terça-feira, 10 de janeiro de 2017

China é líder global nos investimentos em renováveis

A China vem se firmando como liderança global em investimentos em energia renovável no mundo. De acordo com relatório Expansão Global de Energias Renováveis da China, do Instituto de Economia e Análise Financeira da Energia, foram US$ 32 bilhões em investimentos no exterior somente em 2016, crescendo 60% na comparação com o ano anterior. Em 2015, as empresas chinesas realizaram oito operações similares superiores a US$ 1 bilhão cada, totalizando US$ 20 bilhões O relatório tomou como base negócios acima de US$ 1 bilhão. Das onze operações enquadradas nessa categoria no ano passado, duas foram realizadas no Brasil: a compra da CPFL Energia pela State Grid, em junho; e a dos ativos da Duke Energy no país pela China Three Gorges em outubro.
De acordo com o relatório, a China vai instalar 36% de toda a capacidade global de geração no período 2015-2021. No mesmo período, ela vai instalar 40% da energia eólica mundial e 36% da energia solar. A queda dos custos dessas fontes vem sendo reduzida ano a ano, o que vem impulsionando os investimentos de vários países na Europa, Ásia e América Latina. Esse cenário de investimentos reforça a imagem da China como grande investidor, uma vez que ela é responsável por mais de um terço de todo o investimento nos três setores.
Na fonte solar, cinco dos seis maiores fabricantes de módulos solares estão na China. Segundo o relatório, enquanto a americana First Solar diz que vai reduzir em 25% a sua equipe global, a China National Building Materials está construindo uma instalação de módulos solares de filme fino de US$ 1,6 bilhão, buscando tomar a liderança. A saída da Dow Chemical da fonte solar também fortalece o movimento. Na fonte eólica, a Goldwind já ultrapassou a Vestas em 2015, tornando-se a maior fabricante de turbinas eólicas em nível mundial.
Ainda de acordo com o World Energy Outlook 2016 da Agência Internacional de Energia, a China detém 3,5 milhões, dos 8,1 milhões de empregos em energia renovável no mundo. Nos Estados Unidos, são 769 mil empregos relacionados com energias renováveis. A compra da CPFL Energia foi considerada um dos maiores negócios no setor de distribuição e renováveis. A chinesa estabeleceu uma meta em 2012 de US$ 50 bilhões de investimentos estrangeiros até 2020. Desde 2015, a SGCC já havia investido US$ 30 bilhões desse total no próprio Brasil e em países com o Paquistão. Já a CTG investiu outros US$ 1,2 bilhão no Brasil ao longo de 2016. 
Brasil, México, Argentina e Chile são considerados os países mais atraentes para investimentos em renováveis na América Latina e a empresas chinesas já estão marcando presença neste território. No ano passado, a Envision Energy, uma das 10 maiores fornecedoras globais de turbinas eólicas, com sede em Xangai, adquiriu uma participação majoritária em um portfólio de projetos de energia eólica desenvolvidos pela Vive Energia no México totalizando mais de 600 MW. A expansão da fonte eólica e o desenvolvimento da solar atraíram empresas como a Yngli, Huawei, BYD e Goldwind.
A vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos pode fazer com que a China tome mais ainda a dianteira nos investimentos em renováveis no mundo. Trump demonstra simpatia pelo carvão e tem se mostrado pouco afeito a temas ligados a fontes alternativas, como redução de emissões. 

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Governo projeta R$ 10 bi de bonificação em 2017 com relicitação de UHEs

O governo federal prevê arrecadar em 2017 um bônus de até R$ 10 bilhões com a concessão de 11 usinas que somam 3 GW de capacidade instalada e cuja maioria (2,6 GW) está no âmbito do Programa de Parceria e Investimento. São elas a UHE São Simão (GO/MG - 1.710 MW), UHE Volta Grande (MG/SP-380 MW), UHE Miranda (MG - 408 MW), além de PCHs Pery (SC - 30 MW) e Agro Trafo (TO - 14 MW). A estimativa foi divulgada na ultima reunião do Comitê Nacional de Política Energética, realizada em 14 de dezembro.
O processo de privatização das empresas federais no PPI vem avançando tanto que esta semana o BNDES divulgou o nome das consultorias vencedoras no processo licitatório que visa avaliar as distribuidoras da Eletrobras. A PwC e a Ceres Inteligência Financeira serão as responsáveis em prestar o apoio técnico de venda das distribuidoras.
Já em termos de transmissão, a expectativa do governo é de colocar em disputa 10.897 quilômetros em linhas novas, bem como, 30.775 MVA de capacidade de transformação nesses projetos. O primeiro será o leilão 05/2016 que tem previsão de ocorrer na segunda quinzena de março com 6.912 km de linhas, 13.760 MVA e investimentos estimados em R$ 11,5 bilhões. O valor é um pouco abaixo do que se projetava inicialmente ao final de 2016 quando a expectativa era de aportes de R$ 12,7 bilhões em 7.373 km e 13.172 MVA de capacidade de transformação.
Os demais lotes que devem entrar este ano ainda não possuem data, mas ficarão para o segundo semestre de 2016 e investimentos na ordem de R$ 7 bilhões.
Outro destaque dado durante o encontro do CNPE em dezembro foi a perspectiva de relicitação dos ativos da Abengoa ainda na primeira metade do ano. As indicações dadas são de que os investimentos necessários para esses ativos alcancem R$ 8 bilhões.
Após o leilão de privatização da Celg-D (GO), ocorrido em 2016, o diretor da Aneel, André Pepitone, comentou que a agência reguladora avaliaria a caducidade dos ativos ainda não construídos pela empresa espanhola que entrou em processo de recuperação judicial. A ideia era a de colocar esses projetos já no primeiro certame que será realizado este ano. Os planos da agência era a de declarar essa caducidade ainda em 2016,fato que não ocorreu.  No início de dezembro a Abengoa conseguiu a interrupção desse processo de caducidade iniciado pela Aneel.  Os projetos que tiveram a construção iniciada seriam transferidos a um novo investidor.
 
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Nova política operacional do BNDES pode beneficiar ônibus elétricos

Dando ênfase no mérito do projeto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social divulgou nesta quarta-feira, 5 de janeiro, as suas novas políticas operacionais e as condições de financiamento. As novas diretrizes colocam a área de infraestrutura como prioritária e aspectos como meio ambiente e inovação serão qualificadores dos projetos, que receberão melhores condições de financiamento. Dentro dessa nova política divulgada, veículos elétricos ou movidos a combustíveis limpos poderão se beneficiar. Esses projetos poderão receber até 80% de financiamento em TJLP. Em outubro do ano passado, o BNDES já havia anunciado as políticas de financiamento para o setor elétrico, devido à realização dos leilões de transmissão e de energia. Não houve mudanças.
A expectativa do banco é que as mudanças tragam aumento de produtividade e competitividade das empresas, gerando empregos. Anualmente as políticas sofrerão um processo de revisão. De acordo com a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, o foco será nos atributos dos projetos. "Queremos um banco com financiamentos que possam fazer diferença na vida do brasileiro", afirma.
A decisão de abraçar os projetos ambientalmente limpos já havia sido sinalizada pelo BNDES desde o ano passado, quando ele anunciou que não financiaria mais termelétricas a carvão. Enquanto ônibus elétricos poderão ter até 80% de financiamento, os veículos a diesel receberão somente até 50%. Os ônibus elétricos estão enquadrados no Finame, que teve seu prazo dobrado de cinco para dez anos. A condição de até 80% também foi destinada para bens com maior eficiência energética. No caso do diesel, segundo o diretor da área de administração, comércio exterior e operações indiretas, Ricardo Ramos, o banco vai reduzir de forma gradual a sua participação no financiamento de veículos movidos a diesel para grandes empresas, devendo chegar em 2019 financiando até 30% em TJLP. Na área de infraestrutura, o transporte de gás também teve o limite do seu financiamento ampliado de 70% para 80%.
Outra medida que está presente na política operacional é a participação em processos de desestatização. No momento, as seis distribuidoras administradas pela Eletrobras encabeçam a lista. Na última quarta-feira, 4 de janeiro, foi anunciado que a PwC e a Ceres se saíram vitoriosas na consultoria prestada. Segundo a presidente do banco, Maria Silvia Marques, o BNDES vai fazer a análise dos projetos e os levar até o certame. "O banco tem grande expertise em ser agente desses processos de concessões e desestatização", avisa.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

China e Estados Unidos são mercados mais atrativos para veículos elétricos, diz Accenture

Uma pesquisa realizada pela Accenture Research aponta que a China e os Estados Unidos são os países que possuem maior potencial de crescimento na comercialização de veículos elétricos. A combinação de fatores tecnológicos, econômicos e políticos  entre eles entradas mais planejadas de veículos elétricos no mercado de massa, ao longo dos próximos quatro anos  poderia trazer às montadoras oportunidades de investimento em nove mercados adicionais. Por sua vez, o Brasil está classificado como um mercado 'hesitante' ao lado de Índia e Rússia pelas pequenas dimensões de demanda e baixa taxa de crescimento.
A consultoria analisou 14 mercados domésticos: Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Japão, Holanda, Noruega, Rússia, Coreia do Sul, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.Todos foram analisados considerando fatores locais, como regulamentações governamentais e subsídios, bem como aspectos não específicos, como a variação de veículos e o tempo de carregamento.
Entre todos são justamente as duas maiores economias do mundo que foram classificadas como as melhores, pois apresentam um extenso mercado e potencial para crescimento. Outros fatores dentro deste cenário são o volume futuro de compradores - que serão capazes de pagar pelos carros elétricos - e o desenvolvimento de uma infraestrutura extensa de carregamento.
De acordo com Christina Raab, diretora executiva da Accenture para a prática automotiva, a política governamental pode mudar rapidamente as regras do jogo, mais do que qualquer outro fator. E citou a China como exemplo. Por lá o governo local estabeleceu metas para carros elétricos e híbridos plug-in para que eles componham até 7% do total de vendas de automóveis em 2020 e, 40%, em 2030, atingindo uma estimativa de 15,2 milhões de unidades.
Canadá, França, Alemanha, Japão, Holanda, Noruega, Coreia do Sul, Suécia e Reino Unido foram classificados como países com potencial elevado por suas altas perspectivas de crescimento até 2020, mas com um mercado limitado no setor atualmente. Eles foram tipificados com base nos planos dos respectivos governos para investimentos significativos com o objetivo de tornar este tipo de veículo mais atraente.
Já os mercados classificados como hesitantes, explicou a Accenture Research, caracterizam-se pela ausência de infraestruturas públicas de carregamento e pelos baixos preços dos combustíveis, independentemente dos atuais preços do petróleo. Na avaliação da empresa, esta combinação torna os veículos elétricos economicamente pouco atraentes. Para esses mercados, continuou, os OEMs ainda não devem fazer investimentos significativos, mas devem regularmente reavaliar as oportunidades. Isto porque esses mercados vão exigir um alto investimento para uma gama de novas capacidades, como treinamento de equipe de vendas e pós-venda, assim que detectarem aumento na demanda.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Mercado de energia fecha 2016 com 5.665 agentes

O mercado de energia elétrica terminou o ano de 2016 com 5.665 agentes filiados a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), crescimento de 74,32% em relação ao número de agentes registrados em dezembro de 2015 (3.244). Esse aumento foi provocado pela forte migração de consumidores do mercado cativo para o livre, que viram uma oportunidade de reduzir custos com energia elétrica.

Segundo a CCEE, há um total de 3.350 consumidores especiais e 812 livres. Só em 2016, houve a migração de 2.102 consumidores especiais e 201 livres, uma média de 192 por mês. Para fins de comparação, em 2015 houve a migração 72 consumidores especiais e 21 livres, média de oito por mês.

A expectativa é que o número de agentes continue crescendo neste ano em função da permanência de consumidores cativos interessados no ambiente de contratação livre. Segundo a CCEE, há 1.220 processos de adesão em andamento, sendo 1.044 consumidores especiais e 77 livres.
 
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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Mercado de capitais brasileiro registra o maior crescimento entre países da América Latina

O mercado de capitais brasileiro registrou o maior crescimento entre os países da América Latina em 2016, informou a consultoria Economática. Em dezembro de 2015, o mercado de capitais no Brasil contava com 266 empresas e valor de US$ 455,7 bilhões. De janeiro a dezembro de 2016, essas empresas se valorizaram em 55,09%, para US$ 706,7 bilhões. "O mercado com maior crescimento de valor de mercado em 2016 foi no Brasil", disse a Economática, destacando que o país registrou no ano passado a maior desvalorização do dólar (-16,07%) entre as nações avaliadas da América Latina.

A pesquisa avaliou o valor de mercado das bolsas do México, Peru, Colômbia, Chile, Argentina e Brasil. A consultoria verificou que em dezembro de 2015 haviam 656 empresas de capital aberto na América Latina, cujo valor de mercado acumulado era US$ 1,25 trilhões. Em 2016, houve uma valorização de US$ 259,5 bilhões (ou 20,69%), para US$ 1,51 trilhões bilhões.

Dos seis mercados listados pela Economatica somente o do México apresentou queda do valor de mercado no ano de 2016. No final de 2015 o valor de mercado de 120 empresas mexicanas era de US$ 433,5 bilhões contra US$ 373,1 bilhões no dia 28 de dezembro de 2016, queda de US$ 60,3 bilhões ou -13,92%. "Devemos destacar também que no período o dólar no México teve valorização de 20,19%, o que acaba influenciando a queda do valor de mercado em dólares das empresas mexicanas."

Top 30 - Entre as 30 empresas da América Latina que apresentaram maiores crescimento de valor de mercado, há três empresas de energia: Petrobras, Eletrobras e CPFL Energia. A Petrobras foi a empresa que teve o maior crescimento de valor de mercado em 2016. Em dezembro de 2015 a petroleira tinha US$ 25,9 bilhões contra US$ 63,8 bilhões no dia 28 de dezembro de 2016, crescimento de 37,8 bilhões.

Em 2016, a Eletrobras aumentou seu valor de mercado em US$ 7,34 bilhões, saindo de US$ 2,31 bilhões (dez/15) para US$ 9,65 bilhões. Já a CPFL Energia terminou 2016 valendo US$ 7,79 bilhões, US$ 3,93 bilhões a mais que em dezembro de 2015.

Entre as 30 empresas com maior crescimento de valor de mercado temos 21 empresas do Brasil, três do México, duas do Chile e uma da Argentina e uma da Colômbia. O setor com maior presença entre as 30 empresas com maior crescimento de valor de mercado é o de bancos, com cinco representantes, sendo quatro do Brasil e um do Peru.

Maiores quedas - Das 656 empresas listadas em Latam, 186 tiveram queda de valor de mercado em 2016. O México com 88 empresas das 120 empresas listadas no país é o mercado com maior representatividade na lista de queda de valor de mercado. A mexicana Wal Mart é a empresa que tem a maior diminuição de valor de mercado. Em dezembro de 2015 a empresa tinha US$ 44,0 bilhões contra US$ 31,4 bilhões no dia 28 de dezembro de 2016, queda de US$ 12,55 bilhões.

Entre as 30 empresas com maiores quedas temos 22 do México, cinco do Chile, duas do Brasil e uma da Argentina. O setor de energia elétrica é o que tem mais representantes na lista das maiores quedas, sendo todas do Chile: Enel Generacion Chile, Enel Americas, Enel Distribuicion Chile, AES Gener e Colbun.


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Bandeira tarifária de janeiro será verde

A Agência Nacional de Energia Elétrica manteve a bandeira tarifária verde para o mês de janeiro, com base nas projeções de hidrologia favorável do Programa Mensal de Operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico. A sinalização significa que não haverá custo adicional na conta dos consumidores no mês que vem.

A bandeira verde é acionada quando o Custo Variável Unitário da ultima térmica a ser despachada é inferior a R$ 211,28/MWh. Quando ha a geração de energia de usinas com CVU acima desse valor, é acionada ou a bandeira amarela, ou a vermelha, e há a cobrança de um adicional de acordo com o custo das usinas despachadas.

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