Alguém pode imaginar - depois de anos com foco no aquecimento global - que já tivessem sido adotadas todas as medidas de fácil implementação para a redução das emissões de gases de efeito estufa. E, enquanto os governos discutem na 21ª Conferência anual sobre mudanças climáticas (CoP-21), surpreendentemente, alguns frutos continuam esperando para ser colhidos.
Aliás, não penso nos pequenos frutos. Estou falando de grandes frutos, de alto rendimento. Considere isto: eficiência energética na montagem de motores elétricos em todas as bombas e ventiladores com dispositivos para regularem a sua velocidade economizariam 3.338 TWh (3,3 milhões GWh), equivalentes, aproximadamente, à quantidade de energia elétrica produzida na União Europeia (UE) em 2013*.
A oportunidade é muito grande porque os motores elétricos estão entre os maiores consumidores de energia. Eles alimentam todo tipo de equipamento e representam cerca de 40% de toda a eletricidade consumida no mundo inteiro. Na UE, eles são responsáveis por cerca de 12% do total das emissões de CO2, ficando atrás apenas dos produtos para o aquecimento de ambientes**.
De todas as ações tomadas para limitar as emissões de carbono, nenhuma promete mais do que a melhoria da eficiência energética. Existem inúmeras medidas que podem ser postas em prática imediatamente sem prejudicar o crescimento econômico
Nos últimos anos, a UE, juntamente com vários outros países, como Estados Unidos e China, impôs novas regras que exigem que motores mais antigos, grandes consumidores de energia, sejam descartados ou substituídos gradualmente. Essas regras, conhecidas como Minimum Energy Performance Standards (MEPS), especificam os níveis mínimos aceitáveis de eficiência de um produto, definindo quais podem ser comercializados e vendidos. Normalmente, com o passar do tempo, essas MEPS tornam-se mais rigorosas. Na UE, por exemplo, regras que exigem uma classe de motores de maior eficiência entraram em vigor em janeiro de 2015.
As MEPS na Europa, e seus equivalentes em outros países, acabarão por levar à modernização da base instalada de motores elétricos. No entanto, no ritmo atual de implementação, levando em conta as lacunas e problemas de aplicação, provavelmente eles ficarão aquém das economias de energia necessárias para atingir as metas do clima, em especial porque o consumo mundial de energia deverá aumentar em 30% nos próximos 15 anos.
Uma razão para isso é que as MEPS especificam a eficiência de produtos individuais, motores elétricos neste caso, ao invés da eficiência dos sistemas do motor. Não importa o quão eficiente é um motor se ele não puder regular sua velocidade de acordo com a carga, porque sempre estará operando em potência máxima. A legislação está mudando gradualmente para atender essa demanda - por exemplo, as regras da UE, que entraram em vigor em janeiro de 2015, especificam que determinados motores (menos eficientes) devam ser capazes de ajustar sua velocidade. Mas apenas cerca de 10% dos motores em serviço em todo o mundo estão equipados com inversores de frequência que lhes permita fazer isso, ainda que a economia de energia possa ser substancial - de 50% em alguns casos*.
Outro desafio é estabelecer MEPS comuns, globalmente. Novamente, estão sendo feitos progressos nessa área, com mais e mais países se voltando a normas mais harmoniosas; mas há ainda muito a ser feito. Um recente estudo encomendado pela Comissão Europeia*** concluiu que, se a mais rigorosa das MEPS para a eficiência energética de um produto fosse harmonizada hoje, o consumo global final de energia no mundo seria 9% inferior e o consumo de energia devido especificamente a produtos seria 21% mais baixo. Isso economizaria 8.950 TWh de eletricidade, o equivalente ao fechamento de 165 centrais elétricas alimentadas a carvão, ou a tirar de circulação 132 milhões carros.
O tempo está correndo em relação à mudança climática. O peso da opinião científica é que não temos muito mais tempo para inverter o curso das emissões; caso contrário, não será possível limitar o aquecimento global a dois graus acima dos níveis pré-industriais, que é considerada o limite máximo de temperatura que podemos sustentar sem desencadear eventos climáticos potencialmente catastróficos.
De todas as ações que podem e estão sendo tomadas para limitar as emissões de carbono e de mitigação dos efeitos da mudança climática, nenhuma promete mais do que a melhoria da eficiência energética. Existem inúmeras medidas que podem ser postas em prática imediatamente, sem medo de prejudicar o crescimento econômico; com efeito, desde que a maioria dos investimentos em tecnologia em eficiência energética retorne em um ano ou dois, por meio de custos mais baixos em energia, elas podem aumentar significativamente a competitividade e, substituindo o velho equipamento, gerar atividade econômica adicional. O fruto não será mais baixo do que este.
* O cálculo baseia-se na base instalada de drives (acionamentos com velocidade variável da ABB), que cobre cerca de 20% do mercado global, e estima-se que esteja economizando cerca de 445 TWh de eletricidade, anualmente.
** Fonte: Comissão Europeia
*** "Savings and benefits of global regulations for energy efficient products" ("Economia e vantagens das regulações globais para produtos com eficiência energética"), União Europeia, setembro de 2015
Ulrich Spiesshofer é presidente e CEO da ABB, empresa especializada em tecnologias de energia e de automação.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/internacional/4349696/angela-merkel-e-eleita-personalidade-do-ano-pela-revista-time
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Moody’s coloca rating do Brasil em observação para possível corte
A agência de classificação de risco Moody’s colocou o rating soberano do Brasil em revisão para possível rebaixamento, citando a piora na governabilidade e o aumento do risco de uma paralisação política. A agência agora irá se focar em analisar a trajetória da dívida pública, levando em consideração a evolução do processo de impeachment.
A Moody’s também citou a rápida e significativa deterioração econômica e fiscal e a pequena probabilidade de uma reversão nos próximos dois ou três anos. A nota do país é “Baa3” e estava em perspectiva estável.
“Durante a revisão a Moody’s irá avaliar a probabilidade de deterioração adicional na posição fiscal do governo em relação às premissas básicas da agência que suportam o rating atual Baa3, e a perspectiva de uma alta mais rápida e significativa na trajetória da dívida do governo, no contexto de maior incerteza política, queda na confiança do investidor e recessão mais profunda que a esperada”, diz a agência em comunicado.
Na avaliação da agência, uma reviravolta no desempenho econômico e fiscal do Brasil em 2016 parece improvável e as projeções da Moody’s para a economia agora parecem estar sob risco.
“A iniciação do processo de impeachment contra a presidente no início de dezembro coloca dúvidas adicionais sobre a perspectiva de cooperação entre o Congresso e a presidente para aprovar medidas significativas de consolidação fiscal em 2016.”
Processo
Pela metodologia da Moody’s, quando um determinado rating é colocado em revisão para possível rebaixamento, o processo é “tipicamente” concluído entre 30 e 90 dias. A informação consta no documento “Rating Symbols and Definitions”, que apresenta a metodologia da agência.
Há, porém, um outro cenário em que a conclusão da revisão depende se determinados “eventos específicos vão ou não ocorrer”, de acordo com a agência. Nesses casos, a revisão pode levar entre 90 e 180 dias ou até mais. O exemplo, no mundo corporativo, é uma fusão de empresas, afirma a agência.
Durante o processo de revisão do rating do Brasil, a Moody’s espera que o Congresso aprove o Orçamento de 2016 e algumas medidas do lado da receita para conter o déficit fiscal.
“Tomando o Orçamento de 2016 como ponto de partida, nossa análise irá se focar nas análises dos cenários macroeconômicos e fiscais para avaliar a trajetória da dívida pública sob diferentes cenários, levando em consideração a evolução do processo de impeachment”, afirma a agência em nota.
A Moody’s também “buscará formar uma fotografia mais acurada da extensão do déficit fiscal para 2016 para averiguar o ponto de partida para a trajetória fiscal e da dívida”.
A classificação de um rating em “revisão para possível rebaixamento” é diferente da “perspectiva negativa” porque a última considera o médio prazo e, nesses casos, em geral uma ação sobre o rating é tomada dentro de aproximadamente um ano.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/financas/4350210/moody%3Fs-coloca-rating-do-brasil-em-observacao-para-possivel-corte
A Moody’s também citou a rápida e significativa deterioração econômica e fiscal e a pequena probabilidade de uma reversão nos próximos dois ou três anos. A nota do país é “Baa3” e estava em perspectiva estável.
“Durante a revisão a Moody’s irá avaliar a probabilidade de deterioração adicional na posição fiscal do governo em relação às premissas básicas da agência que suportam o rating atual Baa3, e a perspectiva de uma alta mais rápida e significativa na trajetória da dívida do governo, no contexto de maior incerteza política, queda na confiança do investidor e recessão mais profunda que a esperada”, diz a agência em comunicado.
Na avaliação da agência, uma reviravolta no desempenho econômico e fiscal do Brasil em 2016 parece improvável e as projeções da Moody’s para a economia agora parecem estar sob risco.
“A iniciação do processo de impeachment contra a presidente no início de dezembro coloca dúvidas adicionais sobre a perspectiva de cooperação entre o Congresso e a presidente para aprovar medidas significativas de consolidação fiscal em 2016.”
Processo
Pela metodologia da Moody’s, quando um determinado rating é colocado em revisão para possível rebaixamento, o processo é “tipicamente” concluído entre 30 e 90 dias. A informação consta no documento “Rating Symbols and Definitions”, que apresenta a metodologia da agência.
Há, porém, um outro cenário em que a conclusão da revisão depende se determinados “eventos específicos vão ou não ocorrer”, de acordo com a agência. Nesses casos, a revisão pode levar entre 90 e 180 dias ou até mais. O exemplo, no mundo corporativo, é uma fusão de empresas, afirma a agência.
Durante o processo de revisão do rating do Brasil, a Moody’s espera que o Congresso aprove o Orçamento de 2016 e algumas medidas do lado da receita para conter o déficit fiscal.
“Tomando o Orçamento de 2016 como ponto de partida, nossa análise irá se focar nas análises dos cenários macroeconômicos e fiscais para avaliar a trajetória da dívida pública sob diferentes cenários, levando em consideração a evolução do processo de impeachment”, afirma a agência em nota.
A Moody’s também “buscará formar uma fotografia mais acurada da extensão do déficit fiscal para 2016 para averiguar o ponto de partida para a trajetória fiscal e da dívida”.
A classificação de um rating em “revisão para possível rebaixamento” é diferente da “perspectiva negativa” porque a última considera o médio prazo e, nesses casos, em geral uma ação sobre o rating é tomada dentro de aproximadamente um ano.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/financas/4350210/moody%3Fs-coloca-rating-do-brasil-em-observacao-para-possivel-corte
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Geração eólica atinge 6% da matriz energética brasileira no fim deste ano
A capacidade instalada de energia eólica no Brasil chegará a 8,44 gigawatts (GW) no fim deste ano, afirmou ontem a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum. Segundo ela, a fonte responde hoje por 6% do parque gerador brasileiro.
"Estamos com 8,2 [gigawatts]. Devemos encerrar o ano com 8,44 [gigawatts] de capacidade instalada", disse a executiva, durante evento de lançamento do Caderno de Energias Renováveis Complementares da FGV Energia, no Rio de Janeiro. "Estamos em torno de 6% da matriz elétrica nacional. E a perspectiva do PDE [Plano Decenal de Energia] é que a eólica alcance uma posição ainda mais favorável, chegar a 2024 com cerca de 12% de participação na matriz. Nosso número de mercado traz essa participação [de 12%] para 2022", afirmou Elbia.
A presidente da Abeeólica destacou que, no dia 2 de novembro, a produção de energia eólica atingiu 10% da carga do sistema nacional e 46% da carga do sistema do Nordeste. "O El Niño está fazendo com que os ventos continuem gerando fora da safra [que começa em junho e alcança o pico entre setembro e outubro]", afirmou a executiva.
Elbia destacou também que o Brasil alcançou, em 2014, a 10ª posição do ranking mundial de capacidade eólica, com 5,96 GW. Naquele mesmo ano, segundo ela, foram investidos R$ 18 bilhões no setor eólico brasileiro. "O Brasil já pode dizer que tem uma indústria em alto estágio de desenvolvimento", completou.
A executiva, porém, reafirmou que o encarecimento e a falta de recursos para financiamento de novos projetos eólicos e problemas regulatórios com relação à transmissão de energia pode dificultar a expansão da fonte eólica nos próximos anos.
"Hoje o fator que realmente nos provoca preocupação é a transmissão. Realmente temos que repensar a transmissão, seja do ponto de vista financeiro seja de regulação", disse Elbia.
A presidente da entidade lembrou que o fato de as eólicas serem obrigadas a ter o ponto de transmissão definido para participar dos leilões de energia tem limitado a concorrência de projetos do tipo nessas licitações. "Essa ideia é boa, mas estamos num processo de transição", afirmou.
Elbia também destacou como preocupante a baixa quantidade de lotes negociados no último leilão de linhas de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Vamos ter de colocar a criatividade para funcionar. O que o setor elétrico e eólico vão fazer em 2016 é recriar modelos de transmissão e de financiamento."
Leia mais em: http://www.valor.com.br/empresas/4346088/geracao-eolica-atinge-6-da-matriz-energetica-brasileira-no-fim-deste-ano
"Estamos com 8,2 [gigawatts]. Devemos encerrar o ano com 8,44 [gigawatts] de capacidade instalada", disse a executiva, durante evento de lançamento do Caderno de Energias Renováveis Complementares da FGV Energia, no Rio de Janeiro. "Estamos em torno de 6% da matriz elétrica nacional. E a perspectiva do PDE [Plano Decenal de Energia] é que a eólica alcance uma posição ainda mais favorável, chegar a 2024 com cerca de 12% de participação na matriz. Nosso número de mercado traz essa participação [de 12%] para 2022", afirmou Elbia.
A presidente da Abeeólica destacou que, no dia 2 de novembro, a produção de energia eólica atingiu 10% da carga do sistema nacional e 46% da carga do sistema do Nordeste. "O El Niño está fazendo com que os ventos continuem gerando fora da safra [que começa em junho e alcança o pico entre setembro e outubro]", afirmou a executiva.
Elbia destacou também que o Brasil alcançou, em 2014, a 10ª posição do ranking mundial de capacidade eólica, com 5,96 GW. Naquele mesmo ano, segundo ela, foram investidos R$ 18 bilhões no setor eólico brasileiro. "O Brasil já pode dizer que tem uma indústria em alto estágio de desenvolvimento", completou.
A executiva, porém, reafirmou que o encarecimento e a falta de recursos para financiamento de novos projetos eólicos e problemas regulatórios com relação à transmissão de energia pode dificultar a expansão da fonte eólica nos próximos anos.
"Hoje o fator que realmente nos provoca preocupação é a transmissão. Realmente temos que repensar a transmissão, seja do ponto de vista financeiro seja de regulação", disse Elbia.
A presidente da entidade lembrou que o fato de as eólicas serem obrigadas a ter o ponto de transmissão definido para participar dos leilões de energia tem limitado a concorrência de projetos do tipo nessas licitações. "Essa ideia é boa, mas estamos num processo de transição", afirmou.
Elbia também destacou como preocupante a baixa quantidade de lotes negociados no último leilão de linhas de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). "Vamos ter de colocar a criatividade para funcionar. O que o setor elétrico e eólico vão fazer em 2016 é recriar modelos de transmissão e de financiamento."
Leia mais em: http://www.valor.com.br/empresas/4346088/geracao-eolica-atinge-6-da-matriz-energetica-brasileira-no-fim-deste-ano
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Oposição tem vitória arrasadora na Venezuela
A oposição venezuelana conquistou uma vitória expressiva nas eleições parlamentares da Venezuela. Resultados preliminares apontam que a coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) conquistou mais de dois terços das 167 cadeiras da Assembleia Nacional (AN).
Ao divulgar o primeiro boletim por volta da 0h30 (3h de Brasília), a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibsay Lucena, afirmou que, com 74,25% dos votos, a MUD já havia garantido 99 cadeiras de maneira "irreversível", contra 46 do PSUV do presidente Nicolás Maduro.
Restavam ainda 19 cadeiras a terem seus votos finalizados. Opositores vinham postando em suas contas no Twitter que conquistaram 113 deputados ao final da contagem.
Visivelmente abatido, Maduro foi à TV em cadeia nacional logo após a divulgação dos resultados. Disse que aceitaria os resultados e voltou a acusar a oposição de promover uma "guerra econômica" contra o seu governo.
"Reconhecemos e aceitamos esses resultados adversos e dizemos que a Constituição foi cumprida na Venezuela", disse Maduro. "Chamo nosso povo a reconhecer em paz esse resultado."
Segundo Maduro, foi graças à Constituição elaborada pelo ex-presidente Hugo Chávez que a oposição conseguiu eleger uma maioria para a AN. "Administrem muito bem esse triunfo e cessem a guerra econômica contra a economia e contra o nosso povo", afirmou.
Para ele, os "danos humanos e políticos dessa guerra econômica que criou essa oposição" explicam a derrota de seu partido na eleição de domingo.
"Eu me sinto tranquilo com a minha consciência e com a minha alma. Porque fiz tudo o que poderia ter feito para proteger o nosso povo e fomos leais ao nosso comandante Hugo Chávez", afirmou.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/ internacional/4344478/ oposicao-tem-vitoria- arrasadora-na-venezuela
Ao divulgar o primeiro boletim por volta da 0h30 (3h de Brasília), a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibsay Lucena, afirmou que, com 74,25% dos votos, a MUD já havia garantido 99 cadeiras de maneira "irreversível", contra 46 do PSUV do presidente Nicolás Maduro.
Restavam ainda 19 cadeiras a terem seus votos finalizados. Opositores vinham postando em suas contas no Twitter que conquistaram 113 deputados ao final da contagem.
Visivelmente abatido, Maduro foi à TV em cadeia nacional logo após a divulgação dos resultados. Disse que aceitaria os resultados e voltou a acusar a oposição de promover uma "guerra econômica" contra o seu governo.
"Reconhecemos e aceitamos esses resultados adversos e dizemos que a Constituição foi cumprida na Venezuela", disse Maduro. "Chamo nosso povo a reconhecer em paz esse resultado."
Segundo Maduro, foi graças à Constituição elaborada pelo ex-presidente Hugo Chávez que a oposição conseguiu eleger uma maioria para a AN. "Administrem muito bem esse triunfo e cessem a guerra econômica contra a economia e contra o nosso povo", afirmou.
Para ele, os "danos humanos e políticos dessa guerra econômica que criou essa oposição" explicam a derrota de seu partido na eleição de domingo.
"Eu me sinto tranquilo com a minha consciência e com a minha alma. Porque fiz tudo o que poderia ter feito para proteger o nosso povo e fomos leais ao nosso comandante Hugo Chávez", afirmou.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Fiat projeta estabilidade das vendas em 2016
O presidente do grupo Fiat
Chrysler Automobiles (FCA) para América Latina, Stefan Ketter, prevê uma
continuidade nos níveis de vendas de automóveis no país em 2016 com
alguma "esperança" de melhora a partir do segundo semestre. "Esse
mercado precisa de definições políticas e econômicas rápidas, mas no
momento em que elas forem feitas, a retomada será muito rápida", afirmou
o executivo ao Valor.
As vendas de veículos no Brasil devem recuar 27,4% este ano segundo projeção da Anfavea, entidade que representa as montadoras do país. A Fiat é a montadora que mais perde vendas - a participação de mercado da empresa recuou de 21,5% para 18,2% de janeiro a setembro na comparação anual.
Ketter, que assumiu o comando das operações do grupo FCA no mês passado no lugar do executivo Cledorvino Belini, afirmou que está fazendo uma "gestão à vista, mas sustentável e de olho no longo prazo" dos negócios da montadora no Brasil. Ele não descarta a possibilidade da empresa recorrer ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e ao "layoff" (suspensão temporária dos contratos de trabalho) para adequar os custos trabalhistas. "Avaliamos todas as possibilidades e tomamos as decisões quando forem necessárias", disse.
No entanto, na avaliação do executivo, a empresa precisa estar preparada para o momento da recuperação das vendas. Diferentemente de outras montadoras no Brasil, a Fiat vem administrando a ociosidade da indústria com férias coletivas e paradas pontuais até agora. Para Ketter, isso só está sendo possível porque a Fiat já tinha uma gestão "muito enxuta e competitiva", com grande concentração da sua produção em uma única unidade em Betim (MG). "É uma fábrica muito flexível, que faz 14 modelos em paralelo".
O executivo, que tocou por dois anos a implantação da unidade da Jeep em Pernambuco, esteve no Recife ontem para a inauguração de um centro dedicado à concepção e desenvolvimento de softwares para controle de motores e transmissão. O centro, que fica localizado no polo de inovação e tecnologia Porto Digital, é um dos quatro integrantes do novo centro de pesquisa, desenvolvimento, inovação e engenharia automotiva da FCA, que está recebendo investimento de R$ 140 milhões para ser concluído até meados do próximo ano. Quando for finalizado, o centro deve empregar cerca de 500 pessoas.
Na unidade de softwares, a Fiat vai desenvolver programas de eficiência energética, redução do consumo de combustível e emissão de gases e melhoria da dirigibilidade dos veículos. "Estamos empenhados em verticalizar mais no Brasil", afirmou.
Segundo Ketter, a unidade da Jeep em Pernambuco deve iniciar as exportações do SUV Renegade para a Argentina "logo mais" e, em seguida, dar prosseguimento ao plano de vendas para todo continente americano.
Orçada em mais de R$ 7 bilhões, a unidade da Jeep em Pernambuco, localizada no município de Goiana, foi o projeto de expansão de capacidade do grupo FCA incluído no orçamento de R$ 15 bilhões de investimentos no Brasil de 2013 até 2016. O restante dos investimentos será destinado aos lançamentos de novos automóveis no Brasil.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/empresas/4340164/fiat-projeta-estabilidade-das-vendas-em-2016
As vendas de veículos no Brasil devem recuar 27,4% este ano segundo projeção da Anfavea, entidade que representa as montadoras do país. A Fiat é a montadora que mais perde vendas - a participação de mercado da empresa recuou de 21,5% para 18,2% de janeiro a setembro na comparação anual.
Ketter, que assumiu o comando das operações do grupo FCA no mês passado no lugar do executivo Cledorvino Belini, afirmou que está fazendo uma "gestão à vista, mas sustentável e de olho no longo prazo" dos negócios da montadora no Brasil. Ele não descarta a possibilidade da empresa recorrer ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e ao "layoff" (suspensão temporária dos contratos de trabalho) para adequar os custos trabalhistas. "Avaliamos todas as possibilidades e tomamos as decisões quando forem necessárias", disse.
No entanto, na avaliação do executivo, a empresa precisa estar preparada para o momento da recuperação das vendas. Diferentemente de outras montadoras no Brasil, a Fiat vem administrando a ociosidade da indústria com férias coletivas e paradas pontuais até agora. Para Ketter, isso só está sendo possível porque a Fiat já tinha uma gestão "muito enxuta e competitiva", com grande concentração da sua produção em uma única unidade em Betim (MG). "É uma fábrica muito flexível, que faz 14 modelos em paralelo".
O executivo, que tocou por dois anos a implantação da unidade da Jeep em Pernambuco, esteve no Recife ontem para a inauguração de um centro dedicado à concepção e desenvolvimento de softwares para controle de motores e transmissão. O centro, que fica localizado no polo de inovação e tecnologia Porto Digital, é um dos quatro integrantes do novo centro de pesquisa, desenvolvimento, inovação e engenharia automotiva da FCA, que está recebendo investimento de R$ 140 milhões para ser concluído até meados do próximo ano. Quando for finalizado, o centro deve empregar cerca de 500 pessoas.
Na unidade de softwares, a Fiat vai desenvolver programas de eficiência energética, redução do consumo de combustível e emissão de gases e melhoria da dirigibilidade dos veículos. "Estamos empenhados em verticalizar mais no Brasil", afirmou.
Segundo Ketter, a unidade da Jeep em Pernambuco deve iniciar as exportações do SUV Renegade para a Argentina "logo mais" e, em seguida, dar prosseguimento ao plano de vendas para todo continente americano.
Orçada em mais de R$ 7 bilhões, a unidade da Jeep em Pernambuco, localizada no município de Goiana, foi o projeto de expansão de capacidade do grupo FCA incluído no orçamento de R$ 15 bilhões de investimentos no Brasil de 2013 até 2016. O restante dos investimentos será destinado aos lançamentos de novos automóveis no Brasil.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/empresas/4340164/fiat-projeta-estabilidade-das-vendas-em-2016
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
OCDE prevê pressão maior sobre fabricantes
As pressões por reestruturação mais profunda na indústria siderúrgica global devem aumentar "significativamente" no curto e médio prazo, avalia o Comitê de Aço da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE), em Paris.
Em sua analise periódica da conjuntura, o comitê, formado por países produtores e consumidores, concluiu que é preciso que os países tomem ações imediatas para enfrentar o problema persistente de excesso de capacidade.
A situação se agravou com a desaceleração da economia global nos últimos meses. A queda na atividade tem sido particularmente forte nos emergentes, pesando na produção industrial e no comércio global. Nas economias desenvolvidas, investimento e produtividade crescem modestamente.
O consumo de aço tem sido negativo nas principais economias neste ano. O uso aparente de aço acabado é agora projetado para declinar 1,7% em 2015 e só se recuperar 0,7% no ano que vem.
A baixa nas projeções da OCDE reflete a contração maior que esperada na China, na América do Sul e em economias do antigo bloco soviético. Mas alguns países da Africa, a India e tambem no Oriente Médio estão crescendo.
Após crescimento de 1,2% em 2014, a produção mundial de aço caiu 2,5% nos dez primeiros meses deste ano. Isso ocorreu em quase todas as regiões do mundo. Em alguns países, produtores locais ajustam a produção diante da maior concorrência das importações mais baratas.
Conforme a OCDE, o efeito combinado de maior oferta, demanda menor, mais importações em várias economias e baixa no custo de siderúrgicas tem levado a forte declínio nos preços este ano.
Apesar da fragilidade do mercado, a capacidade do setor é projetado para continuar crescendo em 2015-2017. Nos países desenvolvidos deve ser manter inalterado. Mas na Ásia, apesar de alguns projetos terem sido suspensos, a capacidade se expande. Na região, ainda há importação líquida de aço.
"A demanda fraca associada com mais aumento na capacidade nos próximos anos, num ambiente já de baixo preço do aço, lucratividade insustentável e aumento da dívida, sugere que as pressões por ajuste podem crescer significativamente no curto e médio prazo", diz a OCDE.
Para a entidade, subsídios governamentais estão contribuindo para o excesso de capacidade. Medidas protecionistas crescem paralelo a desequilíbrios estruturais. Para a OCDE, a experiência passada pode servir para o novo cenário no setor.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/empresas/4338458/ocde-preve-pressao-maior-sobre-fabricantes
Em sua analise periódica da conjuntura, o comitê, formado por países produtores e consumidores, concluiu que é preciso que os países tomem ações imediatas para enfrentar o problema persistente de excesso de capacidade.
A situação se agravou com a desaceleração da economia global nos últimos meses. A queda na atividade tem sido particularmente forte nos emergentes, pesando na produção industrial e no comércio global. Nas economias desenvolvidas, investimento e produtividade crescem modestamente.
O consumo de aço tem sido negativo nas principais economias neste ano. O uso aparente de aço acabado é agora projetado para declinar 1,7% em 2015 e só se recuperar 0,7% no ano que vem.
A baixa nas projeções da OCDE reflete a contração maior que esperada na China, na América do Sul e em economias do antigo bloco soviético. Mas alguns países da Africa, a India e tambem no Oriente Médio estão crescendo.
Após crescimento de 1,2% em 2014, a produção mundial de aço caiu 2,5% nos dez primeiros meses deste ano. Isso ocorreu em quase todas as regiões do mundo. Em alguns países, produtores locais ajustam a produção diante da maior concorrência das importações mais baratas.
Conforme a OCDE, o efeito combinado de maior oferta, demanda menor, mais importações em várias economias e baixa no custo de siderúrgicas tem levado a forte declínio nos preços este ano.
Apesar da fragilidade do mercado, a capacidade do setor é projetado para continuar crescendo em 2015-2017. Nos países desenvolvidos deve ser manter inalterado. Mas na Ásia, apesar de alguns projetos terem sido suspensos, a capacidade se expande. Na região, ainda há importação líquida de aço.
"A demanda fraca associada com mais aumento na capacidade nos próximos anos, num ambiente já de baixo preço do aço, lucratividade insustentável e aumento da dívida, sugere que as pressões por ajuste podem crescer significativamente no curto e médio prazo", diz a OCDE.
Para a entidade, subsídios governamentais estão contribuindo para o excesso de capacidade. Medidas protecionistas crescem paralelo a desequilíbrios estruturais. Para a OCDE, a experiência passada pode servir para o novo cenário no setor.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/empresas/4338458/ocde-preve-pressao-maior-sobre-fabricantes
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Eletrobras assina acordo para importação de energia do Uruguai
O fechamento agitado de novembro já indicou que dezembro será um mês movimentado para os investidores do mercado financeiro. Em novembro, os fundos de investimentos imobiliários lideraram os rendimentos, com ganho de 1,60%.
O Ibovespa, que vinha se recuperando, perdeu 1,63% no mês. O dólar ganhou 0,63% no período e sobe 46,08% no ano.
Não bastassem as turbulências políticas, a surpreendente falta de unanimidade na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central movimentou as expectativas em relação ao futuro da taxa básica de juros. Apesar da confirmação da manutenção da Selic no patamar de 14,25% ao ano, dois diretores votaram pelo aumento dos juros, para 14,75%. As atenções, portanto, estão agora voltadas para a ata, a ser divulgada na quinta-feira.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/financas/4336378/fundos-imobiliarios-lideram-investimentos-em-um-novembro-agitado
O Ibovespa, que vinha se recuperando, perdeu 1,63% no mês. O dólar ganhou 0,63% no período e sobe 46,08% no ano.
Não bastassem as turbulências políticas, a surpreendente falta de unanimidade na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central movimentou as expectativas em relação ao futuro da taxa básica de juros. Apesar da confirmação da manutenção da Selic no patamar de 14,25% ao ano, dois diretores votaram pelo aumento dos juros, para 14,75%. As atenções, portanto, estão agora voltadas para a ata, a ser divulgada na quinta-feira.
Leia mais em: http://www.valor.com.br/financas/4336378/fundos-imobiliarios-lideram-investimentos-em-um-novembro-agitado
Assinar:
Postagens (Atom)