Além do reajuste tarifário anual previsto para o segundo semestre
desse ano, as distribuidoras da Eletrobras e a CEA deverão passar pelo
processo de revisão tarifária periódica antes da privatização em 2017. O
resultado final das revisões deverá ser aplicado em 31 de agosto do ano
que vem, o que na pratica adia a escolha de novos concessionários para o
segundo semestre do ano.
“No caso da tarifa não muda a regra posta”, afirmou o diretor-geral da
Agência Nacional de Energia Elétrica em entrevista nesta quarta-feira,
10 de agosto. A tarifa definida pela Aneel para cada empresa na revisão
poderá eventualmente ser corrigida, caso o concessionário escolhido
consiga comprovar em um novo laudo de avaliação a necessidade de ajustes
na base de remuneração.
A Aneel admite que outros ajustes poderão ser feitos após a
privatização, como, por exemplo, a revisão do quadro de pessoal.
Enquanto as empresas permanecerem em regime de administração temporária,
elas estarão em processo de vigilância permanente para evitar problemas
na prestação do serviço. “Eu diria que é uma administração tutelada
pelo regulador”, explicou Rufino, que comparou a situação das sete
distribuidoras ao regime de intervenção administrativa decretado nas
oito empresas do grupo Rede que foram transferidas depois para o grupo
Energisa.
Leia mais em: http://canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Noticiario.asp?id=113323
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Energia eólica já começou a mudar o Brasil
Os ventos fortes e constantes que sopram no Nordeste brasileiro fazem da
região um polo importante de produção de energia eólica. Turbinas
gigantes com mais de 100 metros de altura e rotores de 120 metros de
diâmetro, o equivalente a um prédio de 40 andares, já fazem parte do
cenário naturalmente formado por belas praias de mar esverdeado.
Os mais de 200 equipamentos de última geração instalados nos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco e Ceará são operados remotamente e permanentemente controlados para extrair o máximo potencial das correntes de vento. A energia eólica gerada com alta eficiência tem ajudado a região a enfrentar os extensos períodos de seca e ainda coloca o Nordeste como a melhor área do país para a produção de energia com a força dos ventos.
“A fonte eólica tem atendido cerca de 30% da necessidade do Nordeste e contribui para aumentar a segurança do fornecimento de energia por esse sistema”, afirma Élbia Silva Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Sem a energia eólica, a região poderia estar em situação de racionamento.
A forte seca expandiu-se nos últimos anos pelo Brasil e colocou os principais reservatórios do país em estado de emergência. Veio à tona, com a escassez de água, o risco iminente de apagão, uma vez que o país depende predominantemente da geração de energia proveniente de hidrelétricas. A crise hídrica deixou uma mensagem clara: é preciso, mais do que nunca, diversificar a matriz elétrica para evitar problemas de abastecimento de energia no futuro.
As hidrelétricas produzem 61% da energia do país hoje. Mas esse cenário já apresenta sinais de mudanças. “Até 2040, projetamos que a dependência da geração de eletricidade a partir de fontes hídricas acabará”, afirma Lilian Alves, diretora para a América Latina da Bloomberg New Energy Finance. Segundo a projeção, as fontes eólica e solar representarão 42% da matriz brasileira até 2040.
A energia eólica começou a se tornar representativa nos últimos cinco anos e já tem 7% da matriz elétrica brasileira. Se, no fim de 2014, a capacidade instalada de energia eólica era de 5,9 gigawatts, esse número está em 9,9 gigawatts hoje.
Segundo o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), o Brasil foi, nos dois últimos anos consecutivos, o quarto país onde a fonte mais cresceu. Ficou atrás de China, Estados Unidos e Alemanha.
Apesar do ambiente macroeconômico desfavorável, 111 usinas eólicas começaram a funcionar em 2015. Hoje, existem 392 usinas em operação em 70 municípios brasileiros. “Houve um crescimento de 46% da capacidade instalada no período de um ano e a geração de 40 000 postos de trabalho”, afirma Élbia.
A energia eólica gerada em 2015 também pode ser medida pela quantidade de lares abastecidos por essa fonte. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), cerca de 33 milhões de brasileiros usaram eletricidade proveniente de fonte eólica em todos os meses do ano. Isso equivale ao dobro da população do estado de Minas Gerais.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, desde 2003, financiamentos superiores a 20 bilhões de reais para projetos eólicos no país. Além de ajudarem a diversificar a matriz brasileira, os investimentos contribuem para a diminuição da emissão de gases poluentes, uma vez que o vento é uma fonte limpa e inesgotável. O total de emissões evitadas em 2015 foi de 10,42 milhões de toneladas de CO2, o mesmo que a emissão anual de uma frota com cerca de 7 milhões de automóveis.
Os empreendimentos eólicos também mudam a realidade no entorno dos parques industriais. Considerando apenas cinco cidades do Nordeste, foram investidos 500 000 reais em projetos socioambientais no ano de 2015, que beneficiaram 5 000 pessoas com, por exemplo, tratamento odontológico e capacitação em habilidades como empreendedorismo e liderança.
Somam-se às vantagens a qualificação especializada de profissionais, a geração de emprego, o desenvolvimento das economias locais e a criação de tecnologia de última geração. Segundo Élbia, cerca de 80% da cadeia produtiva está nacionalizada. São mais de 50 geradores em funcionamento, sete fabricantes de turbinas, além de centenas de empresas especializadas na fabricação de peças e componentes.
O desenvolvimento exponencial da fonte eólica estará em discussão entre diversos empreendedores, especialistas e autoridades durante o Brazil Windpower, maior feira do setor da América Latina, que acontecerá entre 30 de agosto e 1º de setembro no Rio de Janeiro. O evento, que está em sua sétima edição, mostra que o país está empenhado em construir um futuro sustentável.
Leia mais em: http://exame.abril.com.br/publicidade/siemens/conteudo-patrocinado/energia-eolica-ja-comecou-a-mudar-o-brasil?utm_source=home&utm_medium=tvflash&utm_campaign=nativa-siemens
Os mais de 200 equipamentos de última geração instalados nos estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco e Ceará são operados remotamente e permanentemente controlados para extrair o máximo potencial das correntes de vento. A energia eólica gerada com alta eficiência tem ajudado a região a enfrentar os extensos períodos de seca e ainda coloca o Nordeste como a melhor área do país para a produção de energia com a força dos ventos.
“A fonte eólica tem atendido cerca de 30% da necessidade do Nordeste e contribui para aumentar a segurança do fornecimento de energia por esse sistema”, afirma Élbia Silva Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Sem a energia eólica, a região poderia estar em situação de racionamento.
A forte seca expandiu-se nos últimos anos pelo Brasil e colocou os principais reservatórios do país em estado de emergência. Veio à tona, com a escassez de água, o risco iminente de apagão, uma vez que o país depende predominantemente da geração de energia proveniente de hidrelétricas. A crise hídrica deixou uma mensagem clara: é preciso, mais do que nunca, diversificar a matriz elétrica para evitar problemas de abastecimento de energia no futuro.
As hidrelétricas produzem 61% da energia do país hoje. Mas esse cenário já apresenta sinais de mudanças. “Até 2040, projetamos que a dependência da geração de eletricidade a partir de fontes hídricas acabará”, afirma Lilian Alves, diretora para a América Latina da Bloomberg New Energy Finance. Segundo a projeção, as fontes eólica e solar representarão 42% da matriz brasileira até 2040.
A energia eólica começou a se tornar representativa nos últimos cinco anos e já tem 7% da matriz elétrica brasileira. Se, no fim de 2014, a capacidade instalada de energia eólica era de 5,9 gigawatts, esse número está em 9,9 gigawatts hoje.
Segundo o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), o Brasil foi, nos dois últimos anos consecutivos, o quarto país onde a fonte mais cresceu. Ficou atrás de China, Estados Unidos e Alemanha.
Apesar do ambiente macroeconômico desfavorável, 111 usinas eólicas começaram a funcionar em 2015. Hoje, existem 392 usinas em operação em 70 municípios brasileiros. “Houve um crescimento de 46% da capacidade instalada no período de um ano e a geração de 40 000 postos de trabalho”, afirma Élbia.
A energia eólica gerada em 2015 também pode ser medida pela quantidade de lares abastecidos por essa fonte. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), cerca de 33 milhões de brasileiros usaram eletricidade proveniente de fonte eólica em todos os meses do ano. Isso equivale ao dobro da população do estado de Minas Gerais.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, desde 2003, financiamentos superiores a 20 bilhões de reais para projetos eólicos no país. Além de ajudarem a diversificar a matriz brasileira, os investimentos contribuem para a diminuição da emissão de gases poluentes, uma vez que o vento é uma fonte limpa e inesgotável. O total de emissões evitadas em 2015 foi de 10,42 milhões de toneladas de CO2, o mesmo que a emissão anual de uma frota com cerca de 7 milhões de automóveis.
Os empreendimentos eólicos também mudam a realidade no entorno dos parques industriais. Considerando apenas cinco cidades do Nordeste, foram investidos 500 000 reais em projetos socioambientais no ano de 2015, que beneficiaram 5 000 pessoas com, por exemplo, tratamento odontológico e capacitação em habilidades como empreendedorismo e liderança.
Somam-se às vantagens a qualificação especializada de profissionais, a geração de emprego, o desenvolvimento das economias locais e a criação de tecnologia de última geração. Segundo Élbia, cerca de 80% da cadeia produtiva está nacionalizada. São mais de 50 geradores em funcionamento, sete fabricantes de turbinas, além de centenas de empresas especializadas na fabricação de peças e componentes.
O desenvolvimento exponencial da fonte eólica estará em discussão entre diversos empreendedores, especialistas e autoridades durante o Brazil Windpower, maior feira do setor da América Latina, que acontecerá entre 30 de agosto e 1º de setembro no Rio de Janeiro. O evento, que está em sua sétima edição, mostra que o país está empenhado em construir um futuro sustentável.
Leia mais em: http://exame.abril.com.br/publicidade/siemens/conteudo-patrocinado/energia-eolica-ja-comecou-a-mudar-o-brasil?utm_source=home&utm_medium=tvflash&utm_campaign=nativa-siemens
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Após Brexit, Londres já não é cidade mais cara para startups
A decisão do Reino Unido de sair da União Europeia nem foi concretizada e já está gerando consequências.
A incerteza disparou, as projeções de crescimento e emprego foram cortadas e o banco central do país reagiu com corte de juros para a mínima recorde de 0,25% e compras de títulos.
A boa notícia é que a perda de valor da libra esterlina em relação ao dólar desde o referendo tornou os custos de Londres bem mais competitivos.
A capital britânica perdeu o primeiro lugar e foi superada por Nova York e Hong Kong no ranking das cidades mais caras para viver e trabalhar em uma startup.
Os números divulgados recentemente pela consultoria imobiliária Savills mostram uma queda de 11% desde dezembro nos custos em dólar para acomodar um funcionário (em casa e no escritório) em Londres.
Além da depreciação cambial, também pesou o enfraquecimento do mercado imobiliário londrino, que há anos apresenta números chocantes de valorização.
Um exemplo: Londres tem uma vaga de estacionamento à venda por nada menos do que 350 mil libras, o equivalente a 1,8 milhão de reais.
O Rio de Janeiro aparece na 20ª posição com custo anual de 19 mil dólares, um quinto do registrado pelas cidades mais caras.
O valor teve alta de 14% sobre o final do ano passado, balanço de dois movimentos: para cima pelo recente fortalecimento do real e para baixo pela queda do preço dos aluguéis devido à recessão.
Leia mais em: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/apos-brexit-londres-ja-nao-e-cidade-mais-cara-para-startups
A incerteza disparou, as projeções de crescimento e emprego foram cortadas e o banco central do país reagiu com corte de juros para a mínima recorde de 0,25% e compras de títulos.
A boa notícia é que a perda de valor da libra esterlina em relação ao dólar desde o referendo tornou os custos de Londres bem mais competitivos.
A capital britânica perdeu o primeiro lugar e foi superada por Nova York e Hong Kong no ranking das cidades mais caras para viver e trabalhar em uma startup.
Os números divulgados recentemente pela consultoria imobiliária Savills mostram uma queda de 11% desde dezembro nos custos em dólar para acomodar um funcionário (em casa e no escritório) em Londres.
Além da depreciação cambial, também pesou o enfraquecimento do mercado imobiliário londrino, que há anos apresenta números chocantes de valorização.
Um exemplo: Londres tem uma vaga de estacionamento à venda por nada menos do que 350 mil libras, o equivalente a 1,8 milhão de reais.
O Rio de Janeiro aparece na 20ª posição com custo anual de 19 mil dólares, um quinto do registrado pelas cidades mais caras.
O valor teve alta de 14% sobre o final do ano passado, balanço de dois movimentos: para cima pelo recente fortalecimento do real e para baixo pela queda do preço dos aluguéis devido à recessão.
Leia mais em: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/apos-brexit-londres-ja-nao-e-cidade-mais-cara-para-startups
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Mulheres CEOs são fascinantes, que o diga Marissa Mayer
Em 1985, ano em que me formei jornalista, fui convidada a entrar para
um grupo de colegas do sexo feminino que se reunia regularmente para
discutir como era ruim ser mulher no mercado de trabalho. Fui uma vez e
nunca mais voltei. Fiquei irritada com as reclamações e não pude deixar
de perceber que as pessoas que estavam tirando mais daquilo eram as que
eram menos boas em seus trabalhos. Se você não é excelente naquilo que
faz, pensei, não deveria colocar a culpa em seu sexo.
Em 30 anos, progredi um pouco em meus pontos de vista. Quer as pessoas sejam boas em suas ocupações, quer sofram com os preconceitos machistas, são questões diferentes. Onde há machismo, é importante fazer barulho - embora isso seja chato para a pessoa que reclama e para a pessoa que está ouvido. Se nada for dito, nada muda.
Ao que parece, os leitores do "Financial Times" não progrediram muito. Na semana passada, Marissa Mayer queixou-se ao "FT" que a imprensa pega no seu pé pelo fato de ela ser mulher - e os leitores do "FT" responderam como fiz aqueles anos todos atrás. Um deles escreveu: "Você é incompetente - é simples assim, Mayer. Pare de tentar se esconder atrás dessa coisa sem sentido que é a vitimização pelo 'gênero' sexual".
Duas centenas de outros leitores fizeram comentários parecidos. Ela fez um trabalho ruim como CEO do Yahoo, o machismo não teve nada a ver com aquilo.
A veemência dos leitores me fez suspeitar de algo. Marissa Mayer pode ter feito um trabalho fraco. Mas eles estão mesmo certos de que não houve machismo na denúncia? E como alguém mede isso?
Marissa Mayer reclamou da maneira como a imprensa é obcecada com as roupas das mulheres, citando Hillary Clinton e seus terninhos. Isso é verdade, mas as diferenças de gênero em relação ao vestuário estão diminuindo - recentemente, o "FT" publicou um artigo inteiro sobre a mochila de Boris Johnson. De qualquer forma, não sei se isso é grande coisa. Estou interessada no que as mulheres (e homens) vestem. Contanto que os terninhos não sejam uma alternativa às políticas, não vejo mal nenhum neles.
Em todo caso, Marissa Mayer não tem o direito de protestar contra a intromissão da imprensa em seu guarda-roupa, uma vez que teve uma foto sua publicada pela revista "Vogue" há dois anos, deitada de cabeça para baixo em um móvel de jardim pouco confortável, com uma roupa azul agarrada à pele e sandália "gladiador", segurando um iPad que refletia uma imagem dela mesma.
Se eu fosse uma CEO, não teria tirado uma foto como aquela nem em um milhão de anos, principalmente porque, de cabeça para baixo e vestida daquele jeito, a imagem não seria muito boa. Por outro lado, Marissa Mayer ficou muito bem e fez um favor ao mundo ao provar que você pode ser bonita, loira, adorar roupas e comandar uma grande companhia no mundo da tecnologia da informação, dominado pelos homens.
Do mesmo modo, as pessoas vêm alardeando machismo em incontáveis artigos sobre ela enquanto mãe. Desde a época em que ela foi nomeada esperando bebê, e nós a vimos grávida duas vezes, a criticamos por ter tirado uma licença maternidade muito curta, nos maravilhamos com a enfermaria que ela montou em casa, com suas babás e a vimos olhar com ternura, no escritório, para fotografias das lindas bebês.
Por outro lado, ninguém escreve sobre os filhos de David Filo e Jerry Yang, os fundadores do Yahoo - suas páginas na Wikipedia nem mesmo revelam que eles os têm. Isso parece um preconceito machista, mas mais uma vez é compreensível. Não temos muitas mulheres ocupando o cargo de CEO e ainda por cima com filhos. Assim, fico grata por Marissa Mayer ter me mostrado como ela faz.
As únicas coisas ruins são as opiniões sobre se ela é uma boa mãe ou não. Tal julgamento não se aplica mais apenas às mulheres. Mark Zuckerberg postou quase o mesmo número de fotografias de seu filho na internet quanto Marissa Mayer - só que ele é considerado um pai maravilhoso por ter sido visto levando os filhos para tomar vacina, enquanto ela é tida como uma mãe ruim porque trabalha demais.
E há um viés tendencioso ainda maior - o grande volume de artigos. No ano passado, 4.200 artigos foram publicanos em inglês sobre ela, mais de quatro vezes o número de artigos sobre seu colega da AOL, Tim Armstrong (A AOL também foi comprada pela Verizon no ano passado.) Isso é especialmente admirável porque ele tentou com muito afinco ser digno de notícia via uma série de gafes.
Nós simplesmente estamos mais interessados em mulheres CEOs e continuaremos assim enquanto não houver um número maior delas. Isso não é uma vantagem - a pressão é grande o suficiente mesmo sem alguém publicando cada passo que você dá. Isso seria suficiente para se tornar uma Marissa Mayer: gastar US$ 500.000 em dinheiro da companhia com seguranças particulares - e gerar mais um artigo desfavorável.
Lucy Kellaway é colunista do "Financial Times". Sua coluna é publicada às segundas-feiras na editoria de Carreira
Leia mais em: http://www.valor.com.br/carreira/4661867/mulheres-ceos-sao-fascinantes-que-o-diga-marissa-mayer
Em 30 anos, progredi um pouco em meus pontos de vista. Quer as pessoas sejam boas em suas ocupações, quer sofram com os preconceitos machistas, são questões diferentes. Onde há machismo, é importante fazer barulho - embora isso seja chato para a pessoa que reclama e para a pessoa que está ouvido. Se nada for dito, nada muda.
Ao que parece, os leitores do "Financial Times" não progrediram muito. Na semana passada, Marissa Mayer queixou-se ao "FT" que a imprensa pega no seu pé pelo fato de ela ser mulher - e os leitores do "FT" responderam como fiz aqueles anos todos atrás. Um deles escreveu: "Você é incompetente - é simples assim, Mayer. Pare de tentar se esconder atrás dessa coisa sem sentido que é a vitimização pelo 'gênero' sexual".
Duas centenas de outros leitores fizeram comentários parecidos. Ela fez um trabalho ruim como CEO do Yahoo, o machismo não teve nada a ver com aquilo.
A veemência dos leitores me fez suspeitar de algo. Marissa Mayer pode ter feito um trabalho fraco. Mas eles estão mesmo certos de que não houve machismo na denúncia? E como alguém mede isso?
Marissa Mayer reclamou da maneira como a imprensa é obcecada com as roupas das mulheres, citando Hillary Clinton e seus terninhos. Isso é verdade, mas as diferenças de gênero em relação ao vestuário estão diminuindo - recentemente, o "FT" publicou um artigo inteiro sobre a mochila de Boris Johnson. De qualquer forma, não sei se isso é grande coisa. Estou interessada no que as mulheres (e homens) vestem. Contanto que os terninhos não sejam uma alternativa às políticas, não vejo mal nenhum neles.
Em todo caso, Marissa Mayer não tem o direito de protestar contra a intromissão da imprensa em seu guarda-roupa, uma vez que teve uma foto sua publicada pela revista "Vogue" há dois anos, deitada de cabeça para baixo em um móvel de jardim pouco confortável, com uma roupa azul agarrada à pele e sandália "gladiador", segurando um iPad que refletia uma imagem dela mesma.
Se eu fosse uma CEO, não teria tirado uma foto como aquela nem em um milhão de anos, principalmente porque, de cabeça para baixo e vestida daquele jeito, a imagem não seria muito boa. Por outro lado, Marissa Mayer ficou muito bem e fez um favor ao mundo ao provar que você pode ser bonita, loira, adorar roupas e comandar uma grande companhia no mundo da tecnologia da informação, dominado pelos homens.
Do mesmo modo, as pessoas vêm alardeando machismo em incontáveis artigos sobre ela enquanto mãe. Desde a época em que ela foi nomeada esperando bebê, e nós a vimos grávida duas vezes, a criticamos por ter tirado uma licença maternidade muito curta, nos maravilhamos com a enfermaria que ela montou em casa, com suas babás e a vimos olhar com ternura, no escritório, para fotografias das lindas bebês.
Por outro lado, ninguém escreve sobre os filhos de David Filo e Jerry Yang, os fundadores do Yahoo - suas páginas na Wikipedia nem mesmo revelam que eles os têm. Isso parece um preconceito machista, mas mais uma vez é compreensível. Não temos muitas mulheres ocupando o cargo de CEO e ainda por cima com filhos. Assim, fico grata por Marissa Mayer ter me mostrado como ela faz.
As únicas coisas ruins são as opiniões sobre se ela é uma boa mãe ou não. Tal julgamento não se aplica mais apenas às mulheres. Mark Zuckerberg postou quase o mesmo número de fotografias de seu filho na internet quanto Marissa Mayer - só que ele é considerado um pai maravilhoso por ter sido visto levando os filhos para tomar vacina, enquanto ela é tida como uma mãe ruim porque trabalha demais.
E há um viés tendencioso ainda maior - o grande volume de artigos. No ano passado, 4.200 artigos foram publicanos em inglês sobre ela, mais de quatro vezes o número de artigos sobre seu colega da AOL, Tim Armstrong (A AOL também foi comprada pela Verizon no ano passado.) Isso é especialmente admirável porque ele tentou com muito afinco ser digno de notícia via uma série de gafes.
Nós simplesmente estamos mais interessados em mulheres CEOs e continuaremos assim enquanto não houver um número maior delas. Isso não é uma vantagem - a pressão é grande o suficiente mesmo sem alguém publicando cada passo que você dá. Isso seria suficiente para se tornar uma Marissa Mayer: gastar US$ 500.000 em dinheiro da companhia com seguranças particulares - e gerar mais um artigo desfavorável.
Lucy Kellaway é colunista do "Financial Times". Sua coluna é publicada às segundas-feiras na editoria de Carreira
Leia mais em: http://www.valor.com.br/carreira/4661867/mulheres-ceos-sao-fascinantes-que-o-diga-marissa-mayer
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
Racha republicano aumenta com recusa de Trump em apoiar Ryan e McCain
O candidato presidencial republicano Donald Trump aumentou as tensões em seu partido na terça-feira ao negar seu apoio à reeleição de dois nomes de destaque da legenda, o presidente da Câmara dos Deputados, Paul Ryan, e o senador John McCain.
Em entrevista ao jornal Washington Post, Trump disse que não poderia endossar nem Ryan, que ocupa o mais alto cargo eletivo entre os republicanos, nem McCain, que representa o Arizona e já concorreu à Presidência dos Estados Unidos, no momento em que ambos enfrentam desafios nas primárias de seus Estados antes da eleição geral de 8 de novembro.
Tanto Ryan quanto McCain criticaram o desentendimento de Trump com a família do capitão do Exército Humayun Khan, que morreu no Iraque em 2004 no exercício da função e recebeu a Estrela de Bronze por bravura postumamente.
A discórdia vem à tona meras duas semanas depois de a Convenção Nacional Republicana, realizada em Cleveland, oficializar Trump como postulante da legenda à Presidência.
Trata-se da fissura mais recente em um partido já afetado pela dissidência interna a respeito de seu candidato, como ficou claro na convenção, na qual McCain foi um dos integrantes do alto escalão republicano que essencialmente esnobaram Trump preferindo não comparecer. Mitt Romney, o candidato presidencial de 2012, e os ex-presidentes George H.W. Bush e George W. Bush tampouco estiveram presentes.
Trump trocou farpas com Khizr e Ghazala Khan, os pais do soldado morto, a partir do momento em que eles subiram ao palco da convenção democrata na semana passada para citar o sacrifício de seu filho e criticar a proposta do magnata de impedir a entrada de muçulmanos no país.
A comoção levou muitos republicanos a se distanciarem de Trump e expressarem apoio à família Khan.
Trump, reproduzindo a linguagem que Ryan usou ao falar sobre apoiar o indicado antes de eventualmente endossar seu nome, disse ao jornal norte-americano que "ainda não chegou ao ponto" de endossar Ryan na primária de Wisconsin na próxima terça-feira, e que "nunca chegou a esse ponto" com McCain, que estará na cédula nas eleições primárias do Arizona no final de agosto.
McCain teve uma conversa "muito amistosa" com o vice de chapa de Trump, Mike Pence, na terça-feira no Arizona, que Pence visitava, informou uma porta-voz de McCain.
Trump disse que Ryan tem buscado seu apoio, mas que até agora ele apenas estava "considerando seriamente" a questão.
Já a campanha de Ryan respondeu rapidamente afirmando que nem o presidente da Câmara nem ninguém de sua equipe tinham pedido o endosso de Trump.
Leia mais em: http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN10E1F6?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0
Em entrevista ao jornal Washington Post, Trump disse que não poderia endossar nem Ryan, que ocupa o mais alto cargo eletivo entre os republicanos, nem McCain, que representa o Arizona e já concorreu à Presidência dos Estados Unidos, no momento em que ambos enfrentam desafios nas primárias de seus Estados antes da eleição geral de 8 de novembro.
Tanto Ryan quanto McCain criticaram o desentendimento de Trump com a família do capitão do Exército Humayun Khan, que morreu no Iraque em 2004 no exercício da função e recebeu a Estrela de Bronze por bravura postumamente.
A discórdia vem à tona meras duas semanas depois de a Convenção Nacional Republicana, realizada em Cleveland, oficializar Trump como postulante da legenda à Presidência.
Trata-se da fissura mais recente em um partido já afetado pela dissidência interna a respeito de seu candidato, como ficou claro na convenção, na qual McCain foi um dos integrantes do alto escalão republicano que essencialmente esnobaram Trump preferindo não comparecer. Mitt Romney, o candidato presidencial de 2012, e os ex-presidentes George H.W. Bush e George W. Bush tampouco estiveram presentes.
Trump trocou farpas com Khizr e Ghazala Khan, os pais do soldado morto, a partir do momento em que eles subiram ao palco da convenção democrata na semana passada para citar o sacrifício de seu filho e criticar a proposta do magnata de impedir a entrada de muçulmanos no país.
A comoção levou muitos republicanos a se distanciarem de Trump e expressarem apoio à família Khan.
Trump, reproduzindo a linguagem que Ryan usou ao falar sobre apoiar o indicado antes de eventualmente endossar seu nome, disse ao jornal norte-americano que "ainda não chegou ao ponto" de endossar Ryan na primária de Wisconsin na próxima terça-feira, e que "nunca chegou a esse ponto" com McCain, que estará na cédula nas eleições primárias do Arizona no final de agosto.
McCain teve uma conversa "muito amistosa" com o vice de chapa de Trump, Mike Pence, na terça-feira no Arizona, que Pence visitava, informou uma porta-voz de McCain.
Trump disse que Ryan tem buscado seu apoio, mas que até agora ele apenas estava "considerando seriamente" a questão.
Já a campanha de Ryan respondeu rapidamente afirmando que nem o presidente da Câmara nem ninguém de sua equipe tinham pedido o endosso de Trump.
Leia mais em: http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKCN10E1F6?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Preço da energia incentivada sobe e diminui liquidez no ACL
O preço da energia incentivada subiu nos últimos três meses e, por consequência, reduziu a liquidez desse produto no mercado livre. Segundo Sérgio Lopes, diretor de Gestão de Energia da Deal Comercializadora, houve momentos em que o preço subiu cerca de R$ 50/MWh em comparação com os R$ 160/MWh praticados antes do aumento da migração de novos consumidores especiais. Ele explica que, com a redução de tarifa de algumas distribuidoras do país e com o aumento do custo da energia incentivada causado pela alta demanda, os consumidores precisam avaliar a oportunidade com cuidado para conseguir capturar os benefícios do mercado livre. "É muito importante fazer esse comparativo do cativo versus livre para ver se ainda continua sendo vantajoso. Com o aumento do preço da energia incentivada e a queda na tarifa em algumas distribuidoras, o cliente precisa ver com bastante cuidado essa migração para o ACL", disse Lopes, que acaba de ingressar no quadro societário da Deal.
O "boom" de migrações se iniciou no ano passado. Com o “realismo tarifário”, expressão utilizada pelo governo para justificar o aumento de 50% na tarifa cativa em 2015, muitos consumidores viram no mercado livre uma oportunidade de redução de custos com energia elétrica. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre deste ano, 1.151 novas unidades migraram para o ACL, segundo dados divulgados no início de julho pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.
Atuando há seis ano no mercado, a Deal Comercializadora acaba de estruturar seu departamento de gestão de energia com a finalidade de ampliar a sua atuação no setor. Além de trading de energia, a comercializadora agora passa a prestar serviços de assessoria para migração e gestão de consumidores no mercado livre, representação e gestão de usinas, inteligência de mercado e adequação do sistema de medição. "Nosso planejamento está muito mais voltado para o crescimento na prestação de serviço", afirma Lopes, que já trabalhou na AES Tietê e tem experiência nas áreas de distribuição, comercialização e geração de energia.
Atualmente, a Deal opera cerca de 500 MW médios mensais em contratos de curto, médio e longo prazo. “Pensamos na área de gestão de energia para atender uma antiga solicitação dos nossos clientes e a repercussão foi imediata com o fechamento de novos contratos para a empresa. O importante é que na tomada de decisão dos nossos clientes, possamos garantir um diferencial competitivo, aliando os nossos conhecimentos e experiências. Os nossos clientes poderão contar com um atendimento altamente profissional de acordo com as suas necessidades”, diz o diretor comercial e sócio Rodrigo Cosac Nacacio.
De acordo com a regulação do mercado, o consumidor especial - aquele com demanda entre 500 kW e 3MW - deve adquirir energia somente de fontes primárias incentivadas (usinas eólicas, solares, biomassa ou pequenas centrais hidrelétricas). Hoje, estas empresas representam mais de 40% do total de agentes da CCEE.
Leia mais em: http://canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Noticiario.asp?id=113153
O "boom" de migrações se iniciou no ano passado. Com o “realismo tarifário”, expressão utilizada pelo governo para justificar o aumento de 50% na tarifa cativa em 2015, muitos consumidores viram no mercado livre uma oportunidade de redução de custos com energia elétrica. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre deste ano, 1.151 novas unidades migraram para o ACL, segundo dados divulgados no início de julho pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.
Atuando há seis ano no mercado, a Deal Comercializadora acaba de estruturar seu departamento de gestão de energia com a finalidade de ampliar a sua atuação no setor. Além de trading de energia, a comercializadora agora passa a prestar serviços de assessoria para migração e gestão de consumidores no mercado livre, representação e gestão de usinas, inteligência de mercado e adequação do sistema de medição. "Nosso planejamento está muito mais voltado para o crescimento na prestação de serviço", afirma Lopes, que já trabalhou na AES Tietê e tem experiência nas áreas de distribuição, comercialização e geração de energia.
Atualmente, a Deal opera cerca de 500 MW médios mensais em contratos de curto, médio e longo prazo. “Pensamos na área de gestão de energia para atender uma antiga solicitação dos nossos clientes e a repercussão foi imediata com o fechamento de novos contratos para a empresa. O importante é que na tomada de decisão dos nossos clientes, possamos garantir um diferencial competitivo, aliando os nossos conhecimentos e experiências. Os nossos clientes poderão contar com um atendimento altamente profissional de acordo com as suas necessidades”, diz o diretor comercial e sócio Rodrigo Cosac Nacacio.
De acordo com a regulação do mercado, o consumidor especial - aquele com demanda entre 500 kW e 3MW - deve adquirir energia somente de fontes primárias incentivadas (usinas eólicas, solares, biomassa ou pequenas centrais hidrelétricas). Hoje, estas empresas representam mais de 40% do total de agentes da CCEE.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Estudo mostra necessidade de contratar 4 GW nos dois leilões de reserva deste ano
O Brasil tem uma sobra real de 3,4 GW médios e pode precisar de
energia caso a retomada da economia seja expressiva para 2017 ou 2018 e
seja mantida a política de segurança e suprimento. Essa é uma das
conclusões de um estudo elaborado por três consultorias a pedido da
Associação Brasileira de Energia Eólica. A solução para esse problema
seria a contratação de cerca de 2 GW médios nos leilões de reserva deste
ano o que levaria à necessidade de o governo acrescentar 4 GW em
potência instalada na matriz ainda este ano.
Segundo a presidente executiva da
Abeeólica, Élbia Gannoum, caso não ocorra essa contratação há o risco do
Brasil precisar dispor novamente das usinas térmicas mais caras, como
vistas nos últimos dois anos. O estudo foi apresentado pela entidade ao
ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, em 19 de abril e
aponta entre outros cenários a perspectiva de que a sobra real fique em
1,4 GW médio com a retomada da economia e, em caso mais extremo, a
possibilidade de 15% a 20% de chances de o país registrar um risco de
38,1% da demanda superar a oferta de energia, o que significaria, na
prática, falta de energia em 2018.
“Quando aplicamos as reações
econômicas às séries sintéticas traz resultados importantes e em uma
reação da economia, e tudo indica que está acontecendo, inclusive com o
próprio FMI indicado esse crescimento, as sobras desaparecem”, comentou
Élbia. “O primeiro cenário apontado pelo estudo que tem 70% de chances
de ocorrer é resultado de um crescimento mais conservador da economia.
Precisamos lembrar que há capacidade ociosa na indústria, por exemplo na
automotiva, com 25% das máquinas paradas onde é só apertar o botão da
máquina e a demanda é retomada”, apontou a representante do setor
eólico.
A ABEEólica contratou estudos da PSR,
LCA e da Excelência Energética para chegar ao resultado apontado. A
sobra contratual é de 12,4 GW médios mas é o que se chama da sobra de
papel. Nesse montante, argumenta, é preciso descontar 6,6 GW médios de
sobras por conta da revisão do critério de suprimento, que inclui a
atualização do CVU das termelétricas, restrições de transmissão do SIN,
motorização das UHEs ao longo do ano e as revisões de garantias físicas.
Além disso, o fator de fricção, que considera a revisão da
produtividade das hidrelétricas levando em conta a capacidade real da
turbina e assoreamento dos reservatórios, retira mais 2,4 GW médios
dessa conta .Levando assim a uma sobra real de 3,4 GW médios.
Com esses dados em mãos no estudo da
LCA foram analisados os cenários de sobreoferta. Para este ano o
fornecimento estaria atendido. O problema, relatou Élbia, ficaria mesmo
com o atendimento da demanda para 2017 e 2018. Adicionado a esse fator,
está a incerteza da capacidade de atendimento à demanda que caracterizou
os últimos anos quando o país vivenciou uma das suas piores hidrologias
históricas. Daí, continua o estudo, a necessidade do Brasil ter uma
espécie de seguro de suprimento capa de acomodar as variações de oferta e
demanda sem o risco de quedas de energia ou elevar os custos do insumo.
Por fim, a ABEEólica indica no
documento a importância do setor para o país e a manutenção da sua
cadeia produtiva que foi criada há seis anos a partir de um programa de
nacionalização e que soma investimentos de mais de R$ 48 bilhões nesse
período. E citou dados como a economia de R$ 5,1 bilhões em 2014 e de
mais R$ 645 milhões no ano passado por evitar que térmicas fossem
utilizadas. E ainda, entre outras conclusões, que a manutenção da
contratação da fonte ajudará na preservação de empregos bem como atender
aos compromissos que o país assinou na COP 21 em termos de ampliação
das fontes renováveis em sua matriz energética.
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