Brasil, a comercializadora de energia do Grupo CPFL. A empresa faturou cerca de R$ 2 bilhões em 2016 e deve fechar este ano com um resultado um pouco superior. O presidente da CPFL Brasil, Daniel Marrocos, aponta as pequenas e médias companhias como a "bola da vez" na migração do ambiente cativo do fornecimento de energia para o livre. Para tomar essa direção, o cliente precisa ter mais de 0,5 MW de demanda. Até 3 MW, a empresa é considerada como consumidor especial, podendo adquirir gerações provenientes de fontes incentivadas (renováveis). Quem possui uma demanda ainda maior pode comprar energia oriunda de qualquer fonte.
Jornal do Comércio - Qual a perspectiva para o mercado livre de energia no Brasil?
Daniel Marrocos - O mercado tem um limite regulatório para atender clientes e, dentro do atual, já seria possível crescer 40% a 50%. Essa regra de limites, de quem pode atuar no mercado livre, possivelmente vai passar por mudanças e esse mercado tem potencial para pelo menos dobrar de tamanho (em volume de energia) nos próximos cinco a 10 anos. No momento, o mercado livre total é de 15 mil MW médios, com cerca de 5 mil consumidores.
JC - Onde está agora a maior oportunidade de crescimento?
Marrocos - O movimento inicial do mercado livre era formado por indústrias de grande porte. Esse segmento não está totalmente saturado, mas tem um crescimento bem menor do que o potencial das pequenas e médias empresas. Esses são clientes que ainda não entendem do mundo da energia, precisam de uma gestão mais próxima para explicar o que é esse mercado e os benefícios.
JC - E quais são esses clientes de menor porte?
Marrocos - São redes de varejo, lojas, supermercados, hospitais, edifícios de escritórios comerciais, universidades. Essa é a bola da vez do mercado livre.
JC - Hoje, ainda está atrativa para as empresas a migração para o mercado livre?
Marrocos - O preço de curto prazo, neste momento específico, ficou alto e acabou segurando a migração. Mas, se olharmos no último um ano e meio, tivemos um movimento de migração de praticamente 2,5 mil empresas. Hoje, o preço de curto prazo está elevado, por conta de uma hidrologia um pouco ruim, mas isso logo volta ao normal e quando o preço da energia retornar a patamares mais tranquilos, a migração automaticamente fica atrativa. Trabalhamos com uma média de economia (no custo com a energia), com a migração, na casa de 15% a 20%.
JC - A CPFL Energia tem quantos clientes no Estado?
Marrocos - Atualmente, em termos de volume de energia, estamos próximo de 100 MW médios e são em torno de 130 clientes. No Brasil, são cerca de 1 mil unidades consumidoras, o que corresponde a aproximadamente 1,1 mil MW médios.
JC - Que outras soluções em energia a empresa pretende apresentar?
Marrocos - Trabalhamos com eficiência energética, fazendo diagnósticos dentro das empresas, com relação ao consumo de energia, observando onde podem ser mais eficientes. Recentemente, estabelecemos uma companhia que trabalha com geração distribuída (produção de eletricidade no local de consumo), a partir de placas fotovoltaicas. Temos um trabalho de gestão do consumo de energia.
JC - O serviço da comercializadora não compete com as próprias concessionárias do grupo CPFL, como a RGE e a RGE Sul?
Marrocos - A filosofia e o conceito do mercado livre é de não impactar os negócios de distribuição de energia. Quando olhamos para uma distribuidora, e isso serve para qualquer uma, essa concessionária tem, na composição da sua tarifa, três parcelas: a compra da energia, o transporte e os tributos e encargos que recaem sobre o consumidor. Quando o cliente migra para o mercado livre, ele não altera a parcela referente ao transporte da energia e a remuneração da distribuidora vem dessa parcela. E a concessionária deixa de gastar com a compra de energia que será fornecida dentro do mercado livre.
 
Leia mais em: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/09/economia/585170-cpfl-brasil-preve-expansao-do-mercado-livre-de-energia.html

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Aneel decidirá sobre adiamento de tarifa branca na próxima semana

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidirá na próxima terça-feira, 12 de setembro, se aceitará os argumentos da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) e, portanto, adiará para janeiro de 2019 a implementação da tarifa branca. A nova modalidade tarifária foi regulamentada em 2012 e por vezes teve sua implementação postergada. O principal argumento da Abradee era que não havia oferta suficiente de medidores de consumo de energia capazes de viabilizar o cumprimento da norma. A previsão é que a regra entre em vigor em janeiro do próximo ano.

Com a tarifa branca, o custo de energia irá varia de acordo com as horas e os dias da semana. Durante todo o fim de semana e feriados, madrugadas e ao longo do dia, a tarifa é mais barata. Entretanto, no início da noite dos dias da semana, quando há um pico no consumo de energia, a tarifa é mais cara. Dessa forma, espera-se que o consumidor responda a esses sinais tarifários, deslocando o seu consumo para o horário em que a tarifa é mais barata. O objetivo final da Aneel é promover o uso eficiente da rede elétrica existente, postergando investimentos na rede para atender os picos de demanda.

Segundo a Aneel, com base em informações do Inmetro, existem quinze medidores homologados para múltipla tarifação, dos quais dez modelos, de três fabricantes distintos, são aprovados para a medição direta e podem ser utilizados para o faturamento pela tarifa branca. Os mencionados fabricantes são Landis+Gyr, WEG e Electra. Na avaliação do Inmetro, os três fabricantes podem concorrer em igualdade de condições para atenderem o mercado de medidores de energia, “apesar de haver eventual risco de concentração regional desses fabricantes”.

Superada essa discussão sobre a oferta de equipamentos, a Abradee tem argumentado que a tarifa branca pode impactar na receita das distribuidoras sem que se alcance o deslocamento de carga almejado. Como a migração para tarifa branca é opcional para cada cliente, a associação alerta que apenas aqueles consumidores que observarem uma redução na sua fatura irão exercer a opção oferecida, porém sem mudarem o seu perfil de consumo.

“As famílias utilizam o chuveiro-elétrico e demais equipamentos em função de seus horários de trabalho ou das outras atividades que desenvolvem ao longo do dia. Na prática, poderíamos ter uma adesão majoritariamente advinda de unidades consumidoras que por coincidência possuem o perfil de carga no qual a tarifa branca é a mais vantajosa”, argumenta a Abradee, segundo documento visto pela reportagem.

“Como consequência, a distribuidora não teria maiores alterações no seu perfil de carga, experimentaria uma diminuição de receita e os demais consumidores, por sua vez, experimentariam um aumento de suas tarifas. A tarifa branca poderia assim interferir de maneira negativa no bem-estar de grande parcela da população que não teria como alterar o seu perfil de consumo”, completa. A Abradee alerta que, como a aplicação da tarifa branca deve impactar negativamente a receita das distribuidoras – situação que não se qualifica como risco ordinário de mercado -, as concessionárias poderão pleitear o reequilíbrio econômico e financeiro dos contratos.

Os técnicos da Aneel recomendaram que a agência mantenha o cronograma de aplicação da tarifa branca para janeiro de 2018. Eles lembraram que a implementação da nova modalidade tarifária obedece um cronograma de adesão escalonado, sendo que no primeiro ano apenas consumidores com consumo mensal acima de 500 kWh poderão migrar. Só em 2020 é que todas as unidades consumidoras poderão aderir a tarifa branca. A expectativa é que a quantidade de consumidores que irá aderir à tarifa branca no primeiro ano seja inferior aos 4,5 milhões de consumidores aptos a essa adesão.

“No entanto, há que se reconhecer o risco de que no início da disponibilização da nova modalidade tarifária as distribuidoras não estejam devidamente equipadas de medidores e, portanto, preparadas para os pedidos de enquadramento, gerando atrasos no processo e insatisfação por parte dos consumidores. Esse é um risco que deve ser também gerenciado pela agência, caso se decida pela manutenção da data inicial de 1° de janeiro de 2018”, ponderam os técnicos da Aneel.

Leia mais em: http://www.abradee.com.br/imprensa/noticias/3609-aneel-decidira-sobre-adiamento-de-tarifa-branca-na-proxima-semana-canal-energia

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

China ultrapassa meta solar e chega a 112GW de capacidade instalada

A China ultrapassou com folga suas metas para a energia solarfotovoltaica. Números divulgados pela AECEA, empresa de consultoria energética, revelam que a super-potência asiática alcançou, em julho, 112GW de capacidade instalada, bem acima do objetivo, traçado para 2020, de 105GW.
Só em 2017, a capacidade instalada de energia solar chinesa aumentou 24,4GW, consolidando o seu título de líder mundial e deixando cada vez mais para trás o continente europeu. A nova capacidade instalada este ano poderá ainda alcançar os 45GW. Como termo de comparação, a capacidade instalada total da Alemanha em 2016 era de 41,1GW.
Apesar do notável crescimento, o setor solar chinês não está isento de desafios. Por enquanto, a capacidade de produção da energia solar só permite satisfazer 1 % das necessidades totais de energia, permanecendo o carvão como a principal fonte de produção energética.
No continente europeu, aumenta a pressão feita por vários grupos ligados às questões renováveis, que pedem mais empenho e comprometimento para ações que efetivamente concretizem os diferentes projetos para geração limpa de energia já anunciados.
A SolarPower Europe, associação que reúne várias organizações ligadas à energia solar fotovoltaica na Europa, lançou um desafio à União Europeia (UE): passar da atual meta de 27% para as fontes de energia renovável, até 2030, para os 35%.
O mais recente relatório Global Market Outlook, da mesma associação europeia, concluiu que só uma meta de 35% poderá manter o ímpeto da indústria das renováveis. O mesmo documento estima que, atualmente, a própria meta dos 27% pode estar em risco. , dá conta o portal de notíciaseuropeu.

Leia mais em: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/09/china-ultrapassa-meta-solar-e-chega-112gw-de-capacidade-instalada/32477

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

PCHs permitirão acréscimo de 7.000 MW

Dois anos após a publicação da Resolução nº 673/2015, que trata da outorga para implantação e exploração de aproveitamento de potencial hidráulico com características de *Pequena Central Hidrelétrica, a área técnica da ANEEL conseguiu iniciar a análise de todos os projetos que estavam na Agência.

Ao todo, 51 outorgas foram publicadas e 505 atos foram emitidos, entre despacho de registro de adequabilidade do sumário executivo (DRS) e aprovação de projetos básicos. A potência total é de 7.660,40 MW – o equivalente à soma de duas usinas de grande porte como Santo Antônio e Jirau.



Os investimentos previstos são da ordem de R$ 58, 6 bilhões, um montante que irá fortalecer a economia dos estados e beneficiar a cadeia de fornecedores, com predominância da tecnologia nacional na fabricação de equipamentos. Os estados que mais possuem PCHs aprovadas são: Paraná, com 84, Goiás, com 82, Minas Gerais, com 69, e Mato Grosso, com 64.

O sucesso é resultado do aprimoramento da norma e simplificação do procedimento. A revisão da resolução que trata das PCHs foi discutida nas duas fases da Audiência Pública 57/2014 e contou com mais de 240 contribuições de associações e agentes interessados no tema.

Para o diretor da ANEEL José Jurhosa Junior, relator do processo, “os subsídios recebidos na audiência trouxeram avanços ao texto e possibilitaram que a proposta aprovada pela Diretoria refletisse com efetividade os princípios da análise regulatória, da simplificação e da celeridade processual”.

Há ainda um trabalho de articulação da Agência com os órgãos de recursos hídricos e órgãos ambientais para explicitar a importância das PCHs para o país. Já foram feitas reuniões com representantes desses órgãos em todos os estados da região sul, Mato Grosso e Rio de Janeiro e estão agendados encontros nos estados de Minas Gerais e Goiás, envolvendo também o Ministério Público.

“A ANEEL agilizou a análise, mas o trabalho não termina por aí. É necessário acelerar o processo de emissão de licenças ambientais e isso se dá por meio da conscientização de que os benefícios trazidos pelas usinas superam os impactos. Há geração de recursos para os estados e municípios, pois há incidência de ICMS e ISS e, além disso, aquecimento da economia, geração de empregos e benefícios sociais”, ressaltou o superintendente de Concessões e Autorizações de Geração, Hélvio Guerra.

A melhoria dos índices de desenvolvimento está comprovada. Uma pesquisa feita pela área técnica da Agência mostrou que em 10 anos – de 2000 a 2010 – das 176 cidades com Pequenas Centrais Hidrelétricas analisadas, houve aumento no Índice de Desenvolvimento Humano municipal (IDHm): passou de 0.594 em 2000 para 0.712 em 2010 – um crescimento de 19,9%.

Ficou comprovado, ainda, que esse impacto positivo é ainda mais intenso em municípios com baixos indicadores econômicos e com economia estagnada e, além disso, em um período de 10 anos, foi constatado que o desenvolvimento social e econômico dos municípios com PCH superou o de outros municípios da mesma microrregião.

Veja também:   Fábrica da Volks consome somente energia 100% renovável
Atualmente 40 profissionais trabalham no processo de análise das PCHs e o tempo médio de conclusão é de 20 dias. “A demanda pela instalação de novas Pequenas Centrais Hidrelétricas depende de vários fatores. Se a economia, por exemplo, melhorar certamente haverá mais procura e teremos mais projetos avaliados”, destacou Hélvio Guerra.

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Como nasce uma PCH
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Tudo começa com o estudo de inventário hidrelétrico apresentado pelo empreendedor que tem como objetivo a definição do aproveitamento ótimo dos rios, com estudos cartográficos, estudos hidrológicos, estudos de partição de quedas, etc. Esse estudo é aprovado pela Agência e fica disponível no Centro de Documentação da ANEEL (Cedoc), a fim de que os agentes avaliem os aproveitamentos identificados.

Desta forma, um interessado em implantar uma PCH deverá apresentar o Requerimento de Intenção à Outorga de Autorização (DRI-PCH). O DRI-PCH permitirá ao empreendedor elaborar o projeto básico da PCH com posterior apresentação à ANEEL, incluindo um Sumário Executivo desse projeto.

Antes da Resolução nº 673/2015, nos casos de apresentação de mais de um projeto básico para a mesma PCH, a ANEEL fazia a análise técnica de todos os projetos, o que acabava levando mais tempo para decidir qual empreendedor teria direito a implantar a usina.

Para os inventários aprovados após a REN 673/2015 esse procedimento ficou mais rápido: caso haja mais interessados, o empreendedor que apresentar primeiro o Sumário Executivo, após o prazo concorrencial de 90 dias, vence o processo de seleção da PCH.

O Sumário Executivo é o conjunto das informações mais relevantes do projeto básico da usina e necessárias à avaliação, pela ANEEL, do uso adequado do potencial hidráulico. Se a documentação for compatível com o estudo de inventário, a área técnica emite o Despacho de Registro da adequabilidade do Sumário Executivo (DRS-PCH), que substitui a antiga aprovação do projeto básico.

Fonte: Aneel

Leia mais em: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/09/aneel-aponta-que-pequenas-centrais-hidreletricas-permitirao-acrescimo-de-7-000-mw/32509

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Brasil tem superávit de energia pela primeira vez em 77 anos, segundo ministério

Pela primeira vez em quase 80 anos, em 2017 o Brasil deverá ter superávit de energia, segundo o Boletim Mensal de Energia, documento elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), divulgado hoje (4). Esse é o melhor resultado desde 1940, ano inicial de disponibilidade de estatísticas globais de energia.
Segundo o boletim, a estimativa de Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) deste ano é de 631,7 terawatts-hora (TWh), o que corresponde uma elevação de 1,9% na comparação com 2016. Já a proporção de fontes renováveis deve permanecer acima de 80% este ano.
De acordo com o levantamento, o superávit é resultado das altas taxas de crescimento na produção de petróleo e de gás natural, associadas a uma baixa demanda global de energia. A produção de petróleo acumula alta de 10,9% até junho, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, segundo o boletim, o aumento foi de 5%. Já a produção de gás natural cresceu 8,9% no ano e 7,4% até junho.
Conforme as previsões para este ano, a demanda total de energia deve crescer aproximadamente 1,5% e a demanda total de energia elétrica cerca de 2%. “As fontes renováveis na matriz energética ficam acima de 42% e as renováveis na matriz de oferta elétrica acima de 80%. A energia eólica sobe mais de 1 ponto percentual na matriz elétrica”, diz trecho do boletim.
Em junho, a produção de biodiesel cresceu 22,5%, com expansão de 3,1% no ano. “O resultado contribui para a possibilidade de superávit, além da contribuição para a manutenção de uma matriz energética com alta proporção de renováveis”, diz trecho do boletim.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o boletim tem como objetivo acompanhar um conjunto de variáveis energéticas e não energéticas para elaboração de estimativa do comportamento mensal acumulado da demanda total de energia do Brasil.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Mercado livre poderá sofrer com falta de energia incentivada

 Em estudo concluído na última semana, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicou um déficit de cerca de 11 megawatts (MW) médios de energia “incentivada” (proveniente de eólicas, usinas solares, térmicas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas) para 2018.

Segundo a CCEE, o problema ainda pode se agravar com o ritmo de migrações de consumidores para o mercado livre. Quase a totalidade desses novos consumidores do ambiente livre é formada por empresas de pequeno porte, com demanda de até 3 MW e que só podem comprar energia incentivada – os chamados consumidores “especiais”. É importante lembrar que o desconto na cobrança dos encargos de uso dos sistemas de transmissão e distribuição (Tust e Tusd), a energia incentivada é um dos principais atrativos do mercado livre de energia.


O cenário já preocupa as empresas do setor. O diretor da comercializadora FDR Energia, Erick Azevedo, afirmou que o momento é de cautela na obtenção de novos contratos. “Estamos muito cuidadosos em comercializar essa energia. Já existem projeções que indicam falta [de oferta disponível de energia incentivada] no ano que vem. Isso virou uma barreira para a migração [de consumidores para o mercado livre]”, disse o executivo. Segundo ele, a FDR Energia não está fechando novos contratos de venda de energia incentivada se não tiver volume suficiente para atendê-los.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), Reginaldo Medeiros, uma oportunidade de resolver o problema está na reforma do setor elétrico, em discussão no ministério de Minas e Energia. A entidade defende que a medida provisória que tratará da reforma, prevista para ser publicada determine que seja eliminada de imediato a categoria de “energia incentivada”.

Apesar da previsão pessimista, a CCEE acredita que é possível reverter esse quadro, por meio de mecanismos criados pelo governo para reduzir a sobreoferta das distribuidoras, no mercado regulado, liberando um volume de incentivada maior para ser negociado no mercado livre.

Leia mais em: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/09/mercado-livre-podera-sofrer-com-falta-de-energia-incentivada/32376

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Exposição fotográfica comemora 25 anos da energia dos ventos no Brasil


Em comemoração aos 25 anos da instalação do primeiro aerogerador no Brasil, em Fernando de Noronha (PE), A Casa dos Ventos inaugura a exposição coletiva e itinerante “Energia para um novo mundo” entre os dias 28 de agosto e 09 de setembro, no Conjunto Nacional, em São Paulo. A companhia que completa dez anos em 2017 é uma das pioneiras no desenvolvimento de projetos eólicos no Brasil
De março até o último dia de julho de 2017, a Casa dos Ventos convidou pessoas de todos os cantos do mundo a compartilharem no Instagram imagens do que para elas representa a importância dos ventos. Das inúmeras imagens recebidas, 25 foram selecionadas para compor a mostra que percorrerá diferentes cidades do País, incluindo municípios do interior do Nordeste – onde estão localizados alguns dos parques desenvolvidos pela companhia.
“Quando começamos em 2007, poucos conheciam a vocação brasileira para a produção de energia a partir das eólicas”, lembra Mario Araripe, presidente e fundador da Casa dos Ventos. “Hoje a perspectiva é diferente, temos notadamente um dos melhores ventos do mundo e já somos o oitavo maior produtor mundial”, completa.
Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), a energia eólica vem batendo recordes no Brasil. Somente na primeira metade de 2017, a produção nacional da energia a partir dos ventos aumentou 27% em relação ao mesmo período do ano passado, “O crescimento da fonte tem sido expressivo nos últimos anos, mas se analisarmos o potencial brasileiro, ainda temos muito a explorar”, afirma Araripe.
Aerogerador
As pessoas que passarem pelo Conjunto Nacional durante os dias da exposição ainda poderão conferir a réplica de um aerogerador. Enquanto os grandes cata-ventos possuem cerca de 120 metros de altura, o equivalente a um edifício de 40 andares, quase duas vezes maior do que o famoso prédio da Avenida Paulista, o modelo exposto possui 2 metros de altura.
Serviço
Exposição “Energia para um novo mundo”
Local: Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073 – Jardim Paulista – São Paulo – próximo ao Metrô Consolação)
Data: de 28 de agosto a 09 de setembro
Horário: de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h Classificação: Livre
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