quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Aneel planeja grande leilão de transmissão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende realizar o "maior leilão de transmissão da história" em fevereiro de 2016, licitando projetos que envolvem de R$ 15 bilhões a R$ 16 bilhões em investimentos, afirmou ontem José Jurhosa, diretor da agência.

Os montantes envolvidos podem ainda ser maiores, uma vez que alguns dos oito lotes que não tiveram interessados ontem podem ser adicionados à lista.

O leilão de transmissão realizado ontem teve interessados em apenas quatro lotes, dos doze disponibilizados. Os investimentos previstos nos projetos eram da ordem de R$ 7,5 bilhões, mas só foram licitadas obras envolvendo cerca de R$ 3,5 bilhões.

Apesar da falta de interesse na disputa, a Aneel não pretende melhorar as taxas de retorno oferecidas, que já considera atrativas. A agência não considera também facilitar o financiamento, apesar da reclamação dos agentes de que este foi um dos principais impedimentos no certame de ontem. Haverá uma revisão da composição e dos prazos dos lotes.

"A Aneel continua entendendo que o leilão não foi sucesso total, porque não vendemos tudo, mas não deixou de ser, pois vendemos cerca de 50% do oferecido", afirmou Jurhosa.

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terça-feira, 17 de novembro de 2015

O Brasil se encontra em dominância fiscal?

Uma das principais discussões e motivo de controvérsia entre os economistas nas últimas semanas é se o Brasil está ou não em dominância fiscal. Antes de responder a esta pergunta, é fundamental definir o que os economistas têm chamado de dominância fiscal, pois divergências quanto à definição têm gerado confusão no debate econômico.

A definição original aplicada ao Brasil sobre dominância fiscal remete ao artigo de Olivier Blanchard de 2004, "Fiscal Dominance and Inflation Targeting: Lessons from Brazil". Em uma situação normal, um aperto de política monetária reduz a inflação e um dos canais é a apreciação real do câmbio, dado que o diferencial de juros estimula a entrada de capital. Sob dominância fiscal, por outro lado, uma elevação dos juros acaba causando uma depreciação cambial. Isto ocorre em resposta ao aumento do risco decorrente da elevação da dívida pública. Na sequência, o efeito inflacionário via câmbio é maior que do que a desinflação via contração da atividade econômica. O resultado final é que uma elevação dos juros causa aumento da inflação.

De fato, observamos ao longo de 2015 um aperto monetário razoável, elevação do risco país, elevação da dívida pública, forte depreciação cambial e elevação da inflação. Todas estas características remetem a um quadro de dominância fiscal em sua versão original. Entretanto, para que a dominância fiscal se verifique desta forma, a causalidade dos fatos é muito relevante. E há algumas evidências que nos mostram que não foi o aperto monetário que causou esta dinâmica.

Não podemos atribuir ao aperto monetário a piora do risco país e a consequente depreciação cambial

Primeiro, a dinâmica de aumento do risco país e de depreciação do câmbio tem relação direta com a política fiscal. Foi depois das revisões da meta de superávit primário em 22 de julho e 31 de agosto, com suas consequências sobre a dinâmica da dívida, que o risco país subiu, trazendo consigo a depreciação do real. Ou seja, não podemos atribuir ao aperto monetário a piora do risco e a consequente depreciação cambial.

Segundo, a elevação atual da inflação é um fenômeno de ajuste de tarifas públicas e não de repasse cambial. Os preços administrados em doze meses passaram de uma alta 1,5% ao final de 2013, ano em que houve contenção de tarifas, para 5,3% em dezembro de 2014, e para 16% no último dado disponível, de setembro de 2015. A inflação dos preços livres, que é onde a política monetária atua, está andando de lado. Foi de 7,3% em 2013, 6,7% em 2014 e está em 7,6% no último dado. Estimativas com o Simulador 4CAST indicam que os preços livres estariam em 6,5% não fosse o atual choque de preços administrados.

Adicionalmente, um ponto relevante colocado por Blanchard é que países com alta parcela de suas dívidas atreladas à moeda estrangeira têm maior probabilidade de estar em dominância fiscal. Apesar dos mais de US$ 100 bilhões em swap cambial e dos US$ 70 bilhões em dívida pública em moeda estrangeira, temos US$ 370 bilhões em reservas, o que faz do Brasil um credor líquido em moeda estrangeira. Neste caso, uma depreciação do real melhora a solvência do setor público, apesar da elevação do déficit nominal pelo pagamento dos swaps.

A maior parte dos economistas concorda que não há dominância fiscal em sua versão original. Ao menos não por enquanto.

A outra definição de dominância fiscal é que a dinâmica da dívida entra no conjunto de variáveis relevantes observadas pelo Banco Central. Com isso, como um aumento dos juros causa aumento da dívida pública, o Banco Central aumenta os juros numa magnitude menor do que ele deveria aumentar. Sob este conceito, é mais difícil afirmar se o país vive ou não sob dominância fiscal, o que explica a divergência de diagnóstico entre alguns economistas.

Algumas evidências nos sugerem que, mesmo sob este conceito, parece que o Brasil não está em dominância fiscal.
iStock/Getty Images

O aperto monetário conduzido pelo Banco Central de outubro de 2014 a julho de 2015 foi maior e mais intenso do que os economistas previam no seu início. Em outubro do ano passado, o mercado esperava uma elevação dos juros para 12% ao longo de 2015, mas a taxa Selic subiu para 14,25%. Em termos de atividade, o mercado previa expansão do PIB de 1% em 2015 e de 2% em 2016, e agora as projeções são de retração de 3,1% e 2% respectivamente, uma mudança em nível de mais de 8 pontos percentuais. Quanto a inflação, o mercado previa 6,33% para 2015 e 5,5% para 2016, e agora projeta 10,04% e 6,5% respectivamente.

É fato que nas últimas duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) o Banco Central manteve a taxa de juros estável, mesmo com elevação das expectativas de inflação para 2016, que agora ameaçam o cumprimento da banda. Este comportamento poderia fazer supor que estamos sob dominância fiscal neste segundo conceito. Entretanto, o comportamento da atividade econômica justifica plenamente esta ação por parte do Banco Central. O mercado projeta atualmente que o PIB vai se contrair por dois anos consecutivos, sendo a pior recessão desde a década de 1930, quando o PIB se retraiu 2,1% em 1930 e 3,3% em 1931.

Nestas condições, é razoável que o Banco Central não imponha ainda mais custos para a atividade econômica, e que, portanto, a convergência da inflação à meta seja feita de uma forma mais lenta. É verdade que o Banco Central poderia ser mais explícito em seus comunicados, mas isso é em parte o que ele quer dizer quando diz que a atual taxa de juros, e não uma taxa de juros maior, "é necessária para a convergência da inflação à meta no horizonte relevante da política monetária".

O sistema de metas de inflação é suficientemente flexível para reagir a situações conjunturais como a atual. A adoção de metas de inflação ajustadas, como feito em 2003 e 2004, poderia ajudar neste processo de convergência da inflação e de ancoragem das expectativas em horizontes mais longos, como 2017, para a qual as expectativas já começaram a se descolar do centro da meta.

Juan Jensen é sócio da 4E Consultoria e professor do Insper (jensen@4econsultoria.com.br).

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

G-20 vê conflito global contra Estado Islâmico

O G-20, que reúne as 20 maiores economias do planeta, passou de diretório econômico a uma espécie de conselho de guerra durante a cúpula da Turquia iniciada ontem. Os líderes prometeram combate sem trégua ao terrorismo, no rastro dos atentados que, na sexta-feira, mataram 132 pessoas em Paris, ferindo outras 350, das quais, 99 estão em estado crítico.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi um dos primeiros a se manifestar. Ele prometeu "redobrar esforços" para "eliminar" o Estado Islâmico (Isis). Para Obama, os atentados do grupo em Paris "foram um ataque ao mundo civilizado". O presidente da Rússia, Vladimir Putin, também foi enfático.
As declarações se sucederam no jantar de ontem entre os líderes, com todos afirmando que é preciso ter uma reação porque não foram ataques somente contra a França, mas, sim, contra o mundo ocidental. Na prática, os líderes do G-20 reconheceram que o conflito com o Isis deixou de ser regional e passou a ser global.
Para o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o ataque a Paris mostra uma fase "inquietante e problemática" do terrorismo global. Somente nos últimos dias, o Isis assumiu os atentados da capital francesa, de Beirute (43 mortos) e de Bagdad (18), além da derrubada de avião russo no Egito (224).
O Valor apurou que Putin chegou a revelar aos colegas no G-20 fotografias que mostram longas filas de tanques de guerra do Isis na Síria, evidenciando a facilidade com que o grupo consegue se armar. A questão mais difícil no G-20 é como os países vão conseguir se unir para coordenar uma resposta também militar contra a organização terrorista. Entre negociadores habituados a discutir temas econômicos, o que está na mesa são medidas para impedir o financiamento do terrorismo, um tema que vem sendo tratado desde 2001. O Isis controla fatias de territórios na Síria e no Iraque, de onde obtém, com a venda de petróleo, renda mensal estimada em US$ 50 milhões.
Obama e Putin se reuniram por 35 minutos para discutir uma solução para o conflito na Síria. Um porta-voz informou que os dois concordaram sobre a necessidade de discussões de paz mediadas pelas Nações Unidas, entre o regime do ditador Bashar al-Assad e seus opositores, além de um cessar-fogo e uma transição política a ser conduzida pelos sírios.
Ontem, a França voltou a guerrear alvos do Isis na Síria. O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, disse que a conferência do clima das Nações Unidas, a CoP-21, que começa dia 30, está mantida. O presidente François Hollande quer ampliar por até três meses o estado de emergência.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dólar tem mínima em um mês ante real

O dólar comercial começou os negócios desta quarta-feira em queda livre, batendo mínima em um mês frente ao real, de R$ 3,7275. Os negócios no segmento à vista de ajustam à forte queda ocorrida no dólar futuro ontem, após notícia do Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, sobre uma aproximação do ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles de líderes governistas, o que poderia abrir caminho para que Meirelles substituísse Joaquim Levy na chefia do Ministério da Fazenda.
Segundo a matéria, Meirelles está conversando com líderes políticos governistas sobre cenários econômicos para o Brasil. A aproximação de Meirelles ocorre com o apoio do ex-presidente Lula, e as conversas têm sido interpretadas por interlocutores como sondagens sobre um eventual ingresso de Meirelles no governo, substituindo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
Meirelles é bem visto pelo mercado e seria uma garantia de que a condução da política econômica não voltaria a ser heterodoxa como no período imediatamente anterior à liderança de Levy na pasta. Além disso, Meirelles é tido como mais habilidoso politicamente do que Levy, o que facilitaria a aprovação no Congresso Nacional de medidas de ajuste fiscal vistas por investidores como essenciais para a retomada da confiança e do crescimento econômico.
Esse cenário se desenha em um momento em que investidores estrangeiros voltam a olhar para ativos brasileiros, na esteira de uma trégua na crise política, de busca por pechinchas e de um ambiente menos arisco para mercados emergentes de forma geral. Mais recentemente operadores têm citado fluxos pontuais que têm ajudado a amparar o real, mesmo dias de maior estresse no exterior. Por ora, esse movimento não é visto como ligado a melhora de fundamentos, mas sim de caráter tático, visando ganhos com o juro alto oferecido pelo Brasil, praticamente certos pela queda da volatilidade .
Às 9h33, o dólar comercial recuava 1,58%, a R$ 3,7325. O dólar para dezembro tinha alta de apenas 0,03%, a R$ 3,7695.
O real é a moeda de melhor desempenho ante o dólar nesta sessão, considerando as principais divisas globais. Mas outras moedas emergentes também mostram ganhos. A lira turca subia 0,7% em relação ao dólar, o peso mexicano avançava 0,19%, e o rand sul-africano tinha valorização de 0,16%.
O “efeito Meirelles” influencia ainda o mercado de juros futuros, que vê firme redução nos prêmios de risco.
O DI janeiro de 2017 caía a 15,440% ao ano, ante 15,520% no último ajuste. O DI janeiro de 2018 recuava a 15,660%, frente a 15,770% no ajuste de ontem.
Na ponta mais longa, o DI janeiro de 2021 cedia a 15,550%, em relação a 15,720% no ajuste da véspera. O DI janeiro de 2025 marcava também 15,550%, ante 15,740% no ajuste anterior.
(José de Castro | Valor)

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mercado já espera recessão de quase 2% em 2016

Pela quinta semana consecutiva, os analistas do mercado financeiro ampliaram a estimativa de queda para a atividade econômica no país no ano que vem. Eles também reduziram a previsão, pela 17ª semana, para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central. Na pesquisa, são coletadas semanalmente as projeções de cem analistas financeiros para indicadores chave da economia nacional.

A mediana das projeções para o PIB em 2016 teve queda acentuada, de retração de 1,51% para recuo de 1,90%. Para 2015, a queda saiu de 3,05% para 3,10%.

Na semana passada, a recessão deu sinais de piora. O IBGE informou que a produção industrial caiu 1,3% em setembro, fechando o terceiro trimestre com queda mais acentuada (-9,5%) que o segundo (-6,5%) na comparação com o mesmo período do ano passado. A estimativa do mercado para a produção industrial em 2015 também piorou, indo de retração de 7% para 7,40% de uma semana à outra. Para 2016, a projeção seguiu em diminuição de 2%.

Inflação

Segundo o Focus, os analistas elevaram as estimativas para o IPCA em 2015, de 9,91% para 9,99% e,em 2016, de 6,29% para 6,47%. Ou seja, já esperam inflação no teto da meta (6,5%) no próximo ano.

Entre os analistas Top 5 - os que mais acertam as previsões -, a expectativa do IPCA deste ano subiu de 10,03% para 10,16%, mas a de 2016 caiu de 7,33% para 6,98%.

Os analistas também elevaram a estimativa para o IPCA em 2018 de 4,91% para 5% e continuam a ver a convergência da inflação para a meta de 4,5% apenas em 2019. Para 2017, a mediana das estimativas de inflação permaneceu em 5%.

Juros

Diante da inflação cada vez mais alta e de um discurso mais duro do Banco Central, a expectativa dos analistas do mercado financeiro é de que o juro básico da economia não vai recuar tanto em 2016 quanto o esperado há algumas semanas.

De acordo com o boletim, a mediana das estimativas para a taxa Selic no fim do ano que vem subiu novamente, desta vez de 13% para 13,25%. Há um mês, a expectativa era de que o juro terminasse o ano em torno de 12,50%. A média das estimativas para a Selic, que subiu de 13,95% para 14,06%, mostra como aumentou a expectativa do mercado em geral para o juro no próximo ano. Os analistas Top 5 também elevaram sua aposta, de 12,75% para 13% (mediana de médio prazo).

Para 2015, ambos os grupos - geral e Top 5 - mantiveram a avaliação de que a autoridade monetária vai manter a Selic em 14,25% na última reunião do ano, a ser realizada no fim deste mês.

Na semana passada, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Altamir Lopes, deixou claro que o BC fará o necessário para levar a inflação à meta de 4,5% em 2017, não importa o cenário econômico. Na ata da última reunião do Copom, o colegiado não havia citado data para a convergência da inflação. O BC disse que não vê o IPCA estourando teto da meta, de 6,5% em 2016, embora muitas estimativas do mercado já estejam acima disso.

O BC decidiu reforçar o recado sobre o juro diante dos chamados “eventos não econômicos”. Entre eles, as medidas de ajuste, que seguem emperradas no Congresso, e a falta de clareza quanto à meta fiscal de 2015 e 2016.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Poucas e boas

Elas estão em minoria, representam apenas 14 ações de um grupo de 63 que compõem o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira. Mas fazem a diferença. Em um ano de juros básicos no patamar de 14,25%, o maior em nove anos, não tem sido nada fácil atrair o interesse de investidores para a renda variável.
Esses 14 papéis têm se destacado, contudo, ao apresentar um desempenho superior à variação de 10,77% do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), referencial das aplicações conservadoras, neste ano. O risco, nesses casos, foi compensado pelo retorno. E quatro das 14 ações foram recomendadas para a Carteira Valor de novembro. São elas: Raia Drogasil ON, novidade deste mês, com valorização anual de 59,5%; Klabin Unit (53,4%); Suzano Papel e Celulose PNA (48,5%); e Ambev ON (20,1%).

"O investidor procura quem tem geração de caixa futuro previsível, principalmente empresas de serviços financeiros e de alimentos e bebidas, ou receita dolarizada com custo em real", diz Leonardo Milane, estrategista da Santander Corretora.
Roberto Indech, analista da área de estratégia da Rico Corretora, endossa. "Quais são os setores que se beneficiam neste ano na bolsa? São os das exportadoras." Nessa lista, além das companhias de papel e celulose, destacam-se em 2015 nomes como Braskem e JBS, com alta da ordem de 30%, e Embraer, com avanço de 16,3%.
Apesar da perda de 0,16% no mês passado, a Carteira Valor segue com ganho de 1,79% em 2015, portanto acima do Ibovespa, que cai 8,28% no ano, embora tenha subido 1,8% em outubro.
Além de Raia Drogasil, entraram no portfólio deste mês as ações ordinárias da Cetip e da Hypermarcas. Com quatro votos cada, lideram as recomendações de novembro, ao lado de Cetip, Itaú Unibanco PN, Ambev ON, BB Seguridade ON e Valid ON. Cielo ON e Suzano Papel e Celulose PNA foram as apostas de três corretoras cada, enquanto as units da Klabin receberam dois votos, mesmo número de Raia Drogasil e Hypermarcas.

Ainda que defenda uma das melhores opções de investimento em 2015, as ações da Suzano pesaram em outubro, com queda de nada menos que 14,2%. Ao fim de outubro, a empresa, segunda maior produtora mundial de celulose de eucalipto, informou que a escassez de chuvas no sul da Bahia a levou a antecipar em uma semana a parada programada para manutenção da linha 1 da fábrica de Mucuri.
Apesar da baixa no mês passado, a Guide Investimentos incluiu os papéis em seu portfólio. O analista Rafael Ohmachi diz enxergar uma forte demanda por papel e celulose vinda do mercado externo, com destaque para Europa, e vê no processo de desalavancagem um fator positivo para a Suzano. Para ele, a queda das ações foi exagerada e o cenário segue favorável.
Já a equipe da Citi Corretora preferiu continuar com as units da Klabin na carteira. Dentre os aspectos positivos, a casa menciona a aceleração no crescimento da receita nos últimos três trimestres e a expectativa de forte crescimento para o Ebitda nos próximos três anos, por conta do início das operações de sua nova planta de celulose em 2016.

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terça-feira, 3 de novembro de 2015

BM&FBovespa e Cetip conversam sobre possível fusão e ações disparam

A BM&FBovespa mantém “tratativas preliminares” com a Cetip para uma possível fusão, informou a Bolsa nesta terça-feira. O objetivo das conversas é formular uma proposta de combinação das duas companhias aos conselhos de administração, para posterior avaliação dos acionistas.
“Não se pode assegurar que tais tratativas resultarão em uma oferta ou transação de qualquer natureza”, acrescentou a BM&Bovespa. “Não existe, neste momento, qualquer proposta sobre a estrutura econômica ou societária ou sobre outros termos e condições de uma eventual transação.”
A fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip deve ocorrer com aporte de capital e também com troca de ações. Segundo uma fonte de mercado, provavelmente ficará no mercado a ação da BM&F e será oferecida uma relação de troca para os acionistas da Cetip. Para fechar o negócio, a BM&FBovespa utilizará os R$ 450 milhões que entraram em caixa após a venda, no mês passado, de 20% da fatia que a bolsa detinha no CME Group, principal mercado de derivativos do mundo.
As ações da Cetip e da BM&FBovespa estavam entre os destaques de alta do Ibovespa nesta manhã. Enquanto o índice da Bolsa paulista subia  1,43% às 10h38, Cetip ON ganhava 7% e BM&FBovespa avançava 6%.

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