terça-feira, 11 de julho de 2017

Reservatórios do Sul diminuem níveis e operam com 87,4% da capacidade


Os reservatórios da região Sul sofreram redução de 0,1% nos níveis em comparação com o dia anterior, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico referentes ao último dia 9 de julho. Os reservatórios estão com 87,4% da capacidade e a energia armazenada é de 17.570 MW med e ENA é de 4.666 MW mês, que corresponde a 47% da MLT. A usina de Passo Fundo está com volume de 99,57.
Já no região Sudeste/Centro-Oeste não houveram alteração nos níveis e os reservatórios se encontram com 41,4% da capacidade. A energia armazenada é de 84.213 MW med e a ENA é de 21.130 MW mês, que equivale a 87% da MLT. Furnas registra 40,96% da capacidade. No Nordeste houve recuo de 0,1% e os reservatórios estão com 17,1% da capacidade. A energia armazenada da região é de 8.845 MW mês e a energia natural afluente é de 1.269 MW med, que equivale a 28% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Sobradinho está com 11,28% da capacidade.
A região Norte também apresentou recuo de 0,1% e os reservatórios operam com 63,7% da capacidade. A energia armazenada é de 9.580 MW mês e a ENA é 2.431 MW med, que é o mesmo que 62% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí opera com 98% de capacidade.
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segunda-feira, 10 de julho de 2017

PDE: expansão do setor elétrico requer investimentos de R$ 379 bilhões até 2026

O novo ciclo de planejamento energético de médio prazo do governo federal prevê investimentos de R$ 379 bilhões na expansão da oferta de eletricidade no país até 2026, sendo R$ 242 bilhões na área de geração e R$ 137 bilhões em transmissão. Os montantes sintetizam o Plano Decenal de Expansão de Energia 2026, divulgado nesta sexta-feira (7) pelo Ministério de Minas e Energia. O valor total é praticamente o mesmo que o apresentado na edição anterior do PDE, com horizonte final em 2024 e divulgado em setembro de 2015, quando eram previstos R$ 376 bilhões para a oferta de energia elétrica.

A expansão da capacidade instalada de geração elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) prevista para o horizonte decenal é de 64.130 MW, fazendo com que o parque gerador brasileiro totalize a 212.522 MW em 2026. Mais da metade do acréscimo de geração no período virá das fontes renováveis não hídricas: pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, eólica e solar. Juntas, as quatro fontes terão um incremento de 34.476 MW nos próximos dez anos. O parque eólico no país deverá atingir 28.470 MW em 2026, enquanto a solar – que somava apenas 21 MW em 2016 – saltará para 9.660 MW em dez anos.

A incorporação de potência hidrelétrica no sistema ficará em 13.768 MW, com o parque gerador atingindo os 110.466 MW de capacidade em 2026. O cenário de referência do PDE prevê a viabilização de nove grandes projetos hidrelétricos no período: Telêmaco Borba (118 MW), em 2023; Tabajara (350 MW), em 2024; Apertados (139 MW), Ercilândia (87 MW) e Foz do Piquiri (93 MW), as três em 2025; e Castanheira (140 MW), Porto Galeano (81 MW), Bem Querer (709 MW) e Itapiranga (725 MW), todas previstas para o ano de 2026. Há ainda a possibilidade de entrada da usina São Miguel (58 MW), em 2025.

O parque termelétrico previsto para o fim do horizonte decenal soma 26.634 MW. A maior expansão será da geração a gás natural no país, que entre 2016 e 2026 chegará a 4.807 MW. Esse acréscimo atenderá à base do sistema, conforme adiantou na última quinta-feira (6) o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Luiz Augusto Barroso. Uma novidade no PDE é a alternativa indicativa de atendimento à ponta, que pode contemplar termelétricas ciclo aberto, usinas reversíveis, motorização adicional de hidrelétricas, baterias ou gerenciamento da demanda. Em 2026 a previsão é de 12.198 MW para ponta.

No segmento de transmissão de energia elétrica, o Plano Decenal calcula um acréscimo de 61.883 km em linhas de transmissão, com o país totalizando uma malha de 196.839 km de extensão. A rede de 800 kV de tensão, inexistente no país até 2016, somará 12.078 km até o final do horizonte. Os investimentos projetados na expansão da malha somam R$ 77,5 bilhões, sendo 65% deles concentrados no aumento da rede em 500 kV. Em termos de capacidade de transformação do sistema, o acréscimo projetado pela EPE é de 199,2 GVA em novas subestações, o que exigiria R$ 41,3 bilhões em recursos.

Para os setores de petróleo e de gás natural, o PDE projeta uma fatia de R$ 985 bilhões em investimentos, ou 70% dos quase R$ 1,4 trilhão de todas as necessidades de recursos do setor energético nos próximos dez anos no país. Quase a totalidade será direcionada às atividades de exploração e produção de óleo e gás, demandando R$ 945 bilhões. A oferta de derivados de petróleo tem investimentos previstos de R$ 23 bilhões, enquanto a oferta de gás natural terá R$ 17 bilhões em recursos. Na parte de biocombustíveis líquidos, R$ 33 bilhões serão alocados na produção e no transporte de etanol e biodiesel.

Leia mais em: https://www.canalenergia.com.br/noticias/53025168/pde-expansao-do-setor-eletrico-requer-investimentos-de-r-379-bilhoes-ate-2026

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Preço de energia elétrica poderá variar de acordo com o horário

As tarifas de energia elétrica de todos os consumidores do país poderá variar de acordo com o horário do consumo da eletricidade nas residências e no comércio. A proposta está no pacote do Ministério de Minas e Energia com uma série de mudanças no setor elétrico, que entrou em consulta pública ontem.

A intenção do governo federal é implementar tarifas mais caras nos horários de pico de consumo de energia, como no fim da tarde, e preços mais baixos nos momentos em que a demanda por eletricidade é menor, como na madrugada. Essa medida já está em estudo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas não é prevista na legislação do setor.

Como parte da série de mudanças sugeridas para o setor, o governo quer dar segurança jurídica para a possibilidade de tarifas dinâmicas na conta de luz. Isso seria regulado pela Aneel e não tem previsão de quando entrará em vigor.

O governo pretende levar as propostas ao Congresso Nacional por meio de medida provisória ou projeto de lei em setembro, após recolher as sugestões da consulta, que ficará aberta por 30 dias.

“O principal é a autorização legal para definição de tarifas diferenciadas por horário, dando segurança jurídica à regulação da matéria. Tarifas horárias são mais um instrumento para valoração adequada da energia já que, além de tornarem o consumo mais eficiente por meio de um maior acoplamento com o sinal de preço e com a operação, podem agregar valorar à geração capaz de atender as horas críticas do sistema”, diz trecho da consulta pública.

O argumento do governo é que, com a tarifa dinâmica, o consumidor saberá exatamente qual o horário que a energia está mais cara, podendo desligar seus aparelhos eletrônicos nesse momento. E, quando a tarifa estiver mais barata, usar os equipamentos que consomem mais eletricidade.

AUMENTO NA CONTA DE LUZ

Mesmo admitindo que as mudanças propostas para a nova regulamentação do setor elétrico poderão aumentar a conta de luz, autoridades do Ministério de Minas e Energia afirmaram que a ampla reforma na regulamentação da área no país trará benefícios para o consumidor, para as empresa e vai ajudar nas contas da União.

O governo detalhou nesta quinta-feira as propostas colocada em consulta pública com as alterações na legislação do setor elétrico nacional. As contribuições serão recebidas até agosto. Em setembro, segundo o cronograma, deverá ser publicada a medida provisória ou o projeto de lei com as mudanças.

As propostas preveem facilitar a venda das usinas da Eletrobras, com alterações no modelo de venda da energia produzida nessas hidrelétricas. A energia gerada nessas usinas é vendida por preços fixos, abaixo do valor de mercado. Agora, antes de elas serem colocadas à venda, passarão a ter a energia comercializada com valor de acordo com valor de mercado. A possibilidade de impacto nas contas de luz de todos os consumidores é de alta de até 7%. O objetivo dessas mudanças é deixar as usinas mais atraentes aos investidores.

— O foco dessa mudança é o consumidor. Com esse rearranjo, o consumidor pode pagar uma energia mais cara, mas vai pagar menos encargos e pagar menos riscos. A intenção é trazer mais eficiência econômica. Esse reordenamento do mercado será muito positivo para o consumidor. Estamos desjabuticalizando o setor elétrico. Estamos ficando mais parecidos com o que acontece no resto do mundo. A gente não tem mais estatais para fazer obras ruins. A gente precisa de um outro modelo — disse o secretário-executivo do ministério, Paulo Pedrosa.

A proposta prevê que o dinheiro arrecadado com a venda das usinas será distribuído igualmente entre a Eletrobras, o Tesouro Nacional e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que o setor elétrico estava caminhando para uma situação “insustentável”. Mesmo diante da situação política do país, com o governo lutando contra a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, Coelho Filho disse que esse é o momento para sugerir mudanças amplas no setor elétrico.

— A gente estava caminhando para um passivo bilionário, inexequível. judicialização crescente, uma situação insustentável. Não desconheço o cenário político que estamos vivendo. Só se fala nisso. Mas nós temos uma pauta relevante do nosso ponto de vista, que não pode está paralisada. Se a gente for esperar acalmar para fazer as coisas, não vamos fazer nada — disse o ministro.

Coelho Filho destacou que ainda não está definido junto aos ministérios da Fazenda e do Planejamento como será recolhido aos cofres da União os bônus de outorgas que deverão ser pagos pelos investidores pela concessão das usinas da Eletrobras. Segundo Coelho Filho, a venda das subsidiárias da Eletrobras não está em discussão.

— Ninguém está falando em vender empresas. Esquece essa história. Não vamos vender Chesf, Furnas, isso não está no radar. O que não pode é ver essas dívidas crescendo e não fazer nada. Podemos até não conseguir nada — afirmou.

INDENIZAÇÃO COM FUNDO SETORIAL

Outra proposta incluída na reforma é utilizar o fundo setorial Reserva Global de Reversão (RGR) para pagar parte de indenizações devidas pela União a transmissoras de energia elétrica. O objetivo é reduzir o impacto dessa indenização nas tarifas.

Desde o início do ano, a conta de luz de todos os consumidores do país inclui uma remuneração para concessionárias de transmissão de energia por investimentos feitos antes do ano 2000 e que não foram completamente amortizados.

Segundo o governo, a proposta é utilizar R$ 1,5 bilhão por ano da RGR para abater do passivo com as transmissoras, que somam mais de R$ 60 bilhões e deverão ser pagos por todos os consumidores de energia pelos próximos oito anos.


Fonte: O Globo

Leia mais em: https://oglobo.globo.com/economia/preco-de-energia-eletrica-podera-variar-de-acordo-com-horario-21560075

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Projetos de geração, transmissão e distribuição de energia terão recursos dos Fundos Constitucionais de Desenvolvimento

Os investimentos do Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste que estavam embargados desde 2012, começam a ser liberados. Administrados pelo Ministério da Integração Nacional, os recursos serão voltados para projetos de geração, transmissão e distribuição de energia.

A ideia é estimular o setor a partir de contratações com taxas e prazos mais vantajosos do que os praticados pelo mercado. A geração de energias renováveis deve ser privilegiadas nos projetos, que levaram ao aumento de 354,6% a procura por créditos para esses empreendimentos até março.


Informações divulgadas pela CCEE também mostram que estão na região Nordeste os dois estados que mais produziram energia eólica entre os meses de janeiro e abril deste ano: Rio Grande do Norte (1.087,6 MW médios) e Bahia (678 MW médios). O Ceará aparece na quarta posição, com 465 MW médios. A geração eólica no Brasil cresceu 30% nesse período em relação ao ano passado.

Os Fundos Constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), por exemplo, dispõem de taxas diferenciadas de acordo com o segmento e local onde será aplicado o recurso, além de um bônus adicional por adimplência nos pagamentos das parcelas. Operações de investimentos também possuem condições facilitadas.

Os juros aprovados para o Norte e Nordeste, por exemplo, variam de 8,55% ao ano (7,27% com bônus) a 15,23% (12,94% com bônus), dependendo do porte do empreendimento e da finalidade do crédito. Já a região Centro-Oeste está operando com juros que variam de 9,5% ao ano (8,08% com bônus) a 16,9% ao ano (14,37% com bônus).

Leia mais em: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/07/recursos-dos-fundos-de-desenvolvimento-serao-voltados-para-projetos-de-geracao-transmissao-e-distribuicao-de-energia/31970

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pacote de 177 bilhões de euros incentiva renováveis e serve de exemplo a ser seguido no Brasil


A comissão europeia apresentou em novembro de 2016 o pacote de inverno, chamado “Energia Limpa para todos os Europeus“[1] e com isso pretende-se economizar energia, proteger o clima e ainda estimular a economia. Esse pacote prevê um investimento total anual de 177 bilhões de euros, que será lançado partir de 2021, criando 900 mil novos empregos, podendo aumentar em 1% o PIB e reduzindo os custos de energia para os consumidores. Isso também significará que na média a intensidade de carbono da economia da União Europeia (UE) será 43% menor do que hoje, com a eletricidade renovável representando cerca da metade do mix da geração de eletricidade da União Europeia (UE).

As propostas legislativas cobrem a eficiência energética, as energias renováveis, o design no mercado do setor elétrico, a segurança do abastecimento e regras de governança para a “Energy Union” (União de Energia).

O pacote apresentado foca em três objetivos principais:

●     Colocar a eficiência energética em primeiro lugar

●     Alcançar a liderança global em energias renováveis

●     Fornecer um acordo justo para os consumidores

 Uniao europeia

As ações para facilitar o alcance desses objetivos incluem iniciativas para acelerar a inovação na área de energia limpa e para renovar os edifícios da Europa, bem como medidas para: incentivar o investimento público e privado e aproveitar ao máximo o orçamento disponível da UE; promover iniciativas lideradas pela indústria para fomentar a competitividade; mitigar o impacto na sociedade da transição de energia limpa; envolver múltiplos stakeholders incluindo autoridades do governo e executivos de empresas; e maximizar a liderança europeia em tecnologias e serviços de energia limpa para ajudar os países do terceiro mundo a alcançar os objetivos das suas políticas.



Graças às políticas propostas pela Comissão, a produção industrial poderá ser maior e produzir mais empregos, sendo esse aumento de:

●     até 5% no setor de construção, produzindo 700 mil empregos a mais.

●     até 3,8% no setor de engenharia, produzindo 230 mil empregos a mais.

●     até 3,5% no setor de produção de ferro e aço, produzindo 27 mil empregos a mais.





Colocar a eficiência energética em primeiro lugar


A eficiência energética é a fonte de energia mais universalmente disponível. A eficiência energética em primeiro lugar reflete o fato de que a fonte de energia mais barata e limpa é a energia que não precisa ser produzida ou utilizada. Isto significa garantir que a eficiência energética seja tida em conta em todo o sistema energético, ou seja, gerenciar a demanda de forma a otimizar o consumo de energia, reduzir os custos para os consumidores e a dependência das importações, ao mesmo tempo em que trata o investimento em infraestrutura de eficiência energética como um caminho rentável em direção à uma economia de baixo carbono e circular. Isso permitirá a retração da geração acima da capacidade do mercado, especialmente a geração de combustível fóssil.



Em matéria de eficiência energética, o objetivo da UE passou de 27% (objetivo acordado em 2014) para 30% até 2030. Espera-se que este aumento se traduza em até 70 bilhões de euros de produto interno bruto adicional e 400 mil postos de trabalho a mais, bem como uma redução adicional da importação de combustíveis fósseis da UE. Esse aumento também ajudará a satisfazer o alcance do acordo da UE para 2030 de redução de emissões de gases de efeito estufa e dos alvos de crescimento de energias renováveis.


A Comissão propõe ampliar para além de 2020 as obrigações de economia de energia definidas na Diretiva de Eficiência Energética, exigindo que fornecedores e distribuidores de energia economizem 1,5% de energia por ano. Esta medida mostrou os primeiros efeitos na atração de investimentos privados e no apoio ao surgimento de novos atores do mercado, como os provedores de serviços de energia, incluindo os agregadores, e, portanto, deve impulsionar esses desenvolvimentos para além de 2020.



Os edifícios representam 40% do consumo total de energia e cerca de 75% deles são ineficientes em energia. A eficiência energética em edifícios sofre de Adicionar ao dicionário e numerosas barreiras. Considerando que os edifícios são regularmente mantidos ou melhorados, os investimentos em economia de energia são muitas vezes desconsiderados porque enfrentam uma competição por capital escasso, falta de informações confiáveis, falta de trabalhadores qualificados ou dúvidas sobre os possíveis benefícios. A taxa de renovação de cerca de 1% dos edifícios a cada ano, levaria um século para renovar as construções para níveis de energia próximos a zero. Os edifícios de energia limpa possuem mais benefícios do que economia no uso de energia: aumentam o conforto e a qualidade de vida de vida; têm o potencial de integrar renováveis, armazenamento e tecnologias digitais; por último, de podem ligar edifícios ao sistema de transporte. O investimento em um estoque de construção de energia limpa pode impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono.



Ecodesign e etiquetagem de energia continuará a desempenhar um papel importante na entrega de economia de energia e recursos para os consumidores e na criação de oportunidades de negócios para a indústria europeia. Após uma análise cuidadosa, a Comissão decidiu reforçar o foco da política em produtos com maior potencial de economia em termos de energia e economia circular.



energia eolica solar

Alcançar a liderança global em energias renováveis


O setor de energia renovável na Europa empregou mais de 1.100.000 pessoas, e a Europa ainda é líder mundial em energia eólica. 43% de todas as turbinas eólicas instaladas no mundo são produzidas por alguns grandes fabricantes europeus. As reduções de custos nas tecnologias solar e eólica foram impulsionadas pelas ambiciosas políticas da UE. Isso tornou as renováveis ​​mais baratas e mais facilmente disponíveis para todo o mundo. Embora a Europa tenha perdido o seu papel principal na produção de módulos de painéis solares para as importações, a maior parte do valor agregado da instalação de um painel solar (> 85%) é gerada na Europa.



Na Europa, os maiores empregadores na área de energias renováveis ​​são as indústrias eólica, solar fotovoltaica e de biomassa (sólidos). No entanto, a indústria fotovoltaica sofreu perdas de emprego: o emprego no setor fotovoltaico em 2014 foi apenas ⅓ acima dos números de 2011 devido à perda de capacidade de fabricação no setor. O setor da energia eólica representou a maioria dos empregos em energia renovável na UE. No período entre 2005 e 2013, o volume de negócios do setor de energia eólica na Europa aumentou oito vezes, com a receita na UE estimada em cerca de € 48 bilhões. No mesmo período, o emprego de energia eólica na UE aumentou cinco vezes de 2005 para 2013, com um número total de empregados de cerca de 320 mil em 2014. A Comissão também se envolverá em iniciativas lideradas pela indústria que visem apoiar o papel de liderança global da UE em tecnologias renováveis ​​e limpas em geral.



O Conselho Europeu estabeleceu um objetivo de pelo menos 27% do total do consumo de energia na UE seja de energia renovável em 2030.



O crescimento das energias renováveis ​​deve ser conduzido pelas tecnologias mais inovadoras que proporcionam economias consideráveis ​​de gases de efeito estufa. As projeções globais de mercado para soluções de energia renovável em linha com os objetivos de descarbonização a longo prazo foram estimadas em cerca de € 6.800 bilhões para o período 2014-2035, com alto potencial de crescimento, especialmente fora da Europa. Nos últimos anos, os investimentos em ativos de geração renovável representaram mais de 85% dos investimentos de geração, a maioria em níveis de tensão mais baixos, principalmente no nível das redes de distribuição. As novas propostas visam consolidar ainda mais essa tendência, por exemplo, eliminando os obstáculos à autogestão.



A Diretiva de Energia Renovável, juntamente com as propostas sobre o novo Design de Mercado de Eletricidade, estabelecerão um quadro regulatório que permita condições equitativas para todas as tecnologias, sem pôr em perigo os objetivos climáticos e energéticos. A eletricidade desempenhará um papel importante na transição para um sistema de energia limpa. A parcela da eletricidade renovável subiu para 29% da geração de eletricidade e atingirá cerca de metade do mix de geração de eletricidade da UE, principalmente de fontes variáveis ​​como o vento e o sol.



O novo quadro regulamentar assegurará, portanto, que as energias renováveis ​​possam participar plenamente no mercado da eletricidade, mas também que as disposições relacionadas ao mercado não discriminem as energias renováveis.



A integração bem sucedida das renováveis ​​também continuará a exigir infraestrutura robustas de transmissão e distribuição e uma rede europeia bem interconectada. A Europa tem a rede elétrica mais segura do mundo, mas investimentos significativos serão necessários até 2030.



A bioenergia representa uma grande proporção do mix de energia renovável da UE, e continuará a fazê-lo no futuro. Isso traz emprego e desenvolvimento econômico nas áreas rurais, substitui os combustíveis fósseis e contribui para a segurança energética.



Fornecer um acordo justo para os consumidores


Os consumidores estão no centro da União de Energia. A energia é um bem crítico, absolutamente essencial para a plena participação na sociedade moderna.

A transição da energia limpa também precisa ser justa para os setores, regiões ou partes vulneráveis ​​da sociedade afetadas pela transição de energia.

A Comissão propõe a reforma do mercado da energia para capacitar os consumidores e permitir que controlem mais as suas escolhas quando se trata de energia. Para as empresas, isso se traduz em maior competitividade. Para os cidadãos, significa melhor informação, possibilidades de se tornarem mais ativas no mercado de energia e estar mais no controle de seus custos energéticos.



O primeiro passo na direção de colocar os consumidores no centro da União da Energia é fornecer para eles melhores informações sobre o consumo de energia e seus custos. As propostas conferirão aos consumidores medidores inteligentes, contas claras e condições de comutação mais fáceis. As propostas também tornarão mais barato a mudança por conta da eliminação das taxas de rescisão. As ferramentas de comparação certificadas fornecerão aos consumidores informações confiáveis ​​sobre as ofertas disponíveis. As propostas fornecerão certificados de desempenho energético mais confiáveis ​​com um indicador de “inteligência”.



Como parte deste pacote, a Comissão aumentará a transparência com o seu segundo relatório bienal sobre os custos e os preços da energia. O custo dos impactos energéticos na nossa escolha do mix de energia, nos gastos com as famílias e na competitividade da Europa. Com a dependência das importações em 74%, a UE continua exposta a preços voláteis globais de combustíveis fósseis. Nos últimos anos, os desenvolvimentos globais reduziram em 35% a “conta de importação de energia” da UE e impulsionaram o crescimento econômico. Os preços da eletricidade no atacado estão no seu mínimo por 12 anos e os preços do gás caíram 50% desde 2013 e os preços do petróleo em quase 60% desde 2014. As diferenças de preços diminuíram em comparação com outras economias mundiais.



Para os preços dos usuários domésticos, as tendências são diferentes. A queda dos preços da energia foi restringida pelo aumento dos custos da rede e dos impostos e impostos dos governos, pois a energia é uma base tributária usada com frequência para receitas governamentais extremamente necessárias. Os preços da eletricidade no varejo aumentaram cerca de 3% ao ano desde 2008 e os preços do gás no varejo em 2%. Como consequência, os custos da energia aumentaram ligeiramente, para quase 6% das despesas domésticas.



As mudanças regulatórias introduzidas pelo pacote atual e a mudança da geração convencional centralizada para mercados descentralizados, inteligentes e interligados facilitarão para os consumidores, gerar a própria energia, armazená-la, compartilhá-la, consumi-la ou vendê-la de volta ao mercado – diretamente ou por meio de cooperativas. Os consumidores poderão oferecer resposta à demanda diretamente ou através de agregadores de energia. Novas tecnologias inteligentes permitirão aos consumidores – se optarem por fazê-lo – controlar e gerenciar ativamente o consumo de energia, melhorando seu conforto. Essas mudanças facilitarão que as famílias e as empresas se envolvam mais no sistema de energia e respondam aos sinais de preços. Isso também exige a remoção de limites de preços por atacado e de varejo, garantindo simultaneamente a proteção total e adequada de consumidores domésticos vulneráveis. As novas propostas regulatórias também criarão oportunidades para empresas novas e inovadoras para oferecer aos consumidores mais e melhores serviços. Isso facilitará a inovação e a digitalização, e ajudará as empresas europeias a fornecer eficiência energética e tecnologias com baixa emissão de carbono.
Leia mais em: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/07/pacote-de-177-bilhoes-de-euros-incentiva-renovaveis-e-serve-de-exemplo-ser-seguido-brasil/32016

terça-feira, 4 de julho de 2017

Retomada de leilões de energia divide setor elétrico


Os sinais preliminares de retomada do crescimento econômico levaram o setor elétrico a voltar a discutir a retomada dos leilões de geração de energia. Mas o cenário está longe de estar pacífico e abriu uma disputa entre os diversos segmentos e autoridades. A controvérsia envolve a realização de uma modalidade específica de contratação: energia de reserva. Diferentemente dos leilões de energia nova, que são realizados para atender as declarações de demanda das distribuidoras que atendem o consumidor final, os leilões de energia de reserva são marcados pelo governo com base nas projeções e estudos feitos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Essas estimativas, porém, segundo apurou o Estadão/Broadcast, não apontam para a necessidade desse tipo de leilão.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, ressalta que os estudos são fundamentais para justificar a realização de leilões. “Não é simples estimar o consumo e a demanda futura em um cenário como o atual, de muitas incertezas’, disse Rufino. ‘Não me parece que faça sentido contratar novos projetos de energia apenas para manter os interesses de um setor, mesmo que eles sejam legítimos.”

O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, disse que as estimativas da entidade apontam para um déficit de 0,9% de energia no ano de 2022. Isso justificaria a realização de um leilão de contratação de energia nova A-5, para contratação de cerca de 1,5 mil MW médios, mas não a realização de um leilão de reserva. De acordo com o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, as primeiras estimativas apontam que chegou a hora de retomarmos os leilões. Ele não detalhou que tipo de licitação o governo pretende fazer, mas reiterou que nenhuma decisão será tomada sem que haja pareceres técnicos que respaldem as medidas.

No fim do ano passado, o governo chegou a programar um leilão de reserva que iria contratar usinas eólicas e solares, mas cancelou a operação com apenas cinco dias de antecedência. O cancelamento, decidido devido às sobras de energia, causou muita insatisfação entre os empresários que atuam no setor. Uma das principais críticas do setor foi a possibilidade de interromper e inviabilizar o desenvolvimento da cadeia produtiva de fornecedores de equipamentos. A reclamação foi encampada por governadores da região Nordeste.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), Rodrigo Sauaia, para cada megawatt gerado pelo setor, 30 empregos são criados. A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Silva Gannoum, enquanto o PIB caiu 3,6% no ano passado, o setor cresceu 25%. A última licitação foi realizada em abril do ano passado, para novas usinas que serão construídas e entregues em janeiro de 2021. Já o último leilão de energia de reserva foi realizado em setembro de 2016 com pequenas centrais elétricas com prazo de entrega em 2020.


Leia mais em: http://www.abradee.com.br/imprensa/noticias/3484-retomada-de-leiloes-de-energia-divide-setor-eletrico-o-estado-de-s-paulo

segunda-feira, 3 de julho de 2017

EPE: Consumo de energia recua 1,5% em maio

O consumo de energia elétrica somou 37.955 GWh em maio, representando decréscimo de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. A demanda de energia teve recuo nas regiões Sul (-2,4%), Sudeste (-1,9%) e Nordeste (-2,1%), enquanto avançava no Norte (1,8%) e Centro-Oeste (1,7%). Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, no acumulado de 12 meses, o consumo nacional de eletricidade exibiu estabilidade em maio.
O mercado cativo apresentou redução de 8,1% em maio e de 5,5% em 12 meses. Entre as classes de consumo, a industrial teve queda de 2,5% em maio, o maior desde julho de 2016. Houve declínio também na classe Comercial (-2,4%) e Outras Classes (-2%); já o segmento residencial apresentou leve alta de 0,7%. Por sua vez, o consumo no mercado livre aumentou 17,3% no mês e 16,6% em 12 meses.
De acordo com a EPE, o consumo industrial somou 13.496 GWh. Com a queda de maio, de 2,5%, o consumo da classe está estabilizado no ano, em comparação aos cinco primeiros meses de 2016. Em 12 meses, a queda é de apenas 0,2%. Dos dez segmentos industriais que mais demandam energia, quatro apresentaram elevação no consumo, com destaque, para extração de minerais metálicos (7,8%) e Papel e Celulose (2,1%). A maior queda de consumo foi da produção de minerais não-metálicos (6,9%), Metalurgia (-4,7%) e Química (-4,5%).
Entre as regiões, Sudeste (-3%) e Nordeste (-10,3%) registraram em maio os menores consumos para o mês em toda a série monitorada pela EPE desde 2004. Por sua vez, Sul (2,5%), Centro-Oeste (1,7%) e Norte (0,8%) anotaram avanços no mês.
A classe residencial totalizou 11.010 GWh de consumo em maio. A região Sul apresentou redução de 6,6% na demanda, puxada por Santa Catarina (-11,6%) e Rio Grande do Sul (-7%), onde a choveu muito mais do que o esperado para o mês. No Sudeste, houve alta de 0,7%, com os dois maiores mercados apresentando desempenhos distintos, enquanto o consumo cresceu em São Paulo (3,3%), no Rio de Janeiro teve queda de 5%.
O aumento do consumo no mês foi maior no Norte (+4,9%) e no Centro-Oeste (5,7%), regiões, que, no ano, apresentam baixo desempenho, com, respectivamente, retração de 2,3% e crescimento nulo. No Norte, a alta foi influenciada, principalmente, por Pará (8%) e Rondônia (12,3%), que, amenizaram a queda de 1% no Amazonas, o segundo maior mercado regional. No Centro-Oeste, o maior impacto veio do Mato Grosso, com alta de 14,4%, puxado por altas temperaturas e campanha de recuperação de perdas iniciada no primeiro trimestre, além de uma base de comparação baixa. No Nordeste, a alta ficou em 3%, onde apenas Maranhão (-3,5%) e Ceará (-1,5%) apresentaram resultado negativo.
O consumo da classe comercial atingiu consumo de 7.199 GWh em maio. Houve redução do consumo nas regiões Sul (-6,4%) e Sudeste (-3%), com todos os estados apresentando redução, tendo as maiores quedas acontecido no Rio Grande do Sul (-7,7%) e São Paulo (-4%), estado que corresponde por mais da metade do consumo da classe na comparação com maio de 2016.
No Nordeste, a elevação é de apenas 0,6%, afetada pelas retrações em Maranhão (-5,9%), Ceará (-1,7%) e Pernambuco (-1,6%), pois os demais estados apresentaram alta, sendo a maior em Alagoas (4,7%). No Norte também houve alta de 0,6%, liderada pelo Pará (3%), que compensou a queda no Amazonas (-4,2%). Na região Centro-Oeste, o consumo comercial cresceu 1%, com os estados do Mato Grosso e Goiás em elevação, 7,7% e 2,1%, respectivamente, e Mato Grosso do Sul e Distrito Federal em queda de 3% e 3,1%.

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